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Quarta-feira, 4 de Dezembro de 2013
Reflexão da realidade pedagógica

                Relativamente à minha realidade pedagógica apresento aqui algumas das reflexões que tenho vindo a fazer.

            Em relação às estratégias utilizadas ao longo das intervenções foi necessário arranjar algumas para que as atividades e os próprios dias corressem da melhor maneira.

Algumas das estratégias utilizadas foram alteradas porque no seu decorrer apercebi-me que não estavam a correr como eu tinha esperado, por exemplo existem dias em que as crianças vêm mais agitadas e não conseguimos falar com elas calmamente, perante esta situação e de maneira a acalmá-las realizo com elas outras atividades ou até deixá-las ir para as áreas, para desta forma elas libertarem algumas energias para mais tarde conseguirmos falar com elas de forma mais calma e descontraída. Outra estratégia que poderá correr bem para conseguir falar com as crianças mais calmamente sem grande agitação é de vez em quando modificar o local onde conversamos habitualmente com eles, pois ao alterarmos o espaço talvez não seja tão cansativo e monótono para as crianças.

Um aspeto positivo que na minha opinião resulta muito bem com este grupo de crianças é colocá-las em pequenos grupos, sendo que, cada grupo fixa-se numa área diferente, por exemplo enquanto um grupo realiza comigo as atividades dirigidas, outro grupo poderá realizar jogos exteriores, trabalhos manuais ou simplesmente brincar. Tudo isto facilita a intervenção, pois possibilita que ambos fiquemos mais focados dando assim mais atenção a cada criança, facilitando assim a participação das mesmas nas atividades. O facto de o grupo estar dividido em vários pequenos grupos faz com que a sala fique mais liberta, as crianças podem circular livremente e propicia a realização da tarefa com mais concentração por parte das crianças visto que não se aborrecem tanto devido à diversificação dos espaços e tarefas.

Uma dificuldade que senti ao longo da minha intervenção foi conseguir acalmar as crianças para conseguir falar com elas e expor as minhas propostas de atividades para aquele dia em específico. Penso que não consigo acalmá-las porque ainda não consegui fazer com que as crianças me vejam como educadora, isto é, como figura de “autoridade”, tendo que me respeitar e me ouvir, tal como o fazem com a Educadora. Na minha opinião este foi o maior entrave durante as minhas intervenções, o que fez com que a Educadora tivesse de intervir para os acalmar. Este será um aspeto a melhorar nas próximas intervenções, tentando arranjar algumas estratégias para que isto não volte a acontecer. Outro ponto que considero ser necessário ter em atenção e ser melhorado nas próximas intervenções é o facto de que durante as atividades, e apesar de algumas crianças participarem e parecerem interessadas, nem todas estão totalmente implicadas na realização das tarefas. Noto que estão a realizá-las apenas porque sim e porque é assim que tem que ser. 

Toda a minha prática pedagógica tem sido realizada em díade. Na minha opinião poder trabalhar em conjunto é uma mais-valia pois temos a hipótese de trocar opiniões do que está certo e errado, do que pode resultar ou não e das atividades que podemos executar. É uma forma de crescermos pessoal e profissionalmente. O facto de nos darmos bem e de funcionarmos bem em conjunto leva a que cada uma tenha a abertura para falar do que acha que correu bem e do que é preciso melhorar na colega, o que para mim é importante até porque ela me pode ajudar a melhorar alguns aspetos. Desde o início que planificámos os dias de intervenção em conjunto, pois pensámos que era o mais adequado para nós e para as próprias crianças, para que assim os dias tenham um fio condutor entre eles e que não sejam atividades muito distantes umas das outras e sem sentido. Durante as intervenções ajudámo-nos uma a outra para que as atividades sejam as mais bem-sucedidas possíveis. Contudo no dia específico de cada uma apenas ajudamos na realização das atividades pois são muitas crianças. 

 

 

Gisela Silva



publicado por giselaasilva às 17:00

De carolina-dias a 5 de Dezembro de 2013 às 23:41
Olá Gisela :)

obrigada pela tua partilha. Quando te referes a "algumas das reflexões que tenho vindo a fazer.", no que constam estas reflexões? Fazes por iniciativa própria ou são as reflexões que constam nas reflexões que temos que entregar à orientadora?
Concordo com algumas das estratégias que adotaste, pois também são algumas que eu adoto. As crianças ficam muito agitadas quando estão em grande grupo na manta e, para colmatar esta dificuldade, também alteramos o espaço quando pretendemos ter uma conversa mais longa com as crianças. Por exemplo, vamos para o exterior, para o espaço do refeitório ou para as mesas.
Outra estratégia que eu e a minha colega de estágio adotámos, e que também é uma das que mencionaste, foi a de não realizarmos as atividades com todo o grupo, ou seja, realizamos as atividades propostas em pequeno grupo enquanto outras crianças estão a brincar e, posteriormente, quando as crianças terminam a atividade trocam com as que estavam a brincar. Desta maneira conseguimos auxiliar todas as crianças, e as crianças realizam as atividades propostas no tempo que se sentem predispostas. Apesar de brincarem, as crianças sabem que têm que realizar a atividade proposta naquele dia, independentemente de ser ou não, ao mesmo tempo que as outras crianças.
Acrescento outra estratégia que pensamos que funciona muito bem, nomeadamente de as crianças, quando entram de manhã na sala, vão logo para as áreas brincar e não para a manta, como é rotina. Sentimos que as crianças ficam mais calmas, mais tranquilas e o barulho é diminuto. Adotarias esta estratégia na tua sala? Ou sentes que as tuas crianças aderem bem aos momentos de manta e, na parte do acolhimento, não estão agitadas?
Quanto à tua dificuldade é totalmente compreensível, e também depende muito da nossa personalidade. Existem várias estratégias para que as crianças nos respeitem enquanto educadoras e, também, são algumas que eu adoto. Por exemplo, quando alguma criança está agitada e avisas uma, duas, três vezes e nada, coloca-a na cadeira a pensar ou junto da tua colega de estágio para que seja esta a controlá-la, desta forma vais estar mais tranquila na tua ação (temos que aproveitar quando existe mais do que um adulto na sala). Para além destas duas hipóteses podes, também, mudar a tua postura e ser mais firme, teres mais confiança em ti, porque provavelmente as crianças veem-te como educadora e tu pensas que não. Tenta não pensar nisso! ;)
Por fim, o trabalho colaborativo é uma mais-valia sem dúvida neste nosso percurso e concordo com as razões que mencionaste e que penso que são comuns a todas nós :)

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De giselaasilva a 10 de Dezembro de 2013 às 12:29
Olá Carolina :)
Esta partilha que eu fiz é um pouco da reflexão que temos que entregar à orientadora.
Nós agora optamos por outra estratégia, quando eles chegam de manhã em vez de irem para a manta, sentam-se todos à volta das mesas (dispostas em forma de quadrado), o que ajuda a eles ficarem mais calmos e permite termos uma conversa com eles sem muito barulho.
Sinceramente não sei se optaria por essa estratégia que mencionas-te que utilizas de eles irem logo para as áreas brincar, pois o meu grupo iria ficar muito agitado, como costuma acontecer.
Obrigada pela partilha de estratégias que utilizas, se tivesse mais tempo de intervenção experimentava, mas esta semana é a minha última intervenção.

Continuação de bom trabalho :)
Beijinho, Gisela.


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