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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
Reflexão sobre a 6ªsemana de intervenção

 A presente reflexão surge no âmbito da disciplina de Prática Pedagógica Supervisionada A2 e consiste num registo das nossas vivências (Andreia Jesus e Cristiana Caldeira) até ao momento no contexto, Centro Infantil da Légua, na sala do Pré-Escolar.

Para quem não conhece o centro social da Légua este localiza-se em Ílhavo, na freguesia da Légua, neste encontram-se em funcionamento 3 salas do 1ºCEB e uma sala do pré-escolar.

Esta nova experiência, enquanto educadoras de infância, é supervisionada pela Professora Gabriela Portugal (orientadora da UA) e pela Educadora Laura (orientadora cooperante).

A nossa sala é constituída por 23 crianças cujas idades se situam entre os 3 e 5 anos, um grupo muito heterogéneo, não só a nível da faixa etária, bem como ao nível sociocultural.  Esta multiplicidade faz com que o trabalho desenvolvido com o grupo seja sempre um desafio.

Ao longo do tempo tem sido possível contactar com esta nova realidade, que se tem vindo a revelar completamente diferente, do contexto anterior (1º CEB). O facto de estarmos num ambiente pré-escolar com crianças mais novas, dos 3 aos 6 anos de idade, faz com que exista uma multiplicidade de acontecimentos e de actividades a serem desenvolvidas e a desenvolver.

A 6ª semana de intervenção (do dia 14 ao dia 16 de Novembro) foi da responsabilidade da Andreia, sendo que planificamos em conjunto, pois consideramos ser uma mais-valia.

Na segunda-feira iniciámos o tema da “água”. Propusemos às crianças para que estas visualizassem recipientes com água no estado líquido, sólido e gasoso. Este último foi demonstrado através da fervura da água, em que pedimos às crianças para colocarem as mãos na superfície de forma a perceberem que estas ficam molhadas e quentes. Com o gelo o procedimento foi o mesmo, as crianças puderam pegar nas pedras de gelo e sentirem as mãos molhadas e frias. Questionámos as crianças sobre o porquê do gelo derreter nas nossas mãos e ouvimos as ideias que partilharam. No final da actividade, fizemos chá com a água fervida.

No dia seguinte, foi feita uma visita ao Museu Navio de Sto. André, em Ílhavo. Este navio era da pesca do bacalhau e encontra-se de momento para exposição. Depois da visita questionei as crianças sobre o facto de os barcos não irem ao fundo e para que servem os barcos. Esta será uma forma de introduzir o projecto a desenvolver pelo agrupamento, “O bacalhau”. Para dar continuidade ao dia anterior e mantendo a temática da água, realizámos uma experiência com as crianças, “Flutua ou não flutua?”. Esta actividade pode ser realizada com qualquer objecto, pelo que puderam ser as crianças a sugerir o que pretendessem testar. Aproveitando a visita ao Navio Museu de Sto. André, colocámos alguns barcos na água e trabalhámos com as crianças o porquê destes não afundarem.

No dia 16 de Novembro, para terminar a semana, resolvemos fazer barquinhos em origami. Todas as crianças participaram e puderam colorir e denominar o seu barco. Todos os trabalhos foram pendurados na sala e as crianças fizeram registos (desenhos) sobre a pesca do bacalhau. Colaram um barquinho (origami) numa folha de desenho e completaram acrescentando a rede, o mar, o sol, entre outros.

Em paralelo com a prática pedagógica encontra-se a ser desenvolvido por nós um projecto criado no âmbito da Unidade Curricular de Seminário de Investigação Educacional, com o objetivo de desenvolver competências sociais.

Como um projecto deve nascer da própria realidade, foi durante a prática pedagógica supervisionada A1 (Colégio D. José I – 2ºano) que diagnosticámos a falta de auto-organização e capacidade de iniciativa por parte das crianças. A constatação da falta de autonomia nos alunos, dentro da sala de aula, e uma grande dependência do Professor/Educador no processo de ensino/aprendizagem, influenciou e motivou a nossa investigação.

Este projecto tem como objectivo geral, a promoção de autonomia nas crianças. A nossa intenção é organizar um conjunto de experiências a partir das quais as crianças aprendem e desenvolvem competências pessoais e sociais. Através da organização das crianças nas rotinas existente, pretendemos elaborar estratégias que facilitem a sua auto-organização e iniciativa no dia-a-dia. Uma das estratégias propostas é através da eleição de ajudantes, estes ficarão responsáveis por algumas tarefas diárias (Ex: fazer o comboio, distribuir os pacotes de leite, etc.), desta forma serão criadas um conjunto de regras que organizarão o dia-a-dia da sala.

A outra estratégia incidirá mais ao nível dos métodos de gestão do trabalho proposto. Será dado as crianças um projecto, no início da semana, que estas terão de realizar até ao final dessa mesma semana. Estes terão autonomia para organizar e gerir o seu projecto quando e como quiserem mas terão de o terminar no prazo estipulado. Com isto, pretendemos que as crianças tenham maior margem de liberdade para se auto-organizarem nas diferentes actividades, funcionem de forma mais autónoma e que se apropriem de estratégias de trabalho, facilitando a sua adaptação ao 1.ºCEB.


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publicado por andreiafjesus às 17:05

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De ritagoncalves a 1 de Dezembro de 2011 às 11:12
Olá Andreia e Cristiana =)

Achámos muito interessantes as vossas ideias!!! E dar continuidade ao projeto do agrupamento é uma ideia muito boa, pois assim as estratégias que vocês usam têm sempre um tema integrador, o que faz com que tudo tenha mais sentido para as crianças.


Quanto ao vosso projeto de SIE, como está a correr? As crianças aderiram bem? Achámos a ideia da realização do projeto, com a gestão do tempo feita pelas crianças muito original e interessante!!!


Beijinhos e Parabéns.



Joana Tavares e Rita Gonçalves


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