Blog da UC de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online
pesquisar neste blog
posts recentes

Balanço final do trabalho por projeto

Balanço do Projeto de Intervenção

Balanço Geral

As decorações do Natal

Reflexão Intermédia

O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

A importância do estágio supervisionado para a formação de professores

Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

Estratégias !

Momento de autonomia das crianças

arquivos

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

participar

participe neste blog

Terça-feira, 26 de Novembro de 2013
Uns mudam, outros...mantêm-se iguais!

 Olá meninas :)

Queremos falar-vos de uma criança que frequenta a nossa sala, a criança tem 5 anos.

Inicialmente, era uma criança muito introvertida, calma e meiguinha. Chorava todos os dias quando se despedia do adulto que a deixava na instituição. Esta não sociabilizava com os colegas, isolando-se destes num canto da sala, de forma a distanciar-se do barulho que havia na sala devido às brincadeiras deles. As únicas pessoas com quem ela interagia e falava (pouco) era com as educadoras e com as auxiliares. O facto desta criança ser introvertida fazia com  que a realização das atividades não fossem bem sucedidas, pois esta negava-se a realizá-las ou realizava-as com baixos níveis de implicação.

No entanto, de um dia para o outro, esta criança é deixada na instituição onde mostra uma atitude completamente diferente daquilo que tinha mostrado até então. Deixou de chorar e quando questionada sobre a alteração do seu comportamento esta dizia-nos: "Já sou crescida e já vou para a escolinha para o ano, por isso não posso chorar. Eu já me estou a habituar a estar aqui."

Esta criança, desde esse momento, passou a brincar com os seus colegas, a realizar as atividades com níveis de implicação muito mais elevados e o seu nível de bem-estar emocional melhorou bastante.

Contudo, ficamos a saber pela criança que, nos primeiros dias da alteração do seu comportamento, a mãe da criança iria ligar para a educadora, de forma a saber como tinha corrido o dia desta. Disse-lhe que se este corresse bem, a compensaria em cada um dos dias com um presente.

Acham que esta atitude da mãe foi um incentivo para a sua mudança de comportamento?

Será o mais adequado? Fariam o mesmo ou algo semelhante?

Continuação de um bom trabalho para todas :)

Beijinho,

Ivete Teixeira e Vânia Castro

 

 



publicado por vaniacastro às 12:51

15

De sofiafonseca a 26 de Novembro de 2013 às 16:42
Olá Meninas!
Espero que o vosso estágio esteja a correr bem! Relativamente ao vosso post, acho interessante a vossa curiosidade e interesse pela atitude da criança. Apesar da postura da criança ter melhorado é sempre importante perceber o processo pela qual passou. Para ser sincera não vos sei dizer se a atitude dos pais foi a mais correta apesar de não concordar com ela. Neste momento somos apenas educadoras/professoras e não somos mães, por essa razão não nos conseguirmos colocar no lugar do outro. O “desespero” dos pais pode mesmo ter levado a que tomassem essa atitude de forçar a criança a adaptar-se mesmo que para isso usem estratégias como a de dar presentes. As crianças são todas diferentes e talvez essa tenha um ritmo de adaptação mais lento. Ritmo que foi alterado pela pressão dos pais. Neste caso concreto teve sucesso, mas o que aprendeu a criança com isso? Talvez ela ache que agora poderá obter respostas às suas necessidades se levar os pais a pensarem que está insegura ou instável. Na minha opinião os pais deviam conversar com a criança, um bocadinho todos os dias, para lhe mostrarem que realmente ela já está a crescer e tem responsabilidades, que já consegue estar “sozinha” em alguns lugares e que realmente está segura convosco. A ideia de dizerem que podiam ligar para o infantário pareceu-me boa, pelo menos, dessa forma a menina sentia que se preocupavam com ela, que não a estavam a abandonar mas sim a dar uma responsabilidade diferente. De qualquer das formas, o facto de ela ter melhorado o comportamento e a postura já é um passo importante. De certeza que daqui para a frente vocês irão perceber se realmente a atitude dos pais teve ou não outras repercussões. Votos de bom trabalho, um beijinho! :)


De vanessasamouco a 27 de Novembro de 2013 às 14:13
Olá Meninas!
Apesar de não concorda com a atitude da mãe, concordo com o comentário da Sofia. Os pais poderia tentar conversar com a criança um pouco acerca da situação (no entanto, não sabemos se isso ocorreu ou não). No ano passado ocorreu uma situação idêntica com uma das minhas crianças, e quando fomos para os contextos já foi a meio do ano letivo, no entanto a adaptação a partir do momento em que entrava na sala era muito mais rápida,:a partir do momento em que dávamos início às atividades era como se nada tivesse acontecido.
Concordo também com a Sofia quando afirma que ao ao ligarem para o infantário demonstravam também um outro nível de preocupação com ele. Mas será que a criança não começará a perder o interesse nessa espécie de "suborno" e voltará a ter o mesmo comportamento?

