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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
A reflexão após a intervenção

 Olá meninas J

Terminadas as fases II e III de intervenção, surgiu necessidade de refletir acerca das mesmas. Deste modo, partilho convosco alguns dos meus receios e como foram ultrapassados.

Numa primeira fase, as intervenções, ainda que partilhadas, deixaram-me um pouco receosa pois, sendo eu uma das responsáveis pelo desenvolvimento do grupo, senti e sinto a necessidade de planificar de forma bem estruturada toda a minha atuação (porém, importa referir que a planificação é flexível e, como tal, pode não ser cumprida da forma como foi pensada previamente, ou pode não ser cumprida de todo, dada a imprevisibilidade e os problemas que emergem da própria prática no decurso da mesma). E vocês consideram a planificação importante para orientar as vossas intervenções pedagógicas?

Para além disto, senti e sinto a necessidade de planificar atividades que tenham em consideração os interesses e as necessidades das crianças, de forma a proporcionar-lhes momentos de elevado envolvimento e a possibilitar-lhes uma construção efetiva de aprendizagens. No entanto, por vezes, no momento de planificar as minhas atividades ficava receosa, pois não sabia como é que as crianças iam reagir às mesmas. No entanto, e ao longo das intervenções, pude constatar que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. E vocês, o que consideram relativamente a este aspeto? Acham que se partirmos das ideias das crianças, se tivermos em consideração os seus interesses e se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa o seu envolvimento será muito maior?

 

Continuação de bom estágio J

Beijinho.

Sandra Baptista.


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publicado por baptista às 21:47

15

De mrmo a 25 de Novembro de 2013 às 22:30
Olá Sandra :)

Relativamente à tua primeira questão, gostaria de referir que para todos os professores a planificação é muito importante, então, para professores em formação inicial ela torna-se um instrumento fundamental para orientar as suas práticas.
A planificação permite que o professor mobilize “ […] um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos (…) que justificam e apoiam as decisões […] ” (Leite, 2010, p.7) que toma. Para além disto, permite que o professor reoriente a sua ação, pois a planificação não é um processo direcionado, mas cíclico que é melhorado através dos sucessivos erros e tentativas por parte do profissional de educação.
Este instrumento, para quem está em formação inicial é um grande desafio que nos leva muitas vezes a sentirmo-nos receosas. No entanto, é à medida que vamos ultrapassando esses desafios que esse receio vai diminuindo e vamos atribuindo à planificação a sua verdadeira importância e também utilidade.
A planificação não deve ser só flexível, mas também aberta, pois como menciona Leite (2010) “ […] planear é também correr riscos, ousar experimentar, delinear cenários de intervenção (p. 8). Ou seja, todos os momentos que decorrem da nossa planificação devem ser encarados como aprendizagens significativas para o nosso desenvolvimento profissional e pessoal, mas também refletidas.
No que diz respeito à segunda questão, as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, dizem-nos que o que planificamos, ou seja, as situações de aprendizagem que desenvolvemos para as crianças devem ser “ […] desafiadoras, de modo a interessar e a estimular cada criança, apoiando-a para que chegue a níveis de realização a que não chegariam por si só (ME, 1997, p. 26). Ou seja, essas situações de aprendizagem devem ser construções efetivas de aprendizagem mas que também tenham significado para as crianças, sem nunca esquecer a importância de desenvolver nas crianças conhecimentos, capacidades, atitudes e valores.
Considero que se desenvolvermos atividades que vão ao encontro dos interesses, motivações e necessidades das crianças, esta vai participar ativamente e, consequentemente, o seu envolvimento será maior, mas tudo depende do significado que essas atividades têm para elas.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.

Referências bibliográficas:

Leite, Teresa. (2010). Planeamento e concepção da acção de ensinar. Aveiro: Universidade de Aveiro;

Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar.Lisboa: Departamento da Educação Básica.


De baptista a 27 de Novembro de 2013 às 22:55
Olá Márcia :)

Obrigada pelo teu comentário.

Estou inteiramente de acordo contigo quando referes que a planificação para além de ser importante para todos os professores, torna-se fundamental para os professores em formação inicial, com vista à orientação das suas práticas. Apesar de esta ser flexível, tem sido muito útil para mim e, certamente para ti, para orientar as nossas intervenções :)

No entanto, tal como dizes e bem, esta não é só flexível, pois nós para sabermos se as coisas funcionam temos que experimentar sem ter medo de errar e, para isso, temos que planificar.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


De sandrap a 26 de Novembro de 2013 às 17:30
Olá Sandra!

Neste momento, não aprendemos somente com os livros que nos aconselharam, agora temos as crianças como a nossa principal “fonte” de aprendizagem e, por isso tudo deve partir delas.
Durante o período de observação e, ainda inacabado, período de intervenção tivemos oportunidade de conhecer todas as crianças e sem dúvida que já conhecemos os pontos fortes e menos fortes de todas, já sabemos que aquele tipo de atividade vai interessar mais à criança A, mas que a próxima vai ao encontro dos interesses da criança B. Desta forma, e como tu fazes, sempre que planeamos uma atividade, mesmo que de forma indireta, já estamos a planear de acordo com a nossa turma e as suas especificidades.
Como sabemos, tudo o que fazemos começa numa planificação e durante este processo o professor “mobiliza um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos (…) que justificam e apoiam as decisões a tomar.” (cit. Leite, 2003) Apesar de, e como tu referes, ser um documento flexível é um guia e um apoio essencial para a prática diária do professor.

Continuação de bom estágio,
Sandra Pereira


De baptista a 27 de Novembro de 2013 às 22:49
Olá Sandra :)

Obrigada pela comentário.

Estou de acordo com o que disseste. De facto, a planificação, mesmo sendo flexível, é uma boa orientação para os profissionais e sobretudo para nós, enquanto estagiárias e futuras profissionais de educação.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


De imgt a 26 de Novembro de 2013 às 17:47
Olá Sandra :)
Na minha opinião acho que as planificações são documentos importantes para as nossas intervenções pedagógicas.
Além de serem um suporte servem para nos orientarem no seguimento que devemos seguir ao longo do dia/semana.
É claro que as planificações devem ser realizadas com base nos interesses das crianças e devem ser flexíveis sendo alteradas ou adaptadas sempre que necessário.
Em relação à tua questão, sim, penso que se propusermos as atividades baseadas nos interesses e dos ideais das crianças que o seu envolvimento será maior.
Continuação de bom trabalho
Ivete Teixeira


De baptista a 27 de Novembro de 2013 às 22:41
Olá Ivete :)

Obrigada pelo comentário.

A partir da leitura do mesmo, pude constatar que a tua opinião vai ao encontro da minha.

Continuação de bom trabalho.

Beijinho.

Sandra Baptista.


De ssd a 27 de Novembro de 2013 às 22:34
Boa noite Sandra,

a planificação é sem dúvida um aspeto muito importante para orientar a nossa intervenção. Contudo, e como referes, a planificação nem sempre deve ser seguida à risca. Se as crianças no geral não estão entusiasmadas e implicadas é porque a nossa estratégias não vai ao encontro dos interesses das crianças. Assim sendo, devemos tentar contornar a situação de modo a envolverem na atividade com motivação.
No semestre passado quando estagiei no pré-escolar, tentava que as minhas intervenções partissem sempre dos interesses das crianças. Penso que neste nível de ensino, seja mais fácil planificar tendo em conta os seus gostos, pois ao contrário do 1.º ciclo não existem programas para cumprir. No entanto, agora que estou a estagiar numa turma de 2.º ano, tento sempre iniciar uma atividade dando oportunidade às crianças para dialogarem e referirem os conhecimentos que têm, fazendo ligação com situações do dia-a-dia. Assim, é possível partir do que dizem e dos seus interesses para introduzir uma temática, e dependendo do que dizem a planificação pode não ser seguida à regra.

Continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De baptista a 27 de Novembro de 2013 às 22:45
Olá Sabrina :)

Obrigada pelo comentário.

Como referes e bem, a planificação nem sempre deve ser seguida à risca, pois se as crianças, de um modo geral, não estiverem entusiasmadas e implicadas é porque a nossa estratégia não vai ao encontro dos seus interesses. De forma a contornar a situação também importa que façamos uma reflexão durante a intervenção pedagógica, de modo a alterar a nossa ação em tempo oportuno. Não sei se concordarás comigo :)

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


De ssd a 27 de Novembro de 2013 às 22:52
Olá outra vez,

Sim concordo. A reflexão depois das intervenções é muito importante, pois permite-nos refletir sobre o que correu bem e essencialmente sobre o que poderíamos ter feito melhor, de modo a que numa próxima intervenção possamos melhor esse aspeto.

Beijinho,

Sabrina Duarte


De ana-resende a 28 de Novembro de 2013 às 20:15
Olá Sandra :)

Considero que as tuas questões são pertinentes e que merecem alguma reflexão da nossa parte, visto que somos futuras profissionais de educação e que vamos lidar com estas questões no dia a dia.
Assim sendo e respondendo à primeira questão, na minha opinião, a execução e uso da planificação é essencial , uma vez que nos permite reunir um conjunto de informações que são necessárias para a nossa preparação e para o sucesso das atividades. Isto é, permite-nos a apropriação das atividades que vamos realizar, dos objetivos que queremos alcançar, dos recursos necessários, etc. É claro que a planificação, como tu dizes, tem que ser flexível e por vezes alguns parâmetros não são cumpridos. Acho que isto acontece, principalmente, no pré-escolar, pois temos que recorrer muito ao improviso e de pensar no momento em atividades que respondam aos interesses das crianças. Isto já aconteceu comigo, em que as crianças começaram, de um momento para o outro, a evidenciar interesse em ver livros. Assim, começaram a pegar neles e a pedirem-me se podiam mostrar uma coisa aos colegas. Visto isto, tive que ir ao encontro delas, não fazendo o que estava planeado para aquele momento, mas sim algo que elas queriam fazer. Esta atividade acabou por ser interessante, uma vez que os livros que elas mostraram abordavam temáticas diferentes, permitindo a sua exploração com as crianças.
Segundo Cortesão, (1999), a planificação consiste numa racionalização do processo educativo, onde se fixam os objetivos a atingir e as metas a alcançar, num certo espaço de tempo, estabelecendo os meios para os conseguir, evitando a repetição de aprendizagens já conseguidas, estudando melhor o emprego de recursos e selecionando situações que vão permitir dar conta da sua eficácia, tudo isto numa perspetiva de otimização e maximização do processo educativo. Neste sentido, reconhecesse que a planificação e a tomada de decisão são vitais para o ensino e interagem com todas as funções executivas do professor. Portanto, no ensino, a planificação docente não é somente uma necessidade mas acima de tudo um imperativo que se impõe a todo o autêntico educador. (referido por Alvarenga, 2011, p.14,30)
Por fim, considero importante partirmos das ideias e interesses das crianças, pois ao fazermos isto estas estarão muito mais interessadas naquilo que se está a fazer, como, também, já retratei acima. Assim, segundo Aragón (n.d), o professor poderá ser um articulador entre objetivos, interesses e estilos de aprender dos alunos, em que cabe a ele a função de organizar o contexto de aprendizgem no que diz respeito às possíveis áreas de interesses e necessidades de professores e alunos. (referido por Pinheiro, 2010, p.15)

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referências bibliográficas:
- Alvarenga, I. (2011). A planificação docente e o sucesso do processo ensino-aprendizagem. Universidade Jean Piaget de Cabo Verde
- Pinheiro, B. (2010). Projeto de aprendizagem: Um novo desafio.Universidade Federal do Rio Grande do Sul: Porto Alegre


De carolina-dias a 28 de Novembro de 2013 às 20:23
Olá Sandra :)

