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Domingo, 1 de Dezembro de 2013
Temática do meu relatório de estágio

 Bom dia meninas, 

 

hoje decidi vir partilhar convosco a temática do meu relatório de estágio, que desenvolvi durante a implementação do meu projeto de intervenção. 

Sendo a temática geral de seminário a diversidade linguística e cultural e desenvolvimento da comunicação e da expressão, decidi focar-me na sensibilização à diversidade linguística e na consciência metalinguística. Deste modo, a minha questão de investigação é "De que forma atividades de sensibilização à diversidade linguística contribuem para o desenvolvimento da consciência metalinguística, em crianças do 2.º ano do 1.º ciclo do ensino básico?". Para dar resposta a minha questão de investigação, implementei um projeto de intervenção com atividades de sensibilização à diversidade linguística e desenvolvimento da consciência metalinguística. 

Conforme Andrade, Lourenço & Sá (2010), a sensibilização à diversidade linguística é a preparação das "crianças para viver em sociedades plurais e criar disponibilidades para a aprendizagem de várias línguas" (p. 83).  Assim sendo, pretende-se que as crianças desenvolvam atitudes de valorização e de respeito pela diferença. Não se pretende que dominem fluentemente várias línguas , mas que saibam reconhecer alguns dos seus aspetos e características reconhecendo deste modo a diversidade linguística existente no mundo. 

Relativamente à consciência metalinguística, este é um termo desconhecido para muitos, mas que se entende como "o conhecimento deliberado, reflectido, explícito e sistematizado das propriedades e operações da língua" (Sim-Sim, 1998, p. 220). Por outras palavras, a consciência metalinguística surge através do desenvolvimento do conhecimento explícito da língua e do seu funcionamento, bem como do desenvolvimento da competência gramatical, quase sempre asociada ao contexto escolar. Para além disto, a consciência metalinguística requer uma reflexão sobre a língua e sobre a linguagem. Para que se processe esta reflexão é necessário que o falante tenho o controlo sobre as regras da língua, ou seja, sobre a sua gramática. 

Importa também definir o que se entende por gramática, uma vez que é o que se pretende que as crianças adquiram, de forma a desenvolverem a sua consciência metalinguística. Segundo o Quadro Europeu de Referência para as Línguas, gramática de uma língua pode ser entendida como "o conjunto de princípios que regem a combinação de elementos em sequências significativas marcadas e definidas (as frases)" (QECR, 2001, p. 161). A competência gramatical pode ainda ser definida como "o conhecimento dos recursos gramaticais da língua e a capacidade para os utilizar" (Ibidem). Por fim, o ensino da gramática "visa desenvolver a consciência linguística das crianças, a qual, ao longo do seu percurso escolar, evoluirá para o estádio de conhecimento explícito" (Duarte, 2008, p. 18). 

Espero que tenha ficado explícita a minha temática do relatório de estágio e que a minha partilha vos tenha enriquecido. 

E vocês, que temas estão a trabalhar?

Beijinho e continuação de um bom trabalho para todas!

Sabrina Duarte

 

Referências bibliográficas:

- Andrade, A. I., Lourenço, M., & Sá, S. (2010). Abordagens plurais nos primeiros anos de escolaridade: reflexões a partir de contextos de intervenção. Intercompreensão. Revista de Didática de Línguas, Nº 15, pp. 69-89.

 

- Conselho da Europa (2001). Quadro europeu comum de referência para as línguas. Aprendizagem, ensino, avaliação. Lisboa: Edições Asa .

 

- Duarte, I. (2008). O conhecimento da língua: desenvolver a consciência linguística. Ministério da Educação: DGIDC.

 

- Sim-Sim, I. (1998). Desenvolvimemto da linguagem . Lisboa : Universidade Aberta .

 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por ssd às 11:45

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De mrmo a 1 de Dezembro de 2013 às 20:12
Olá Sabrina :)

Obrigada por partilhares connosco o tema do teu projecto de intervenção e de investigação.

Considero o teu tema bastante interessante, pois como refere o Conselho da Europa (2001) e Beacco e Byram (2003) “Inserir a diversidade linguística e cultural nas práticas curriculares parece ser, cada vez mais, um caminho a percorrer e para tal concorrem dois motivos fundamentais: por um lado, a crescente mobilidade humana; por outro, a necessidade de preparação para uma comunicação global, preocupação inscrita nas recomendações do Conselho da Europa apostando-se na promoção do plurilinguismo como valor e como competência (Sá & Andrade, 2009, p.1). Esta afirmação também nos vem mostrar a importância de se implementar actividades que envolvam a diversidade linguística. Acrescento ainda a importância da metalinguística através da tua frase “a consciência metalinguística surge através do desenvolvimento do conhecimento explícito da língua e do seu funcionamento, bem como do desenvolvimento da competência gramatical, quase sempre asociada ao contexto escolar”, o que envolve um conhecimento claro da gramática.

Gostaria de saber se durante a implementação do teu projecto já conseguiste verificaste de que forma atividades de sensibilização à diversidade linguística contribuem para o desenvolvimento da consciência metalinguística.

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.
Márcia Oliveira.

Referências bibliográficas:

Sá, S. & ANDRADE, A.I. (2009). Práticas de sensibilização à diversidade linguística e cultural nos primeiros anos de escolaridade: reflexões a partir da sala de aula. Saber & Educar, nº14 (ISSN 0873-3600). (http://www.esepf.pt/rev/?p=a_pt/sed14_cad01.html).


De ssd a 1 de Dezembro de 2013 às 23:55
Boa noite Márcia,

durante a implementação do meu projeto desenvolvi atividades de sensibilização à diversidade linguística, e para desenvolver a consciência metalinguística das crianças, parti da apresentação de poemas em várias línguas, uma vez que a temática da minha colega de díade é o ensino da poesia. Deste modo, e partindo dos vários textos apresentados às crianças, estas realizaram o campo lexical, formaram singulares e plurais, fizeram ordenação por ordem alfabética, identificaram nomes, adjetivos, entre outras atividades gramaticais. Assim, partindo dos poemas em diversas línguas, que possibilitaram sensibilizar as crianças para a diversidade linguística, foi também possível implementar atividades com vista ao desenvolvimento da competência gramatical, e consequentemente o desenvolvimento da consciência metalinguística das crianças.

Continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte



De carolina-dias a 6 de Dezembro de 2013 às 01:37
Olá Sabrina :)

obrigada pelo teu post :)

Gostaria, primeiramente, de saber se a temática do teu projeto foste tu que escolheste consoante a temática geral do teu seminário? Ou tiveste ajuda da tua orientadora? A temática da tua colega de estágio distancia-se da tua?
Obrigada pela partilha de bibliografia no que toca a esta temática, é uma ajuda para quem não tem tanto contacto com as questões da língua.
Sentes que as crianças com quem trabalhaste desenvolveram atitudes de valorização e de respeito pela diferença? São capazes de reconhecer diversidade de línguas existentes no mundo?
Respondendo à tua questão, a temática que estou a trabalhar prende-se com o bem-estar emocional e a aprendizagem, um estudo de caso em contexto pré-escolar.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De ssd a 8 de Dezembro de 2013 às 13:58
Boa tarde Carolina...

A minha temática geral de seminário é a sensibilização à diversidade linguística, logo, esta é uma das minhas temáticas do relatório de estágio. A consciência metalinguística foi uma temática escolhida por mim, uma vez que a temática da gramática é uma questão que me agrada.
A temática da minha colega de díade, para além de ser a sensibilização à diversidade linguística é também a competência literária, especificamente o texto poético.
Com a implementação do nosso projeto sem dúvida que as crianças se tornaram capazes de reconhecer a diversidade de línguas existentes no mundo. Mesmo antes de o implementarmos algumas crianças já eram capazes de reconhecer alguns países e situar os continentes no mapa-mundo.
Um dos nossos objetivos era que as crianças fossem capazes de desenvolver atitudes de valorização e de respeito pela diferença, pelo que julgo que este tenha sido alcançado pelos alunos.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De sandrap a 6 de Dezembro de 2013 às 19:57

Olá Sabrina,
gostei muito do teu post, acho que é importante conhecermos a teoria que está por detrás da nossa prática.

Respondendo à tua questão, pretendo verificar de que forma a abordagem à sensibilização à diversidade linguística e cultural contribui para a aprendizagem da gramática mais propriamente a flexão nominal em género. Como podes ver tem algumas semelhanças com o teu.
Este tema apresenta aspetos positivos e negativos. Ao início tinha algum receio porque, pensava eu, era complicado trabalhar a gramática com crianças que estariam ainda no processo de iniciação à leitura e à escrita, mas por outro lado a gramática deve ser trabalhada desde cedo devido à sua importância. A aprendizagem da gramática é importante porque “todos aprendem a sua língua no berço, mas (...) o primeiro princípio de todos os estudos deve ser a gramática da própria língua.” (Luis António Verney,1746, citado por Pilássova, 2005) Podemos acrescentar ainda que o indivíduo só atinge a plena cidadania quando consegue expressar as suas opiniões e pensamentos de forma clara e isto só acontece quando se tem um conhecimento completo da sua língua.
Todos nós temos um conhecimento implícito da língua, ou seja o uso intuitivo da língua, mas é importante transmitir às crianças as regras que regem a língua e transformar esse conhecimento em explícito, ou seja “conhecimento reflexivo e sistemático do sistema intuitivo que os falante conhecem e usam, bem como o conhecimento e princípios e regras que regulam o uso oral e escrito desse sistema. (Duarte, 2008)
Com o decorrer do nosso projeto de intervenção, reparamos que as crianças adquirem os conceitos e algumas regras facilmente e que vão aplicando constantemente nos seus trabalhos.
E os teus alunos? Como foram adquirindo os conceitos abordados?

Continuação de bom trabalho,
Sandra Pereira


Referências:
Pilássova, I. (2005). Manifestações da consciência (meta)linguística na escrita escolar. Aveiro: Universidade de Aveiro. Tese de Mestrado


De ssd a 8 de Dezembro de 2013 às 15:54
Boa tarde Sandra,

tal como tu, também eu inicialmente tive algum receio de que as crianças tivessem dificuldades durante a implementação do meu projeto, por se tratarem de crianças ainda tão novas. Mas felizmente, as crianças realizaram todas as atividades, incluído as atividades que se relacionavam com a gramática, com facilidade. Por vezes subestimamos as crianças, quando na verdade elas são capazes de muito mais do que imaginamos.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De ana-resende a 7 de Dezembro de 2013 às 11:42
Olá Sabrina :)

Obrigada por partilhares connosco o teu tema do relatório de estágio. Considero que é um tema muito interessante e importante para ser trabalhado e explorado com todas as crianças, qualquer que seja a sua idade.
Assim,começo por te perguntar, tal como a Carolina o fez, como é que surgiu este tema?
Tiveste em consideração as características do grupo de crianças? Quais?
Gostava de saber, também, como é que as crianças reagiram ao teu projeto? Mudavas alguma coisa? Porquê?
Por fim e, respondendo à tua questão o meu tema do relatório de estágio prende-se com o Bem-estar e as competências sociais das crianças. Para isso vou fazer o estudo de caso de oito crianças assinaladas a amarelo nas grelhas do SAC, como já explicamos num post que fizemos.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende


De ssd a 8 de Dezembro de 2013 às 16:07
Boa tarde Ana,

a sensibilização à diversidade linguística, é uma das temáticas do meu relatório de estágio, sendo esta a temática geral de seminário. A consciência metalinguística é também um tema tratado no meu relatório de estágio, sendo este escolhido por mim, pelo facto de me interessar por questões relacionadas com a gramática.
A única característica das crianças que tive em consideração para a implementação do meu projeto, foi a idade, de forma a escolher as questões da gramática mais adequadas para serem trabalhadas por elas.
As crianças reagiram muito bem à implementação do projeto. Em todas as sessões mostraram-se muito implicadas e entusiasmadas, o que para mim foi muito recompensador.
Relembrando toda a implementação do projeto, penso que não não seria necessário alterar nenhum aspeto, uma vez que, a meu ver, tudo correu muito bem e as crianças gostaram muito de participar.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte



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