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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
Algumas estratégias utilizadas

       O contexto que estou a trabalhar é o Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto, em Ílhavo. A sala 1 é composta por um total de vinte e cinco crianças com idades compreendidas entre os três e cinco anos, sendo que quinze crianças são do sexo masculino e dez do sexo feminino.

        Nos primeiros dias de observação senti alguma dificuldade de adaptação a este novo contexto. Penso que este facto se tenha devido a ter trabalhado no ano letivo anterior com crianças do 4º ano de escolaridade, ou seja, um nível etário diferente e consequentemente, alunos com interesses e comportamentos diferentes. Para além do que referi anteriormente, o facto de ter trabalhado com uma turma de 17 crianças permitiu uma maior interação, apoio individualizado e controlo do grupo ao nível das regras de convivência. Ao deparar-me com 25 crianças numa sala pequena surgiram algumas preocupações, senti que poderia vir a ter dificuldade em manter a ordem e o respeito mútuo e consequentemente um bom clima de trabalho.

Por vezes, há disputa entre as crianças que leva a pequenos desentendimentos mas que são geralmente resolvidos por elas, no entanto interferimos sempre que achamos pertinente. Segundo Katz e McClellan “os professores devem intervir tão pouco quanto possível, de forma que as crianças possam tentar resolver os seus problemas, mas com a frequência necessária de forma a assegurar que nenhuma criança caia num ciclo recorrente negativo.” (1996, p.22)

O diálogo constante entre mim, a minha colega de trabalho e a educadora, permitiu refletir sobre os aspetos mais positivos e sobre os menos positivos, os principais problemas do grupo, bem como as características e interesses das crianças.

Decidimos implementar algumas estratégias, a salientar:

A constante adequação de estratégias contribuiu para que as crianças fossem progressivamente melhorando ao nível das atitudes, estando agora mais calmas e interessadas pelas atividades.

Como ainda existem algumas lacunas ao nível da competência social, gostava de saber se aplicaram alguma estratégia que achem que resulta e melhora o comportamento das crianças.

 

 

 

Katz, L. & McClellan, D. (1996). O papel do professor no desenvolvimento social das crianças. In: J. Formosinho, Educação Pré-Escolar: A construção social da moralidade. Lisboa: Texto Editora.

 

Raquel Dias


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publicado por raquel-dias às 12:32

16

De carolina-dias a 29 de Novembro de 2013 às 13:28
Bom dia Raquel :)

antes de mais obrigada pela tua partilha. Entendo o que dizes quando mencionas que no semestre passado estiveste a trabalhar com uma turma de 4.º ano e agora estás numa sala de pré-escolar. Realmente são idades tão díspares, e o trabalho por si só também se altera muito. Estagiei no semestre passado numa turma do 3.º ano que também tinha um número inferior de alunos comparativamente às crianças com quem estou agora (24 crianças). Dar atenção a tantas crianças ao mesmo tempo é impossível, tenho sorte por ter 4 adultos dentro da sala que se ajudam, quantos tens na tua? Sentes que são uma mais-valia nas tuas intervenções? Contudo, penso sempre que apenas tenho esta ajuda por estar no estágio, que quando estiver em ação enquanto educadora ou estou sozinha ou tenho uma auxiliar. Como será a minha postura nessa altura? É a questão que coloco a mim própria sempre que penso nisto, não sei se pensas no mesmo.
Não sei se percebi bem, mas através do teu post parece-me que vocês orientam muito as atividades das crianças, por exemplo através disto que disseste "•Para que as crianças não dispersem quando acabam uma atividade, têm à sua disposição materiais para pintar, recortar e colar.". Um método que eu e a minha colega de estágio adotamos para acalmar as crianças é a de realizar as atividades propostas em pequeno grupo. Enquanto umas trabalham outras estão a brincar. Conforme as que estão a trabalhar forem terminando trocam com as que estavam a brincar. Tentamos não orientar muito as atividades, que sejam as próprias a mostrar o que querem realizar, e se naquele momento não estão predispostas a trabalharem no que lhes dizemos deixamos que as mesmas trabalhem mais tarde. Desta forma não deixamos a criança aborrecida e contrariada a trabalhar, ficando a mesma mais contente e satisfeita, sabendo que tem que trabalhar mais tarde.
Ao distribuírem pelas mesmas esses recursos não sentem que estão a influenciar as crianças para essas atividades? Porque não são as crianças a irem recolher o que querem brincar? Não está acessível? Sim pode existir desorganização e agitação, mas as crianças estão a brincar, a interagirem entre si sobre o que querem ou não brincar.
Relativamente à tua questão, que lacunas têm as crianças? Pois eu a minha colega de estágio estamos a realizar atividades para as ajudar nessa área, mas podem não ser as mesmas lacunas que tens na tua sala. Por exemplo, esta semana para trabalharmos o respeito pela vez do outro, saber escutar, levantar o dedo, as crianças tinham uns cartões com imagens e tinham que inventar histórias. As crianças tinham que estar atentas ao que o colega dizia pois tinham que dar continuidade à história consoante a imagem que tinham. Tivemos sempre a preocupação de lhes dizer que tinham que respeitar o colega, que não podem falar ao mesmo tempo que alguém, mas as crianças fizeram isso. Contudo demos o mote à educadora, daqui para a frente a mesma deve dar continuidade a este trabalho de trabalhar as competências sociais, pois não é com uma atividade que as crianças aprendem estas noções.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.