Na minha opinião as planificações são um suporte indispensável nas nossas práticas. Para o autor Escudero (n.d.), a planificação consiste em prever possíveis cursos de ação de um fenómeno e realizar algumas previsões do que possa acontecer,
desejos, aspirações, e metas num projeto que seja capaz de representar, dentro do possível, as nossas ideias acerca das razões
pelas quais desejaríamos conseguir, e como poderíamos levar a cabo, um plano para as concretizar (referido por Zabalza, 1994).
Penso então, que através da planificação encontraremos:
- um conjunto de conhecimentos, ideias ou experiências sobre o fenómeno a organizar, que atuará como apoio conceptual e de justificação do que se decide;
- um propósito, fim ou meta a alcançar que nos indica a direção a seguir;
- uma previsão a respeito do processo a seguir que deverá concretizar-se numa estratégia de procedimento que inclui os conteúdos ou tarefas a realizar, a sequência das atividades e, de alguma forma, a avaliação ou encerramento do processo.
Concordam que a planificação abrange tudo isto?
Segundo as orientações curriculares para a educação pré-escolar é importante a existência de uma pedagogia estruturada, o que implica uma organização intencional e sistemática do processo pedagógico, exigindo que o educador planeie o seu trabalho e avalie o processo e os seus efeitos no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças(1997). Aliado à planificação deve existir uma reflexão, no final do dia, sobre o que correu bem ou menos bem nas nossas intervenções. Estou a estagiar no pré-escolar e algumas planificações, que crio juntamente com a minha colega, nem sempre se realizam. Também constatei o mesmo que tu "que se partirmos das ideias das crianças e lhes acrescentarmos algo interessante, se lhes proporcionarmos atividades que requeiram a sua participação ativa e se lhes apresentarmos recursos apelativos e suportes visuais, o seu envolvimento será muito maior. ". Desde as primeiras planificações, este semestre, até às realizadas agora considero que aprendi que não devemos impor às crianças o que queremos que elas façam, mas sim partir do que as crianças sabem, do que querem realizar nesse dia e da sua disposição e dar atividades que fiquem no limiar de tudo isto. As reflexões semanais que realizo juntamente com a minha colega ajudaram-me a compreender isto, e também são um apoio fundamental.
Claro que no 1.º CEB, não temos tanto este espaço de manobra.


Continuação de bom trabalho :)

Beijinho, Carolina.

Referências bibliográficas:
- Ministério da Educação (ME). (1997). Orientações Curriculares para a educação pré-escolar. Departamento da educação básica;
- Zabalza, M. (1994). Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola, Ed. ASA, Porto


De baptista a 29 de Novembro de 2013 às 11:27
Olá Carolina :)

Obrigada pelo comentário.

Na minha opinião, é devido aos aspetos por ti mencionados relativamente àquilo que encontramos na planificação (um conjunto de conhecimentos, ideias ou experiências sobre o fenómeno a organizar, que atuará como apoio conceptual e de justificação do que se decide; um propósito, fim ou meta a alcançar que nos indica a direção a seguir; uma previsão a respeito do processo a seguir que deverá concretizar-se numa estratégia de procedimento que inclui os conteúdos ou tarefas a realizar, a sequência das atividades e, de alguma forma, a avaliação ou encerramento do processo) que a planificação se torna fundamental para as nossas intervenções pedagógicas. E, por isso, concordo com a questão por ti colocada.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


De carolina-dias a 29 de Novembro de 2013 às 12:08
Bom dia :)

Os aspetos que mencionei foi através da leitura que realizei à bibliografia "Zabalza, M. (1994). Planificação e Desenvolvimento Curricular na Escola, Ed. ASA, Porto". Quem quiser saber mais sobre esta temática que nos trouxeste ao blog aconselho a leitura. Aborda questões como: o que é uma planificação? Questões a ter presente numa planificação? Características e elementos principais de uma planificação? Qual o roteiro de um plano de aula? Entre outras questões.

Fica a sugestão :)

Beijinho, Carolina.


