Relativamente à minha realidade pedagógica apresento aqui algumas das reflexões que tenho vindo a fazer.
Em relação às estratégias utilizadas ao longo das intervenções foi necessário arranjar algumas para que as atividades e os próprios dias corressem da melhor maneira.
Algumas das estratégias utilizadas foram alteradas porque no seu decorrer apercebi-me que não estavam a correr como eu tinha esperado, por exemplo existem dias em que as crianças vêm mais agitadas e não conseguimos falar com elas calmamente, perante esta situação e de maneira a acalmá-las realizo com elas outras atividades ou até deixá-las ir para as áreas, para desta forma elas libertarem algumas energias para mais tarde conseguirmos falar com elas de forma mais calma e descontraída. Outra estratégia que poderá correr bem para conseguir falar com as crianças mais calmamente sem grande agitação é de vez em quando modificar o local onde conversamos habitualmente com eles, pois ao alterarmos o espaço talvez não seja tão cansativo e monótono para as crianças.
Um aspeto positivo que na minha opinião resulta muito bem com este grupo de crianças é colocá-las em pequenos grupos, sendo que, cada grupo fixa-se numa área diferente, por exemplo enquanto um grupo realiza comigo as atividades dirigidas, outro grupo poderá realizar jogos exteriores, trabalhos manuais ou simplesmente brincar. Tudo isto facilita a intervenção, pois possibilita que ambos fiquemos mais focados dando assim mais atenção a cada criança, facilitando assim a participação das mesmas nas atividades. O facto de o grupo estar dividido em vários pequenos grupos faz com que a sala fique mais liberta, as crianças podem circular livremente e propicia a realização da tarefa com mais concentração por parte das crianças visto que não se aborrecem tanto devido à diversificação dos espaços e tarefas.
Uma dificuldade que senti ao longo da minha intervenção foi conseguir acalmar as crianças para conseguir falar com elas e expor as minhas propostas de atividades para aquele dia em específico. Penso que não consigo acalmá-las porque ainda não consegui fazer com que as crianças me vejam como educadora, isto é, como figura de “autoridade”, tendo que me respeitar e me ouvir, tal como o fazem com a Educadora. Na minha opinião este foi o maior entrave durante as minhas intervenções, o que fez com que a Educadora tivesse de intervir para os acalmar. Este será um aspeto a melhorar nas próximas intervenções, tentando arranjar algumas estratégias para que isto não volte a acontecer. Outro ponto que considero ser necessário ter em atenção e ser melhorado nas próximas intervenções é o facto de que durante as atividades, e apesar de algumas crianças participarem e parecerem interessadas, nem todas estão totalmente implicadas na realização das tarefas. Noto que estão a realizá-las apenas porque sim e porque é assim que tem que ser.
Toda a minha prática pedagógica tem sido realizada em díade. Na minha opinião poder trabalhar em conjunto é uma mais-valia pois temos a hipótese de trocar opiniões do que está certo e errado, do que pode resultar ou não e das atividades que podemos executar. É uma forma de crescermos pessoal e profissionalmente. O facto de nos darmos bem e de funcionarmos bem em conjunto leva a que cada uma tenha a abertura para falar do que acha que correu bem e do que é preciso melhorar na colega, o que para mim é importante até porque ela me pode ajudar a melhorar alguns aspetos. Desde o início que planificámos os dias de intervenção em conjunto, pois pensámos que era o mais adequado para nós e para as próprias crianças, para que assim os dias tenham um fio condutor entre eles e que não sejam atividades muito distantes umas das outras e sem sentido. Durante as intervenções ajudámo-nos uma a outra para que as atividades sejam as mais bem-sucedidas possíveis. Contudo no dia específico de cada uma apenas ajudamos na realização das atividades pois são muitas crianças.
Gisela Silva