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Domingo, 22 de Dezembro de 2013
Reflexão Intermédia

Boa tarde meninas:)

Deixo-vos com a minha reflexão intermédia:


Segundo Flores (2010), suportada em vários autores (Calderhead, Shorrock, 1997; Hauge, 2000; Fores, 2001; Flores e Day, 2006) “Tornar-se professor constitui um processo complexo, idiossincrático e multidimensional que implica o «aprender a ensinar» (às vezes associado aos aspectos mais técnicos do ensino e à socialização profissional, decorrente da interacção entre o indivíduo e o contexto), bem como a construção da identidade profissional.” (p. 182). É exatamente a iniciar este longo processo que tanto eu como colega, ou como qual quer uma das minhas colegas de curso, nos encontramos a dar os primeiros passos para a construção da nossa “identidade profissional”. Enquanto futuras profissionais na área da educação, a gora a construir a nossa “identidade profissional” qualquer uma de nós de procurar que encontrar um equilibro não só enquanto promotores das aprendizagens das crianças mas também enquanto promotoras das nossas próprias aprendizagens.

Nesta segunda fase de intervenção surgiram novas dificuldades/problemas, como já seria de esperar, sendo estas mesmas dificuldades que nos fazem procurar e experimentar soluções para esses mesmos problemas e será a partir desta atitude de procura que melhoraremos enquanto futuras professoras.

Tal como já tinha referido na primeira reflexão, um dos meus principais receios e primeiras dificuldades, trata-se da transmissão da informação, via oral, e com a clareza do meu discurso, o que se encontra diretamente relacionada com a problemática em foco para o projeto de intervenção e de investigação, . Tal como afirmam Cadima, Leal e Cancela (2011, p. 15), suportadas em Rubie-Davies (2007), “os professores eficazes e que possuem elevadas expectativas oferecem aos seus alunos um enquadramento que contextualiza as aprendizagens, através do fornecimento de instruções e explicitações claras, da orientação constante da atenção do aluno para a tarefa e do estabelecimento de ligações entre novos conceitos e os anteriores.”. Assim, de forma a tentar combater esta minha dificuldade procurei “preparar” o meu discurso ao longo da planificação. Claro que não seria um guião de discurso inflexível, mas sim um discurso que seria adaptado no decurso da ação, mas que contemplava os itens principais sobre os quais pretendia falar. Ao realizar este processo deixava bastante mais claro para mim como iria expor aos alunos determinado tema, tornando o meu discurso mais fluido, claro e direto, sendo que, segundo Cadima, Leal e Cancela (2011), suportadas em Cameron et al. (2005) e Emmer e Stough (2001), “a clareza da instrução e da comunicação do professor, através da enunciação de expectativas claras, quer em termos académicos que em termos comportamentais, tem sido associada a uma manutenção de níveis d envolvimento mais elevados e consequentemente, a melhores aprendizagens por parte dos alunos.” (Cadima, Leal e Cancela, 2011, pp. 16-17).

            Ainda indo de encontro à citação de Cadima, Leal e Cancela suportadas em Rubie-Davies (2007), uma das minhas principais dificuldades centrava-se na “orientação constante do aluno para a tarefa” (Cadima, Leal & Cancela, 2011, 15), pois, sendo um 1.º ano em inicio de ano letivo ainda a apreender as regras de sala de aula, os comportamentos que dos alunos são esperados e quais os comportamentos que deverão (ou não ter), senti que era necessária uma grande assertividade, e clareza quando são dadas as instruções, por exemplo, foi dada a instrução para que todos os alunos parassem de brincar ou mexer nos estojos, a consequência de quem se mexesse no mesmo era este ser-lhe retirado. Um dos alunos começou a brincar com o estojo e o mesmo foi-lhe retirado, a criança deu início a um choro, mas rapidamente parou de chorar, pois sabia que tinha quebrado uma regra e aquela era a consequência.

 Assim, deixar as expectativas bastante claras relativamente ao que é esperado dos alunos quer a nível comportamental, quer a nível académico, é bastante importante para que os mesmos saibam que atitudes tomar e como se comportar. Para isso, antes do início de cada atividade procuro deixar claro, e ao longo do percurso que temos vindo a percorrer cada vez mais, quais os materiais que vamos necessitar, quais não vamos necessitar e em quais não se vai mexer, de forma a não causar distração, por exemplo, se vamos necessitar do lápis de cor azul, vermelho e verde peço-lhes que retirem apenas esses 3 lápis e não a bolsa toda dos mesmos, caso contrário seria certamente motivo para distrações. Um outro exemplo bastante claro é durante a leitura de histórias. Nestes momentos, existem alunos que têm de ser alertados de forma a arrumar os estojos na mochila, outros, pelo contrário, sabendo são incapazes de não brincar com o mesmo durante a leitura da história, por iniciativa própria e sem que sejam alertados para tal, arrumam-nos, assim que sabem qual é a atividade que irão realizar.

