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Sábado, 14 de Dezembro de 2013
Necessidades educativas especiais: sim ou não?

 Boa tarde meninas :) 

Esperamos que estejam a gostar e a aproveitar o vosso estágio e que este esteja a correr da melhor forma possível.

 

Bem, hoje vimos aqui falar-vos de um assunto já bastante discutido por nós ao longo de todo o curso: crianças com necessidades educativas especiais (NEE). O grupo com quem estamos a trabalhar neste momento é uma turma de primeiro ano com vinte meninos. Destes vinte alunos dois deles estão referenciados com NEE. Desde o início que, tendo em conta as dificuldades destas crianças, decidimos fazer um trabalho especializado com elas, isto é, para além do apoio com a professora de educação especial, também na sala iríamos dedicar mais tempo àquelas crianças. Reparem que isto só e possível porque somos três professoras numa sala, num caso normal seria completamente impraticável. O que é certo, é que com o tempo percebemos que umas das crianças com NEE não demonstrava ter tantas dificuldades como a outra onde as dificuldades eram evidentes. Para além disso, percebemos ainda que uma outra criança da turma, não referenciada, tinha dificuldades acrescidas e que precisava de um apoio especializado. Acontece que, no primeiro ano, estas crianças não podem ser observadas de forma a integrarem o ensino especial. Apesar de a professora insistir bastante com os profissionais para analisarem esta situação, a resposta tarda a chegar e o nível de implicação da criança tem descido acentuadamente. De acordo com a professora, decidimos agora fazer um trabalho diferenciado com aquela criança, o que significa que enquanto as outras crianças já fazem atividades mais elaboradas, aquela menina mantem-se nas atividades de iniciação. Para já parece ser a melhor opção, no entanto, o que será daquela criança quando terminar o ano, visto que, não estando referenciada deveria estar ao mesmo nível dos restantes? O que acham desta situação? Acham que podemos fazer mais alguma coisa para melhorar?

 

Votos de um bom trabalho, beijinhos :) 

Sofia e Sandra

(este post já foi realizado há bastante tempo, mas achámos que se deviou e não veio parar ao sítio certo, pedimos imensa desculpa)


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publicado por sofiafonseca às 16:38

8

De carolina-dias a 14 de Dezembro de 2013 às 18:59
Olá Sofia e Sandra,

desde já penso que trouxeram uma temática interessante e muito importante para o nosso blog. Penso que, com o vosso post, vão existir partilhas que nos podem ajudar futuramente.
Mencionaram que têm duas crianças com NEE, podem especificar quais são as dificuldades que têm? De que forma pensaram em dedicar mais tempo a essas crianças? Concordo com o que disseram, e penso que também aplica a todas nós. Muito do que fazemos numa sala só é possível porque temos um número considerável de adultos que consegue "ter olho" para tudo, porém temos que pensar que no futuro não vamos ter todo este auxílio.
"Cada criança é especial, quer em termos de desenvolvimento, quer no que respeita a cuidados e necessidades educativas. Há crianças que, dadas as suas características, são simultaneamente semelhantes e diferentes dos seus parceiros da mesma faixa etária. As características das diferenças assentam, fundamentalmente, na presença de factores diferenciais de ordem física, cognitiva, linguística, social e afectiva, os quais dificultam a realização do seu potencial de funcionamento." (Chaves, Coutinho & Dias, 1993, p.58). Com isto, pretendo dizer que devemos sempre ter em atenção que cada criança é única, com a sua individualidade e cabe-nos a nós, professores, encontrar o melhor método para trabalhar com cada criança, de maneira a fazer chegar o que pretendemos. Não sei se percebi bem, mas para além das duas crianças com NEE, vocês detetaram uma terceira criança que necessita de um auxílio redobrado? As dificuldades que essa criança apresenta prendem-se com factores internos ou externos à criança, por exemplo problemas em casa, etc.?
Penso que fizeram bem em ter um especial cuidado com esta criança, sem descurar as restantes. Como geriram todo esse processo? Planificavam para todas as crianças ou diferenciavam?
Não sei muito sobre o que disseram acerca de a criança não poder ser referenciada no primeiro ano, mas sabem a partir de que ano podem ser?
Penso que o facto de terem incidido mais a vossa atenção para essa criança já foi uma grande ajuda para a pequena, auxiliarem-na e trocarem afetos deve ter sido bom para ela. Quanto à questão se podiam fazer mais alguma coisa ou não, não sei, pois o espaço de manobra que temos dentro de uma sala é reduzido. Acho que devem continuar com a atitude com que estão, e pensem que, infelizmente, é muito curto o tempo que estamos com o grupo de crianças e não podemos querer modificar ou melhorar tudo nesses espaço de tempo. Tenho a certeza que deram o mote para a evolução da criança :)

Continuação de um bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


Referências bibliográficas:
- Chaves, J., Coutinho, C. & Dias, M. (1993). A imagem no ensino de crianças com necessidades educativas especiais. “Revista Portuguesa de Educação”. Braga : Instituto de Educação e Psicologia. ISSN 0871-9187. Vol. 6, n.º 3, p. 57-66.


