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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
A reflexão após a intervenção

 Olá meninas J

Terminadas as fases II e III de intervenção, surgiu necessidade de refletir acerca das mesmas. Deste modo, partilho convosco alguns dos meus receios e como foram ultrapassados.

Numa primeira fase, as intervenções, ainda que partilhadas, deixaram-me um pouco receosa pois, sendo eu uma das responsáveis pelo desenvolvimento do grupo, senti e sinto a necessidade de planificar de forma bem estruturada toda a minha atuação (porém, importa referir que a planificação é flexível e, como tal, pode não ser cumprida da forma como foi pensada previamente, ou pode não ser cumprida de todo, dada a imprevisibilidade e os problemas que emergem da própria prática no decurso da mesma). E vocês consideram a planificação importante para orientar as vossas intervenções pedagógicas?

Para além disto, senti e sinto a necessidade de planificar atividades que tenham em consideração os interesses e as necessidades das crianças, de forma a proporcionar-lhes momentos de elevado envolvimento e a possibilitar-lhes uma construção efetiva de aprendizagens. No entanto, por vezes, no momento de planificar as minhas atividades ficava receosa, pois não sabia como é que as crianças iam reagir às mesmas. No entanto, e ao longo das intervenções, pude constatar que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. E vocês, o que consideram relativamente a este aspeto? Acham que se partirmos das ideias das crianças, se tivermos em consideração os seus interesses e se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa o seu envolvimento será muito maior?

 

Continuação de bom estágio J

Beijinho.

Sandra Baptista.


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publicado por baptista às 21:47

De ana-vivas a 3 de Dezembro de 2013 às 12:24
Olá Sandra.

Em relação à tua primeira pergunta, eu considero muito importante as planificações, pois como tu própria dizes, estas servem para orientar as nossas intervenções pedagógicas.
No semestre passado realizei a minha prática pedagógica no pré-escolar, e não senti a mesma necessidade que tu em planificar tudo muito bem estruturado. Ou seja, no semestre passado nas minhas planificações apenas constava as atividades que iria realizar com as crianças e todos os recursos que iria precisar. As minhas planificações eram assim mais abertas pois íamos sempre para a nossa intervenção a contar com o improviso, pois todo o desenrolar do dia depende das crianças e de todo o seu envolvimento nas atividades. Por isto as minhas planificações sempre foram flexíveis.

Respondendo à tua segunda pergunta, concordo com tudo o que dizes... pois se planificarmos tendo em especial atenção aos interessas das crianças, estas sem dúvida que vão-se envolver ativamente na atividade e com um bom nível de implicação.
Isto podemos verificar quando Portugal & Laevers indica que devemos "planear de acordo com o que o educador sabe do grupo e de cada criança, implicando reflexão sobre intenções educativas e as formas de as concretizar/adequar ao grupo e a cada criança, procurando criar situações de desafio, ainda que acautelando situações de excessiva exigência e envolvendo as crianças no próprio planeamento" (2010, p. 9)

Perante isto podemos confirmar a importância de prepararmos as nossas intervenções pedagógicas segundo as ideias e interesses das crianças.

Beijinhos e continuação de bom trabalho
Ana Vivas

Referência bibliografia

Portugal, G., & Laevers, F. (2010). Avaliação em Educação Pré-Escolar - Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC). Porto Editora.


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