De carolina-dias a 29 de Novembro de 2013 às 13:32
* mas as crianças não fizeram isso, ou seja, tiveram dificuldades em respeitar o colega.


De raquel-dias a 29 de Novembro de 2013 às 16:30
Olá Carolina.

Sem dúvida que o trabalho é completamente diferente e tendo um grupo tão complicado ainda se torna mais difícil. O facto de ter algumas crianças de 4 anos de idade que nunca passaram nem pela creche, nem pelo pré-escolar, dificulta a realização das atividade uma vez que não têm ainda regras interiorizadas a salientar, falar na sua vez, colocar o dedo no ar ou permanecerem sentados corretamente.
Também tenho quatro adultos na sala e sem dúvida que é uma mais-valia. Permite, não só, prestar mais atenção às crianças, como realizar as atividades de uma forma mais calma, sendo possível dividir a turma em dois ou três grupos. Nós também realizamos atividades em pequeno grupo, principalmente quando achamos que exige maior concentração, por parte da criança, ou é necessário um apoio mais individualizado. As crianças que ficam mais livres ou ficam a brincar ou a realizar outra atividade, rentabilizando assim os recursos humanos existentes.
Eu também penso muito em como será quando estiver a exercer e existirem apenas duas pessoas na sala. Neste momento com quatro adultos por vezes já se torna complicado. Tenho alguns receios em relação a esse aspeto, no entanto, penso que a experiência profissional e a partilha de experiências com os colegas contribuirá para melhorar a minha atuação e consequentemente, terei mais segurança. Penso também em fazer algumas formações para estar em constante atualização científica e pedagógica.
Em relação à tua questão sobre a distribuição dos recursos inicialmente não eram distribuídos pelas mesas e como notámos que as crianças acabavam por não realizar nenhuma atividade ficando muito agitadas decidimos experimentar essa estratégia. As crianças começaram a ver algumas atividades que podem realizar, no entanto, estão livres de escolher outro jogo ou outro livro. Saliento um aspeto da rotina destas crianças, estabelecido pela educadora, que quando chegam à sala, de manhã, só podem brincar com os jogos didáticos, com os brinquedos de casa ou livros. Os recursos estão todos acessíveis às crianças.

