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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
O caso especial de uma aluna

Boa tarde meninas,

 

hoje vimos partilhar convosco o caso especial de uma aluna, com quem estamos a estagiar. Relembramos que nos encontramos a realizar a nossa prática pedagógica supervisionada A2 numa turma do 2.º ano.

Inicialmente, na nossa fase de observação, esta menina despertou a nossa atenção pelo seu comportamento na sala de aula. Esta criança está constantemente desatenta, virada para trás, chegando ao ponto de "gozar" com os seus colegas quando estes erram uma resposta, quando ela mesma não é capaz de responder corretamente. Para além disto, é uma aluna com muitas dificuldades em todas as áreas, que requer muito apoio individualizado na realização das tarefas. Por todos estes motivos, na nossa primeira fase da prática pedagógica, sinalizamo-la através das fichas do Sistema de Acompanhemento das Crianças (SAC), adaptadas para o 1.º ciclo.

Ao longo da nossa prática temos vindo a observar comportamentos agressivos desta aluna, para com os colegas. Diariamente os alunos apresentam queixas desta menina, referindo que ela bate, morde e puxa cabelos.

Temos notado que os seus colegas têm vindo afastar-se. Numa situação mais específica, onde a aluna foi violenta para com uma colega, uma outra criança da sala referiu-nos que a esta menina tinha um problema de saúde, a "raiva". Perante este desabafo, explicámos que esta doença é específica dos animais e não dos humanos.

Através deste conjunto de comportamentos, da menina em questão e dos colegas, percebemos que é necessário tomarmos medidas para que os alunos não ponham de parte esta criança, que poderá acabar por sentir-se rejeitada, no seu seio escolar.

Em conversa com a professora cooperante sobre esta aluna, descobrimos que no ano letivo anterior, esta já tinha comportamentos desajustados na sala de aula. A criança em plena aula, sentia a necessidade de se acariciar nas partes intímas. A professora ao deparar-se com esta situação, teve uma conversa com ela, explicando-lhe que quando sentisse necessidade para tal, poderia ausentar-se para ir à casa-de-banho. Contudo, este ano letivo, a menina não tem tido este comportamento, mas tornou-se mais agressiva e violenta com os outros.

Perante todo o seu comportamento ao longo destes dois anos, a professora, achou por bem, pedir apoio psicológico, para tentar ajudá-la e compreender o que poderá desencadear estes comportamentos.

O que acham que poderá estar por detrás do comportamento desta aluna?

Já presenciaram algo do género?

 

Beijinhos e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte e Ana Vivas.



publicado por ssd às 12:38

8

De mrmo a 2 de Dezembro de 2013 às 19:49
Olá meninas :)

Gostaria de começar por saber o que é que vocês fazem ou a forma como reagem quando as outras crianças apresentam-vos queixas.

Relativamente à vossa reflexão acerca desta situação e ao facto de terem compreendido que “é necessário tomarmos medidas para que os alunos não ponham de parte esta criança, que poderá acabar por sentir-se rejeitada, no seu seio escolar”, queria saber que medidas são essas de que falam, o que farão até ao fim da vossa Prática Pedagógica Supervisionada que permita que esta criança se sinta aceite pelo grupo.

Ao longo da leitura do vosso post houve algo que me chamou à atenção, nomeadamente quando referem que “Perante todo o seu comportamento ao longo destes dois anos, a professora, achou por bem, pedir apoio psicológico, para tentar ajudá-la e compreender o que poderá desencadear estes comportamentos”.

Gostaria de saber o que acham desta situação. Acham que só após dois anos e de vivenciar as necessidades desta criança, consideram que é neste momento que de deve pedir apoio psicológico? Não será que a professora já devia ter pedido esse apoio no ano letivo anterior?

Gostaria ainda de saber se os pais estão informados desta situação, pois todo este comportamento pode ser das vivências de casa, por exemplo, pode ser carência, pode ser falta de afeto, sendo necessário entender por que é que esta criança tem este tipo de comportamento. Mas, claro, isto são suposições!

Relativamente à vossa questão se já presenciaram algo do género, não, nunca presenciei tal comportamento, sendo, por isso, a minha curiosidade relativamente a esta situação.

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.


De ssd a 3 de Dezembro de 2013 às 15:42
Boa tarde Márcia...

Relativamente à tua primeira questão, quando as crianças apresentam queixas desta menina, tentámos sempre ouvir as duas versões. Na maioria das vezes conversamos com a menina em questão de forma a perceber o porquê da sua atitude, tentando explicar-lhe que este tipo de comportamentos não são corretos e que não os deve repetir. Outras vezes ignorámos algumas queixas, sendo que estas situações são frequentes e tememos que esta criança seja posta de parte pelos seus colegas, desvalorizando alguns dos seus comportamentos, conversando com ela posteriormente em privado.

A medida a que mais recorremos para que esta aluna não seja colocada de parte pelos colegas é por vezes tentar desvalorizar perante toda a turma os seus comportamentos.

No que diz respeito ao apoio psicológico, a professora realmente só pediu o apoio recentemente, mas no entanto a menina já tem este apoio desde o ano letivo anterior, não sendo este da responsabilidade da escola, mas sim do seu encarregado de educação.

Pela informação que temos esta menina vive apenas com a mãe e irmãos. A sua mãe está informada de todo o seu comportamento. Contudo, o seu ambiente familiar não nos parece ser muito estável, tendo esta criança carência de afetos, o que poderá ser uma das causas de todas as suas atitudes.

Esperamos ter respondido a todas as tuas questões.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte e Ana Vivas.



De marisaasilva a 3 de Dezembro de 2013 às 17:36
Olá meninas ;)
Depois de ter lido a resposta ao comentário anterior, penso que as vossas estratégias serão adequadas para a situação em questão, uma vez que muitas vezes é necessário ignorar alguns comportamentos para que não haja rejeição do aluno.
Durante as aulas costumam utilizar o reforço positivo, valorizando os feitos da aluna? Para que, desta forma, possam criar uma auto-imagem mais positiva, evitando que a criança pense que "faz tudo errado" ou "não tem jeito para nada". Digo isto porque tínhamos também um aluno com alguns desses comportamentos agressivos, gozando e irritando os restantes colegas. No entanto, quando é incentivado e tem uma atenção mais individualizada, tentando compreender os seus problemas, ele responde corretamente e tem uma postura muito mais calma. Agora já nos consegue ouvir e respeitar as diferentes opiniões.
Também me parece que este caso possa ser falta de carência, por isso talvez esta atenção individualizada possa resultar.
Espero ter ajudado um bocadinho :)

beijinhos e bom trabalho*


De marisaasilva a 3 de Dezembro de 2013 às 19:48
“Um professor sensível às necessidades das crianças parece ajudar a criança a regular melhor as suas emoções, assim como a regular melhor as exigências emocionais da sala de aula.” (Rimm-Kaufman et al., 2002).

Referências bibliográficas:
Joana Cadima, T. L. (2011). Interacções professor-aluno nas salas de aula no 1º CEB: indicadores de qualidade. Revista Portuguesa de Educação, 24(1) , 7-34.



De carolina-dias a 6 de Dezembro de 2013 às 17:11
Olá meninas :)

Fiquei sensibilizada com o vosso caso, uma vez que uma pessoa não está preparada para casos desses ou de outros diferentes. Porém, tem que aprender a saber como ultrapassar estas situações e ajudar da melhor maneira a criança. Ao ler inicialmente o que diziam acerca da criança, fez-me lembrar uma criança que tenho na minha sala, com 4 anos. No inicio do estágio também era agressiva com os colegas, mordia e empurrava. Ao fim de um tempo verificámos que a criança tinha baixa autoestima e trabalhámos esta questão através de reforços positivos e dando atividades em que a criança se sentisse capaz e não inferiorizada relativamente aos outros. Estas atividades eram iguais para o restante grupo, pois facilmente se adaptavam.
Contudo, quando disseram que a criança mexia nos genitais não consigo identificar o que leva a criança a fazer isso. O apoio do psicólogo tem ajudado? Ou ainda não verificam melhorias na criança?

Espero que a criança melhore, com a ajuda de todos :)

Beijinho, Carolina.


De ssd a 12 de Dezembro de 2013 às 17:27
Boa tarde Carolina,

o apoio psicológico é ainda muito recente para verificarmos melhorias. Também sabemos que a psicóloga ainda não abordou com ela esse comportamento!
Esperámos que hajam melhorias, pois infelizmente durante esta semana a menina tem teve muito este comportamento, ao qual conseguimos observar pela primeira vez. A professora cooperante teve uma conversa com ela, com o intuito de lhe explicar que quando sentisse "comichão" poderia sair da sala, uma vez que os colegas poderão começar aperceber-se desta situação.

Beijinho,

Sabrina Duarte e Ana Vivas.


De ana-resende a 7 de Dezembro de 2013 às 11:25
Olá meninas :)

Ao ler o vosso post, fiquei muito sensibilizada com esta criança dada as atitudes que ela tem. Pela vossa descrição parece.me ser uma criança "revoltada" com alguma coisa e, que acaba por descarregar em cima dos seus colegas.
Perante esta situação e, tendo a mãe conhecimento do seu comportamento, como é que ela (mãe) reage? Como tenta justificar o comportamento da sua filha?
Eu nunca presenciei uma situação do género, mas quando estava a ler o vosso post, um pensamento que me veio logo à cabeça foi: isto acontece devido a algo que se passa no seu seio familiar. E, como vocês já disseram a criança não tem muito afeto, por parte da família, o que pode ser uma das causas para justificar o seu comportamento.
Neste sentido, segundo Tarín, Aguilá, Forés, Comamala & Lourtet (n.d) o equilíbrio e a maturidade dos pais apresentam-se como fatores muito significativos ao nível da maturidade emocional das crianças. A sua carência e falta de afeto podem ser origem de comportamentos antissociais ou delatórios no futuro.
Quando referem que "temos notado que os seus colegas têm vindo afastar-se", esta reação por parte dos seus colegas é perfeitamente normal e, consequentemente a forma de reagir da aluna em questão à reação dos colegas é optar, na mesma, pela agressividade. Segundo Lopes, Rutherford, Cruz, Mathur & Quinn (2006), a frequência de comportamentos de isolamento, incluindo a agressividade, aumenta à medida que as crianças vão sendo claramente rejeitadas.

Espero que esta criança melhore!

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referências bibliográficas:
- Tarín, Ó., Aguilá, N., Forés, A., Comamala, M. & Lourtet, L. (n.d) Enciclopédia da Psicologia Infantil e Juvenil (Vol. 1). Lusodidacta, Lda;
- Lopes, J., Rutherford, R., Cruz, M., Mathur, S. & Quinn, M. (2006). Competências Sociais: aspetos comportamentais, emocionais e de aprendizagem. Psiquilíbrios Edições: Braga


De ssd a 12 de Dezembro de 2013 às 17:34
Boa tarde Ana,

pelo que temos conhecimento, a mãe não valoriza muito a situação. Relativamente à necessidade que a menina sente em acariciar-se, a professora ao confrontar a sua mãe com esta situação, ela respondeu que isto é completamente normal e que também o faz. Perante esta resposta a professora achou por bem reencaminhar a menina para uma psicóloga.

Beijinho,

Sabrina Duarte e Ana Vivas.


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