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Sábado, 21 de Dezembro de 2013
Turma e Método de aprendizagem da leitura

Olá meninas,

 

Tal como já foi referido, esta turma do 1.º ano de escolaridade é composto por 21 alunos, 12 rapazes e 9 raparigas com idades compreendidas entre os 6 e os 7 anos.

Considero ser bastante importante referir que nesta turma:

·      Existem duas crianças diagnosticadas com doenças pertencentes ao Síndrome de Autismo, sendo que uma delas apenas se encontra integrada na turma a tempo parcial, apenas estando com a turma durante atividades especiais e realizando a socialização com os colegas de turma na hora do lanche da manha no contexto de sala de aula;

·      Existem duas irmãs gémeas na turma;

·      Existem crianças que já reconhecem, globalmente, a maior parte das palavras;

·      Uma das crianças é órfã de pai e duas estão ao encargo dos avós.

Destacamos estas particularidades da turma, pois pensamos que irão influenciar a dinâmica das intervenções visto que será necessário uma particular atenção nestes casos.

Sendo esta uma turma de 1.º ano, fase de importante aquisição de competências de escrita, e de como iria eu ensinar essas competências a uma turma, é necessário que se compreenda qual o método que a professora da turma escolheu usar: Método de Leitura Global.

O Método de Leitura Global (MLG) assenta em princípios de apreensão global, interesse, avanço do simples para o complexo, isto é, parte-se dos elementos de significação da língua (palavra, frase, texto), ficando para um momento posterior a análise dos seus componentes (Borges, 1998), e é dada prioridade na perceção visual em detrimento da auditiva

Segundo Viana & Teixeira (2002), o MLG insere-se numa pedagogia de tipo ativo, em que a criança deve ser o principal agente da sua aprendizagem. Deve descobrir por si própria, e não ser o agente passivo do ensino dado pelo professor. O desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade constituem os fatores mais importantes reclamados pelos defensores destes métodos na educação e na formação da personalidade da criança. A criança aprende a ler, lendo como aprende a falar, falando.

No entanto, com o decorrer das intervenções, creio que o método utilizado embora fosse baseado no MLG, era um Método Misto pois apelava simultaneamente à análise e à síntese, sendo estres perspetivados como processos contínuos.

Os métodos mistos agrupam duas tendências: a primeira inicia o ensino pela apresentação global da palavra para, com maior ou menor rapidez, a decompor em sílabas e letras. A segunda parte da sílaba, associando rapidamente vogais e consoantes, apresentadas a partir de palavras com sentido.

Alguma de vós já experienciou um destes dois métodos? Qual deles preferem?

 

Beijinhos,

 

Vanessa Samouco

 

 

 

Bibliografia

Borges, T. M. (1998). Ensinando a ler sem silabar. Campinas: Papirus Editora. Viana, F.L. & Teixeira, M.M. (2002). Aprender a Ler: da Aprendizagem Informal à Aprendizagem Formal. Porto: Asa Editores.



publicado por vanessasamouco às 13:12

9

De carolina-dias a 21 de Dezembro de 2013 às 15:45
Olá Vanessa :)

Gostei do teu post pois deste-nos a conhecer métodos que se pode utilizar para ensinar as crianças a escrever.
Antes disso, não percebi o que quiseste dizer sobre uma das crianças que tem Síndrome de Autismo que a mesma está "com a turma durante atividades especiais", o que consideras por atividades especiais? Que tarefas a criança realiza quando não se encontra convosco, sabes?
Relativamente à tua questão, infelizmente não tive oportunidade de trabalhar com nenhum método, uma vez que num semestre estive com uma turma de 3.º ano e no semestre seguinte estive no pré-escolar. Penso que todas devíamos ter contacto com o primeiro ano, por forma a termos aprendizagens como tu tiveste oportunidade de ter, por exemplo, como ensinar as crianças a escrever.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De vanessasamouco a 22 de Dezembro de 2013 às 14:58
Olá Carolina,

Antes de mais, obrigada pelo teu comentário. Com "com atividades especiais" refiro a dia cujas atividades, por exemplo, sejam transversais a todos os alunos da escola, como foi a realização de uma sala de fruta no dia da alimentação saudavél.
Importa referir que estava no agrupamento de Escolas Jaime Magalhães Lima, que tem apoios especializados para crianças com estas NEE's, sendo que este aluno desenvolvia maioritariamente atividades em conjunto com a professora de educação especial numa sala à parte devido ao seu comportamento.
Relativamente ao tipo de atividades que este aluno realizava quando não se encontrava conosco iam desde desenvolvimento da motricidade fina, pois este aluno é capaz de escrever se tiver apoio a segurar o lápis, ensino da leitura e da escrita através do método das 28 palavras, sendo que muitas vezes era feito o recurso a histórias pois este aluno adora até à gestão comportamental com objetivo de o integrar a tempo inteiro na turma.

Espero ter respondido a todas as tuas questões.