De ana-vivas a 3 de Dezembro de 2013 às 12:24
Olá Sandra.

Em relação à tua primeira pergunta, eu considero muito importante as planificações, pois como tu própria dizes, estas servem para orientar as nossas intervenções pedagógicas.
No semestre passado realizei a minha prática pedagógica no pré-escolar, e não senti a mesma necessidade que tu em planificar tudo muito bem estruturado. Ou seja, no semestre passado nas minhas planificações apenas constava as atividades que iria realizar com as crianças e todos os recursos que iria precisar. As minhas planificações eram assim mais abertas pois íamos sempre para a nossa intervenção a contar com o improviso, pois todo o desenrolar do dia depende das crianças e de todo o seu envolvimento nas atividades. Por isto as minhas planificações sempre foram flexíveis.

Respondendo à tua segunda pergunta, concordo com tudo o que dizes... pois se planificarmos tendo em especial atenção aos interessas das crianças, estas sem dúvida que vão-se envolver ativamente na atividade e com um bom nível de implicação.
Isto podemos verificar quando Portugal & Laevers indica que devemos "planear de acordo com o que o educador sabe do grupo e de cada criança, implicando reflexão sobre intenções educativas e as formas de as concretizar/adequar ao grupo e a cada criança, procurando criar situações de desafio, ainda que acautelando situações de excessiva exigência e envolvendo as crianças no próprio planeamento" (2010, p. 9)

Perante isto podemos confirmar a importância de prepararmos as nossas intervenções pedagógicas segundo as ideias e interesses das crianças.

Beijinhos e continuação de bom trabalho
Ana Vivas

Referência bibliografia

Portugal, G., & Laevers, F. (2010). Avaliação em Educação Pré-Escolar - Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC). Porto Editora.


De fabianamabrantes a 12 de Dezembro de 2013 às 22:39
Considero a planificação um momento fundamental do processo educativo que requer muita ponderação e reflexão, no entanto, deve ser considerada como um documento orientador e não deve ser vista como algo rígido que tem de ser cumprido à risca. No dia a dia, devemos sempre valorizar as questões colocadas pelas crianças, tentando dar-lhes uma resposta, mesmo que para isso seja necessário fazer um “desvio” à planificação, podendo correr o risco de não estarmos preparadas para dar uma resposta satisfatória. Caso não consigamos dar uma resposta de imediato, podemos sempre aproveitar para incentivar as crianças a fazerem trabalho de pesquisa em casa com os seus familiares, de modo a ganharmos tempo para numa próxima sessão sermos capazes de esclarecer essas mesmas questões.
Durante as minhas intervenções houve sempre o cuidado de partir dos interesses das crianças para realizar as planificações, delineando as estratégias e atividades com o intuito de fomentar as aprendizagens das crianças a diferentes níveis. Estas aprendizagens deverão partir sempre de situações próximas das crianças para que os seus índices de motivação aumentem, conduzindo assim, ao seu sucesso.
A planificação é um instrumento que tem como finalidade otimizar a prática educativa, ou seja, a planificação não pode reduzir-se à formulação de uns tantos objetivos, enumeração e ordenação de determinados conteúdos programáticos, à realização de prazos de realização, bem como aos processos que são, indevidamente, muitas vezes assumidos como se fossem a própria planificação. Para planificar o educador/professor deve apoiar-se em princípios teóricos (curriculares e pedagógico-didáticos) contextualizando-os, de forma a adaptar o seu pensamento às componentes e às características fundamentais da ação concreta. Neste sentido, planificar é pôr em ação, numa realidade concreta, o pensamento pedagógico e científico. Leite (2010) afirma que

para planear, o professor mobiliza um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos que justificam e apoiam as decisões a tomar (…). Planear exige ainda a definição explícita de um propósito e a clarificação de uma orientação estratégica para alcançar esse propósito (planeia-se para chegar a determinado fim, à situação desejada) (p. 7).

Leite, T. (2010). Planeamento e concepção da acção de ensinar. Aveiro: Universidade de Aveiro .


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