Blog da UC de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online
pesquisar neste blog
posts recentes

Balanço final do trabalho por projeto

Balanço do Projeto de Intervenção

Balanço Geral

As decorações do Natal

Reflexão Intermédia

O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

A importância do estágio supervisionado para a formação de professores

Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

Estratégias !

Momento de autonomia das crianças

arquivos

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

participar

participe neste blog

Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
Processo de Ensino/Aprendizagem de uma língua estrangeira

E porque o meu projeto está relacionado com a sensibilização à diversidade línguistica e cultural, achei pertinente partilhar este post com vocês. Penso que vos poderá ser útil de futuro.          

 

         No processo de ensino/aprendizagem de qualquer língua é necessário apreender alguns conceitos como linguagem e linguagem verbal. Segundo (Naef, 1987) define-se “linguagem como um objecto autónomo resultante de uma capacidade manifestada por algumas espécies animais com uma certa organização social”. Por exemplo, quando a criança chora está a fazer uso da linguagem, isto é, ela está a chorar para expressar algo que não consegue através da fala, uma vez que não tem esta competência adquirida. Enquanto que a linguagem verbal define-se como sendo um sistema de comunicação usado pelo homem, fazendo parte do seu código genético, mas é necessário ainda ter em conta que este tem de estar inserido num grupo social de modo a estimular a comunicação. Tendo em conta que a linguagem verbal associa-se à linguagem humana, esta tem duas funções, a representativa (a língua serve para organizar conceitos) e a comunicativa (a língua é um instrumento de comunicação).

            Neste sentido, é essencial desenvolver atividades em sala de aula que estimulem os alunos a desenvolver a competência de comunicação, ou seja, estes deverão ser capazes de usar a língua de acordo com a situação e o local onde se encontram, variando o seu discurso consoante a necessidade de se fazerem entender através dos vários níveis de língua. Esta competência engloba diversas componentes que são indissociáveis, tais como, a competência linguística, a competência discursiva, a competência referencial, a competência pragmática, a competência sociocultural e a competência estratégica.

            Existem dimensões de funcionamento da língua que deverão ainda ser utilizadas em contexto de sala de aula da LE, nomeadamente, a dimensão linguística que é composta pelos elementos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos da língua; a funcional que abarca o uso dos elementos linguísticos com vista a preencher as intenções comunicativas; a sociocultural que está relacionada com a utilização das formas linguísticas em diversas situações de comunicação, cujas normas estejam bem definidas para os locutores e que sejam as da comunidade em questão; a discursiva que se refere ao discurso como unidade de comunicação, estando este conceito relacionado com o contexto em que está inserido.

Para que um aluno tenha uma aprendizagem significativa, o professor deve encará-lo como o centro do ensino e ajudá-lo na construção da sua própria autonomia. Querendo com isto dizer que o aluno também é responsável pelas suas aprendizagens, no entanto, caso seja necessário o professor deverá intervir. Contudo, o professor deve sempre ter em conta as características individuais do aluno com o intuito de melhorar essa mesma aprendizagem. É com base nesta nova relação entre professor e aluno que surgem novas funções do professor. Este deverá, ser o elo entre o saber e o aluno partindo sempre das suas ideias prévias; observar o aluno em diversos contextos na sala de aula não só com o intuito de o avaliar, mas também com a intenção de o auxiliar, prestando atenção às suas dificuldades e facilidades; planear as atividades de modo a responder às necessidades dos alunos, respeitando o seu ritmo de trabalho; avaliar com a preocupação de dar ao aluno um “feedback” positivo como forma de o motivar.  

É esperado que o aluno com o apoio do professor desenvolva um conhecimento reflexivo, questionando-se acerca do que é aprender, do que aprendeu, dos objetivos que adquiriu, das estratégias/meios que utilizou para aprender. No processo de aprendizagem de uma LE, este espírito crítico e reflexivo deve incidir em três domínios: na língua e na comunicação, na cultura e no processo de aprendizagem da língua. Relativamente ao primeiro domínio, o professor deverá realizar atividades metalinguísticas que estimulem no aluno a capacidade de refletir sobre a LE e o seu funcionamento, partindo do princípio que estes já têm uma experiência em LM e devem tirar proveito desse aspeto. Também é necessário que o aluno desenvolva a capacidade de refletir acerca do ato de comunicação que envolve o enunciado linguístico. No que respeita à cultura, o professor deve fomentar uma atitude positiva pela LE para que o aluno tenha curiosidade em aprender essa mesma língua e respeite a interculturalidade. No último domínio é de extrema importância que o professor crie contextos favoráveis à atividade metacognitiva, levando os alunos a discutirem e a pensarem como fazem as coisas e sobre como aprendem.  

