Olá a todos!
Neste post gostaríamos de partilhar o trabalho que temos vindo a desenvolver no âmbito dos nossos projetos de investigação-intervenção.
Os temas inerentes a ambos os projetos são a Organização e Gestão do Processo de Ensino e de Aprendizagem e a Educação em Ciências.
O processo de organizar e gerir o ensino e a aprendizagem requer um profissional de educação capaz de fazer com que alguém aprenda alguma coisa. Este processo envolve três vertentes fundamentais - planificação, implementação e avaliação – que requerem um profissional de educação que conceba estratégias de ensino de qualidade adequadas à diversidade de crianças e às necessidades do contexto (Despacho n.º 16034 de 22 de Outubro de 2010, Padrões de Desempenho Docente; Santos, 2007; Roldão, 2009).
Relativamente à Educação em Ciências esta emerge do projeto do Agrupamento de Escolas de São Bernardo que integra o contexto educativo no qual estamos inseridas - Jardim de Infância do Griné.
Neste sentido, concebemos estratégias de ensino que visam intervir na Educação em Ciências no Pré-Escolar através do desenvolvimento de uma sequência didática e da exploração de um recurso didático acerca da temática do Ar e Voo, respetivamente. Pretende-se em ambos os projetos averiguar as conceções alternativas das crianças acerca das temáticas supracitadas bem como, as aprendizagens ao nível dos conteúdos, capacidades, atitudes e valores realizadas após a implementação dos mesmos.
Iniciámos as intervenções relativas aos projetos no dia 13 de novembro. Realizámos quatro sessões que permitiram às crianças a exploração das caraterísticas físicas do ar. Posteriormente, iremos realizar três sessões que possibilitem a exploração do voo e de diferentes objetos voadores (aviões de papel e paraquedas).
Bom trabalho!
Sónia e Cristiana
Olá a todas.
Para o nosso primeiro post decidimos dar-vos a conhecer o grupo de crianças com o qual temos a oportunidade de interagir.
O contexto educativo onde nos encontramos inseridas é o Centro de Infância, Arte e Qualidade [CIAQ] no edificio sede que se situa no Campus Universitário de Aveiro.
Encontramo-nos na sala heterogénea 5, cuja responsável é a Educadora Eunice Bastos. Este grupo de crianças é multidimensionalmente heterogéneo, sendo composto por vinte e duas crianças: duas crianças de dois anos; cinco crianças de três anos; onze crianças de quatro anos e quatro crianças de cinco anos.
Convém realçar que a maior parte das crianças já frequenta a instituição há algum tempo, dado que são provenientes da valência de Creche, o que é visível pelo à vontade que as crianças manifestam quando estão no jardim-de-infância, assim como pela interação com o restante pessoal da instituição. Todavia três crianças do referido grupo não frequentaram a creche desta instituição. Este grupo demonstra um grande interesse por jogos, atividades de caráter motor, jogo simbólico e ainda pela leitura.
De uma maneira geral, estas crianças são autónomas nas suas rotinas diárias e na utilização de materiais e equipamentos existentes na sala. No decorrer das atividades, espontâneas ou planificadas, de forma global, as crianças são bastante participativas, ativas, interativas, curiosas, atentas e envolvem-se com elevados níveis de entusiasmo, alegria e boa disposição. A vivacidade, a expressividade, autenticidade e felicidade são constantes neste grupo.
Não obstante, o ouvir o outro, a tomada de vez, constitui-se como uma dificuldade, já que as crianças parecem impacientes sempre que devem aguardar pela sua vez para falar. Cada uma das crianças tem sempre algo para partilhar com o grupo, manifestando, assim, a sua necessidade de se evidenciar.
De uma forma geral pode dizer-se que o grupo é bastante autónomo e reivindicativo. Toma iniciativa e participa em tudo o que lhes suscita interesse, muitas vezes sem dar tempo ao tempo, reflexo da vontade de fazer coisas novas e diversificadas. Esporadicamente existe um pequeno grupo que necessita ser estimulado e solicitado.
Enfim, são um grupo de crianças alegres e sorridentes… às vezes marotas, mas muito carinhosas e sempre prontas a dar beijinhos e abraços quando menos se espera.
Cada dia de estágio é um verdadeiro desafio para o qual esperamos ser capazes de atingir os objetivos e, essencialmente, proporcionar momentos de desenvolvimento pessoal, aprendizagens, brincadeira e muito carinho. ![]()
Continuação de bom trabalho para todas.
