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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013
Máquinas simples - as rampas

Bom dia colegas :)

Hoje vimos partilhar com vocês duas das sessões do nosso projeto sobre máquinas simples. As sessões sobre as quais nos vamos debruçar desta vez fazem parte do projeto da Andreia, embora o trabalho que foi desenvolvido a nível de capacidades e atitudes e valores seja transversal aos dois projetos.

Em ambas as sessões, tivemos como ponto de partida a História de Portugal, nomeadamente os descobrimentos, que era a temática que estava a ser abordada na altura, abordando a forma como os objetos eram transportados para os barcos.

Na 1.ª sessão, as crianças teriam de descobrir se as diferentes inclinações das rampas influenciavam o deslocamento horizontal do objeto e, na 2ª sessão, teriam de investigar sobre a influência dos diferentes revestimentos dos pisos no deslocamento de um objeto.

 

                

Para ambas as sessões realizamos uma recolha das ideias prévias das crianças, através de um cartoon, uma vez que devem ser tidas em conta, porque elas têm ideias pré concebidas sobre fenómenos do seu dia-a-dia e o conhecimento pode construir-se a partir daí (Pollen, 2006). Para tal, permitimos que elas se expressassem-se, partilhassem as suas ideias, ouvissem as dos outros e construíssem ideias (Saltiel, 2006, referenciado por Harlen, 2008).

Sendo estas atividades, atividades do tipo investigativo que envolvem o controlo de variáveis (Caamaño, 2003), antes de procedermos à experiencia própriamente dita, realizamos, em conjunto com as crianças a sua planificação, identificando a questão problema, o que temos de mudar, medir e manter na experiência, como a vamos realizer e o que vamos registar.

 

 

 

 

E vocês, o que acham das atividade do tipo investigativo?

Realizaram alguma durante o estágio? Sentiram que foi uma boa estratégia?

 

 

Referências Bibliográficas

 

Caamaño, A. (2003). Los trabajos prácticos en ciencias. In Enseñar ciencias (pp. 95-101). Barcelona: Graó.

Harlen, W.(2008). Science as a key component of the primary curriculum: a rationale with policy implications. In Perspectivs on Education 1 (pp. 2-18). Acedido a 12 de dezembro de 2013 em: www.wellcome.ac.uk/perspetives

Pollen (2006). Concrete implementation of an inquiry-based approach. In Seed cities for science, a community approach for a sustainable growth of science education in Europe (pp. 12-21).

 

 

 


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publicado por andreiacsilva às 12:35

8

De ana-resende a 12 de Dezembro de 2013 às 20:14
Olá meninas :)

Antes de mais, acho que o vosso post está muito interessante pois apresentam-nos duas das atividades que fizeram, ilustrando-as com fotografias e, ainda nos convidam a pensar sobre a importância das atividades de tipo investigativo.
Neste sentido, gostava de saber como é que as crianças reagiram à experiência? Conseguiram chegar a alguma conclusão ou necessitaram da ajuda do adulto?
Respondendo às vossas questões, durante o estágio não realizei nenhuma atividade do tipo investigativo. Contudo, acho que estas atividades são importantes e que devem ocupar um espaço priveligiado na planificação e ação do professor. Neste sentido, concordo com os autores Zanon & Freitas (2007) quando referem que "o processo de
aprendizagem dos conhecimentos científicos é bastante complexo e envolve múltiplas dimensões, exigindo que o trabalho investigativo dos alunos assuma variadas formas que possibilitem o desencadeamento de distintas ações cognitivas, tais como: manipulação de materiais, questionamento,
direito ao tateamento e ao erro, observação, expressão e comunicação, verificação das
hipóteses levantadas. Podemos dizer que esse
também é um trabalho de análise e de síntese,
sem esquecer a imaginação e o encantamento
inerentes às atividades investigativas." (p. 95)

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Zanon, D. & Freitas, D. (2007). A aula de ciências nas séries iniciais do ensino fundamental: ações que favorecem a sua aprendizagem. Ciências & Cognição, v.10: 93-103.


De andreiacsilva a 13 de Dezembro de 2013 às 16:17
Obrigada pelo teu comentário Ana :)

Relativamente às tuas questões, posso dizer que as crianças mostraram-se sempre muito entusiasmadas e envolvidas na realização destas atividades e gostaram muito de as fazer, pelos dados que pudemos recolher dos seus cadernos de experiências, numa secção destinada a classificarem o quanto gostaram de cada experiência e por algumas coisas que foram dizendo, por exemplo, quando chegava a segunda-feira já perguntavam se podiam planificar uma experiência e fazê-la na terça (isto porque planificavam a atividade na segunda-feira e realizavam-na na terça-feira).
Na primeira atividade precisaram mais da nossa ajuda porque nunca tinham tido contacto com este tipo de atividade. Sendo assim, prestámos um maior apoio, essencialmente para conseguirem formular a questão-problema; definirem as variáveis a mudar, medir e manter, pois as crianças nunca tinham ouvido falar em “variáveis” ou “fatores” que teriam que ser mudados, medidos ou mantidos ao longo de uma experiência; e chegarem às conclusões. Mas com o passar do tempo perceberam facilmente a dinâmica que era e, na última semana, já faziam praticamente tudo sozinhas :)

Espero ter respondido às tuas questões. Beijinhos


De ssd a 12 de Dezembro de 2013 às 22:11
Boa noite meninas,

os vossos projetos parecem-me interessantes e o facto de existir interdisciplinariedade torna-o ainda mais enriquecedor para as crianças. Conseguiram interligar a História de Portugal com questões da ciência, existindo uma ligação entre ambas.
Durante o estágio, realizei uma experiência com as crianças que consistia em dar resposta a questão- problema: Como se podem agrupar sementes diversas? Esta atividade foi sem dúvida uma ótima experiência pois as crianças sentiram-se muito motivadas e implicaram-se por puderem manipular diversas sementes, e por deste modo puderem tirar conclusões partindo do que observavam e manipulavam. Não há dúvidas que a prática é uma mais-valia para o desenvolvimento de aprendizagens. Não há nada melhor do que experimentar para puderem aprender.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De danielafferreira a 12 de Dezembro de 2013 às 23:29
Olá meninas :)

Gostei do vosso post, pois dão a conhecer, de forma clara, duas sessões do vosso projeto. É interessante a forma como iniciam as sessões, tendo como ponto de partida a História de Portugal. Além disso, aproveitaram a temática que estava a ser abordada quando realizaram as sessões para trabalhar Ciências.
Durante o meu estágio não realizei nenhuma atividade do tipo investigativo, mas considero que estas atividades são fundamentais para o desenvolvimento dos alunos. Segundo Sá, Paula, Lima e Aguiar (s.d.), “as atividades investigativas constituem um recurso pedagógico, dentre outros, que o(a) professor(a) pode utilizar para diversificar sua prática no cotidiano escolar. São atividades basicamente centradas na mobilização dos alunos em busca de respostas e são potencializadoras do desenvolvimento da autonomia, capacidade de tomada de decisões, de avaliação e de resolução de situações-problema” (p.11).


Beijinhos,
Daniela Ferreira


Referência Bibliográfica:
Sá, E. F., Paula, H. d., Lima, M. E., & Aguiar, O. G. (s.d.). As Características das Atividades Investigativas segundo Tutores e Coordenadores de um Curso de Especialização em Ensino de Ciências.


De joanaazevedo a 12 de Dezembro de 2013 às 23:49
Olá meninas!

Gostei do vosso post, pois dão-nos a conhecer as atividades que realizaram em duas intervenções.
Concordo com a Sabrina, é interessante o facto de vocês conseguirem interligar História de Portugal com Ciências. Além disso, conseguiram partir de uma temática que estava a ser abordada para interligar com a área de Ciências.
Não realizei atividades do tipo investigativo durante o estágio, mas considero importante que os alunos tenham contacto com este tipo de atividades, visto que estas contribuem para o desenvolvimento dos alunos.
Por fim, coloco-vos a seguinte questão: Os alunos da sala na qual estão a estagiar já tinham tido contacto com atividades do tipo investigativo?


Beijinhos,
Joana Ferreira


De andreiacsilva a 13 de Dezembro de 2013 às 16:20
Olá Joana :)

Como já respondi acima, as crianças nunca tinham tido contacto com este tipo de atividade. Por isso, inicialmente precisaram do nosso apoio para compreenderem como se processava este tipo de atividade mas com o passar do tempo já conseguiam fazer quase tudo sozinhas. Podes saber mais detalhes no comentário acima, em que respondi à Ana Resende.

Espero ter-te esclarecido :) Beijinhos


De sofiafonseca a 14 de Dezembro de 2013 às 16:41
Olá meninas,
Achei a vossa atividade mesmo interessante e a interdisciplinaridade é sem dúvida uma mais-valia e as crianças é que ganham com isso. No nosso estágio, por muito pena nossa, não tivemos oportunidade de realizar nenhuma atividade do tipo investigativo, mas pelo que aprendemos sabemos bem as vantagens da sua realização.
Como vocês referiram foi a primeira vez que as crianças contataram com atividades do tipo investigativo. Gostaria de saber quais as maiores dificuldades das crianças na realização da carta de planificação? E vocês que dificuldades sentiram na realização deste tipo de atividade?

Beijinhos,
Sofia


De angelasofia a 17 de Dezembro de 2013 às 12:43
Olá :) na carta de planificação a maior dúvida surgiu na escolha do fator a medir. As crianças confundiam com as diversas medições a realizar ao longo da experiência, quando o fator a medir teria de ser apenas aquele que lhes permitiria dar resposta à questão problema. No entanto esta foi uma dúvida dissipada ao longo do tempo. As nossas maiores dificuldades foram na realização das conclusões , pois a maioria das crianças realizava conclusões gerais, sem o rigor necessário. Este foi um dos problemas que tivemos praticamente até ao final do projeto, uma vez que tivemos algumas dificuldades em explicar lhes o que significa "ter rigor científico".
Espero ter esclarecido :)


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