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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013
Comportamentos que se mantêm...

 Olá meninas :)

Esperamos que o vosso estágio esteja a correr bem.

Hoje, ao contrário do post anterior, vimos falar-vos de uma criança que não altera os seus comportamentos embora o devesse fazer.

Esta criança tem 5 anos (faz 6 este mês) indo ainda este ano para o 1º ciclo do Ensino Básico.

É uma criança mimada, que não mostra quase nenhuma autonomia. Pensamos que isto se deve ao facto de não ter irmãos e os pais o tratarem como um autêntico bebé.

Esta criança não é capaz de, por exemplo, se calçar sozinha, vestir o bibe entre outras coisas. A educadora chegou mesmo a comentar connosco que esta criança quando chegou à sua sala não era capaz de ir sozinha à casa de banho pois dizia não saber baixar as calças e as cuequinhas.

Pela manhã, quando os pais a deixam no JI são eles que lhe tiram o casaco, colocam a sua mochila no cabide, entre outras coisas não dando assim oportunidade de ser a criança a fazê-lo.

Esta criança tem níveis de implicação muito baixos exceto quando são realizadas atividades que são do seu interesse. Como todas sabemos, torna-se impossível planificar atividades que são sempre do interesse desta criança pois estamos a trabalhar com um grande grupo e heterógeneo.

É uma criança que até a falar é "perguiçosa" e inclusíve anda na terapia da fala.

Notamos que é uma criança que aos pouquinho se vai tornando mais autónoma na sala, graças ao trabalho desenvolvido pela educadora. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Temos um pouco de receio quanto à sua adaptação ao 1º ciclo, pois esta criança também quer passar a maioria do seu tempo a brincar.

Sabemos que o brincar é muito importante quer no JI, quer na vida das crianças pois brincar além de desenvolver as crianças a nível motor promove a socialização e a descoberta do mundo.

Mas será que apenas brincar chega? Será que não devemos também fazer algumas atividades específicas de forma a prepará-las para a mudança drástica que é a transição do pré-escolar para o 1º ciclo?

 

Continuação de um bom trabalho.

Beijinho,

Ivete Teixeira e Vânia Castro

 



publicado por vaniacastro às 12:48

7

De ssd a 2 de Dezembro de 2013 às 19:58
Boa noite meninas...

antes de mais gostaria de esclarecer uma dúvida. A menina em questão irá transitar para o 1.º ciclo ainda este ano letivo? A meio do ano? Porque razão, se ainda por cima apresenta comportamentos e atitudes tão imaturos?
Para a idade que a criança apresenta, esta já deveria ser mais autónoma e matura, mas possivelmente estes comportamentos devem-se à educação dada pelos pais. Como referem, os próprios pais não dão espaço à criança para que ela se desenvolva e se torne autónoma na realização de simples tarefas do dia-a-dia. Esta situação só prejudicará a sua adaptação ao 1.º ciclo e a sua relação com os novos colegas, um vez que nesta fase de ensino será exigido à menina um maior esforço, implicação e autonomia na realização das tarefas.
Que medidas têm tomado juntamente com a educadora, com vista ao desenvolvimento da maturidade da menina?
A educadora já conversou com os seus pais?
Realmente penso que devem ser tomadas medidas para a sua adaptação ao 1.º ciclo, mas se ela é assim tão imatura, não seria melhor ela continuar ainda no jardim de infância, para a prepararem melhor?

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De marisaasilva a 3 de Dezembro de 2013 às 17:19
Olá meninas, espero que o estágio esteja a correr bem :)
Assim como a Sabrina, não percebi por que razão esta criança irá transitar para o 1º ciclo?
De facto esta criança parece evidenciar baixa autonomia, sendo motivada também pelos pais. No entanto, não poderemos pensar que estes são os únicos causadores e, face a isto, nós deveremos tentar trabalhar estas competências. Por isso, levantam-se outras questões: este é o primeiro ano neste contexto? Porque não foram criadas atividades que promovam a autonomia anteriormente?
Estes comportamentos poderão ser uma forma de afirmar que as atividades exploradas não estão a ter muito significado para aquela criança. Mas, entendo que seja difícil atender a todas. Uma estratégia que utilizámos no Pré-escolar foi deixar que fossem as crianças a fazer o que pretendiam. Para isto pensávamos em duas ou três atividades, que fossem do interesse das crianças e deixávamos à vontade para que cada um realizasse aquilo que lhes daria mais prazer. Será que resultará também convosco?
Quanto à vossa questão, "Mas será que apenas brincar chega?" a criança, ao brincar está a trabalhar diversas competências, nomeadamente, a curiosidade, a imaginação, as emoções, a motricidade, o pensamento e raciocínio lógico, a linguagem e as expressões artísticas. Melhora a socialização e o trabalho em grupo, desenvolvendo a sua autonomia, capacidade de resolução de problemas e livre iniciativa. Por isso, não devemos desvalorizar este aspeto.

“A brincadeira é a atividade mais complexa para o desenvolvimento físico e psíquico da criança; implica um grande desenvolvimento de energia, libertação de tensões, coordenação de movimentos e, a determinada idade, facilita a relação com os outros companheiros, quer seja colaborando, quer seja competindo.” (Feytosa, Anna Maria et al., 1997: 262).

Quanto à transição penso que sim, poderão explorar diversas atividades de forma a desmistificar a transição para o 1º CEB, pois muitas vezes há demasiado receio nas crianças, uma vez que ouvem constantemente, “agora é que vai ser a sério” e "vais para a escola dos grandes", por exemplo.

Cabe ao educador proporcionar a continuidade educativa num processo marcado pela entrada para a educação pré-escolar e a transição para a escolaridade obrigatória. É também função do educador proporcionar as condições para que a criança tenha uma aprendizagem com sucesso na fase seguinte competindo-lhe, em colaboração com os pais e em articulação com os colegas do 1º ciclo, facilitar a transição da criança para a escolaridade obrigatória.
Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, p. 28

Referências bibliográficas:
Feytosa, A. M., & Silva, E. (1997). Aprender- O desenvolvimento da Inteligência, volume 3. Lisboa: Marina.
M.E. (1997) Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Editorial M.E.


De vaniacastro a 4 de Dezembro de 2013 às 11:33
Olá Sabrina e Marisa :)
Antes de mais queremos esclarecer uma dúvida. Foi erro nosso mencionar que esta criança iria ainda este ano para o 1º ciclo, ela só vai para o próximo ano. Mesmo assim achamos que é uma criança com comportamentos muito imaturos.
Esta criança já frequenta a educação pré-escolar desde os 3 anos e segundo a educadora tem vindo a melhorar o seu comportamento.
As atividades com fim a promoverem a autonomia desta criança já foram criadas, no entanto esta criança não se mostra com grande autonomia.
Em relação ao facto se a educadora já conversou com os pais sobre a criança, achamos que sim, no entanto não nos deram grandes informações sobre isso.
Continuação de um bom trabalho.
Beijinho,
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De mrmo a 4 de Dezembro de 2013 às 22:25
Olá meninas :)

Relativamente à vossa questão, considero que brincar não chega, claro. As crianças que estão em fase de transição precisam de desenvolver certas competências, capacidades, atitudes e valores que lhes permitam obter estabilidade nessa transição, pois só assim conseguirá adaptar-se ao novo contexto com sucesso.

Segunda Serra (2004), o sucesso educativo surge quando existe uma boa adaptação à escola, uma vez que “ […] as trocas, interações e ligações particulares com os outros (…) são condições fundamentais para o desenvolvimento sensoriomotor, representação simbólica, linguagem e pensamento” (p. 74). Assim sendo, o educador e o professor devem garantir que a transição entre o pré-escolar e 1.º ciclo permita atenuar situações que coloque em causa o desenvolvimento de algumas crianças. Para isso, os docentes e crianças devem compreender os desafios que lhes serão propostos na fase seguinte, para adquirirem a consciência de que as mudanças e adaptações individuais fazem parte do processo conhecido como “Crescer” (Idem, p. 91).

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.

Referências bibliográficas:

Serra, C. M. A. M. (2004). Currículo na Educação Pré-Escolar e Articulação Curricular com o 1º Ciclo do Ensino Básico, 21, Colecção Educação, Porto Editora, Porto.


De carolina-dias a 6 de Dezembro de 2013 às 16:43
Olá meninas :)

No nosso contexto temos uma criança parecida, contudo, não com tantas limitações como parece que a vossa apresenta. A criança em questão também vai fazer 6 anos ainda este ano e só não foi para o 1.º CEB porque a mãe não quis, saliento que a mãe é educadora de infância. Assim, é uma criança da qual é difícil compreender se está contente ou triste, pois quando se "ralha", quando se fala com a criança, quando questionada pelo adulto, etc., sorri (e não é um sorriso envergonhado, é mesmo sem qualquer expressão), e não responde ao que perguntamos ou fica chateado por estarmos a "ralhar". Porém, já notámos que a criança, em brincadeiras com outras, fala e age normalmente. Na realização de trabalhos também é como a vossa, apenas tem níveis de implicação altos quando as atividades vão ao encontro dos seus gostos. A criança tem uma irmã mais velha e é completamente autónoma, pelo que não se entende esta ação e falta de reação/expressão em alguns momentos.
Será que não existe algum problema escondido que a vossa criança possa ter, que à primeira vista não é detetável? Vocês falaram que ela tem evoluído graças ao trabalho da educadora, mas vocês também se debruçaram sobre esta criança?
Quanto às vossas questões, concordo que deva existir algum trabalho com as crianças que vão transitar para o 1.ºCEB. Uma preparação ao nível do comportamento, das regras, do dormir, e dos momentos de trabalhar e de brincar.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De vaniacastro a 9 de Dezembro de 2013 às 12:42
Olá Carolina :)
Pelo que sabemos a criança não tem mais nenhum problema, segundo o que nos é dito pelos pais e pela educadora.
Nós, juntamente com a educadora trabalhamos com esta criança dando-lhe mais atenção, auxiliando-a nos trabalhos sempre que necessário e procurando fazer atividades em que esta se sinta mais implicada.
Continuação de bom trabalho.
Beijinho.
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De danielafferreira a 14 de Dezembro de 2013 às 00:27
Olá Ivete e Vânia,

Gostei do vosso post, pois descrevem de forma simples os comportamentos de uma criança.
No semestre passado, estive a estagiar no vosso contexto e conheço perfeitamente a criança que estão a falar.
Concordo com o que vocês dizem sobre esta criança, pois no semestre anterior eu e a minha colega de estágio também verificamos que era uma criança mimada. Na minha opinião, esta criança vai ter dificuldades em adaptar-se ao 1.º ciclo, pois não consegue estar concentrado e empenhado nas atividades.
Respondendo à vossa questão, o brincar só não chega mas deve ter um grande relevo na vida das crianças, pois segundo Neto (1997), o brincar “ […] surge como uma manifestação frequente e espontânea no comportamento infantil, parecendo ser uma atitude natural e indispensável ao seu desenvolvimento” (p.151).
Relativamente à última questão, eu acho que devem desenvolver atividades de forma a prepará-los para o 1.º ciclo. Uma sugestão é fazer atividades que os mantenham sentados por mais tempo porque no 1.º ciclo vão ter de estar sentados a realizar atividades durante mais tempo.


Continuação de bom trabalho.
Beijinhos,
Daniela Ferreira


Referência bibliográfica
Neto, C. (1997). Jogo: desenvolvimento da criança. Lisboa: Faculdade de Motricidade Humana.


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