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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013
A autorregulação ... a nossa estrutura comum

Olá meninas J

 

O nosso projeto tem como focos a participação (Sandra Baptista) e a autonomia (Márcia Oliveira). No entanto, a partir do momento em que definimos o nosso foco, tivemos que arranjar uma estrutura comum à díade, sendo que nos focamos na autorregulação das aprendizagens das crianças. Segundo Rosário (2004b), a autorregulação é “um processo activo no qual os sujeitos estabelecem os objectivos que norteiam a sua aprendizagem tentando monitorizar, regular e controlar as suas cognições, motivação e comportamentos com o intuito de os alcançar.” (p.37, citado por Rosário, Núñez & González-Pienda, 2007, p.11). Todavia, a autorregulação pressupõe a utilização de um modelo cíclico de aprendizagem e, na perspetiva de Zimmerman (1998, 2000), tal modelo da aprendizagem autorregulada fundamenta o modelo PLEA (planificação, execução e avaliação) (citado por Rosário, Núñez & González-Pienda, 2007, p. 22).

Na perspetiva de Rosário, Núñez & González-Pienda, (2007), a planificação pressupõe pensar num plano, isto é, pensar no que fazer, quando fazer e como fazer; a execução corresponde ao pôr em prática o plano idealizado; por fim, a avaliação determina em que medida os objetivos do plano foram ou não cumpridos, fazendo-se assim o confronto com a planificação definida previamente.   

Contudo, a partir do momento em que definimos a estrutura comum do nosso projeto, a díade enveredou por finalidades diferentes, tendo em conta o seu foco. Assim, a Sandra parte da participação das crianças na tomada de decisões relativas às suas aprendizagens com vista à autorregulação das mesmas, enquanto a Márcia parte da autorregulação das aprendizagens para a construção da autonomia das aprendizagens das crianças.

Deste modo, o nosso projeto tem por base o desenvolvimento de atividades que impliquem a planificação, a execução e a avaliação das aprendizagens das crianças. Estas atividades foram desenvolvidas ao longo do semestre, em momentos livres e orientados, uma vez que a autorregulação é transversal. Relativamente ao grupo de crianças com o qual implementámos o nosso projeto, este foi constituído pelas cinco crianças mais velhas do grupo. Em conversas com as orientadoras (da universidade e cooperante) e face à complexidade do nosso projeto, escolhemos estas crianças porque, para além de estarem em fase de transição, apresentam um bom nível de participação e de autonomia. No entanto, em momentos de atividade livre tentávamos ter em consideração outras crianças inseridas no grupo, ainda que a nossa recolha de dados não assentasse nessas crianças.

 

Pedimos desculpa pela extensão do post, mas era necessária para que compreendessem o nosso projeto J

 

Continuação de um bom trabalho J

Beijinho.

Márcia Oliveira e Sandra Baptista.

 

Referência Bibliográfica:

Rosário, P., Núñez, J. e González-Pienda, J. (2007). Auto-regulação em crianças sub-10: Projecto Sarilhos do Amarelo. Porto editora.

 


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publicado por baptista às 11:03

12

De carolina-dias a 6 de Dezembro de 2013 às 16:00
Boa tarde meninas :)

é bom conhecer no que consiste o vosso projeto. No entanto surgiram algumas questões que gostava que esclarecessem de maneira a compreender melhor o vosso tema:
- Como decidiram quais seriam os focos de cada uma? Era algo que cada uma gostava de aprofundar mais ou foi por opção da vossa orientadora?
- Como conseguiram "arranjar uma estrutura comum à díade"? Até que ponto a autorregulação está interligada com os vossos focos, respetivamente a participação e a autonomia? Gostava de perceber um pouco melhor estas questões :)

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.



De baptista a 6 de Dezembro de 2013 às 16:35
Olá Carolina.

Obrigada pelo teu comentário.

Respondendo à tua primeira questão, o foco de cada uma foi escolhido por nós, não tendo sido, de todo, uma opção da nossa orientadora. Foi algo que nos chamou à atenção e nos despertou o interesse e, como tal, algo que gostaríamos de aprofundar.

