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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Articulação de esforços entre educadores e professores do 1.º ciclo
Articulação de esforços entre educadores e professores do 1.º ciclo

 

Boa tarde meninas, 

 

hoje partilho com vocês um assunto que desenvolvi num trabalho de grupo e penso que seja pertinente partilhá-lo com vocês. Refiro-me à ligação entre educadores e professores do 1.º ciclo. Infelizmente nem sempre é conferida a devida importância a este assunto, que passa despercebido a muitos profissionais de educação. 

O facto de no semestre passado ter tido a oportunidade de estagiar no pré-escolar, e de neste momento me encontrar a realizar a prática pedagógica no 1º ciclo, permite-me ter a noção da importância da relação entre educadores e professores. 

Os primeiros anos de escolaridade são essenciais para que no futuro as crianças possam alcançar o sucesso educativo, e deste modo cabe aos profissionais de educação fazer os possíveis para que isto aconteça. 

A transição entre o pré-escolar e 1.º ciclo é para todas as crianças um período de mudança, e por vezes um período de difícil adaptação ao novo nível de ensino. Assim sendo, e como refere José Reis-Jorge (2007), esta transição é importante devido "à necessidade de tornar este processo um elemento facilitador de adaptação e promotor de desenvolvimento tendo por base o conceito  de continuidade" (Dunlop, 2003 citado por Reis-Jorge, 2007, p. 10). Uma boa adaptação à escola é sem dúvida um elemento facilitador para que as crianças desenvolvam aprendizagens e construam uma boa relação com os outros. Para tal é necessário que a criança se sinta segura e saiba que pode confiar em quem a rodeia. Conforme Portugal (2008), "as crianças necessitam de desenvolver sentimentos de confiança em relação ao mundo, sendo que neste processo é essencial ter-se atitudes e cuidados educativos disponibilizando à criança a noção de previsibilidade do contexto" (p.46). Face ao exposto, é necessário que exista entre o educador e professor do 1.º ciclo um diálogo de forma a não comprometerem a aprendizagem das crianças. 

O professor do 1.º ciclo deve ter um conhecimento prévio do percurso realizado no  jardim de infância e as aquisições feitas pelas crianças neste nível de ensino devem ser valorizadas e familiarizadas com as aprendizagens que irão desenvolver no 1.º ciclo. Por outro lado, o educador  deve conhecer as exigências impostas no 1.º ciclo, de modo a preparar as crianças para o que as espera. Se todos estes esforços forem tidos em consideração, a criança terá acesso a uma transição contínua que promoverá o seu desenvolvimento harmonioso. 

 

Espero que este post vos permita refletir sobre a importância da articulação de esforços entre os educadores e professores do 1.º ciclo, para que no futuro possam passar à ação de modo a que os vossos alunos tenham uma boa adaptação e consequentemente possam alcançar o sucesso educativo. 

Beijinhos, 

Sabrina Duarte. 

 

Referências bibliográficas: 

 

Jorge-Reis, J. (2007). Transição da Educação Pré-Escolar para o 1.º Ciclo do Ensino Básico: aspetos problemáticos e o papel da formação de professores/educadores, O Professor, nº 95, III Série, pp. 10-13.

 

Portugal, G. (2008). Desenvolvimento e Aprendizagem da Infância In Relatório de Estudo – A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos, Conselho Nacional de Educação, http://www.cnedu.pt/files/pub/EducacaoCriancas/5-Relatorio.pdf, disponível em 25 de maio de 2013, pp. 33-67



publicado por ssd às 12:47

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De baptista a 25 de Novembro de 2013 às 20:57
Olá Sabrina :)

Considero que colocaste um post muito interessante, uma vez que o mestrado que nos encontramos a frequentar nos torna aptas para ambas as profissões.

Concordo contigo quando referes que, de facto, é importante que o educador de infância e o professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico estabeleçam uma relação. Um dos aspetos que estes profissionais devem ter em tem consideração é o desenvolvimento, as aprendizagens e o sucesso educativo/escolar destas crianças/alunos.

De acordo com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (OCEPE) (1997), a intencionalidade do processo educativo que carateriza a ação do educador passa por várias etapas, sendo umas delas articular, uma vez que “Cabe ao educador promover a continuidade educativa num processo marcado pela entrada para a educação pré-escolar e a transição para a escolaridade obrigatória. (...) É também função do educador proporcionar as condições para que cada criança tenha uma aprendizagem com sucesso na fase seguinte competindo-lhe (...) facilitar a transição da criança para a escolaridade obrigatória.” (ME, 1997, p. 28).

A articulação de esforços entre a Educação Pré-Escolar e o 1.º Ciclo do Ensino Básico é uma etapa que deve estar presente no trabalho desenvolvido por estes profissionais (educador e professor), na medida em que esta articulação terá efeitos no sucesso educativo/escolar dos alunos/crianças. Para além disto, por um lado, Rodrigues (2005) refere que “é inegável a necessidade do professor, ao receber a criança que transita para a escola, ter um conhecimento prévio das atividades realizadas no jardim-de-infância e das aquisições já feitas, de modo a adaptar a sua intervenção desde o início, tendo em conta as necessidades individuais do aluno e na tentativa de encontrar estratégias de continuidade do trabalho realizado no jardim-de-infância e na escola” (p. 9). Por outro lado, é igualmente importante que os educadores de infância possuam um conhecimento das exigências a que as crianças serão sujeitas no 1.º CEB.

Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.