De sofiafonseca a 14 de Dezembro de 2013 às 21:41
Olá Carolina,

agradeçemos o comentário e aproveitamos já para dizer que concordamos que realmente esta é uma temática muito importante para nós, e o facto de estarmos a viver um caso prático da mesma tem sido uma aprendizagem incrível a todos os níveis. Vamos tentar responder a todas as questões que colocaste sem esquecer nenhuma. Então, podemos começar por falar das estratégias que usamos com estas crianças, que passaram por vários níveis. Desde o inicio que decidimos que uma de nós iria ficar inteiramente disponível para aquelas crianças e de facto foi a uma boa opção, no entanto, volto a referir, éramos 3 professoras na sala. No caso de estarmos sozinhas seria impossível acompanhar aquelas crianças. Apesar de ser uma boa estratégia também m nos apercebemos que sempre que nos afastávamos do lugar estas crianças se perdiam, quando voltávamos o trabalho estava exactamente igual, Estaríamos a prejudicar a autonomia destas crianças? Por esta razão optámos por não estar sempre ali, no entanto, quando saíamos deixávamos bem clara a tarefa a cumprir. É claro que não resultou sempre, mas foi melhorando. Uma outra estratégia foi fazer trabalho mais direccionado para estas crianças, desde fichas a actividades mais simples e mais direccionadas às dificuldades especificas (que fomos começando a detectar sozinhas). A certa altura estas crianças deixaram de acompanhar as outras, no entanto, sempre que possível , realizávamos actividades em que todos pudessem participar. Em relação ás necessidades especiais, o menino sofre de autismo e a menina não tem (na nossa opinião) dificuldade nenhuma , mas a mãe (que durante a escolaridade dela foi referenciada para a educação especial) insistiu muito para que ela também fizesse parte. No caso da outra menina que nós referimos, podemos dizer que ela tem dificuldades de aprendizagem bastante evidentes. Neste momento, quando na turma mais de 50% dos meninos lê e escreve, ela não consegue ler as vogais. A irmã dela sofre de trissomia 21 mas não sabemos que relação pode ter com o caso dela. Tem sido um trabalho muito complicado, exactamente porque no primeiro ano não podem ser assinaladas crianças, visto que, estão numa fase inicial de aprendizagem e adaptação. Provavelmente só no próximo ano iríamos ter avanços nesta questão, o que é certo é que a professora insistiu e quando finalmente disponibilizaram alguém para vir observar a criança descobrimos que ela ia emigrar. Neste momento ela já não faz parte da turma. É um trabalho difícil mas gratificante.

Esperamos que estejam a gostar do vosso estágio, um beijinho e bom trabalho!


De carolina-dias a 15 de Dezembro de 2013 às 12:24
Bom dia Sofia,

acredito que tenham aprendido muito com este caso. A experiência e contactar diretamente com as situações ajuda-nos a evoluir.
Obrigada por responderem às questões. Pensam que foi a melhor estratégia estarem a fazer um acompanhamento permanente a essas crianças? Como será a aprendizagem das mesmas quando terminarem o estágio? Apesar de questionar isto, concordo com a vossa estratégia pois também a adotei. Tinha uma criança com baixa autoestima que necessitava, por exemplo, por parte do adulto, feedbaks e reforços positivos, bem como um acompanhamento redobrado. Mas pergunto-me como continuará esta criança sem o nosso auxilio? Com apenas dois adultos na sala para 24 crianças, esta criança não terá o mesmo acompanhamento.
Posto isto, o que mencionei remete para a vossa questão, se estaremos ou não a prejudicar a autonomia dessas crianças.
Realizaram algum questionário ou entrevista aos pais por forma a conhecerem melhor o ambiente familiar da criança e até mesmo para conhecerem melhor a criança? Eu realizei uma entrevista à mãe da criança que mencionei acima e descobri que muitas das dificuldades que a criança apresenta se devem ao J.I. que a criança frequentou anteriormente. Penso que vos poderia ter ajudado a desmistificar algumas dessas questões que têm, como se esta associado ao caso da irmã.
Vai emigrar? Bem, espero que para onde a criança for seja acompanhada e não deixada de lado.

Estou a gostar muito do estágio e espero que vocês também :)

Beijinho, Carolina.


De marisaasilva a 15 de Dezembro de 2013 às 11:01
Olá meninas!
Bem-vindas de volta, depois do desvios ;)
Concordo que seja um tema relevante para todas nós e, com esta partilha estaremos a refletir, o que nos ajudará, certamente, no futuro!
Li também os comentários anteriores e gostei das vossas estratégias adotadas, possibilitando o acompanhamento das crianças.
Como referem, na primeira abordagem, poderiam estar a prejudicar a autonomia das crianças, uma vez que estas não realizavam o trabalho sem a vossa presença.
Para além destas estratégias, optaram por outras? Por exemplo, tentar compreender as dificuldades sentidas e fazer com que a criança sinta que não é a única a ultrapassar aqueles desafios?
Digo isto porque desta forma estarão também a tentar promover a autoestima da criança, pois imagino que ela não possua uma autoconfiança elevada, quando se compara com a restante turma.
Como sabemos, este ano é exigente para todos os intervenientes e, quando não têm uma boa preparação do pré-escolar, este processo torna-se ainda mais difícil para as crianças. No entanto, não é espectável que o pré-escolar vise a escolarização, apenas que permita as crianças ultrapassarem estes desafios. Por isso, temos que ter em atenção àquilo que consideramos NEE, uma vez que é necessário atender ao desenvolvimento de cada criança.
Como sabem, no nosso contexto temos também uma criança com NEE mas não recebe qualquer apoio da educação especial, apenas terapia da fala paga pelos pais. Este aluno está completamente integrado na turma, sendo necessário apenas o reforço da nossa parte para que ele perceba o que tem que fazer naquele momento. Ele tem também muitas dificuldades em formar palavras e frases, conhecendo as letras todas. Tentamos que ele seja o mais autónomo possível, uma vez que apenas reforçamos a tarefa, damos tempo para a realização e só depois regressamos para ver o que já realizou e auxiliamos nessa altura.

Continuação de bom trabalho e boa festa de Natal :)
Beijinhos,
Marisa


De ana-vivas a 15 de Dezembro de 2013 às 17:38
Olá Sandra e Sofia.

Gostei muito de ler o vosso post, pois conseguimos perceber um pouco o vosso trabalho e de que forma fizeram para que a aprendizagem dos alunos fosse facilitada.

Eu estagiei numa turma do 2ºano, e esta turma é composta por vinte alunos, sendo que uma está sinalizada com NEECP (Necessidades Educativas Especiais de Caracter Permanente), e uma outra criança está a rever todas as aprendizagens feitas no 1º ano.
Esta última criança que refiro, talvez se enquadre um pouco com a criança de que vocês falam.
A minha criança não conseguiu acompanhar os restantes colegas, sendo que foi ficando para trás. Neste momento todas as atividades que realiza tem que ser adaptadas. Isto aconteceu porque no primeiro ano os professores não podem reter os alunos e assim andam durante 2 anos a atrasar ainda mais o problema. O que vocês acham em relação a este assunto?

Neste momento é complicado para a professora ter uma turma com vinte alunos, ter o aluno com NEECP que tem o seu próprio programa educativo individual, e esta criança que realiza atividades do primeiro ano.
Na minha opinião esta criança vai continuar a atrasar, tendo mais dificuldades se no próximo ano mudar de grupo e continuar sem as bases todas do 1º ano, porque a professora não pode dar toda a atenção que ela necessita.

Beijinhos e continuação de bom trabalho.

