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Sábado, 30 de Novembro de 2013
Refletindo...

Olá meninas! :)


Venho aqui contar-vos um pouco da minha prática...            

            A minha primeira intervenção decorreu com imenso nervosismo, receio e sentimento de que não seria capaz de ultrapassar esta tarefa, por saber que estamos numa etapa determinante para o crescimento dos alunos e que seremos responsáveis por tudo isso. Terminado este primeiro dia senti os alunos com baixos níveis de implicação e, consequentemente, alguns alunos mais interessados nas suas tarefas paralelas, como pintar. A partir daqui percebi que não teria outra opção senão pôr “mãos à obra”, pesquisando, estudando e tentando perceber todo este processo.

Neste momento percebemos que nenhuma tarefa e nenhum conteúdo podem ser explorados sem que haja a devida contextualização, uma vez que é imprescindível que as crianças sejam motivadas para a aprendizagem. Para além disso, são crianças que saíram há pouco tempo da Educação Pré-escolar e por isso têm ainda necessidades muito próprias, precisando de uma atenção mais individualizada, por exemplo.

Na segunda semana tinha a meu cargo a introdução das sílabas e, atendendo às características apontadas anteriormente, precisávamos de um elemento motivador para esta exploração. Como tal, decidi deixar uma carta do nosso amigo “Mocho” (por ser a sala dos “mochinhos”) de forma a suscitar a curiosidade dos alunos para a “caixa de tesouros” das sílabas. Imediatamente pudemos sentir o entusiasmo das crianças, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável, para todos os intervenientes. Como estas atividades devem ser pensadas com encadeamento, durante a tarde criámos os diversos mapas para puderem chegar aos “tesouros”, como forma de trabalhar a orientação espacial e assim, presenciámos novamente bons níveis de implicação.

Nos dias seguintes pensámos em atividades mais lúdicas, tentando ir ao encontro dos interesses dos alunos. Constatando que as crianças precisavam de tempo para explorar os diversos materiais, neste dia iniciei a abordagem aos blocos lógicos com o momento de livre exploração. Neste momento senti que tinha realmente acertado pois todas as crianças evidenciavam motivação, alegria e orgulho nas suas construções. Com isto consegui que as crianças percebessem as diversas formas de poder agrupar aquele material, sem que estivessem apenas a ouvir uma aula maçadora. De seguida, fizemos a livre exploração do espaço exterior para que os alunos pudessem ter outro contacto com as figuras geométricas e perceber que elas também estão presentes no nosso quotidiano.

Nesta última semana tinha a meu cargo a introdução da letra L. Para haver motivação para esta aprendizagem decidi criar um e-mail do “Mocho”, onde contaria as suas novidades de fim de semana e pedia ajuda às nossas crianças para voltar “a fazer feliz o seu amigo Leão Leonel” que teria perdido a letra do seu nome. Comecei por fazer tocar uma espécie de campainha que fez suscitar a curiosidade das crianças, neste momento senti que estavam todas muito curiosas e na expectativa de saber o que traria aquele som. De seguida, mostrei o e-mail do nosso amigo e aí, vimos que todos estavam muito atentos e orgulhosos por terem recebido um “voto de confiança” e poderem trabalhar para ajudar, tornando toda esta aprendizagem muito mais agradável e com significado para todos.

 

Com isto, apenas mostro um pouco do nosso trabalho e algumas das estratégias utilizadas, que parecem trazer bons resultados, tanto para os alunos, como para nós.

Espero que ajude um pouco pois acredito que este é um ano desafiador e que nos provoca algum receio. No entanto, é extramente gratificante perceber o que estamos a construir e as conquistas de cada criança! J

 

 

Votos de bom trabalho para todas!

Beijinhos,

Marisa


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publicado por marisaasilva às 13:43

De mrmo a 1 de Dezembro de 2013 às 11:35
Olá Marisa :)

Relativamente ao nervosismo e receio que sentiste no teu primeiro dia de intervenção, considero que é normal, é a primeira intervenção de um longo caminho que aos poucos vamos ultrapassando e vamo-nos sentindo mais competentes para o concretizar. Contudo, a reflexão que realizaste sobre a forma como poderias aumentar os níveis de implicação das crianças foi um momento crucial, pois permitiu-te compreender que precisavas de pesquisar, estudar e perceber todo o processo, colocando, desta forma, mãos à obra, pois a reflexão que realizamos sobre as nossas intervenções pedagógicas é que nos permitem ultrapassar os obstáculos com que nos defrontamos.

Concordo contigo quando referes que os conteúdos devem ser explorados através de uma contextualização, pois é esta que vai permitir que as crianças compreendam o sentido da aprendizagem e se envolvam mais significativamente na mesma, aumentado os seus níveis de bem-estar e de implicação. O facto de as crianças terem saído há pouco tempo da Educação Pré-Escolar permite refletir ainda mais sobre esta situação, uma vez que ainda necessitam de uma atenção mais individualizada.

No que diz respeito à atividade que desenvolveste tendo em conta a reflexão que tinhas realizado, considero que foi uma mais-valia, uma vez que pudeste verificar que através da contextualização as crianças mostraram-se mais entusiasmadas e tornaram a aprendizagem não só mais agradável mas também significativa para elas e para ti. Para além disto, considero que através desta atividade para além de trabalhares a introdução às sílabas pudeste ainda desenvolver outros conteúdos.

Relativamente às restantes atividades, penso que foram estratégias positivas e gratificantes, uma vez que pudeste constatar um maior interesse e entrega das crianças às atividades por ti realizadas, o que transmite uma maior confiança para futuras intervenções.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho
Márcia Oliveira.


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