Em relação à segunda questão que colocas, em conversas com a orientadora da universidade chegámos ao conceito de autorregulação, uma vez que e segundo Rosário, Núñez e González-Pienda (2007), “[d]ominar o conceito de auto-regulação da aprendizagem é fundamental [...] porque o trabalho educativo envolve no dia-a-dia um processo de desenvolvimento pessoal onde os dois pilares da auto-regulação – escolha e controlo – assumem um papel decisivo” (p. 13). Por isso mesmo, consideramos fundamental, por um lado, promover a participação das crianças no processo de tomada de decisões que visam contribuir para a autorregulação das suas aprendizagens e, neste momento, salientamos a palavra escolha da citação referida. Por outro lado, também consideramos fundamental promover a autorregulação das aprendizagens com vista à promoção da autonomia das crianças e, neste momento salientamos a palavra controlo da citação acima.

Continuação de bom trabalho.

Beijinho.

Sandra Baptista e Márcia Oliveira.

Referência Bibliográfica:
Rosário, P., Núñez, J. e González-Pienda, J. (2007). Auto-regulação em crianças sub-10: Projecto Sarilhos do Amarelo. Porto editora.


De joanafpereira a 6 de Dezembro de 2013 às 16:05
Olá meninas :)
Acho que têm um tema muito importante em mãos e que na minha opinião, está um pouco esquecido ou não lhe é dada a devida atenção. Vou focar-me um pouco na autonomia porque no semestre passado a nossa orientadora insistia bastante connosco nesta questão e percebemos que este tema é muito mais abrangente do que possamos imaginar. Quando se fala em autonomia é importante que existam oportunidades para que as crianças decidam o que fazer, com quem e com que frequência; é importante que se escute a criança acerca da planificação, nomeadamente acerca das atividades propostas; o estabelecimento de regras deve ser discutido com as crianças e não só pelo adulto. (Portugal & Laevers, 2010, p.87).
Perante isto gostaria de saber a vossa definição de autonomia ou somente a da Márcia, uma vez que será o seu tema. Será que poderias falar de uma atividade onde tenhas promovido a autonomia? Quais eram os teus objetivos com tal atividade? Os resultados não são imediatos mas conseguiste tirar alguma conclusão no fim das tuas sessões?

Quanto à Sandra, também gostaria de saber uma atividade que tenhas desenvolvido e a sua reação nas crianças.

Como já disse, é um tema muito importante e parabéns pela vossa escolha!
Continuação de um bom trabalho!
Beijinhos
Joana

Referência bibliográfica:
Gabriela Portugal, F. L. (2010). Avaliação em Educação Pré-escolar: Sistema de acompanhamento das crianças. Porto Editora.


De baptista a 6 de Dezembro de 2013 às 16:44
Olá Joana :)

Obrigada pelo teu comentário.

Em relação à primeira questão que colocas, quando nos referimos à autonomia, referimo-nos mais concretamente à autonomia das crianças na capacidade de estas tomarem decisões relativamente à sua aprendizagem e de se responsabilizarem pela mesma.

Como referimos no post, sempre que implementávamos o nosso projeto, as nossas atividades tinham como objetivos trabalhar o processo autorregulatório: planificação, execução e avaliação das atividades desenvolvidas. No entanto, neste momento, uma vez que ainda não procedemos à análise dos dados, não nos é possível dar-te uma resposta em relação aos resultados ao nível da participação e da autonomia que analisaremos a partir da realização dessas mesmas atividades.

Continuação de bom trabalho.

Beijinho.

Sandra Baptista e Márcia Oliveira.


De ana-resende a 6 de Dezembro de 2013 às 18:14
Olá meninas :)

Considero que o tema do relatório de estágio de cada uma é muito interessante, já que aborda questões tão importantes e, como a Joana refere, um pouco esquecidas nos nossos dias.
Neste sentido, gostava de perceber como surgiram as atividades para trabalhar cada temática? Têm conseguido ter resultados? Como os verificam e analisam?
Por fim, gostava de saber se partilham a mesma opinião que eu, nomeadamente: não acham que seria mais relevante trabalhar, cada temática, com algumas crianças que apresentassem níveis de participação e autonomia mais baixos? Isto porque, estas crianças necessitam muito mais de ajuda do que propriamente as crianças que já apresentam níveis de participação e autonomia elevados.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende


De mrmo a 11 de Dezembro de 2013 às 17:56
Olá Ana Resende :)

Relativamente à tua primeira questão, para cada semana de intervenção definimos uma abordagem educativa, sendo que para a desenvolver realizávamos diversas atividades e, de acordo com as atividades que desenvolvíamos trabalhávamos as nossas temáticas, uma vez que a participação, a autorregulação e a autonomia podem ser promovidas em qualquer situação, até num simples apertar de ataca.

