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Sábado, 21 de Dezembro de 2013
Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

O professor do 1.º Ciclo tem quase sempre um grande impacto na vida de todas as crianças, uma vez que é com estes que os alunos têm um maior contacto diário. Muitas vezes as crianças passam a maior parte dos seus dias na presença do seu professor, sendo que, em muitos casos, o tempo que as mesmas passam na escola na presença do professor, é maior do que o tempo que as mesmas passam com os seus pais. Assim, cada vez mais, o professor assume um relevante papel na vida dos seus alunos, na medida em que é com a ajuda deste que os alunos começam a consolidar muitos dos seus conhecimentos, que terão um papel decisivo na sua formação e desenvolvimento escolar e profissional. 

De facto, a segunda fase do período de intervenção veio mostrar-me a importância do papel que um professor do 1º ciclo desempenha na vida dos seus alunos, bem como as dificuldades que este enfrenta perante o grupo de crianças que está a lecionar. A importância que o professor desempenha na vida dos seus alunos não se prende apenas com a responsabilidade de lecionar os conteúdos nas diferentes áreas do conhecimento, como na Língua Portuguesa, na Matemática, no Estudo do Meio e nas Expressões Artísticas e Físico-Motoras, mas também com a responsabilidade de formar bons cidadãos e de responder às necessidades básicas que os mesmos têm quando se encontram na escola. Assim, torna-se imprescindível que o professor conheça as caraterísticas dos seus alunos bem como as particularidades de cada um, pois cada criança é diferente e necessita ser tratada como um ser único. Desta forma esta nova fase da prática pedagógica colocou-me novos desafios, mas também novas dificuldades, mas são essas dificuldades que me permitem crescer enquanto profissional da educação.

A educação pré-escolar e do 1º CEB são contextos muito diferentes, que apresentam exigências e necessidades distintas. No contexto pré-escolar o educador tem como foco a criança e, segundo as orientações curriculares para o pré-escolar, o mesmo deve: “Observar cada criança e o grupo para conhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades (...) ” (OCEPE, 1997), uma vez que só assim este será capaz de compreender melhor os seus alunos, podendo adequar as suas estratégias às caraterísticas das crianças. Este, ao contrário do professor do 1ºCEB, possuem metas de aprendizagem  que servem como “um ponto de apoio” e de orientação à sua prática pedagógica.

O grau de exigência torna-se portanto mais elevado, pois as minhas falhas não se irão repercutir só em mim, mas também nas crianças com quem trabalho, uma vez que os meus erros podem ter um efeito negativo sobre elas. Todavia as falhas acontecem, e todos os dias penso: “o que poderia ter mudado?”; “será que devia ter feito de maneira diferente?” “porque é que isto aconteceu?”. Todos os dias as respostas são diferentes e as dúvidas são maiores: “será que devia ter utilizado outra estratégia?”, “e se tivesse feito de outra forma?”. Este é um processo reflexivo que nós professores principiantes, e não só, devemos ter em conta, e que serve para melhorar a nossa prática pedagógica. Assim e ao longo deste curto período de tempo foram muitos os aspetos que me levaram a refletir, entre os quais destaco:

1.      A minha postura enquanto professora;

2.      A abordagem dos conteúdos;

3.      A gestão e organização da sala de aula.

Uma das minhas preocupações sempre se prendeu com a postura que havia de ter quando iniciasse esta nova fase, num contexto diferente, onde nunca havia intervindo. Como já referi o contexto do pré-escolar e do 1ºCEB são muito distintos, pois no primeiro ciclo os alunos já se encontram mais desenvolvidos, não mantendo um “relacionamento” tão próximo com o professor, ao contrário das crianças que frequentam o pré-escolar. Estas mantêm um “relacionamento” mais próximo com os educadores, levando a que nos afeiçoemos demais a elas e levando a que nos envolvamos em demasia em algumas situações. Este fato levou, a que durante a intervenção no contexto do pré-escolar, sentisse que algumas crianças se aproveitassem desse envolvimento para “manipular” algumas atividades que realizava, chegando mesmo a fazer com que estas não decorressem da forma como havia planeado.