Beijinho,
Cátia e Ana
Olá!
Quem já se encontra a aplicar os projetos de intervenção e de investigação de SIE? Como está a correr?
O meu projeto intitulado de "Compreensão na leitura e alimentação saudável na Educação Pré-Escolar" surge com a preocupação de sensibilizar as crianças para a importância de uma alimentação saudável, uma vez que a obesidade infantil constitui um grave problema de saúde que é necessário combater desde as idades mais precoces.
No âmbito do estudo que irei realizar, pretendo conceber, implementar e avaliar uma intervenão didática, centrada na exploração de obras de literatura infantil, que me vai permitir abordar com as crianças questões problemáticas relacionadas com uma alimentação saudável e desenvolver nelas competências em compreensão na leitura.
Vou começar a implementação na próxima semana (dias 19, 20 e 21) com o albúm "A sopa verde" de Chico com atividades de leitura, reconto, ordenação de imagens da história, desenhos e diálogos sobre a nossa alimentação e a do porquinho da história (será saudável ou não?).
Estou motivada e tranquila e espero que corra tudo bem! :)
Continuação de bom trabalho
Beijinho
Patrícia
A 7ª semana de intervenção (do dia 21 ao dia 23 de Novembro) foi da responsabilidade da Andreia.
Na segunda-feira iniciámos o tema do “bacalhau”. Levámos um bacalhau inteiro e uma embalagem de bacalhau já desfiado. As crianças tiveram a oportunidade de sentir a textura do bacalhau e também o sabor. Algumas crianças ficaram de tal modo entusiasmadas que comeram algum bacalhau cru. Posteriormente, o bacalhau inteiro foi colocado na água (demolhado), para no dia seguinte o podermos desfiar. O bacalhau que já vinha minimamente desfiado foi dado às crianças, para que estas continuassem o processo. Trabalhámos a questão do sal, como é seco o bacalhau, entre outras utilidades.
No dia seguinte, as crianças puderam interpretar a receita de bolinhos de bacalhau e colocar “a mão na massa”. Levaram alguns ingredientes que tinham sido pedidos e começaram o trabalho. Descascaram batatas, partiram os ovos, colheram salsa da horta da escola e misturaram todos os ingredientes. Esmagaram a mistura com um garfo, moldaram os bolinhos com as mãos e nós fritámos. No final do dia, todas as crianças puderam comer os bolinhos que confeccionaram. Esta actividade foi um sucesso, pelo que no dia seguinte fritámos mais bolinhos com a massa que sobrou, as crianças adoraram e ainda oferecemos às crianças do 1ºCEB que queriam participar.
Sendo “o bacalhau” o projecto de agrupamento, decidimos fazer um livro de receitas de bacalhau. Neste dia, quarta-feira, enquanto esperavam pelos bolinhos, as crianças registaram em A3 (desenho) o processo dos bolinhos de bacalhau, assim como os ingredientes em questão. Estes registos farão parte do livro da sala, juntamente com as receitas trazidas pelas crianças.
A maior dificuldade que continuamos a sentir é pelo grupo ser muito heterogéneo, o que por vezes se torna complicado criar actividades que aliciem o grupo no geral. Como tal, tentamos sempre criar actividades de recurso, caso contrário, as crianças que não quiserem participar no que propomos, poderão brincar livremente.
A presente reflexão surge no âmbito da disciplina de Prática Pedagógica Supervisionada A2 e consiste num registo das nossas vivências (Andreia Jesus e Cristiana Caldeira) até ao momento no contexto, Centro Infantil da Légua, na sala do Pré-Escolar.
Para quem não conhece o centro social da Légua este localiza-se em Ílhavo, na freguesia da Légua, neste encontram-se em funcionamento 3 salas do 1ºCEB e uma sala do pré-escolar.
Esta nova experiência, enquanto educadoras de infância, é supervisionada pela Professora Gabriela Portugal (orientadora da UA) e pela Educadora Laura (orientadora cooperante).
A nossa sala é constituída por 23 crianças cujas idades se situam entre os 3 e 5 anos, um grupo muito heterogéneo, não só a nível da faixa etária, bem como ao nível sociocultural. Esta multiplicidade faz com que o trabalho desenvolvido com o grupo seja sempre um desafio.