Em suma, para o sucesso da aprendizagem de uma nova língua deve-se essencialmente ter em conta as expectativas e os interesses individuais dos alunos acerca da mesma.

 

 

Andrade, A. O., & Sá, M. A. (1992). Didáctica da Língua Estrangeira. Edições Asa.

Naef, J. G. (1987). Savoir parler, savoir dire, savoir communiquer. Neuchatel: Delachaux & Niestle.

 



publicado por fabianamabrantes às 21:44

5

De samantacaleiro a 16 de Dezembro de 2013 às 23:43
Olá Fabiana :)
Gostei de ler o teu post, dás-nos a conhecer a importância da diversidade linguística e cultural de forma fundamentada. Contudo, penso que seria interessante numa próxima oportunidade estabeleceres a relação entre a teoria e a prática. Desta forma, deixo-te uma questão: Que atividades implementaste para sensibilizar os alunos para esta questão?
Beijinho,
Samanta


De fabianamabrantes a 17 de Dezembro de 2013 às 10:09
Olá Samanta, se vires o meu post anterior, está lá descrito as atividades que desenvolvi neste âmbito.


De mrmo a 18 de Dezembro de 2013 às 09:29
Olá Fabiana :)

Obrigada por partilhares connosco o processo de ensino/aprendizagem de uma língua, pois é realmente importante, como futuras profissionais de educação, compreender o processo que permite a aquisição de uma língua.

É essencial compreender o conceito de linguagem e de linguagem verbal. No entanto, considero que também é importante sabermos que o desenvolvimento da linguagem se processa holisticamente.

Para além de ser fundamental o desenvolvimento de atividades em sala de aula que estimulem os alunos a desenvolver a competência de comunicação, é também essencial que o professor “[…] reconheça que vários domínios linguísticos são objecto de aquisição” (Sim-Sim, Silva & Nunes, 2008, p.13), pois a qualidade do contexto onde a criança está inserida também influencia o desenvolvimento da linguagem da mesma.

Por fim, só quero referir que “Na vida da criança, comunicação, linguagem e conhecimento são três pilares de desenvolvimento simultâneo, com um pendor eminentemente social e interactivo […] Ao conversar com a criança, o adulto desempenha o papel de “andaime” (Sim-Sim, Silva & Nunes, 2008, p.11).


Continuação de um bom trabalho!

Beijinho
Márcia Oliveira


De baptista a 19 de Dezembro de 2013 às 10:57
Olá Fabiana :)

Antes de mais dizer-te que gostei de ler o teu post, visto que nos dá a conhecer a diversidade linguística e cultural, uma temática importante para todas nós, enquanto futuras profissionais de educação.

Os conceitos que abordas são conceitos dos quais devemos possuir conhecimento para, em caso de necessidade sabermos atuar junto das crianças que necessitem. A linguagem é extremamente importante no desenvolvimento da criança e, importa que tínhamos conhecimento neste âmbito para que o papel do professor possa ir ao encontro das necessidades das crianças e, dessa forma, promover uma forte interação entre crianças e adulto.

Continuação de bom trabalho.

Beijinho.

Sandra Baptista.


De ana-resende a 19 de Dezembro de 2013 às 15:45
Olá Fabiana :)

Antes de mais obrigada por partilhares esta temática connosco, pois como tu referes poderá vir a ser útil no nosso futuro enquanto profissionais de educação.
Neste sentido, quando referes que "para que um aluno tenha uma aprendizagem significativa, o professor deve encará-lo como o centro do ensino e ajudá-lo na construção da sua própria autonomia", consideras que durante as tuas intervenções promoveste a autonomia das crianças? Como?
Segundo Portugal & Laevers (2010), “promover a iniciativa e autonomia das crianças é algo que se aproxima bem da forma como estas melhor aprendem e se desenvolvem” (p.87).
Os teus alunos conseguiram desenvolver "um conhecimento reflexivo, questionando-se acerca do que é aprender, do que aprendeu, dos objetivos que adquiriu, das estratégias/meios que utilizou para aprender"? Em que te baseias?

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica
Portugal, G. & Laevers, F. (2010). Avaliação em educação pré-escolar: sistema de acompanhamento das crianças. Porto Editora.


Comentar post

Autores
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
17
19

24
25
26
27
28

29
30
31


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários

RSSComentários do post