Obrigada pelo comentário e pela troca de experiências e ideias.
Beijinho, Raquel


De ana-resende a 29 de Novembro de 2013 às 15:54
Olá Raquel :)

Antes de mais obrigada por partilhares connosco algumas das estratégias que adotaram e que me parecem ser interessantes.
Relativamente ao que começas por referenciar sobre a tua adaptação à nova realidade que estás a vivenciar, compreendo-te perfeitamente. Pois, tal como me conteceu, o número de alunos aumentou, as idades são completamente diferentes e, consequentemente os interesses também o são. No meu caso, posso-te dizer que me adaptei muito melhor à turma com que estou este semestre, independentemente destas diferenças mencionadas. Isto porque, desde sempre gostei muito mais de trabalhar no pré-escolar (o que se veio a comprovar) e, também o consegui estabelecer, logo de início, uma boa relação com as crianças e adultos do JI, o que não aconteceu de imediato no outro semestre. Considero que a criação de laços é um dos pilares necessários para que a adaptação corra da melhor forma. Concordas? Porquê?
Referes que poderias vir a ter algumas preocupações devido à existência de muitos alunos. Essas preocupações confirmaram-se?
Neste sentido há autores que evidenciam algumas da preocupações que os professores possam ter quando se deparam com situações como essas que tu descreves. Assim, Cortesão (n.d) afirma que o acontece muito frequentemente, é que os professores se angustiam face ao trabalho a desenvolver, quando têm de lidar com grupos muito heterogéneos porque, se a diversidade é muito grande, a tarefa a enfrentar é realmente difícil. E há medo de não dar a atenção devida aos alunos mais desenvolvidos, há medo de não ajudar de forma adequada os que têm mais
dificuldades. É verdade que, se a heterogeneidade é mesmo muito grande, é real a dificuldade de atender a todos, sobretudo se se considerar que muitas vezes os professores trabalham em turmas com muitos alunos.
Tal como tu dizes, na sala em que estou, também existe algumas disputas entre as crianças e, temos vindo a adotar as mesmas estratégias que vocês, nomeadamente deixar as crianças resolverem o problema e, se necessário, intervimos.
Um dos problemas que temos vindo a enfrentar é que um grupo de 4/5 crianças, do sexo masculino, estão constantemente a brincar às lutas, originando muitas vezes estas tais disputas. Embora, para eles seja uma brincadeira, estes não parecem ter noção se estão ou não a aleijar o colega através da força que aplicam. Neste sentido, planeámos uma atividade de promoção da não-agressividade no brincar. Na vossa turma também acontece isto? Como fazem para os alertar para a não-agressividade?
Como a Carolina já referiu, para um dos relatórios de estágio, planeámos atividades para a promoção das competências sociais. Neste sentido, vamos explorar aquelas que devem ser mais trabalhadas na nossa turma, nomeadamente o respeito pela participação, importância de escutar o outro, promoção da interação social, da importância da não-agressividade e o pedir desculpa. E vocês que lacunas identificaram nas competências sociais da vossa turma?

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referências Bibliográficas:
Cortesão, L. (n.d). O arco-íris na sala de aula? Processos de organização de turmas: Reflexões críticas. Instituto de Inovação Educacional


De raquel-dias a 29 de Novembro de 2013 às 17:00
Olá Ana :)