Ao longo do tempo tem sido possível contactar com esta nova realidade, que se tem vindo a revelar completamente diferente, do contexto anterior (1º CEB). O facto de estarmos num ambiente pré-escolar com crianças mais novas, dos 3 aos 6 anos de idade, faz com que exista uma multiplicidade de acontecimentos e de actividades a serem desenvolvidas e a desenvolver.
A 6ª semana de intervenção (do dia 14 ao dia 16 de Novembro) foi da responsabilidade da Andreia, sendo que planificamos em conjunto, pois consideramos ser uma mais-valia.
Na segunda-feira iniciámos o tema da “água”. Propusemos às crianças para que estas visualizassem recipientes com água no estado líquido, sólido e gasoso. Este último foi demonstrado através da fervura da água, em que pedimos às crianças para colocarem as mãos na superfície de forma a perceberem que estas ficam molhadas e quentes. Com o gelo o procedimento foi o mesmo, as crianças puderam pegar nas pedras de gelo e sentirem as mãos molhadas e frias. Questionámos as crianças sobre o porquê do gelo derreter nas nossas mãos e ouvimos as ideias que partilharam. No final da actividade, fizemos chá com a água fervida.
No dia seguinte, foi feita uma visita ao Museu Navio de Sto. André, em Ílhavo. Este navio era da pesca do bacalhau e encontra-se de momento para exposição. Depois da visita questionei as crianças sobre o facto de os barcos não irem ao fundo e para que servem os barcos. Esta será uma forma de introduzir o projecto a desenvolver pelo agrupamento, “O bacalhau”. Para dar continuidade ao dia anterior e mantendo a temática da água, realizámos uma experiência com as crianças, “Flutua ou não flutua?”. Esta actividade pode ser realizada com qualquer objecto, pelo que puderam ser as crianças a sugerir o que pretendessem testar. Aproveitando a visita ao Navio Museu de Sto. André, colocámos alguns barcos na água e trabalhámos com as crianças o porquê destes não afundarem.
No dia 16 de Novembro, para terminar a semana, resolvemos fazer barquinhos em origami. Todas as crianças participaram e puderam colorir e denominar o seu barco. Todos os trabalhos foram pendurados na sala e as crianças fizeram registos (desenhos) sobre a pesca do bacalhau. Colaram um barquinho (origami) numa folha de desenho e completaram acrescentando a rede, o mar, o sol, entre outros.
Em paralelo com a prática pedagógica encontra-se a ser desenvolvido por nós um projecto criado no âmbito da Unidade Curricular de Seminário de Investigação Educacional, com o objetivo de desenvolver competências sociais.
Como um projecto deve nascer da própria realidade, foi durante a prática pedagógica supervisionada A1 (Colégio D. José I – 2ºano) que diagnosticámos a falta de auto-organização e capacidade de iniciativa por parte das crianças. A constatação da falta de autonomia nos alunos, dentro da sala de aula, e uma grande dependência do Professor/Educador no processo de ensino/aprendizagem, influenciou e motivou a nossa investigação.
Este projecto tem como objectivo geral, a promoção de autonomia nas crianças. A nossa intenção é organizar um conjunto de experiências a partir das quais as crianças aprendem e desenvolvem competências pessoais e sociais. Através da organização das crianças nas rotinas existente, pretendemos elaborar estratégias que facilitem a sua auto-organização e iniciativa no dia-a-dia. Uma das estratégias propostas é através da eleição de ajudantes, estes ficarão responsáveis por algumas tarefas diárias (Ex: fazer o comboio, distribuir os pacotes de leite, etc.), desta forma serão criadas um conjunto de regras que organizarão o dia-a-dia da sala.
A outra estratégia incidirá mais ao nível dos métodos de gestão do trabalho proposto. Será dado as crianças um projecto, no início da semana, que estas terão de realizar até ao final dessa mesma semana. Estes terão autonomia para organizar e gerir o seu projecto quando e como quiserem mas terão de o terminar no prazo estipulado. Com isto, pretendemos que as crianças tenham maior margem de liberdade para se auto-organizarem nas diferentes actividades, funcionem de forma mais autónoma e que se apropriem de estratégias de trabalho, facilitando a sua adaptação ao 1.ºCEB.
Reflexao_sobre_a_6_semana_de_intervencao.d
Aqui segue, na hiperligação acima indicada, a reflexão acerca da 6ª semana de intervenção (de 14 a 16 de Novembro)
As alunas,
Joana Tavares e Rita Gonçalves