Ana Vivas


De vanessasamouco a 16 de Dezembro de 2013 às 02:04
Olá meninas :)
Encontro-me praticamente na mesma situação que vocês. Sendo o meu contexto a Escola EB1 de Esgueira (direcionada para o apoio a crianças com NEE com síndrome de autismo) tenho dois alunos na minha turma com essa mesma NEE, sendo que um só se encontra a realizar a socialização, isto é, a partilhar com a turma, o período do lanche realizado na sala de aula, o período letivo é passado na unidade de apoio especial, enquanto o outro encontra-se integrado na turma a tempo inteiro. É necessário ter em conta que este aluno além da agravante da NEE que tem, não tem como língua materna a língua portuguesa, mas sim o espanhol.
Tal como vós, só foi possível prestar um apoio direcionado para esta criança por sermos três professoras responsáveis dentro da sala, sendo que uma de nós, estava focada a 100% no trabalho a desenvolver com este aluno.
Para trabalhar com esta criança as nossas estratégias passaram essencialmente por seguir as indicações da professora de NEE que segue esse mesmo aluno, no entanto, sempre que possível, esse aluno realizava as mesmas atividades que os seus colegas.
Com o decorrer do período letivo temos vindo a denotar melhoras muito evidentes neste aluno, no entanto, existem dois alunos que nos têm vindo a trazer muitas preocupações: uma das alunas a nível da concentração (tem um período de concentração de cerca de 3 ou 4 minutos no máximo) e um outro aluno que além de ter dificuldade na compreensão das instruções que lhe são dadas, ter um nível de motricidade fina muito baixo para a faixa etária em questão.
É necessário ter em conta que as bases do primeiro são fundamentais (não descorando qualquer outro ano de escolaridade). Se enquanto nós estamos enquadradas na turma e existem 3 docentes a trabalhar com um só objetivo não é fácil, que estratégias poderemos utilizar quando formos lecionar sozinhas? Será que o trabalho autónomo seria uma boa oportunidade de promover a sua autoestima e autorregulação? Ou será que este tipo de estratégia poderá ter a ação contrária?

Continuação de um bom trabalho,

Vanessa


De ssd a 16 de Dezembro de 2013 às 18:14
Boa tarde meninas...

Assim como a Ana já referiu num dos comentários, também nós temos uma criança na turma com Necessidades Educativas Especiais de Carater Permanente (NEECP). Esta criança apresenta uma perturbação do desenvolvimento psicomotor, mais acentuada na linguagem, mas com compromisso em todas as áreas curriculares.
Durante a intervenção eu e a minha colega de díade não fomos responsáveis pela planificação das atividades desta criança, sendo que esta tem um Plano Educativo Individual (PEI). Vocês referem que deram apoio às crianças com NEE, mas foram vocês que planificaram as suas atividades? Estas também participaram no vosso projeto de intervenção?
Assim como vocês, pude presenciar o quanto é difícil gerir uma turma com crianças com NEE e com crianças que requerem um apoio mais individualizado. Enquanto estive a realizar a prática pedagógica, era possível controlar esta situação com mais facilidade, uma vez que éramos três na sala, mas sendo só uma professora a gerir toda a turma com crianças que requerem uma atenção especial, torna-se muito complicado atender ás suas necessidades. Contudo, foi muito enriquecedor para mim estagiar numa turma com crianças que possuem vários problemas, pois permitiu-me tomar consciência da realidade e preparou-me de uma melhor forma para o meu futuro enquanto profissional de educação. Penso que partilham da mesma opinião, não é?

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De ana-resende a 18 de Dezembro de 2013 às 19:12
Olá Sandra e Sofia :)

Parabéns pelo vosso post, uma vez que se trata de um tema bastante importante e pertinente para a nossa profissão.
Assim, gostava de saber o que têm feito para aumentar os níveis de implicação dessa criança? Ao optarem por essa estratégia, acham que a criança se sentiu bem? Pergunto isto, pois a criança ao aperceber-se de que está a fazer um trabalho diferente dos colegas, poderá não reagir bem.
Segundo Marchesi & Martín (1995), "a predisposição dos professores em relação à integração dos alunos com problemas de aprendizagem, especialmente se estes problemas forem graves e tenham carater permanente, é um factor extremamente condicionante dos resultados obtidos". (referido por Vaz, 1997, p.42). De facto, trabalhar com crianças N.E.E exige muito de um professor e, como a maior parte das vezes o professor tem à sua responsabilidade toda a turma, são estas crianças que acabam por sair prejudicadas.
Considero que acontecer tudo isto nos nosso dias, é algo impensável, é algo que já devia ter sido alterado há meuito tempo, pensando no bem-estar destas crianças.
Isto acontece, muitas vezes, pelo facto de quem faz estas "leis" estar fechado num gabinete e não conhece a realidade, a prática e, muito menos, o que é trabalhar com estas crianças.
Por fim, quanto à vossa questão, acho que a estratégia que adotaram foi boa e teve em conta o bem-estar e necessidade da criança. Eu não teria feito diferente, mas também nunca tive a experiência de trabalhar com crianças com necessidades educativas especiais.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Vaz, J. (1997). As atitudes dos professores do 1.º ciclo face à integração de crianças com necessidades educativas especiais. Instituto Superior de psicologia aplicada: Lisboa


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