Votos de um bom trabalho! :)


De vaniacastro a 29 de Novembro de 2013 às 17:44
Olá Vanessa :) Por enquanto a atitude da criança mantém-se inalterada. Esta criança chegou a ficar uma semana em casa doente e quando voltou não chorou nem se isolou...continuou inserida no grupo e envolvida nas atividade.
Esperemos que seja para manter este comportamento, para o seu próprio bem.
Continuação de bom trabalho.
Beijinho,
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De mrmo a 27 de Novembro de 2013 às 19:33
Olá meninas :)

Relativamente à primeira questão, considero que mãe utilizou este incentivo para que existissem uma mudança de comportamento por parte da criança. Contudo, se será o mais adequado, penso que saberão ao longo das observações que vão realizando da criança.
No que diz respeito à questão “Fariam o mesmo ou algo semelhante?”, penso que não. Optaria, certamente, por conversar com a criança sobre o seu comportamento no jardim-de-infância, pois considero que é fundamental que haja diálogo entre os pais e os filhos, de modo a que se partilhe e discuta os diferentes pontos de vista.
Considero que uma solução para essas situações, poderá passar pela negociação, desde que os pais tenham o controlo da situação com a qual se defrontam, pois se os pais não controlarem a situação a criança vai utilizar esse aspeto a seu favor. Para além disto, penso que é importante explicitar claramente às crianças que há regras, há limites que elas têm de respeitar em certos momentos e contextos, como é quando referem “ […] esta negava-se a realizá-las ou realizava-as com baixos níveis de implicação”. A criança neste momento, para além de se estar a prejudicar a si própria também acaba por influenciar, talvez não positivamente, as restantes crianças.

Continuação de um bom estágio :)
Beijinho.
Márcia Oliveira


De ana-resende a 27 de Novembro de 2013 às 20:34
Olá meninas :)

Achei muito interessante o vosso post e, também o facto de o quererem partilhar connosco :)
A história que vocês relatam, mostra de facto uma mudança radical por parte da criança mediante uma atitude que o adulto disse que tomaria, neste caso um adulto de referência para a criança, um modelo a seguir, nomeadamente a sua mãe.
A atitude que a mãe tomou, pode não ser a mais indicada aos nossos olhos, mas foi aquela que encontrou para fazer com que a adaptação e interação social da sua criança começasse a correr melhor. Por vezes, os pais tomam atitudes impulsivas pois não sabem como contornar o problema que estão a enfrentar e depois podem vir a arrepender-se. Neste caso, considero que o "erro" que a mãe cometeu foi o facto de ter dito à criança que a recompensaria com um presente SEMPRE que ela se portasse bem. Ora ouvindo isto, a criança sentiu a necessidade de se portar bem e ficar bem vista perante o adulto, para receber o tal presente, funcionando assim como um incentivo. É importante que os pais premeiem os seus filhos quando estes o fazem por merecer, mas não sempre, porque acaba por se tornar numa rotina. É também importante que quando fazem um "contrato" com os filhos o possam cumprir, pelo que não devem optar por recompensas muito dispendiosas, pois podem não consegui cumprir. E, segundo Webster-Stratton (2013) quando as crianças recebem uma mensagem contraditória sobre a satisfação dos pais por terem atingido os objetivos, corrói o sentido de um programa de recompensas e destrói a credibilidade dos pais relativamente a esforços futuros para promover comportamentos positivos. Mesmo no caso de famílias abastadas que podem suportar recompensas mais dispendiosas, o recurso exclusivo a este tipo de prémio encoraja as crianças a esperar grandes recompensas pelos seus êxitos. Neste sentido, a ênfase é colocada na magnitude da recompensa, e não tanto na satisfação e no orgulho que tanto os pais como a criança sentem com o êxito obtido.
Segundo esta mesma autora, este tipo de programa, semelhante a um contrato, é aconselhável quando se deseja reforçar um comportamento raro, neste caso o da mudança de comportamento da criança em relação à escola.