Como referiste a criação de laços é essencial para uma melhor adaptação. Facto que comprovei ao longo das últimas semanas. Agora considero que estou cada vez mais motivada e entusiasmada para trabalhar com crianças destas idades e desenvolver atividades estimulantes e criativas. Esta mudança deveu-se, principalmente, a uma maior entrega da minha parte às crianças, que me vêm, não só, como professora estagiária mas também como amiga. Tentei aproveitar todos os momentos para dialogar, conhecer e brincar com as crianças, tanto nas atividades na sala como nas brincadeiras do exterior criando elos de proximidade, levando a uma maior à vontade para conversar sobre tudo.
Quanto às minhas preocupações relativamente ao número de alunos, algumas confirmaram-se, uma vez que se torna mais complicado manter as crianças calmas, motivadas e interessadas. No entanto, penso que estamos a ultrapassar bem esta dificuldade, rentabilizando os recursos humanos existentes na sala, bem como a implementação da estratégia de dividir a turma sempre que alguma atividade exige maior concentração ou trabalho individualizado.
Felizmente, não temos casos de agressividade entre as crianças mas considero que é necessário dialogar individualmente com as crianças sempre que surgirem situações problemáticas, levando-as, desta forma, a compreender o que está errado no seu comportamento, aspetos a melhorar e como agir no futuro, nomeadamente, a importância de pedir desculpa quando erramos e mostramos arrependimento pelo que foi feito.
Apesar de não ter situações graves, considero de extrema importância estar atenta a estas situações para atuar atempadamente e de forma a resolver os vários problemas com que me possa deparar, uma vez que “o conflito é inevitável entre os membros de qualquer grupo de crianças verdadeiramente participativo; não deve ser, e provavelmente não pode ser, completamente eliminado. Os problemas sociais espontâneos e inevitáveis, que aparecem quando as crianças trabalham e brincam em conjunto, colocam o professor numa posição ideal para promover o desenvolvimento social das crianças” (Katz & McClellan, 1996, p.22)
Algumas crianças da minha sala ainda pensam muito em si, não respeitam os outros quando estão a falar, desvalorizam os trabalhos dos colegas, têm que ser sempre os primeiros a responder ou a realizar alguma atividade. Estas são algumas das lacunas que penso que deverão ser trabalhadas.

Obrigada pelo comentário.
Beijinho, Raquel Dias

Katz, L. & McClellan, D. (1996). O papel do professor no desenvolvimento social das crianças. In: J. Formosinho, Educação Pré-Escolar: A construção social da moralidade. Lisboa: Texto Editora.


De mrmo a 29 de Novembro de 2013 às 17:39
Olá Raquel :)

Também eu no semestre anterior trabalhei com crianças do 4º ano de escolaridade, encontrando-me neste semestre a desenvolver a prática pedagógica em contexto de Jardim-de-infância. Tal como tu, também senti alguma dificuldade de adaptação a este contexto, nomeadamente na gestão dos comportamentos das crianças e no desenvolvimento da atenção e da escuta que segundo Sim-Sim e Nunes (2008) “Saber escutar é uma tarefa activa com grande valor informativo no que respeita quer à comunicação, quer à aprendizagem” (p. 37), devendo o educador ajudar as crianças a gerir a sua capacidade de atenção e a ensinar-lhes a saber escutar (Sim-Sim, Silva e Nunes, 2008).

Estas dificuldades que sentia acabavam por se refletir nas minhas intervenções, sendo que as fui ultrapassando através de conversas com a Sandra, a orientadora cooperante e a orientadora da universidade.

No nosso caso a turma com quem desenvolvemos a Prática Pedagógica Supervisionada no semestre anterior era constituída por 22 alunos, sendo que neste semestre o nosso grupo é constituído por 24 crianças. No entanto, apesar de serem, praticamente, o mesmo número de crianças, não alterou o facto de nos depararmos com certas situações que nos suscitassem preocupação, nomeadamente, a nível do comportamento e atenção que já mencionei anteriormente.

Considero que a afirmação que utilizaste de Katz e McClellan quando referem que “os professores devem intervir tão pouco quanto possível, de forma que as crianças possam tentar resolver os seus problemas, mas com a frequência necessária de forma a assegurar que nenhuma criança caia num ciclo recorrente negativo.” (1996, p.22), nos ajuda a compreender um pouco como devemos intervir quando nos ocorre certas situações, nomeadamente entre as crianças.

Acho que as estratégias que assinalaste poderão ser fundamentais para resolver as dificuldades com que se defrontam. No entanto, gostaria de saber como é que fazem a organização do grupo para a realização de atividades propostas por vós, uma vez que quando chegam à sala distribuíssem logo pelas mesas, jogos, legos e livros.