Para verificar e analisar as nossas temáticas construímos um instrumento de observação que consistiu numa grelha de fim (semi)aberto, desenvolvemos um documento que continha os objetivos das nossas atividades, incluindo no mesmo transcrições, reflexões acerca da atividade desenvolvida, entre outros instrumentos de recolha de dados que nos permitiram (re)orientar a nossa prática de acordo com a nossa temática e nos vão permitir verificar e analisar se promovemos a participação, a autorregulação e a autonomia, pois como sabemos o relatório final de estágio é um relatório que retrata as nossas práticas, vivências, reflexões dessa mesma prática. Deste modo, uma vez que ainda não fizemos uma análise aprofundada dos dados, consideramos que não é pertinente divulgarmos dados dos quais ainda não temos certezas.

Como referimos no post a escolha das crianças foi decidida com as orientadoras (da universidade e cooperante) e face à complexidade do nosso projeto, escolhemos as crianças que estavam em fase de transição, pois a autorregulação trabalhada desde cedo ajuda as crianças nas suas aprendizagens escolares futuras e ao longo da vida. E, uma vez que estas crianças iam entrar para o primeiro ciclo consideramos importante que adquirissem um conjunto de estratégias de aprendizagem necessárias para a sua vida escolar. Se podíamos ter trabalhado com crianças que apresentam níveis de autonomia e participação baixos, podíamos, claro que sim, mas como acontece em muitas situações, temos de fazer escolhas. No entanto e, também como referimos no post, trabalhamos as nossas temáticas em algumas atividades com as outras crianças inseridas no grupo.

Continuação de um bom trabalho !
Beijinho.
Márcia Oliveira e Sandra Baptista


De marisaasilva a 6 de Dezembro de 2013 às 22:42
Boa noite meninas :)
Começo por dizer que gostei do vosso projeto e dos temas, uma vez que são determinantes no crescimento das crianças.
Quanto à autonomia, escolheram essas crianças apenas tendo em conta as suas idades? Não aproveitaram o período de observação para poderem conhecer melhor estas crianças e atender a quem pudesse sentir mais necessidade?
Consideram que estes temas que, devem ser uma preocupação do dia-a-dia, podem ser apenas trabalhados em algumas atividades planificadas?

Continuação do bom trabalho :)
Beijinhos,
Marisa


De mrmo a 11 de Dezembro de 2013 às 18:15
Olá Marisa :)

Relativamente às tuas questões, consideramos que é importante voltar a referir que a escolha das crianças foi decidida em conjunto com as orientadoras (da universidade e cooperante), e face à complexidade do nosso projeto, escolhemos as crianças que estavam em fase de transição. A escolha recaiu sobre estas crianças, pois a autorregulação trabalhada desde cedo ajuda as crianças nas suas aprendizagens escolares futuras e ao longo da vida e, como estas entrarão no próximo ano letivo para o 1º Ciclo do Ensino Básico, consideramos importante que adquirissem um conjunto de estratégias de aprendizagem necessárias para a sua vida escolar.

Claro que aproveitamos o período de observação para conhecer as crianças e, por isso mesmo, através dessa observação conseguimos definir quais as crianças com quem podíamos recolher dados. Se podíamos ter trabalhado com outras crianças, claro que podíamos mas, de acordo com os nossos objetivos consideramos que trabalhar com as crianças que estão em fase de transição seria mais benéfico para nós e para elas, como já referimos anteriormente. Contudo e, tal como referimos no post trabalhamos as nossas temáticas, em algumas atividades, com as outras crianças inseridas no grupo.

No que diz respeito à tua última questão, claro que não consideramos que as nossas temáticas devam ser trabalhadas apenas em atividades planificadas, até pelo contrário, como referimos no post estas foram desenvolvidas em momentos livres e orientados, uma vez que a autorregulação é transversal, assim como a participação e a autonomia, estas podem ser trabalhadas diariamente e nas mais diversas situações, como um apertar de ataca.

Continuação de um bom trabalho !

Beijinho.
Márcia Oliveira e Sandra Baptista


De andreiacsilva a 7 de Dezembro de 2013 às 11:30
Olá meninas :)

Pelo que percebi, a Sandra vai-se focar na participação das crianças na tomada de decisões relativas às suas aprendizagens. Para tal, penso que está a enveredar por uma perspetiva construtivista, que defende que aquilo que é aprendido pela criança é fruto de uma construção individual. E, portanto, as crianças devem ser as protagonistas do seu processo de aprendizagem (Rosário & Almeida, 1999). Concordam?

Podem partilhar connosco uma atividade em que as crianças assumiram um papel participativo na tomada de decisões em relação às suas aprendizagens? De que forma elas o fizeram?

Continuação de bom trabalho :)

Referências Bibliográficas
Rosário, P. & Almeida, S. L. (1999). As conceções e as estratégias de aprendizagens dos alunos do Ensino Secundário. In Atas da V Conferência Internacional sobre Avaliação Pedagógica: Formas e Contextos. Braga: Apport.


De mrmo a 11 de Dezembro de 2013 às 18:33

Olá Andreia :)

A temática da Sandra incide na participação das crianças na tomada de decisões relativas às suas aprendizagens com vista à autorregulação das mesmas e, claro, pretende que as crianças sejam agentes ativos do seu próprio processo de aprendizagem.

Uma das atividades onde as crianças assumiram um papel participativo na tomada de decisões em relação às suas aprendizagens foi, por exemplo, na aprendizagem de um poema, onde as crianças é que tomaram decisões relativamente ao modo e à forma como o queriam aprender, por exemplo, se queriam que lêssemos o poema na íntegra e depois estas tentavam acompanhar, se queriam aprender por partes, onde nós liamos o poema verso a verso e as crianças repetiam, entre outras estratégias.

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.
Márcia Oliveira e Sandra Baptista


De ssd a 8 de Dezembro de 2013 às 11:16
Bom dia meninas...

relativamente ao modelo PLEA (planificação, execução e avaliação), vocês executam-no juntamente com as crianças apenas no decorrer do vosso projeto? Ou seja planificam e avaliam com elas todas as atividades? Digo isto, porque me recordo de um post que fizeram sobre uma atividade onde fizeram uns instrumentos e cantaram uma música, e pelo que me recordo, as crianças tiveram um papel ativo na planificação e avaliação da atividade, o que é muito bom, pois têm em consideração os interesses e opiniões das crianças, mas não sei se esta atividade fazia parte do vosso projeto.
Quando implementam o vosso projeto, as restantes crianças não demonstram interesse em participar? São vocês que planificam as atividades que estão a ser desenvolvidas por estas crianças? Ou elas podem brincar livremente?

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De mrmo a 11 de Dezembro de 2013 às 19:27
Olá Sabrina :)

Antes de mais gostaríamos de recordar que a autorregulação é transversal, sendo deste modo trabalhada em todos os momentos. Por isso, tentamos trabalhar com as crianças a planificação, execução e avaliação nas atividades orientadas e nas atividades livres. Por exemplo, mesmo quando uma criança está a fazer uma colagem nós podemos desenvolver as nossas temáticas (participação, autonomia e autorregulação) bem como o modelo PLEA.

As crianças do nosso grupo não se sentem à parte nas atividades que desenvolvemos, neste caso orientadas, pois tentamos que todas participam no que está a ser desenvolvido, caso não se envolvam na atividade um dia, tentamos que se envolvam no dia seguinte, pois apesar de recolhermos dados com crianças específicas também trabalhamos as nossas temáticas com as outras crianças. Se são atividades orientadas as crianças já sabem qual é o objetivo da atividade, deste modo, elas planificam o que têm de fazer para alcançar o objetivo da mesma. Se, por sua vez, são atividades livres as crianças é que escolhem o que querem fazer, o seu objetivo, sendo que o nosso papel é o de os mediar através da planificação, execução e avaliação para que estas consigam alcançar o seu objetivo e refletir sobre a forma como o conseguiram atingir.

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.
Márcia Oliveira e Sandra Baptista


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