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Webster-Stratton, C. (2013). Os anos incríveis: Guia de resolução de problemas para pais de crianças dos 2 aos 8 anos de idade. Psiquilíbrios Edições: Braga


De ssd a 27 de Novembro de 2013 às 22:20
Boa noite Vânia e Ivete,

as questões que colocam são pertinentes.
Penso que os pais desta criança talvez não tenham tomado a melhor opção, mas no entanto, a criança mudou de comportamento e ao longo do tempo, na minha opinião, o facto de se implicar nas atividades e brincar com os colegas será porque realmente se sente motivada e inserida no grupo de colegas, e não porque estará à espera de receber o presente.
Sabem se os pais da criança antes desta opção tentaram conversar com a menina para que se ambientasse ao jardim de infância, ou esta foi a sua primeira opção?
Se esta não foi a primeira tentativa dos pais, este incentivo é mais compreensível, uma vez que os pais em desespero tomam atitudes que por vezes não são as mais corretas, mas que são para o bem dos seus filhos e que acabam por resultar.
Um aspeto que considero mais negativo, é o facto de esta criança puder fazer o que os pais lhe pedem apenas tendo algo em troca. É importante que estes pais consigam impor regras para que situações destas são se tornem regulares.

Beijinho e continuação de um bom trabalho !

Sabrina Duarte


De vaniacastro a 29 de Novembro de 2013 às 17:47
Olá Sabrina :)
Não temos a informação se esta foi a primeira opção dos pais ou não.
Beijinho.
Continuação de bom trabalho,
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De baptista a 27 de Novembro de 2013 às 23:10
Olá Vânia e Ivete :)

Considero bastante interessante o post que colocaram, pois dá-nos a conhecer o comportamento de uma criança e a atitude adotada pela mãe perante o comportamento dessa mesma criança.

Dando resposta às questões por vós colocadas, na verdade não sei se a atitude da mãe foi ou não a mais adequada. No entanto, esta surtiu efeitos no comportamento da criança. Mas, julgo que a atitude da mãe, em parte, é compreensível, uma vez que, por vezes, em momentos de aflição fazemos coisas repentinas e sem pensar nelas e nas consequências que estas poderão ter. Contudo, gostaria de ser se a mãe tentou alguma outra forma que também influenciasse o comportamento da criança?

Perante essa situação e pondo-me no papel da mãe, em primeiro lugar, conversaria com a educadora para juntas podermos chegar a uma estratégia. Para além de a mãe conhecer perfeitamente bem a criança, a educadora com o tempo também começa a observar o seu comportamento no jardim-de-infância e pode sugerir outras formas de atuar.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


De vaniacastro a 29 de Novembro de 2013 às 17:51
Olá Sandra :)
Tal como mencionamos em cima, não sabemos se a mãe tentou utilizar outra estratégia de forma a que o comportamento da criança fosse alterado. Só tivemos conhecimento deste "contrato" entre a mãe e a criança porque foi a própria criança que nos disse.
Beijinho.
Continuação de bom trabalho,
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De carolina-dias a 28 de Novembro de 2013 às 19:44
Olá Ivete e Vânia :)

tema interessante que nos trazem, pois nem todas contactamos com as mesmas realidades.
Respondendo às vossas questões, não sei se foi a mais correta a atitude da mãe. Penso que só quando formos mães vamos entender algumas das atitudes com as quais nos deparamos nos J.I. Mas posso tentar dar a minha opinião enquanto futura educadora que ainda tem muito para aprender.
É bom os pais falarem com os filhos, fazerem-lhes entender as coisas pois só assim aprendem. Porém, a atitude da mãe em dizer à criança que vai para o ano para a escola, que se tem que comportar bem e querer que a criança tenha no pré-escolar uma atitude que deve ter no 1.ºCEB não é o mais correto. Segundo as orientações curriculares para a educação pré-escolar OCEPE "Não se pretende que a educação pré-escolar se organize em função de uma preparação para a escolaridade obrigatória, mas que se perspetive no sentido da educação ao longo da vida, devendo, contudo, a criança ter condições para abordar com sucesso a etapa seguinte." (1997, p.17). A criança deve ter oportunidade de brincar, correr, fazer atividades, desenvolver a sua autonomia e criatividade, porque ela é criança e está no espaço dela. Se a criança é mais reservada, não participa tanto, etc. cabe ao educador primeiro tentar estimular a criança e ver o que vai ao encontro dos seus gostos e interesses, caso observe que não está a resultar falar com a mãe e juntos encontrarem uma forma de ajudar a criança, sentindo-se a mesma bem e não lhe impondo nada como a mãe está a fazer. Como refere, novamente, as OCEPE "A Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar estabelece como princípio geral que "a educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da ação educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário."." (1997, p.15). Assim, e como já mencionei, torna-se fundamental existir um trabalho entre o educador e a família sempre a pensar no melhor para a criança.
Uma questão, pois não sei se percebi bem, a criança é nova no J.I.? Pois as atitudes iniciais da mesma parecem ser de uma criança que desconhece o espaço, os adultos, ou seja, todo o ambiente que envolve o contexto educativo.

Continuem a partilhar :)

Beijinho, Carolina.

Referências bibliográficas:
- Ministério da Educação (ME). (1997). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. Departamento da Educação Básica


De vaniacastro a 29 de Novembro de 2013 às 18:00
Olá Carolina :)
Não, a criança não é nova no JI. Segundo as informações que nos foram dadas, esta criança já desde o primeiro momento em que entrou no JI era uma criança calma que se afastava um pouco das confusões mas não tinha o comportamento que teve no início deste ano.
Nos anos anteriores, a criança não estava o dia inteiro no JI, costumava apenas ficar as manhãs e na hora do almoço a avó vinha buscá-la.
Assim, uma vez que este ano começou a ficar o dia inteiro no JI pode ter sentido muita diferença e daí o seu comportamento.
A nosso ver, esta mãe até teve um atitude correta, uma vez que, começou a tentar integrar esta criança no JI aos poucos sem que esta mudança fosse muito agressiva para ela.
Relativamente ao título do nosso post, tem a ver com a mudança desta criança e com outro post que será dado a conhecer em breve, sobre uma outra criança, que ao contrário desta, não mudou...
Beijinho.
Continuação de bom trabalho.
Ivete Teixeira e Vânia Castro


De carolina-dias a 6 de Dezembro de 2013 às 15:12
Olá meninas :)

Visto que esclareceram mais esta questão, nomeadamente quando dizem que a criança apenas este ano é que começou a frequentar o JI todo o dia, o que não acontecia nos anos anteriores, concordo com a atitude da mãe. Pois como vocês referem a integração da criança foi feita lentamente e, parece-me, que a atitude da mesma se deve, de facto, a não estar habituada a estar o dia todo no JI.
Ah, assim já fiquei esclarecida quanto ao nome do post, obrigada.

Obrigada e igualmente :)

Beijinho, Carolina.


De carolina-dias a 28 de Novembro de 2013 às 19:48
Desculpem, mas tenho outra questão que me escapou. Gostava de perceber a origem do nome do vosso post "Uns mudam, outros...mantém-se iguais"? Só para entender a relação que existe com o que expõem :)

Beijinho, Carolina.


De ana-vivas a 3 de Dezembro de 2013 às 22:58
Olá Ivete e Vânia.

É difícil dizer se foi ou não correta a atitude da mãe, mas de facto com o que nos descrevem podemos verificar que o comportamento da criança mudou completamente.
Na minha opinião esta talvez tenha sido a única forma que os pais conseguiram para que a criança tivesse um melhor bem estar no pré-escolar. Talvez a recompensa material não tenha sido a melhor opção, mas colocando-me no papel da mãe acredito que tenha sido num momento de "desespero".

O facto de a mãe ter dito à criança que iria ligar todos os dias para o pré-escolar, para saber como esta se comportou, pode ter impulsionado para o seu bom envolvimento no decorrer do dia. Suponho isto, porque a criança pode ter sentido que a mãe não se esquecia dela e que iria ligar.

Mas claro que isto são suposições... vocês o que acham? não conseguiram perceber mais nada a partir da criança? Ela neste momento continua a ter o mesmo comportamento?

Beijinhos e continuação de bom trabalho
Ana Vivas


De vaniacastro a 4 de Dezembro de 2013 às 11:26
Olá Ana :)
Achamos que só saberemos responder verdadeiramente a esta questão quando formos mães e passarmos por situações idênticas.
Neste momento, esta criança encontra-se bem, já não chora e já interage bastante bem com os seus colegas.
Continuação de um bom trabalho.
Beijinho,
Ivete Teixeira e Vânia Castro


Comentar post

Autores
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
17
19

24
25
26
27
28

29
30
31


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários

RSSComentários do post