Quero salientar uma das estratégias que utilizas para diminuir a agitação das crianças – “Quando as crianças estão demasiado agitadas são orientadas para se sentarem na zona da manta, com o objetivo de refletir e conversar sobre o motivo que leva ao alvoroço, retomando as atividades quando estão mais calmas” – considero que é importante o educador estar atento ao porquê do alvoroço, intervindo de imediato para que as crianças não se dispersem e, para isso, o educador pode ir ter diretamente com uma criança ou um grupo de criança e mostrar o que espera desse grupo, questionando-o acerca do seu comportamento. No entanto, não é só questionar a criança, é preciso explicitar o comportamento que estava a ter e fazê-lo compreender que o seu comportamento não era o mais adequado, referindo aspetos menos positivos que esse comportamento pode trazer para a criança e para o grupo.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.

Referências bibliográficas:

Sim-Sim, I., Silva, A. C., & Nunes, C. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância - Textos de Apoio para Educadores de Infância. Editora: Ministério da Educação. Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.


De raquel-dias a 16 de Dezembro de 2013 às 19:20
Olá Márcia!

As crianças brincam nas mesas com jogos didáticos, legos ou brinquedos trazidos de casa, normalmente até às 9h25. De seguida, é pedido que arrumem todos os brinquedos e que se sentem na manta. Após diálogo, com as crianças, sobre o que vai ser feito ao longo do dia é que são organizadas de acordo com a atividade.
Concordo com a tua observação relativamente à frase "considero que é importante o educador estar atento ao porquê do alvoroço, intervindo de imediato para que as crianças não se dispersem e, para isso, o educador pode ir ter diretamente com uma criança ou um grupo de criança e mostrar o que espera desse grupo, questionando-o acerca do seu comportamento. No entanto, não é só questionar a criança, é preciso explicitar o comportamento que estava a ter e fazê-lo compreender que o seu comportamento não era o mais adequado, referindo aspetos menos positivos que esse comportamento pode trazer para a criança e para o grupo.”, mas para mim refletir significa ir mais além que questionar. Com esta reflexão pretendo não só saber o que se passou mas também levar a criança a refletir sobre as consequências da sua atuação e aspetos do seu comportamento que devem melhorar no futuro.
Estes momentos de reflexão são importantes porque permitem conhecer melhor as crianças, criar laços de proximidade, que as leva a no futuro estarem mais à vontade para conversar sobre as suas preocupações.

Obrigada pelo comentário,
Raquel Dias


De ana-resende a 30 de Novembro de 2013 às 15:27
Olá Raquel :)

Obrigada pela tua resposta, pois está muito esclarecedora!
Quanto às preocupações que tu referes nós também as temos vivido na nossa sala, pois como tu, temos um grande número de alunos (24) e, para além disso a turma também é heterogénea (idades dos 3 aos 5). Assim, para lidarmos com a situação recorremos a estratégias semelhantes às vossas, optando por fazer atividades com grupos pequenos. Isto é, enquanto uns fazem a atividade outros brincam e vice-versa. A existência de 4 adultos na sala também é um bom alicerce para controlar mais a turma. Mas estas estratégias também já foram explicadas pela minha colega de estágio, a Carolina.
As crianças que referi que recorriam muito às lutas no seu brincar e, consequentemente impunham muita agressividade, como tu dizes, quando isto acontece nós falamos com as crianças, tentamos perceber o porquê de brincarem sempre ao mesmo, etc... Temos vindo a reparar que esta brincadeira existe, sobretudo, quando uma criança está presente, pois quando ela falta os colegas já não têm tanta tendência para as lutas. Apesar de tentarmos falar com a tal criança, de lhe explicar as consequências, de saber porquê que ela gosta de brincar às lutas, etc., ela acaba sempre por regressar ao mesmo. Por vezes, temos que recorrer ao castigo, mas nem sempre o podemos fazer porque a avó dele é muito problemática e a educadora já nos alertou para essa questão. É um facto de que se a família não colaborar com o profissional de educação se torna tudo muito mais difícil e, quem acaba por sair prejudicado é a criança. Tens algum caso semelhante, no que toca a famílias problemáticas? Como é que lidam?
Quanto às lacunas de competências sociais que evidencias que as crianças da tua sala têm, como estás a pensar trabalhá-las?

