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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
Algumas estratégias utilizadas

       O contexto que estou a trabalhar é o Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto, em Ílhavo. A sala 1 é composta por um total de vinte e cinco crianças com idades compreendidas entre os três e cinco anos, sendo que quinze crianças são do sexo masculino e dez do sexo feminino.

        Nos primeiros dias de observação senti alguma dificuldade de adaptação a este novo contexto. Penso que este facto se tenha devido a ter trabalhado no ano letivo anterior com crianças do 4º ano de escolaridade, ou seja, um nível etário diferente e consequentemente, alunos com interesses e comportamentos diferentes. Para além do que referi anteriormente, o facto de ter trabalhado com uma turma de 17 crianças permitiu uma maior interação, apoio individualizado e controlo do grupo ao nível das regras de convivência. Ao deparar-me com 25 crianças numa sala pequena surgiram algumas preocupações, senti que poderia vir a ter dificuldade em manter a ordem e o respeito mútuo e consequentemente um bom clima de trabalho.

Por vezes, há disputa entre as crianças que leva a pequenos desentendimentos mas que são geralmente resolvidos por elas, no entanto interferimos sempre que achamos pertinente. Segundo Katz e McClellan “os professores devem intervir tão pouco quanto possível, de forma que as crianças possam tentar resolver os seus problemas, mas com a frequência necessária de forma a assegurar que nenhuma criança caia num ciclo recorrente negativo.” (1996, p.22)

O diálogo constante entre mim, a minha colega de trabalho e a educadora, permitiu refletir sobre os aspetos mais positivos e sobre os menos positivos, os principais problemas do grupo, bem como as características e interesses das crianças.

Decidimos implementar algumas estratégias, a salientar:

A constante adequação de estratégias contribuiu para que as crianças fossem progressivamente melhorando ao nível das atitudes, estando agora mais calmas e interessadas pelas atividades.

Como ainda existem algumas lacunas ao nível da competência social, gostava de saber se aplicaram alguma estratégia que achem que resulta e melhora o comportamento das crianças.

 

 

 

Katz, L. & McClellan, D. (1996). O papel do professor no desenvolvimento social das crianças. In: J. Formosinho, Educação Pré-Escolar: A construção social da moralidade. Lisboa: Texto Editora.

 

Raquel Dias


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publicado por raquel-dias às 12:32

De ssd a 30 de Novembro de 2013 às 19:53
Boa tarde Raquel,

neste momento encontro-me a estagiar num 2.º ano de escolaridade e assim como tu também senti algumas dificuldades de adaptação por se tratar de dois níveis de ensino muito diferentes. Senti dificuldades pelo facto de no pré-escolar ser possível criar com as crianças uma relação muito próxima com muitas trocas de carinho. Não é que no 1.º ciclo isso não seja possível, mas é necessário por vezes manter uma postura mais firme, pois as crianças têm de estar atentas ao que lhes é transmitido, e para isso temos de conseguir manter uma clima de sala de aula calmo e estável, para conseguirem desenvolver novas aprendizagens. No pré-escolar as crianças são mais autónomas relativamente ao que querem fazer e não é necessário que estejam tanto tempo atentas e sentadas.
Relativamente à primeira estratégia que enunciaste, gostaria de saber porque são vocês que colocam os materiais nas mesas, apesar de referires que é para evitar a desorganização e agitação na sala. Estes materiais não estão ao nível das crianças? Penso que se elas próprias pudessem retirar os materiais de onde se encontram, seriam mais autónomas. Para evitar a confusão poderiam estabelecer algumas regras, como por exemplo, irem apenas alguns alunos de cada vez buscar os materiais que mais preferem.
Conforme Laevers e Portugal (2010), "a observação das crianças revela bem que, quando têm a oportunidade de escolherem, fazem-no, em princípio, optando por aquilo que é mais favorável ao seu desenvolvimento, no prolongamento das suas necessidades de exploração e saber" (p. 16). Se fossem as crianças a fazê-lo poderiam escolher apenas o que mais preferem.
Quanto às estratégias que utilizei tendo em vista um melhor comportamento das crianças, sempre que estas começavam a ficar saturadas por estarem muito tempo sentadas, acabavam por ficarem mais agitadas, então para contrariar esta situação as crianças podiam brincar livremente e fazer o que preferiam, ficando assim mais calmas. Outra estratégia usada, seria também como referiste dividir as crianças em pequenos grupos, de modo a mantê-las mais implicadas e motivadas na realização de uma tarefa.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte



De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 16:00
Olá Sabrina :)

Quando trabalhei com crianças do 4º ano de escolaridade também senti a necessidade de ser mais firme, como referiste, não querendo com isto dizer que não criei laços fortes com as crianças, no entanto, a exigência era maior.
Pelo contrário, no pré-escolar é necessário mostrar um lado mais afetivo e carinhoso, levando, desta forma, a que as crianças se sintam mais à-vontade para falar sobre tudo.
No início sentimos que as crianças ainda necessitavam de alguma orientação para as atividades. Mas só o fazíamos no início da manhã, antes do acolhimento. Ao longo do dia eram as crianças que, de uma forma autónoma, escolhiam o que queriam fazer e com o que queriam brincar. Nas últimas semanas já não colocámos os jogos, os legos e os livros nas mesas, visto que as crianças já eram capazes de escolher com muita facilidade o que queriam.
Quando trazíamos jogos novos, puzzles, dominós colocávamos na mesa para que as crianças se apercebessem que era novidade.
Quanto à tua questão, todos os materiais estão acessíveis às crianças, estão etiquetados e organizados, permitindo uma maior visualização dos mesmos.

Obrigada pelo comentário.
Beijinho,
Raquel Dias


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