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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013
1º Sessão do projeto - O que é uma máquina

Olá, hoje vimos partilhar com vocês a 1.ª sessão oficial do nosso projeto. Nesta sessão as crianças estavam divididas em grupos de 3, cada grupo teria 3 objetos, e teria que classificá-los como máquinas e não máquinas

.

O objetivo foi desmistificar uma conceção alternativa sobre o facto de quando as crianças pensam em máquinas, imaginarem máquinas de lavar, carros, elevadores que são muito complexas e são movidas por motores (Buschel & Lenox, 2009), algo que sabemos não ser real, pois uma simples tesoura é uma máquina, e não tem motor, nem é deveras complexa. Além de ser uma conceção identificada pela literatura, também a pudemos comprovar na realização de uma entrevista semiestruturada, nas semanas anteriores, onde demos às crianças uma série de objetos para que estas pudessem escolher os que consideravam máquinas e não máquinas. Como podem imaginar, a maioria das crianças associou o termo “máquina” a objetos elétricos ou com um motor. Podem visualizar na imagem seguinte as ideias prévias das crianças:

 

Desta forma, pareceu-nos crucial ter como ponto de partida uma sessão que clarificasse o conceito de máquina, uma vez que o projeto será desenvolvido em torno de máquinas simples, permitindo assim um esclarecimento de conceitos e a desconstrução de algumas conceções alternativas que poderiam ser impeditivas na construção de algumas aprendizagens ao longo do projeto. Harlen (2008) afirma que o ensino das ciências desde os primeiros anos é essencial para que as crianças não criem ideias erradas, construídas intuitivamente desde cedo.

 

Bibliografia:

Buschel, A.; Lenox, S. (2009). Simple Machines – The Pulley System. Acedido a 20 de novembro em: http://www.personal.psu.edu/anb5027/blogs/di_block/The%20Pulley%2System.pdf

 

Harlen, W. (Ed.) (2010). Principles and big ideas of science education (pp. 6-50). Hatfield:Association for Science Education

 

 

E vocês que pensam do facto de termos iniciado o projeto desmistificando uma concepção alternativa das crianças sobre a temática?

Bom trabalho e beijinhos,

Ângela e Andreia


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publicado por angelasofia às 19:25

De angelasofia a 29 de Novembro de 2013 às 13:20
O projeto foi implementado numa turma de 4º ano. Esclarecendo algumas questões, as sessões que realizamos posteriormente foram sobre alavancas e rampas, sendo que eu abordei a temática das alavancas e a Andreia as rampas. As atividades desenvolvidas foram atividades do tipo investigativo e nos próximos post's iremos falar um pouco sobre cada uma.
O facto de termos enveredado pela temática das máquinas simples, foi decorrente de uma discussão com a orientadora cooperante Margarida Rodrigues, meio ano antes de iniciarmos o estágio, que demonstrou interesse no desenvolvimento de um projeto que envolvesse as ciências experimentais (pois era um tipo de atividade que segundo esta não era muito desenvolvida no contexto) criando uma ponte de ligação com a história de Portugal. Desta forma, após alguma deliberação com a orientadora da Ua, professora Ana Rodrigues, decidimos enveredar por esta temática, por acharmos que poderia ter essa abordagem integradora com a história de portugal . Em post's posteriores, explicaremos qual a ponte de ligação que criamos com as outras áreas.
A forma como fizemos com que as crianças chegassem à concepção real de máquinas, partiu como já disse das ideias iniciais das crianças. Após todas as crianças terem partilhado as suas ideias, colocámos algumas questões reflexivas como "Então vamos lá pensar, porque é que acham que o ser humano criou as máquinas?", as crianças automáticamente disseram que era "para nos facilitar uma tarefa" e assim introduzimos o facto de por exemplo a tesoura e o martelo nos facilitarem uma tarefa e estes não a contemplataram como máquinas. Depois de termos definido o que eram máquinas, pedimos para as crianças analisarem os objetos que realmente eram máquinas e para identificarem se existia alguma diferença entre eles. Chegamos assim à diferença entre máquinas que funcionam com energia direta do ser humano (máquinas simples) e máquinas que funcionam com energia exterior ao ser humano (como energia elétrica, solar).
Relativamente à questão da Carolina, sobre a forma de exploração das ciências no pré-escolar, penso que não seria má ideia fazerem uma introdução às atividades do tipo-investigastivo. Quando estagiámos no pré-escolar, desenvolvemos algumas atividades deste género, em que as crianças teriam uma folha, para registarem as suas previsões (penso que...) e posteriormente o que observaram e concluíram da experiência (verifiquei que...). Obviamente que estes registos deverão ser todos ilustrados e deverão ser feitos através de cruzes, mas por experiência própria, com um pouco de acompanhamento, todos eles conseguem efetuar e interpretar os registos. Quando falaste do corpo humano, uma boa estratégia poderia passar pela construção de alguns sistemas. Por exemplo, poderias trabalhar com eles o sistema circulatório, realizando um molde de um corpo (do tamanho deles), e através de tubos (que permitissem colocar lá dentro líquido azul e vermelho) e da construção com esponjas de um coração e pulmões, fazer a representação da grande e da pequena circulação. Esta foi uma ativida realizada por nós, no pré-escolar, e foi um autentico sucesso :)

Espero ter respondido a todas as dúvidas :)
Beijinho,
Angela Soares


De ana-resende a 29 de Novembro de 2013 às 15:04
Olá Ângela :)

Acho que foste muito esclarecedora na maneira como explicaste todas as questões levantadas.
Desta forma e, mediante a questão que coloquei, acho que o facto de partirem sempre das ideias prévias das crianças e, a partir daí fazerem perguntas reflexivas que ajudam as crianças a chegarem por si às respostas corretas, considero que é uma estratégia valiosa para as crianças irem construindo o seu conhecimento, para estarem implicadas e interessadas naquilo que se está a fazer, uma vez que tudo depende delas.
A forma como organizaram a sequência de atividades parece-me muito bem e evidencia preocupação para a organização do pensamento da criança.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende


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