           

 

Uma outra questão que me tem levantado algumas dificuldades, em particular com um aluno em específico, é o tempo que deveremos dar para cada aluno dar a resposta a uma questão que lhe é colocada. Tal como já havia sido discutido, muitas vezes os alunos colocam o dedo no ar para responder a uma questão que foi levantada, mesmo não sabendo a resposta a essa mesma questão. Pessoalmente, tenho dado algum tempo para que pensem e depois questiono-os “Sabes a resposta?”. Muitas das vezes não respondem imediatamente a esta questão ao que reforço “Precisas de ajuda para responder? Quem consegue ajudar o aluno X? Então, X, (e repito a pergunta inicial)? ”. No entanto, em questões dirigidas a determinados alunos, existe um dos alunos que não corresponde a nenhum destes estímulos, demonstra-se desinteressado e ausente e de dia para dia aparenta piorar. Quando questionado diretamente, não responde, mesmo quando sabe a resposta evita vocalizar a mesma. Por exemplo, numa situação em concreto, durante a exploração do ditongo –oi pedi a esse mesmo aluno que me nomeasse um animal muito parecido com um touro mas que tivesse o som –oi , diversos colegas disseram em voz alta a resposta correta (Boi), mas a resposta desse mesmo aluno foi vaca, perguntei então se ouvia o som –oi na palavra vaca, encolheu os ombros,  e não me voltou a responder nem quando lhe disse que não havia problema em não saber pois estávamos ali para aprender, ou mesmo quando me enganei e em vez de dizer “Um animal com o ditongo –oi que á muito parecido com o touro”  mas sim “Um animal com o ditongo –oi que é muito parecido com o boi”.

 

            Penso que as questões relacionadas com este não serão uma dificuldade apenas minha e da minha colega mas até da própria professora. Assim, para além de procurar literatura que me ajude a lidar com o comportamento deste aluno, deveremos manter uma postura assertiva e coesa entre as três, nunca nos contradizendo, o que até à data nunca ocorreu, e prestando sempre uma especial atenção ao seu comportamento de forma a que possamos intervir de forma atempada.

            Uma outra dificuldade que por mim tem vindo a ser demonstrada é a organização da informação no quadro, o que dificulta não só a apreensão dos conhecimentos por parte das crianças, mas também da leitura das informações da minha parte. Sei que deverei continuar a corrigir. Uma das técnicas que tenho procurado utilizar é, em casa, no final da preparação das aulas, em folhas brancas, imaginar que são o quadro, e como é que eu iria expor a informação: será mais compreensível deste? Ou será necessário alterar algo?; penso que esse treino prévio, me tem ajudado, no entanto necessito de muito mais treino, pois ainda faço muita confusão, principalmente no que toca, à escrita manual.

            No entanto, e apesar de todas as dificuldades sentidas, encaro este processo como um processo de desenvolvimento quer pessoal quer académico, no qual tenho também, sem dúvida alguma, de identificar algumas das conquistas que foram sendo realizas ao longo deste curto processo como, por exemplo, a existência de “ um clima emocional global, caracterizado por proximidade e pouco conflito, predizia comportamentos próssociais e um menos números de comportamentos disruptivos” afirmam Cadima, Leal e Cancela suportadas em Howes (2000) (Cadima, Leal e Cancela, 2011, p.19). Esses mesmos comportamentos não se devem apenas ao meu desempenho, mas sim à interatividade que tem existido entre a díade e a docente da turma, demostrando ter atitudes coesas e de forma consistente, o que é fundamental não só quando trabalhamos em díade, ou grupo, mas também, quando estivermos enfrente a uma turma sozinhas, no qual as nossas atitudes devem ser tomadas da mesma forma.

            A cada intervenção compreendo melhor “que, por um lado é importante ter em especial atenção os processos interativos que ocorrem diariamente nas salas de aula e, por outro, ter presente que são vários os processos interativos que devem ser valorizados” (Cadima, Leal e Cancela, 2011, p.20), pois esses mesmos processos podem condicionar fortemente as aprendizagens dos alunos, mesmo que essas interações nem sempre sejam realizadas de forma consciente.

            Assim, considero esta fase de intervenção bastante enriquecedora pois permitiu-me fazer um levantamento das minhas principais dificuldades, mas só assim serei capaz de refletir acerca das mesma de forma melhorar e tornar-me uma melhor profissional pois tal como afirma Alarcão, “Neste processo estou a descobri-me e conhecer-me a mim próprio como professor e a conhecer as condições em que exerço a minha profissão para poder assumir-me como profissional de ensino.”(Alarcão,1996, 182).

