Blog da UC de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online
pesquisar neste blog
posts recentes

Balanço final do trabalho por projeto

Balanço do Projeto de Intervenção

Balanço Geral

As decorações do Natal

Reflexão Intermédia

O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

A importância do estágio supervisionado para a formação de professores

Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

Estratégias !

Momento de autonomia das crianças

arquivos

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

participar

participe neste blog

Domingo, 22 de Dezembro de 2013
O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

 

Olá meninas :) 

Hoje venho falar-vos das estratégias que implementei, em conjunto com a minha colega, no contexto onde nos encontrávamos a intervir.

 

Durante o período de intervenção achamos importante implementar estratégias que visassem a construção de um ambiente democrático, onde o aluno tivesse um papel ativo e onde tivesse vez e voz na organização e gestão do seu processo de ensino e aprendizagem. Desta forma optámos por implementar o conselho de turma e o diário de turma, na medida em que estas são duas estratégias onde o aluno pode participar e tomar decisões sobre o seu processo de ensino e aprendizagem.

Estas duas estratégias foram implementadas na quarta fase de intervenção, sendo que primeiramente introduzimos o conselho de turma e mais tarde, quando surgiu a necessidade de arranjar algum instrumento onde os alunos nos pudessem colocar questões, dar sugestões, dar feedback sobre as atividades que realizávamos ou até mesmo chamar a atenção para comportamentos ou atitudes que os seus colegas pudessem ter e que estes não achavam corretos, implementamos o diário de turma. Este último funciona como um registo da vida da turma, onde os alunos podem escrever sobre o que gostaram, o que não gostaram, o que fizeram ou o que gostariam de vir a fazer, possibilitando assim aos alunos a participação ativa na vida da turma.

Após a implementação destas estratégias fomo-nos apercebendo que os alunos começam a ficar interessados em participar e ajudar a gerir o seu próprio processo de ensino e aprendizagem. No 1º conselho de turma, os alunos participaram de forma civilizada, sendo que ao mesmo tempo começaram a perceber que este momento era o momento onde não iriamos “crucificar” as suas atitudes, mas onde iriamos em conjunto arranjar soluções para os problemas dos seus colegas.

Conforme fomos realizando os conselhos de turma e ao mesmo tempo analisando os diários de turma percebemos que em alguns alunos como: o Martim, a Maria Leonor, o João Pedro, entre outros já começavam a ter algumas mudanças ao nível do seu comportamento. Todavia os resultados não foram os mesmos em todos os alunos, sendo que assim senti a necessidade de implementar novas estratégias com alguns alunos, trabalhando assim com eles de uma forma mais individualiza, como foi o caso da Maria Leonor. Esta aluna apesar de ter modificado significativamente o seu comportamento, ainda não conseguia cumprir as regras que haviam sido estipuladas, sendo que optámos (em conselho de turma) por a colocar ao lado de um aluno calmo e trabalhador, mas a Maria Leonor acabava por distrair os seus colegas. Muitas vezes me questionei o porquê de tal acontecer. Será que a Maria Leonor fazia de propósito? Será que ela tinha a consciência do quanto perturbava as aulas? Será que ela tinha a perceção que incomodava os seus colegas ao ponto de estes não quererem estar sentados ao seu lado?

Estas foram algumas perguntas que me fui colocando e que me fizeram pensar em novas estratégias que ajudassem a Maria Leonor a autorregular o seu comportamento. Tentamos que ela estivesse sentada nos lugares da frente, ou até mesmo perto da regras de sala de aula, porém os resultados eram os mesmos e as perguntas surgiam novamente: “Porque será que ela se comporta assim?”, “Será que compreende que incomoda tantos os professores e os colegas?”, “Ou será que simplesmente não tem noção que o faz tantas vezes?”. Foi esta a pergunta que me fez refletir e perceber que a origem do problema podia estar aqui! A aluna em questão podia não se aperceber que incomodava muitas vezes a aula e que isso era prejudicial para si, mas não só.

Optei por implementar a estratégia de contagem de um determinado comportamento. No primeiro dia, a Maria Leonor, contabilizou 19 tracinhos, todavia no dia seguinte diminuiu para 13 e nos dias que se seguiram, a aluna conseguiu diminuir o número de tracinhos, chegando mesmo estes a ser pontuais já no fim da nossa intervenção. Assim e na minha opinião acho que o fato de a aluna se achar como parte integrante em todo o processo, facilitou todo este trabalho, uma vez que a mesma tomou consciência de que realmente o seu comportamento não era adequado a uma sala de aula.

