Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Olá meninas J
Terminadas as fases II e III de intervenção, surgiu necessidade de refletir acerca das mesmas. Deste modo, partilho convosco alguns dos meus receios e como foram ultrapassados.
Numa primeira fase, as intervenções, ainda que partilhadas, deixaram-me um pouco receosa pois, sendo eu uma das responsáveis pelo desenvolvimento do grupo, senti e sinto a necessidade de planificar de forma bem estruturada toda a minha atuação (porém, importa referir que a planificação é flexível e, como tal, pode não ser cumprida da forma como foi pensada previamente, ou pode não ser cumprida de todo, dada a imprevisibilidade e os problemas que emergem da própria prática no decurso da mesma). E vocês consideram a planificação importante para orientar as vossas intervenções pedagógicas?
Para além disto, senti e sinto a necessidade de planificar atividades que tenham em consideração os interesses e as necessidades das crianças, de forma a proporcionar-lhes momentos de elevado envolvimento e a possibilitar-lhes uma construção efetiva de aprendizagens. No entanto, por vezes, no momento de planificar as minhas atividades ficava receosa, pois não sabia como é que as crianças iam reagir às mesmas. No entanto, e ao longo das intervenções, pude constatar que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. E vocês, o que consideram relativamente a este aspeto? Acham que se partirmos das ideias das crianças, se tivermos em consideração os seus interesses e se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa o seu envolvimento será muito maior?
Continuação de bom estágio J
Beijinho.
Sandra Baptista.
Considero a planificação um momento fundamental do processo educativo que requer muita ponderação e reflexão, no entanto, deve ser considerada como um documento orientador e não deve ser vista como algo rígido que tem de ser cumprido à risca. No dia a dia, devemos sempre valorizar as questões colocadas pelas crianças, tentando dar-lhes uma resposta, mesmo que para isso seja necessário fazer um “desvio” à planificação, podendo correr o risco de não estarmos preparadas para dar uma resposta satisfatória. Caso não consigamos dar uma resposta de imediato, podemos sempre aproveitar para incentivar as crianças a fazerem trabalho de pesquisa em casa com os seus familiares, de modo a ganharmos tempo para numa próxima sessão sermos capazes de esclarecer essas mesmas questões.
Durante as minhas intervenções houve sempre o cuidado de partir dos interesses das crianças para realizar as planificações, delineando as estratégias e atividades com o intuito de fomentar as aprendizagens das crianças a diferentes níveis. Estas aprendizagens deverão partir sempre de situações próximas das crianças para que os seus índices de motivação aumentem, conduzindo assim, ao seu sucesso.
A planificação é um instrumento que tem como finalidade otimizar a prática educativa, ou seja, a planificação não pode reduzir-se à formulação de uns tantos objetivos, enumeração e ordenação de determinados conteúdos programáticos, à realização de prazos de realização, bem como aos processos que são, indevidamente, muitas vezes assumidos como se fossem a própria planificação. Para planificar o educador/professor deve apoiar-se em princípios teóricos (curriculares e pedagógico-didáticos) contextualizando-os, de forma a adaptar o seu pensamento às componentes e às características fundamentais da ação concreta. Neste sentido, planificar é pôr em ação, numa realidade concreta, o pensamento pedagógico e científico. Leite (2010) afirma que
para planear, o professor mobiliza um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos que justificam e apoiam as decisões a tomar (…). Planear exige ainda a definição explícita de um propósito e a clarificação de uma orientação estratégica para alcançar esse propósito (planeia-se para chegar a determinado fim, à situação desejada) (p. 7).
Leite, T. (2010). Planeamento e concepção da acção de ensinar. Aveiro: Universidade de Aveiro .
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