beijinhos,
Ana Resende


De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 16:18
Olá Ana,

Pelo que descreves não é fácil mudar o comportamento dessa criança e quando os familiares não ajudam mais difícil se torna. No entanto, penso que uma forma de lidar com a avó pode passar por lhe explicar o que a criança fez de errado, a consequência que tem para o grupo e tentar que ela perceba que é necessário modificar esse comportamento, de modo a criar um clima de bem-estar. Desta forma, a avó poderá agir em conformidade com a escola.
Nunca tive nenhum caso semelhante com nenhum familiar. De uma forma geral, os pais, no final do dia quando vem buscar os filhos ficam um pouco mais a conversar sobre como correu o dia, sobre o comportamento do filho e a ver os trabalhos feitos. Esta relação entre a família e a escola tem muita influência na educação da criança (cf. Ministério da Educação, 1997, p. 33).


Beijinho,
Raquel Dias

Referências bibliográficas:
Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação.


De joanaazevedo a 30 de Novembro de 2013 às 13:25
Olá Raquel :)
Gostei do teu post porque apresentas de forma clara a sala em que estás a estagiar e algumas dificuldades que sentiste.
Tal como tu, senti algumas dificuldades na mudança do contexto de estágio do semestre passado para este semestre. Agora estou a estagiar numa turma de 3.º ano de escolaridade e uma das dificuldades que senti foi essencialmente a gestão do tempo. Penso que é mais fácil gerir o tempo na educação pré-escolar, pelo menos eu senti isso.
Gostaria de saber quais as áreas da vossa sala? E como é que a sala se encontra organizada, por exemplo se as crianças conseguem ter acesso aos materiais da sala.
Referes que uma das estratégias é que “Sempre que as condições meteorológicas permitem as crianças realizam atividades no exterior”, quais as atividades que já desenvolveste no espaço exterior?
Considero importante o contacto com o espaço exterior porque “ o espaço exterior do estabelecimento de educação pré-escolar é igualmente um espaço educativo” (Orientações para a Educação Pré-Escolar, 1997, p.38), onde as crianças podem realizar diversas aprendizagens. Assim sendo, este espaço “pelas potencialidades e pelas oportunidades educativas que pode oferecer, merece a mesma atenção do educador que o espaço interior” (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, 1997,p.39). Isto é, o educador deve fazer com que as crianças tenham também contacto com o espaço exterior.

Beijinhos,
Joana Ferreira

Referência Bibliográfica:
Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar. (1997). Lisboa: Ministério da Educação - Departamento da Educação Básica - Núcleo de Educação Pré-Escolar.


De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 15:27
Olá Joana :)

Pelo que estou a constatar, todas sentimos dificuldades. Penso que se deveu, essencialmente, à falta de experiência. Considero que com o tempo, com formação constante e com a experiência estas dificuldades se vão esbatendo.

A sala tem dimensões muito reduzidas, no entanto, tem diversas áreas à escolha, nomeadamente, a área do computador, da casinha, dos jogos didáticos, das construções, da biblioteca, da expressão plástica e da pintura. Todos os materiais estão acessíveis às crianças, estão etiquetados, organizados, permitindo uma maior visualização dos mesmos. Além disso, os jogos didáticos e os livros estão constantemente a ser trocados para que as crianças não se desmotivem.
Houve alturas em que algumas áreas eram mais solicitadas pelas crianças, sendo necessário aumentar o espaço e torná-las mais desafiantes. Como é referido nas orientações curriculares para a educação pré-escolar “a reflexão permanente sobre a funcionalidade e adequação do espaço e as potencialidades educativas dos materiais permite que a sua organização vá sendo modificada de acordo com as necessidades e evolução do grupo.” (Ministério da Educação, 1997, p. 38)

Sempre que foi possível, rentabilizei o espaço exterior, uma vez que as crianças adoram e permite a realização de atividades muito interessantes. Fiz jogos que envolviam movimento, a salientar, jogo das cadeiras, do lencinho, danças, da apanhada, entre outros. Muitas vezes, eram as crianças que pediam para realizar um determinado jogo. Neste espaço as crianças podem, também, brincar livremente.

