Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Olá meninas J
Terminadas as fases II e III de intervenção, surgiu necessidade de refletir acerca das mesmas. Deste modo, partilho convosco alguns dos meus receios e como foram ultrapassados.
Numa primeira fase, as intervenções, ainda que partilhadas, deixaram-me um pouco receosa pois, sendo eu uma das responsáveis pelo desenvolvimento do grupo, senti e sinto a necessidade de planificar de forma bem estruturada toda a minha atuação (porém, importa referir que a planificação é flexível e, como tal, pode não ser cumprida da forma como foi pensada previamente, ou pode não ser cumprida de todo, dada a imprevisibilidade e os problemas que emergem da própria prática no decurso da mesma). E vocês consideram a planificação importante para orientar as vossas intervenções pedagógicas?
Para além disto, senti e sinto a necessidade de planificar atividades que tenham em consideração os interesses e as necessidades das crianças, de forma a proporcionar-lhes momentos de elevado envolvimento e a possibilitar-lhes uma construção efetiva de aprendizagens. No entanto, por vezes, no momento de planificar as minhas atividades ficava receosa, pois não sabia como é que as crianças iam reagir às mesmas. No entanto, e ao longo das intervenções, pude constatar que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. E vocês, o que consideram relativamente a este aspeto? Acham que se partirmos das ideias das crianças, se tivermos em consideração os seus interesses e se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa o seu envolvimento será muito maior?
Continuação de bom estágio J
Beijinho.
Sandra Baptista.
Olá Sandra :)
Na minha opinião as planificações são um suporte indispensável nas nossas práticas. Para o autor Escudero (n.d.), a planificação consiste em prever possíveis cursos de ação de um fenómeno e realizar algumas previsões do que possa acontecer,
desejos, aspirações, e metas num projeto que seja capaz de representar, dentro do possível, as nossas ideias acerca das razões
pelas quais desejaríamos conseguir, e como poderíamos levar a cabo, um plano para as concretizar (referido por Zabalza, 1994).
Penso então, que através da planificação encontraremos:
- um conjunto de conhecimentos, ideias ou experiências sobre o fenómeno a organizar, que atuará como apoio conceptual e de justificação do que se decide;
- um propósito, fim ou meta a alcançar que nos indica a direção a seguir;
- uma previsão a respeito do processo a seguir que deverá concretizar-se numa estratégia de procedimento que inclui os conteúdos ou tarefas a realizar, a sequência das atividades e, de alguma forma, a avaliação ou encerramento do processo.
Concordam que a planificação abrange tudo isto?
Segundo as orientações curriculares para a educação pré-escolar é importante a existência de uma pedagogia estruturada, o que implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, exigindo que o educador planeie o seu trabalho e avalie o processo e os seus efeitos no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças(1997). Aliado à planificação deve existir uma reflexão, no final do dia, sobre o que correu bem ou menos bem nas nossas intervenções. Estou a estagiar no pré-escolar e algumas planificações, que crio juntamente com a minha colega, nem sempre se realizam. Também constatei o mesmo que tu "que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. ". Desde as primeiras planificações, este semestre, até às realizadas agora considero que aprendi que não devemos impor às crianças o que queremos que elas façam, mas sim partir do que as crianças sabem, do que querem realizar nesse dia e da sua disposição e dar atividades que fiquem no limiar de tudo isto. As reflexões semanais que realizo juntamente com a minha colega ajudaram-me a compreender isto, e também são um apoio fundamental.
Claro que no 1.º CEB, não temos tanto este espaço de manobra.
Continuação de bom trabalho :)
Beijinho, Carolina.
Referências bibliográficas:
- Ministério da Educação (ME). (1997). Orientações Curriculares para a educação pré-escolar. Departamento da educação básica;
- Zabalza, M. (1994). Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola, Ed. ASA, Porto
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