Esta experiência fez-me pensar e refletir, levando a que a minha postura perante este novo contexto fosse diferente. Optei por manter um certo distanciamento sem deixar de dar a atenção que os alunos necessitam, contudo mantendo a postura de professora, pois estes têm de perceber que eu posso ser amiga, mas que ao mesmo tempo desempenho o papel de professora a quem eles devem respeitar. Acho que até ao momento, e de um modo geral, os alunos têm percebido que têm de me respeitar pois ali sou a professora deles, mas que ao mesmo tempo podem contar comigo quando necessitarem.

O segundo aspeto que me despertou alguma preocupação foi a bordagem de conteúdos, uma vez que nunca sabemos as questões que podem ser levantadas pelos alunos. Claro que temos de estar sempre preparadas e que devemos sempre estudar os conteúdos que vamos lecionar, todavia, e apesar de conseguirmos prever algumas questões que as crianças nos vão colocar existem outras em que isso não acontece pois as crianças são imprevisíveis e muito imaginativas. Porém saber que posso sempre contar com a ajuda da nossa orientadora cooperante e com a minha colega tranquiliza-me um pouco na medida em que me sinto mais apoiada, pois as mesmas poderão ajudar-me sempre que necessitar.

Por fim o último aspeto que me inquietou prende-se com a gestão e a organização da sala de aula, sendo que tal acontece em várias áreas como: a integração das crianças com necessidades educativas especiais (NEE); a gestão de alguns comportamentos e atitudes na sala de aula e a motivação de todos os alunos para os conteúdos que temos de lecionar, uma vez que este é um grupo bastante heterogéneo. Apesar de já ter realizado alguns projetos com crianças portadoras de deficiência, este foi um aspeto que me preocupou, na medida em que nunca o havia feito neste tipo de contexto, onde temos 3 crianças com capacidades e necessidades diferentes.

Meninas partilho isto com voces pois gostava de saber se alguém sentiu a mesma preocupação, se sim como as ultrapassaram?



publicado por sandramoura às 21:45

1

De marisaasilva a 22 de Dezembro de 2013 às 13:24
Olá Sandra :)
Concordo quando referes que o professor do 1.º CEB tem um papel fundamental na vida das crianças. E, cada vez mais, o professor assume outros papéis, para além do seu carácter pedagógico. Espera-se que seja também seja médico, psicólogo, amigo, enfim, que apoie sempre as suas crianças.

Quando dizes que o papel do educador é “Observar cada criança e o grupo para conhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades (...) ” (OCEPE, 1997), uma vez que só assim este será capaz de compreender melhor os seus alunos, podendo adequar as suas estratégias às caraterísticas das crianças. Este, ao contrário do professor do 1ºCEB, possuem metas de aprendizagem que servem como “um ponto de apoio” e de orientação à sua prática pedagógica." Assim, como o educador, o professor do 1.º CEB dos diferentes anos, deve estar atento ao seu grupo, percebendo as suas características e motivações, para que consiga a motivação dos alunos nas suas aulas. Só assim, conseguirá que todas as explorações dos conteúdos sejam significativos nas suas vidas.
Por último quando referes à tua postura, concordo que os alunos sejam mais autónomos e espera-se que assim seja. Quanto à proximidade considero que alguns deles ainda precisam de estabelecer esse contacto connosco. Principalmente no 1.º ano (contexto onde estive inserida), muitas das crianças necessitavam desta proximidade. E, quando no início das minhas intervenções preocupava-me que eles me vissem como "professora", sentia que em alguns momentos não estavam a ter significado para os alunos. Após a reflexão e questionamento que são imprescindíveis nesta fase, conclui que deveria ser mais autêntica e, com isto, as crianças mostraram mais interesses e todas as explorações de conteúdos tiveram mais significado para todos os intervenientes.

Beijinhos e bom fim de semana :)
Marisa


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