Referência Bibliográfica:
Ministério da Educação (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

Rodrigues, M. I. (2005). Do Jardim de Infância à Escola: estudo longitudinal duma coorte de alunos, Interacções, n.º 1, pp. 7-24.


De mrmo a 25 de Novembro de 2013 às 22:57
Olá Sabrina :)

A articulação de esforços entre educadores e professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico é realmente muito importante. Esta articulação entre os contextos facilita as transições e contribui para uma melhor adaptação da criança, promovendo um melhor desenvolvimento da mesma e uma maior motivação e capacidade para aprender.
Desta forma, é necessário potenciar uma educação de qualidade desde os primeiros anos da criança, de modo a proporcionar o sucesso educativo, pois assim a continuidade entre ciclos irá ser entendida como “ […] uma forma de conseguir proporcionar uma ampla capacidade de agarrar naquilo que é novo e (…) de garantir o progresso” (Dunlop, 2003, citado por Vasconcelos, 2008, p. 156).
Segunda Serra (2004), o sucesso educativo surge quando existe uma boa adaptação à escola, uma vez que “ […] as trocas, interações e ligações particulares com os outros (…) são condições fundamentais para o desenvolvimento sensoriomotor, representação simbólica, linguagem e pensamento” (p. 74). Assim sendo, o educador e o professor devem garantir que a transição entre o pré-escolar e 1.º ciclo permita atenuar situações que coloque em causa o desenvolvimento de algumas crianças. Para isso, os docentes e crianças devem compreender os desafios que lhes serão propostos na fase seguinte, para adquirirem a consciência de que as mudanças e adaptações individuais fazem parte do processo conhecido como “Crescer” (Idem, p. 91).

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.

Referências bibliográficas:

Serra, C. M. A. M. (2004). Currículo na Educação Pré-Escolar e Articulação Curricular com o 1º Ciclo do Ensino Básico, 21, Colecção Educação, Porto Editora, Porto.

Vasconcelos, T. (2008). Educação de Infância e Promoção da Coesão Social In Relatório de Estudo – A educação das Crianças dos 0 aos 12 anos, Conselho Nacional de Educação, http://www.cnedu.pt/files/pub/EducacaoCriancas/5-Relatorio.pdf, disponível em 25 de maio 2013, pp. 154-156.


De sofiafonseca a 26 de Novembro de 2013 às 16:12
Olá Sabrina!
Pelo que vi, encontramo-nos numa situação muito semelhante no que diz respeito à frequência dos contextos. De facto este assunto merece especial atenção e tendo em conta que tivemos a oportunidade de passar do pré-escolar para o primeiro ciclo, podemos observar de perto como acontece esta articulação. É certo que os professores devem ter em consideração todo o histórico da criança e isso nem sempre é fácil. Estando o currículo do primeiro ciclo tão ajustado ao tempo que temos, pouco nos sobra para questionar as crianças ou até mesmo para “perdermos” um bocadinho de tempo a conversar com elas sobre assuntos extracurriculares. Por um lado este conhecimento pode acontecer espontaneamente sem necessidade de muitas questões mas, em alguns casos, torna-se mais difícil perceber/conhecer as experiências pelas quais passaram algumas crianças. No nosso caso, tivemos oportunidade de enviar um questionário aos pais das crianças e ainda de realizar um teste diagnóstico individualmente, o que nos permitiu conhecer bem melhor cada um. Como fizeram no vosso caso? Espero que esteja a correr tudo bem e que esse conhecimento vos permita realizar trabalhos ainda mais interessantes. :) Votos de bom trabalho, um beijinho :)


De ssd a 27 de Novembro de 2013 às 22:43
Boa noite Sofia,

assim como referes, esta articulação de esforços entre educadores e professores do 1.º ciclo nem sempre é fácil. No que diz respeito ao percurso realizado no pré-escolar das crianças e quais as experiências que vivenciaram, não temos muitas informações, apenas sabemos que todos eles frequentaram este nível de ensino e durante quanto tempo. Contudo, penso que no nosso caso, enquanto estagiárias não seja muito fácil aceder a estas informações, também porque não os acompanhamos desde o seu 1.º ano. No entanto, o facto de terem realizado um questionário aos pais e um teste diagnóstico é uma boa forma de obterem respostas quanto às suas experiências no pré-escolar.

Beijinho e continuação de um bom trabalho!

Sabrina Duarte


De ana-resende a 29 de Novembro de 2013 às 12:52
Olá Sabrina :)

Acho o teu post muito interessante, pois como tu dizes, permite-nos refletir sobre a importância da articulação entre professores de 1.º ciclo e educadores de infância, na qual o que está em causa é, sobretudo, o bem-estar das crianças.
Neste sentido, considero crucial a troca de informações entre o educador de infância e o professor de 1.º ciclo, no sentido de ficar a conhecer melhor a criança, as aprendizagens que realizou, se tem algum tipo de dificuldade ou problema, etc. Pois com estas informações o professor poderá delinear as estratégias necessárias e que vão ao encontro daquela criança, promovendo assim o seu bem-estar e, consequentemente a sua transição e adaptação à nova realidade.
Sendo o professor um pilar essencial para que estas questões ocorram da melhor forma possível, também é importante que o aluno, com ou sem ajuda, encontre e ponha em prática as estratégias que delineou. Neste sentido, segundo Vaz Serra (1999), a transição escolar pode igualmente ser avaliada por alguns alunos como ameaçadora ou desafiante. No entanto, esta transição, implica sempre a adopção por parte do indivíduo de estratégias para fazer face à mudança. (referido por Azevedo & