Blog da UC de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online
pesquisar neste blog
posts recentes

Balanço final do trabalho por projeto

Balanço do Projeto de Intervenção

Balanço Geral

As decorações do Natal

Reflexão Intermédia

O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

A importância do estágio supervisionado para a formação de professores

Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

Estratégias !

Momento de autonomia das crianças

arquivos

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

participar

participe neste blog

Sábado, 30 de Novembro de 2013
Refletindo...

Olá meninas! :)


Venho aqui contar-vos um pouco da minha prática...            

            A minha primeira intervenção decorreu com imenso nervosismo, receio e sentimento de que não seria capaz de ultrapassar esta tarefa, por saber que estamos numa etapa determinante para o crescimento dos alunos e que seremos responsáveis por tudo isso. Terminado este primeiro dia senti os alunos com baixos níveis de implicação e, consequentemente, alguns alunos mais interessados nas suas tarefas paralelas, como pintar. A partir daqui percebi que não teria outra opção senão pôr “mãos à obra”, pesquisando, estudando e tentando perceber todo este processo.

Neste momento percebemos que nenhuma tarefa e nenhum conteúdo podem ser explorados sem que haja a devida contextualização, uma vez que é imprescindível que as crianças sejam motivadas para a aprendizagem. Para além disso, são crianças que saíram há pouco tempo da Educação Pré-escolar e por isso têm ainda necessidades muito próprias, precisando de uma atenção mais individualizada, por exemplo.

Na segunda semana tinha a meu cargo a introdução das sílabas e, atendendo às características apontadas anteriormente, precisávamos de um elemento motivador para esta exploração. Como tal, decidi deixar uma carta do nosso amigo “Mocho” (por ser a sala dos “mochinhos”) de forma a suscitar a curiosidade dos alunos para a “caixa de tesouros” das sílabas. Imediatamente pudemos sentir o entusiasmo das crianças, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável, para todos os intervenientes. Como estas atividades devem ser pensadas com encadeamento, durante a tarde criámos os diversos mapas para puderem chegar aos “tesouros”, como forma de trabalhar a orientação espacial e assim, presenciámos novamente bons níveis de implicação.

Nos dias seguintes pensámos em atividades mais lúdicas, tentando ir ao encontro dos interesses dos alunos. Constatando que as crianças precisavam de tempo para explorar os diversos materiais, neste dia iniciei a abordagem aos blocos lógicos com o momento de livre exploração. Neste momento senti que tinha realmente acertado pois todas as crianças evidenciavam motivação, alegria e orgulho nas suas construções. Com isto consegui que as crianças percebessem as diversas formas de poder agrupar aquele material, sem que estivessem apenas a ouvir uma aula maçadora. De seguida, fizemos a livre exploração do espaço exterior para que os alunos pudessem ter outro contacto com as figuras geométricas e perceber que elas também estão presentes no nosso quotidiano.

Nesta última semana tinha a meu cargo a introdução da letra L. Para haver motivação para esta aprendizagem decidi criar um e-mail do “Mocho”, onde contaria as suas novidades de fim de semana e pedia ajuda às nossas crianças para voltar “a fazer feliz o seu amigo Leão Leonel” que teria perdido a letra do seu nome. Comecei por fazer tocar uma espécie de campainha que fez suscitar a curiosidade das crianças, neste momento senti que estavam todas muito curiosas e na expectativa de saber o que traria aquele som. De seguida, mostrei o e-mail do nosso amigo e aí, vimos que todos estavam muito atentos e orgulhosos por terem recebido um “voto de confiança” e poderem trabalhar para ajudar, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável e com significado para todos.

 

Com isto, apenas mostro um pouco do nosso trabalho e algumas das estratégias utilizadas, que parecem trazer bons resultados, tanto para os alunos, como para nós.

Espero que ajude um pouco pois acredito que este é um ano desafiador e que nos provoca algum receio. No entanto, é extramente gratificante perceber o que estamos a construir e as conquistas de cada criança! J

 

 

Votos de bom trabalho para todas!

Beijinhos,

Marisa


tags: , , ,

publicado por marisaasilva às 13:43

De ana-resende a 30 de Novembro de 2013 às 16:12
Olá Marisa :O

Gostei do teu post, pois resume algumas das atividades que têm vindo a desenvolver, bem como algumas das estratégias adotadas e que, segundo o que tu dizes, têm vindo a dar resultados positivos.
Assim, visto que estás inserida numa turma de 1.º ano, gostava de saber quais as necessidades que tu dizes que as crianças ainda têm face à transição para o 1.º CEB. O que têm feito para as contornar? Tem resultado?
Quando referes que ao fazeres atividades mais lúdicas as crianças envolvem-se muito mais, eu também o verifiquei nestes dois semestres e, acho que as principais razões para que isso aconteça é o facto de serem atividades diferentes, que saem da rotina das crianças, bem como são atividades que permitem a exploração por parte da criança e, não tanto do adulto. Concordas?
Quanto à última atividade que referes para trabalhar a letra L, gostava de saber quais as atividades que surgiram depois para judar o Leão Lenoel? As crianças continuaram interessadas?
Por fim, aproveito para perguntar se têm alguma atividade planeada para o relatório de estágio e se já começaram a pô-las em prática?

beijinhos,
Ana Resende


De marisaasilva a 1 de Dezembro de 2013 às 10:57
Olá Ana :)
No que toca ainda a algumas necessidades que as crianças ainda sentem, vimos que algumas ainda precisam uma atenção mais individualizada, como eu já disse, constantes idas à casa de banho, são necessárias algumas “chamadas” ou toques de atenção para que estas crianças não se dispersem ou mesmo pela duração das diversas das atividades, e até mesmo de se levantarem para estar mais perto do professor. Para isto tento sempre dar mais espaço para poderem fazer livre exploração do que iremos explorar, sem esquecer atividades com encadeamento para que eles continuem interessados. Quanto às crianças que se levantam, devem ser deixadas um pouco à nossa beira e de seguida incentivar para terminar a atividade. Quando sinto que alguma criança está a dispersar um pouco, dirijo-me a ela e valorizo o seu empenho para que possa retornar a atividade motivada. No geral, sinto que estas pequenas estratégias estão a dar resultado uma vez que as crianças mostram-se felizes e não costumam evidenciar cansaço. Por isso, sim concordo contigo! :) As atividades de caráter mais lúdico saem da rotina das crianças e tornam todas as aprendizagens mais agradáveis.
Quanto à exploração da letra L, nós começámos por explorar o "e-mail", descobrindo como iríamos conseguir "ajudar", onde todas as crianças puderam dar a sua opinião. De seguida, como trabalhamos com o método global, partimos de uma palavra já conhecida e trabalhada por eles para explorarmos a sílaba "la", formando assim as restantes sílabas. Depois disto, as crianças puderam formar diversas palavras utilizando estas sílabas. Por fim, realizámos uma pequena ficha que abordava estes conteúdos.
Para terminar, no nosso projeto procuramos ter uma ação mais individualizada e acompanhar as crianças identificadas anteriormente, não se tratando diretamente de atividades específicas .
Espero ter conseguido responder :)
Beijinhos, Marisa


De ana-resende a 1 de Dezembro de 2013 às 12:16
Olá Marisa :)

Obrigada pela tua resposta e, sim conseguiste esclarecer as minhas dúvidas ;)
Referes que na tua sala trabalham com o método global. Gostava de saber se sentis-te algum receio em trabalhar com este método, visto que não temos nenhuma referência de como ensinar recorrendo ao método global? Quais as vantagens e desvantagens que consideras que este método tem?
Se fosses tu a escolher por que método optarias? Porquê?
Segundo Goodman (1976/86), as ideias do
método global são progressistas e sensíveis às
necessidades das crianças e procuram desenvolver
a criatividade destas, permitindo a elas próprias
“descobrirem” os princípios subjacentes à leitura
e à escrita. Além disso, as práticas do método global
evitam a submissão das crianças a programas
estruturados e sistemáticos, como os programas
fónicos e o seu ensino sistemático e explícito de
correspondências grafema-fonema. (referido por Sebra & Dias, 2011, p. 312).

Beijinho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Sebra, A. & Dias, N. (2011). Métodos de alfabetização: Delimitação de procedimentos e considerações para uma prática eficaz. Revista Psicopedagogia, v. 28, n.º 87: São Paulo


Comentar:
De
Nome

Email

Url

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados



Email

Password


Este Blog tem comentários moderados


Comentário

Máximo de 4300 caracteres




O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Autores
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
17
19

24
25
26
27
28

29
30
31


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários