Olá meninas J
O nosso projeto tem como focos a participação (Sandra Baptista) e a autonomia (Márcia Oliveira). No entanto, a partir do momento em que definimos o nosso foco, tivemos que arranjar uma estrutura comum à díade, sendo que nos focamos na autorregulação das aprendizagens das crianças. Segundo Rosário (2004b), a autorregulação é “um processo activo no qual os sujeitos estabelecem os objectivos que norteiam a sua aprendizagem tentando monitorizar, regular e controlar as suas cognições, motivação e comportamentos com o intuito de os alcançar.” (p.37, citado por Rosário, Núñez & González-Pienda, 2007, p.11). Todavia, a autorregulação pressupõe a utilização de um modelo cíclico de aprendizagem e, na perspetiva de Zimmerman (1998, 2000), tal modelo da aprendizagem autorregulada fundamenta o modelo PLEA (planificação, execução e avaliação) (citado por Rosário, Núñez & González-Pienda, 2007, p. 22).
Na perspetiva de Rosário, Núñez & González-Pienda, (2007), a planificação pressupõe pensar num plano, isto é, pensar no que fazer, quando fazer e como fazer; a execução corresponde ao pôr em prática o plano idealizado; por fim, a avaliação determina em que medida os objetivos do plano foram ou não cumpridos, fazendo-se assim o confronto com a planificação definida previamente.
Contudo, a partir do momento em que definimos a estrutura comum do nosso projeto, a díade enveredou por finalidades diferentes, tendo em conta o seu foco. Assim, a Sandra parte da participação das crianças na tomada de decisões relativas às suas aprendizagens com vista à autorregulação das mesmas, enquanto a Márcia parte da autorregulação das aprendizagens para a construção da autonomia das aprendizagens das crianças.
Deste modo, o nosso projeto tem por base o desenvolvimento de atividades que impliquem a planificação, a execução e a avaliação das aprendizagens das crianças. Estas atividades foram desenvolvidas ao longo do semestre, em momentos livres e orientados, uma vez que a autorregulação é transversal. Relativamente ao grupo de crianças com o qual implementámos o nosso projeto, este foi constituído pelas cinco crianças mais velhas do grupo. Em conversas com as orientadoras (da universidade e cooperante) e face à complexidade do nosso projeto, escolhemos estas crianças porque, para além de estarem em fase de transição, apresentam um bom nível de participação e de autonomia. No entanto, em momentos de atividade livre tentávamos ter em consideração outras crianças inseridas no grupo, ainda que a nossa recolha de dados não assentasse nessas crianças.
Pedimos desculpa pela extensão do post, mas era necessária para que compreendessem o nosso projeto J
Continuação de um bom trabalho J
Beijinho.
Márcia Oliveira e Sandra Baptista.
Referência Bibliográfica:
Rosário, P., Núñez, J. e González-Pienda, J. (2007). Auto-regulação em crianças sub-10: Projecto Sarilhos do Amarelo. Porto editora.