 


tags:

publicado por sandramoura às 14:06

4

De joanafpereira a 22 de Dezembro de 2013 às 19:42
Olá Sandra :)

Adorei o teu post e a forma como descreves as tuas dificuldades com uma minoria dos alunos e, mais tarde, com apenas uma.
Dou-te os meus parabéns por duas razões! Primeiro porque foste capaz de te questionar e avaliar o teu trabalho, através de uma reflexão que me parece ter sido bem pensada. Através do teu questionamento pudeste avaliar o teu trabalho e perceber que nem sempre as nossas estratégias resultam porque as crianças são todas diferentes e as mesmas estratégias podem não resultar para o grande grupo. Em segunda lugar porque não desististe da "tua" aluna e foste mais além para conseguir responder às suas necessidades e assim melhorar o seu bem-estar. O professor deve ser sensível às necessidades das crianças para as ajudar a regular melhor as suas emoções, assim como a regular melhor as exigências emocionais da sala de aula (Rimm-Kaufman et al., 2002 cit. Cadima, 2011). Foi precisamente o que fizeste e com toda a certeza que Maria Leonor vai ser uma criança mais alegre e capaz de aproveitar todos os momentos agradáveis que a escola lhe pode proporcionar.

Bom trabalho :))
Beijinhos
Joana

Referência bibliográfica:
- Cadima, J., T. L. (2011). Interacções professor-aluno nas salas de aula no 1º CEB: indicadores de qualidade. Revista Portuguesa de Educação, 24(1) , 7-34.


De sandramoura a 22 de Dezembro de 2013 às 21:09
Olá Joaninha :)

Obrigado :) Realmente posso dizer que o trabalho que realizei com a turma e em particular com esta aluna surtiu efeito! E perceber que ela própria sentiu isso ainda nos deixa a nós mais felizes, pois podemos dizer que atingimos o nosso objetivo. Claro que não foi fácil, existiram avanços e recuos, mas fazer com que a criança seja parte integrante no processo, é sem dúvida uma grande estratégia ;)

Beijinhos e mais uma vez obrigada :)
Bom trabalho!


De marciaandreia a 22 de Dezembro de 2013 às 22:03
Olá Sandra :)

Antes de mais parabéns pelo teu post, conseguiste mostrar-nos um pouco do que fizeste durante a tua intervenção.
Achei super interessante teres refletido sobre um caso especifico, em que tiveste a necessidade de modificar as estratégias, pois na minha opinião, é o nosso dever enquanto professoras, se as coisas não se revelam como esperamos temos de mudar as nossas atitudes, temos de nos adaptar aos alunos e não eles a nós e o facto de teres modificado a tua estratégia, que deu um bom resultado com a aluna, a meu ver já é um grande passo para a tua evolução enquanto profissional :)
Tenho apenas uma questão para te colocar, que tipo de assuntos foram tratados nos concelhos de turma? Foram só os casos de "mau" comportamento? Qual foi a aderência dos alunos à sua participação nos conselhos de turma?

Continuação de um bom trabalho!

Beijinhos,
Márcia Santos


De sandramoura a 22 de Dezembro de 2013 às 23:31
Obrigado Márcia :)
Sim concordo contigo quando dizes "emos de nos adaptar aos alunos e não eles a nós".
Quanto às questões que levantas, posso-te dizer que o conselho de turma não funciona como um momento de aprendizagem somente para as crianças, mas também para nós. Durante estes períodos os alunos falavam sobre diversos aspetos, como por exemplo: "coisas" que os preocupavam, atividades que gostavam de realizar, visitas que gostavam de fazer, entre outras coisas.
Os alunos aderiram muito bem ao conselho de turma. Eu inicialmente estava receosa, pois era a primeira vez que estava a implementar algo do género, mas logo o receio passou pois os alunos começaram, como referi anteriormente a levar este momento como um tempo onde os mesmos podiam ver que alguém tentava dar resposta às suas preocupações e receios, participando ativamente na vida da turma.

Beijinhos
Sandra Moura


Comentar post

Autores
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
17
19

24
25
26
27
28

29
30
31


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários

RSSComentários do post