Continuação de um bom trabalho :)

Beijinho, Vanessa


De danielafferreira a 21 de Dezembro de 2013 às 23:04
Olá Vanessa,

Gostei do teu post, pois dás-nos a conhecer a turma em que estás a estagiar e também quais os métodos que utilizaste.
Respondendo à tua questão, como estagiei numa turma de 3.º ano de escolaridade não tive a oportunidade de utilizar nenhum dos métodos.
Sentiste alguma dificuldade em trabalhar os dois métodos?


Beijinhos,
Daniela Ferreira


De vanessasamouco a 22 de Dezembro de 2013 às 15:05
Olá Daniela,

Não. Penso que o Método Misto engloba de certa forma todas as caraterísticas do MLG, mas parte mais rapidamente para a exploração da silaba.

Continuação de um bom trabalho :)

Beijinhos, Vanessa


De joanaazevedo a 22 de Dezembro de 2013 às 13:21
Olá Vanessa :)

Gostei do teu post, pois dás-nos a conhecer os métodos utilizados na turma e levas-nos a refletir sobre estes.
Relativamente ao primeiro tópico que mencionaste, gostaria de saber como é a relação das crianças da turma com as crianças com necessidades educativas especiais?
Respondendo à tua questão, não tive oportunidade de trabalhar nenhum dos métodos, dado que estive a estagiar numa turma de 3.º ano de escolaridade.
Por fim, deixo-te uma questão: Quais foram as principais dificuldades quando enfrentaste uma turma de 1.º ano de escolaridade?

Beijinhos,
Joana Ferreira


De vanessasamouco a 22 de Dezembro de 2013 às 15:17
Olá Joana :)
Antes de mais obrigada pelo teu comentário.
A relação entre os alunos com NEE's e com a turma era muito boa. A turma apoia muito esses alunos (principalmente o que se encontra integrado na turma a tempo inteiro) quer a nível da realização das tarefas, quer a nível da orientação (do que tem ou não de fazer) , pois o aluno que se encontra integrado na turma a tempo inteiro, não é de nacionalidade portuguesa, não falando português.
Relativamente às minhas principais dificuldades quando enfrentei uma turma do 1.º ano de escolaridade foi essencialmente a nível do ensino da leitura e da escrita, pois não é fácil orientar 20 alunos na turma, em que alguns já sabem ler quase fluentemente, e outros não reconhecem letra nenhuma. Nestes casos é necessário mediar muito bem as situação para os que já sabem não desmotivarem e para os que não sabem não ficarem para trás.

Espero ter respondido a todas as tuas questões.

Beijinhos, Vanessa :)


De marisaasilva a 22 de Dezembro de 2013 às 22:15
Olá Vanessa :)

Vou tentar não repetir nenhuma das questões anteriores. Porque salientaste o facto de existirem duas irmãs gémeas na turma? Consideras relevante para a caracterização da mesma?
Respondendo à tua pergunta, também tive a oportunidade de estagiar no 1.º ano e estar em contacto com o método de leitura global. Sentiste dificuldades em utilizar este método?
No início do nosso estágio sentimos que este era um método um pouco difícil para as crianças e mesmo para nós, pois nunca tínhamos tido contacto com o mesmo. No entanto, depois de o compreendermos e o trabalharmos, posso dizer que é um método com diversas vantagens.
E, como tu dizes, "Segundo Viana & Teixeira (2002), o MLG insere-se numa pedagogia de tipo ativo, em que a criança deve ser o principal agente da sua aprendizagem. Deve descobrir por si própria, e não ser o agente passivo do ensino dado pelo professor", com isto vemos que realmente é um método que origina níveis de implicação mais elevados, uma vez que os alunos participam ativamente em todas as explorações e descobertas.
Futuramente, qual o método que gostarias de utlizar?

Beijinhos e bom Natal :)
Marisa


De vanessasamouco a 22 de Dezembro de 2013 às 22:43
Olá Marisa,
Sim, considerei essa informação bastante pertinente devido à relação existente entre ambas, visto que são bastante dependentes uma da outra, o que de inicio não salta à vista mas após algumas observações pudemos comprovar isso mesmo :se uma chora, por qualquer motivo, a outra mesmo que não faça qualquer chorar audível, as lágrimas correm-lhe pela face, entre muitas outras situações.
Na minha opinião, no futuro, gostaria de utiliza o MLG com algumas nuances do misto, mas tal dependeria da turma e do contexto no qual irei estar inserida :)

Beijinhos e Bom Natal :)

Vanessa


De ana-resende a 22 de Dezembro de 2013 às 22:53
Olá Vanessa :)

Antes de mais obrigada por partilhares connosco este post, pois permite-nos ter acesso aos métodos de leitura que são utilizados, principalmente para quem nunca os experimentou, como no meu caso.
Primeiramente, gostava de saber se vocês planeiam atividades para as 2 crianças diagnosticadas? As atividades são iguais em relação às outras crianças da turma?
Quando referes o método que a professora usava e, consequentemente também usas-te, como te sentis-te ao ensinar com esse método? Quais as dificuldades que sentiste?
Relativamente à tua questão, como já referi em cima, nunca experimentei nenhum dos métodos, pois no semestre passado estive numa turma de 3.ºCEB.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende


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