Obrigada pelo comentário,
Raquel Dias

Referência bibliográfica:
Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação.


De ssd a 30 de Novembro de 2013 às 19:53
Boa tarde Raquel,

neste momento encontro-me a estagiar num 2.º ano de escolaridade e assim como tu também senti algumas dificuldades de adaptação por se tratar de dois níveis de ensino muito diferentes. Senti dificuldades pelo facto de no pré-escolar ser possível criar com as crianças uma relação muito próxima com muitas trocas de carinho. Não é que no 1.º ciclo isso não seja possível, mas é necessário por vezes manter uma postura mais firme, pois as crianças têm de estar atentas ao que lhes é transmitido, e para isso temos de conseguir manter uma clima de sala de aula calmo e estável, para conseguirem desenvolver novas aprendizagens. No pré-escolar as crianças são mais autónomas relativamente ao que querem fazer e não é necessário que estejam tanto tempo atentas e sentadas.
Relativamente à primeira estratégia que enunciaste, gostaria de saber porque são vocês que colocam os materiais nas mesas, apesar de referires que é para evitar a desorganização e agitação na sala. Estes materiais não estão ao nível das crianças? Penso que se elas próprias pudessem retirar os materiais de onde se encontram, seriam mais autónomas. Para evitar a confusão poderiam estabelecer algumas regras, como por exemplo, irem apenas alguns alunos de cada vez buscar os materiais que mais preferem.
Conforme Laevers e Portugal (2010), "a observação das crianças revela bem que, quando têm a oportunidade de escolherem, fazem-no, em princípio, optando por aquilo que é mais favorável ao seu desenvolvimento, no prolongamento das suas necessidades de exploração e saber" (p. 16). Se fossem as crianças a fazê-lo poderiam escolher apenas o que mais preferem.
Quanto às estratégias que utilizei tendo em vista um melhor comportamento das crianças, sempre que estas começavam a ficar saturadas por estarem muito tempo sentadas, acabavam por ficarem mais agitadas, então para contrariar esta situação as crianças podiam brincar livremente e fazer o que preferiam, ficando assim mais calmas. Outra estratégia usada, seria também como referiste dividir as crianças em pequenos grupos, de modo a mantê-las mais implicadas e motivadas na realização de uma tarefa.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte



De ssd a 30 de Novembro de 2013 às 19:54
Esqueci-me de colocar a referência bibliográfica.

Laevers, F., & Portugal, G. (2010). Avaliação em Educação Pré-Escolar. Sistema de Acompanhamento das Crianças. Porto: Porto Editora.


De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 16:00
Olá Sabrina :)

Quando trabalhei com crianças do 4º ano de escolaridade também senti a necessidade de ser mais firme, como referiste, não querendo com isto dizer que não criei laços fortes com as crianças, no entanto, a exigência era maior.
Pelo contrário, no pré-escolar é necessário mostrar um lado mais afetivo e carinhoso, levando, desta forma, a que as crianças se sintam mais à-vontade para falar sobre tudo.
No início sentimos que as crianças ainda necessitavam de alguma orientação para as atividades. Mas só o fazíamos no início da manhã, antes do acolhimento. Ao longo do dia eram as crianças que, de uma forma autónoma, escolhiam o que queriam fazer e com o que queriam brincar. Nas últimas semanas já não colocámos os jogos, os legos e os livros nas mesas, visto que as crianças já eram capazes de escolher com muita facilidade o que queriam.
Quando trazíamos jogos novos, puzzles, dominós colocávamos na mesa para que as crianças se apercebessem que era novidade.
Quanto à tua questão, todos os materiais estão acessíveis às crianças, estão etiquetados e organizados, permitindo uma maior visualização dos mesmos.

