Olá meninas,
Tal como já foi referido, esta turma do 1.º ano de escolaridade é composto por 21 alunos, 12 rapazes e 9 raparigas com idades compreendidas entre os 6 e os 7 anos.
Considero ser bastante importante referir que nesta turma:
· Existem duas crianças diagnosticadas com doenças pertencentes ao Síndrome de Autismo, sendo que uma delas apenas se encontra integrada na turma a tempo parcial, apenas estando com a turma durante atividades especiais e realizando a socialização com os colegas de turma na hora do lanche da manha no contexto de sala de aula;
· Existem duas irmãs gémeas na turma;
· Existem crianças que já reconhecem, globalmente, a maior parte das palavras;
· Uma das crianças é órfã de pai e duas estão ao encargo dos avós.
Destacamos estas particularidades da turma, pois pensamos que irão influenciar a dinâmica das intervenções visto que será necessário uma particular atenção nestes casos.
Sendo esta uma turma de 1.º ano, fase de importante aquisição de competências de escrita, e de como iria eu ensinar essas competências a uma turma, é necessário que se compreenda qual o método que a professora da turma escolheu usar: Método de Leitura Global.
O Método de Leitura Global (MLG) assenta em princípios de apreensão global, interesse, avanço do simples para o complexo, isto é, parte-se dos elementos de significação da língua (palavra, frase, texto), ficando para um momento posterior a análise dos seus componentes (Borges, 1998), e é dada prioridade na perceção visual em detrimento da auditiva
Segundo Viana & Teixeira (2002), o MLG insere-se numa pedagogia de tipo ativo, em que a criança deve ser o principal agente da sua aprendizagem. Deve descobrir por si própria, e não ser o agente passivo do ensino dado pelo professor. O desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade constituem os fatores mais importantes reclamados pelos defensores destes métodos na educação e na formação da personalidade da criança. A criança aprende a ler, lendo como aprende a falar, falando.
No entanto, com o decorrer das intervenções, creio que o método utilizado embora fosse baseado no MLG, era um Método Misto pois apelava simultaneamente à análise e à síntese, sendo estres perspetivados como processos contínuos.
Os métodos mistos agrupam duas tendências: a primeira inicia o ensino pela apresentação global da palavra para, com maior ou menor rapidez, a decompor em sílabas e letras. A segunda parte da sílaba, associando rapidamente vogais e consoantes, apresentadas a partir de palavras com sentido.
Alguma de vós já experienciou um destes dois métodos? Qual deles preferem?
Beijinhos,
Vanessa Samouco
Bibliografia
Borges, T. M. (1998). Ensinando a ler sem silabar. Campinas: Papirus Editora. Viana, F.L. & Teixeira, M.M. (2002). Aprender a Ler: da Aprendizagem Informal à Aprendizagem Formal. Porto: Asa Editores.