 

Continuação de um bom trabalho,


Beijinhos, Vanessa

 

Bibliografia

·         Alarcão, I. et al (1996). Formação Reflexiva de Professores Estratégias de Supervisão. Ser Reflexivo. Porto: Porto Editora. (pp.173-189)

·         Cadima, J. ,Leal, T., e Cancela J. (2011).  Interações professor-aluno nas salas de aula no 1.º CEB: Indicadores de qualidade. Universidade do Minho: Revista Portuguesa de Educação (pp. 7.-34)

·         Flores, A. (2010). Algumas reflexões em torno da formação inicial de professores. Educação. Vol. 33, N. 3. Porto Alegre. (pp.182-188)

 



publicado por vanessasamouco às 15:28

3

De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 20:12
Olá Vanessa,

Após ler a tua reflexão constatei que refletes sobre a tua ação e dás exemplo concretos. Todas nós sentimos dificuldades, que tentámos ultrapassar com a partilha de experiências com colegas e com pessoas mais experientes, com os próprios erros, recorrendo a documentos de apoio, entre outros aspetos.
Gostava de saber qual foi a tua maior dificuldade. E os aspetos positivos que salientas da tua prática.

Beijinho,
Raquel Dias


De carolina-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 21:58
Olá Vanessa :)

Antes de mais confesso que me perdi no meio de tantas palavras e ideias. É bom partilharmos as reflexões umas das outras, de maneira a termos conhecimento das dificuldades, estratégias, etc. de cada uma de nós. Porém, ao teres apenas nos deixado a tua reflexão, penso que podias ter feito um resumo da mesma com as ideias principais, seria muito mais fácil a leitura e mais convidativo ;) fica a sugestão!

Relativamente ao teu post, gostei da tua reflexão pois apoiaste-te em autores para "defenderes" as tuas ideias, sempre aliado à tua opinião.
Como referes bem, dificuldades aparecem sempre e são elas que nos fazem crescer enquanto futuras profissionais ;) não sei se percebi bem, na tua planificação escrevias o que, possivelmente, podias dizer nas tuas aulas? Planificavas o teu discurso?
Mencionas que tiveste que recorrer a "uma grande assertividade", custou-te ter esta postura? Pois nem sempre é fácil adotarmos essas atitudes, pois podemos ser mal interpretadas e como consequência as crianças ficam chateadas e choram. Mas penso que tiveste uma atitude correta no exemplo que disseste :)
Dizes que as crianças se distraem muito, por exemplo, na leitura de histórias com os lápis. A tua opção é que eles arrumem, isso termina com a distração das crianças? Já pensaste porque é que as crianças não estão implicadas nesse momento?
Já te questionaste porque é que as crianças levantam o dedo mesmo não sabendo a resposta? O mesmo acontecia quando estava numa turma de 3.º ano, eram várias as situações que as crianças levantavam o dedo quando questionava e depois não sabiam a resposta. Provavelmente são os únicos momentos que as crianças têm para se movimentar, para ter atenção, etc. concordas?

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De vanessasamouco a 22 de Dezembro de 2013 às 22:30
Olá Carolina,

Antes de mais, obrigada pelas tuas criticas construtivas pois com certeza que me ajudarão no futuro:)

Sim, compreendes-te bem, o meu "possível" discurso era planificado, pensado e repensado de forma a atingir os objetivos de cada atividade, e transmitir-lhes as expectativas. De início, foi difícil ser assertiva, no entanto, não devemos confundir "ser assertivo" com "ser autoritário" ou "ser brusco". Quando utilizo a expressão "ser assertiva" quero dizer que pretendia transmitir as informações forma muito clara, direta, e sem dar espaço para que o comportamento da turma os leva-se a desviarem-se da tarefa.
Relativamente à necessidade de arrumarem os materiais na hora de conto, foi uma regra estabelecida com a turma mesmo antes de chegarmos, que foi renegociada. Isto é, alguns alunos já conseguiam estar com este tipo de materiais à frente sem terem a tendência constante de mexerem outros, nem tanto. Creio que isto acontecia por ser início do ano letivo e ainda se encontrarem em período de habituação a esta nova rotina e à passagem para um novo ciclo, com diferentes exigências.
Tendo em conta a turma na qual estava inserida, existia um grande dinamismo, sendo que existiam sempre 3 professoras a rodar constantemente na turma, creio que não era para terem atenção. No entanto em alguns dos casos penso que poderia ser porque o colega do lado colocou o dedo no ar, ou pela razão que apresentas-te, precisarem de se movimentar. No entanto em alguns dos casos, acabei por reparar numa questão, mesmo não sabendo, os alunos levantavam o braço, quando julgavam que nós íamos questionar os alunos que não tinham levantado (como era prática da professora), assim esta poderá ter sido uma estratégia que eles encontraram para tentarem não demonstrar o que não sabiam.

Continuação de um bom trabalho,

Beijinho, Vanessa :)


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