Obrigada pelo comentário.
Beijinho,
Raquel Dias


De ana-vivas a 7 de Dezembro de 2013 às 18:37
Olá Raquel.

Com o teu post quero dizer que compreendo bem as dificuldades que passaste na adaptação ao novo contexto. A minha prático foi o contrário da tua, ou seja, no primeiro semestre estive no pré-escolar e agora neste semestre estou numa turma do 2.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Eu senti também alguma dificuldade na adaptação, pois o pré-escolar é um contexto muito mais livre, onde a comunicação com as crianças e a nossa postura são diferentes. No 1.º CEB é tudo sempre mais formal, onde tem que haver momentos para tudo, mas acima de tudo os conteúdos programados têm que ser dados.

Quando dizes "Quando as crianças estão demasiado agitadas são orientadas para se sentarem na zona da manta, com o objetivo de refletir e conversar sobre o motivo que leva ao alvoroço, retomando as atividades quando estão mais calmas" eu gostaria de te perguntar se isto resulta. Esta minha pergunta deve-se ao facto de quando estagiei no pré-escolar as crianças ficavam muito saturadas de estar na manta sendo que a melhor maneira delas ficarem mais calmas era irem brincar livremente. As tuas crianças conseguem acalmar na manta?

Ao longo do teu post nunca referes os espaços que as crianças tinham para brincar... vocês davam-lhes oportunidades para brincar? Ou era só atividades? Se têm tempo para brincar, quanto tempo elas têm?

No meu ponto de vista a melhor estratégia que o adulto pode usar para promover a competência social é deixar as crianças brincarem e observá-las para a partir daí conseguir criar mais possibilidades de interação das crianças e fazer com que elas se consigam implicar mais.

Beijinhos e continuação de bom trabalho
Ana Vivas


De raquel-dias a 22 de Dezembro de 2013 às 14:22
Olá Ana,

Concordo quando dizes que “o pré-escolar é um contexto mais livre, onde a comunicação com as crianças e a nossa postura são diferentes”, uma vez que no 1º CEB temos a obrigatoriedade de cumprir um programa extenso, sendo necessário fazer uma gestão mais rigorosa do tempo. Além disso, a forma como interagi com as crianças é completamente diferente. No pré-escolar senti maior necessidade de criar laços fortes.
A estratégia de sentar as crianças na manta para aclamar e perceber o porque do alvoroço resultou na maioria das vezes, mas era apenas utilizada em casos em que não se conseguia moderar os comportamentos individualmente, ou se gerava conflitos entre as crianças.
Quando sinto que as crianças estão cansadas ou não estão interessadas nas atividades prefiro parar e deixá-las brincar livremente. Muitas vezes, quando as condições meteorológicas o permitiam, fazia jogos no exterior que envolvessem movimento. As crianças gostavam imenso de os fazer.
Houve situações em que as crianças já se encontravam a brincar e se gerava grande confusão e barulho, sendo mesmo necessário sentá-las na manta e dialogar um pouco, nunca mais que 5/10 minutos. Posteriormente, as crianças podiam voltar ao que estavam a fazer. Considero que o facto da sala ser de dimensões muito reduzidas dificulta a interação, criando-se mais facilmente situações de conflito. No entanto, têm diversas áreas à escolha, nomeadamente, a área do computador, da casinha, dos jogos didáticos, das construções, da biblioteca, da expressão plástica e da pintura. Além disso, sempre que possível brincam livremente no exterior.

Na parte da manhã, realizamos uma atividade planeada e à medida que as crianças vão terminando podem brincar livremente. Após o lanche, as crianças que quiserem retomar as atividades podem fazê-lo, caso não queiram brincam. Na parte da tarde continuamos ou iniciamos uma atividade, fazemos jogos no exterior ou brincam nas várias áreas.

Uma estratégia que usámos foi exatamente essa, de deixar brincar e observá-las. Foi graças à observação que detetámos alguns problemas e aspetos a melhorar.

Obrigada pela partilha.
Beijinho, Raquel Dias


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