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Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013
Máquinas simples – as alavancas

Boa tarde colegas :)

Hoje vimos partilhar com vocês mais duas das sessões do nosso projeto sobre máquinas simples. As sessões sobre as quais nos vamos debruçar desta vez, fazem parte do projeto da Ângela, embora como referimos no outro post, o trabalho que foi desenvolvido a nível de capacidades e atitudes e valores seja transversal aos dois projetos.

Em ambas as sessões, tivemos como ponto de partida novamente a História de Portugal, nomeadamente os descobrimentos e a forma como as cargas poderiam ser transportadas através de alavancas, para os diferentes barcos (barca, nau e caravela).

Na 1.ª sessão, as crianças teriam de descobrir a força necessária para elevar uma carga as diferentes alturas dos barcos, na 2ª sessão, teriam de investigar sobre a influência da distância do local onde a força é aplica ao ponto de apoio, na força necessária para elevar a carga.


Realizamos como habitual a recolha das ideias prévias das crianças, através de um cartoon, permitindo que elas se expressassem, partilhassem as suas ideias, ouvissem as dos outros e construíssem ideias (Pollen, 2006, referenciado por Harlen, 2008).

Além de termos realizado a planificação da atividade, uma vez que esta é um atividade do tipo investigativo, todas as crianças tiveram que efetuar registos durante a experiência e depois tiveram de trabalhar os dados recolhidos, por exemplo,  através da construção e análise de gráficos a partir de uma tabela

.

 

E vocês, acham importante as crianças explorarem os dados recolhidos de diversas formas (tabelas, gráficos, desenhos), para mais tarde sistematizarem as suas conclusões da melhor forma? 

Referências Bibliográficas

 Pollen (2006). Concrete implementation of an inquiry-based approach. In Seed cities for science, a community approach for a sustainable growth of science education in Europe (pp. 12-21).

 
 

Angela e Andreia


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publicado por angelasofia às 13:37

7

De mrmo a 18 de Dezembro de 2013 às 18:59
Olá meninas :)

Considero que as vossas atividades envolvam ativamente as crianças no seu próprio processo de aprendizagem, pois para além de realizarem um levantamento das ideias prévias das crianças para que haja confronto de ideias e, posteriormente, se possa chegar a uma conclusão também permitem que estas planifiquem a atividade e façam os seus próprios registos dos dados recolhidos.

Relativamente à vossa questão, penso que é essencial que as crianças tenham contacto com diferentes ideias e métodos, de forma a desenvolver capacidades de resolução de problemas, de raciocínio, entre outras. Para além disto, é fundamental envolver as crianças em experiências diversificadas e significativas e realizar atividades que lhes permita construir tabelas, construir e analisar gráficos, realizar desenhos, tornará essas experiências e/ou atividades mais enriquecedoras.

Por fim, quero acrescentar que como são as crianças a realizar esses registos e a trabalhar os dados, permitirá que estas sistematizem, mais facilmente, as suas ideias e/ou até mesmo alterar uma ideia que não estava correta.

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.
Márcia Oliveira


De baptista a 19 de Dezembro de 2013 às 10:34
Olá meninas :)

Em primeiro lugar gostaria de dizer que considero importante que partam das ideias prévias das crianças para, dessa forma, tomarem conhecimento daquilo que elas já sabem sobre o conteúdo que vão abordar. Para além disto, as crianças partilham com o grupo as suas opiniões e ideias e, posteriormente, após a realização da atividade podem proceder ao confronto dos resultados com as ideias prévias e ver se estas se mantêm ou não.

Antes de responder à vossa questão, gostaria de referir que o trabalho que têm vindo a desenvolver com as crianças é promotor de um forte envolvimento das mesmas, o que é bom para o desenvolvimento de aprendizagens por partes das crianças pois, quanto maior for essa implicação maior será o desenvolvimento das crianças.

Em relação à questão que colocam, julgo que é importante as crianças explorarem dados recolhidos de diversas formas para, mais tarde, sintetizarem as suas conclusões. Este contacto com diferentes formas permite às crianças tomarem conhecimento dessas mesmas formas para, mais tarde, saberem recorrer a elas em diferentes circunstâncias.

Continuação de bom trabalho.

Beijinho.

Sandra Baptista.


De ana-resende a 19 de Dezembro de 2013 às 16:12
Olá meninas :)

Obrigada por partilharem connosco outras das atividades que foram desenvolvendo no âmbito do vosso relatório de estágio. Considero que estas atividades são muito interessantes e que devem fazer com que as crianças fiquem altamente implicadas naquilo que estão a fazer. Estou certa? Como reagiram as crianças às atividades?
Assim, gostava de saber se as crianças trabalharam em grupo ou individualmente? Porquê?
As crianças tiveram dificuldades em analisar os gráficos? Se sim, como fizeram para lhes explicar melhor?
Com a análise dos gráficos, conseguiram concluir alguma coisa? O quê?
Quanto à vossa questão, considero importante que as crianças explorem os dados recolhidos de diversas formas, uma vez que faz com que elas tenham contacto com diferentes métodos e, ttambém, ao recorreram a gráficos, tabelas, em principio, será mais fácil para elas observar os dados que recolheram.
Segundo Colodel & Brandalise (n.d), o professor tem que procurar realizar práticas através das quais proporcione espaços para os seus alunos analisarem e relacionarem criticamente os dados que lhes são apresentados. Abrantes et al. (1999) afirmam que a competência matemática que todos devem desenvolver inclui conhecimentos de estatística e probabilidades, os quais constituem uma ferramenta imprescindível em diversos campos de atividade científica, profissional, política e social. (referido por Colodel & Brandalise, n.d).

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Colodel, D. & Brandalise, M. (n.d). Tratamento da informação nos anos iniciais do ensino fundamental: entre conceções e práticas.


De angelasofia a 20 de Dezembro de 2013 às 13:33
Ola Ana :)
Sim, as crianças ficaram extremamente implicadas, até porque não é um tipo de atividade que desenvolvam habitualmente, pelo que como podes imaginar, despertou-lhes o entusiasmo, o que consequentemente fez aumentar o niveis de implicação!
Relativamente à organização da turma, as crianças encontravam-se divididas em grupos de 3, nao por escolha nossa, mas por ser um metodo de trabalho usado pela professora desde o 1.º ano. Neste método de trabalho as crianças mudam de grupo de 3 em 3 semanas, para terem a oportunidade de trabalharem com todos os elementos da turma.
No que diz respeito aos gráficos, não houve qualquer dificuldade em analisá-los, umas vez que eles foram construidos por eles. A maior dificuldade foi na elaboração destes, pois por vezes surgiam dúvidas quanto ao tipo de gráfico que deveria ser realizado. Assim sendo, antes da construção deste, em grande grupo, explorámos a utilização do gráfico de barras e de linhas, para as crianças perceberem que tipo de grafico se adequava mais à atividade em questão.
A análise dos gráficos permitiu uma sistematização das conclusões mais "evidente" uma vez que olhando para este, facilmente as crianças conseguiam perceber que tipo de evolução existia. Por exemplo, quanto mais afastado o local onde exercemos a força numa alavanca do ponto de apoio, menor é a força necessária para elevar a carga. Esta conclusão através de um gráfico de linhas torna-se evidente, pois é possível observar um decréscimo da linha à medida que nos vamos afastando do ponto de apoio.

Espero termos esclarecido tudo :)
Beijinhos


De danielafferreira a 22 de Dezembro de 2013 às 14:59
Olá Ângela e Andreia,

Gostei do vosso post, pois dão-nos a conhecer mais duas sessões do vosso projeto. Considero que as vossas atividades são interessantes, sendo que inicialmente fazem a recolha das ideias prévias e depois realizam a planificação da atividade.
Respondendo à vossa questão, considero importante os alunos explorarem os dados recolhidos de diversas formas, na medida em que assim torna-se mais fácil trabalhar os dados recolhidos e os alunos também ficam a saber que gráficos devem utilizar.

Beijinhos
Daniela Ferreira


De joanaazevedo a 22 de Dezembro de 2013 às 17:40
Olá Ângela e Andreia :)

Gostei do vosso post, pois apresentam o que fizeram em duas sessões.
As atividades que realizaram nestas duas sessões são interessantes, sendo que vocês partem das ideias prévias das crianças fazendo assim com que estas estejam mais implicadas e envolvidas na atividade.
Sim, acho interessante as crianças explorarem os dados recolhidos de diferentes formas ( tabelas, gráficos, desenhos), pois assim ficam a saber que podem apresentar os mesmos dados de diferentes formas. Além disso, ficam a saber que há formas que permitem uma melhor leitura dos dados recolhidos.


Beijinhos,
Joana Ferreira


De marciaandreia a 22 de Dezembro de 2013 às 22:37
Olá Meninas :)

Antes de mais muito obrigada por partilharem conosco o vosso trabalho, nomeadamente duas sessões do vosso projeto. :)
Achei super interessante e de grande importância conseguirem relacionar o vosso projeto de SIE com a vossa prática pedagógica, conseguindo assim, como referiram, partir de uma aula de estudo do meio, onde falaram dos descobrimentos portugueses e a partir daí realizaram as vossas sessões. Conseguiram também, por exemplo, relacionar com a área da atemática, onde os alunos analisaram os dados recolhidos através de tabelas e gráficos.
Penso que a vossa estratégia em partir das ideias prévias dos alunos é uma mas valia tanto para vocês (nós enquanto professoras) como para as crianças. Para nós porque ficamos com a precessão acerca do que as crianças já tem sobre os assuntos/conteúdos que vamos abordar e para elas porque as suas ideias ou dúvidas podem ser retiradas ao longo do diálogo e das próprias atividades.
Quanto à vossa questão acho que realmente é importante serem eles a sistematizar as informações, pois penso que assim conseguem mais facilmente consolidar e rever os conteúdos abordados. :)

Continuação de um bom trabalho e bom natal!

Beijinhos,
Márcia Santos


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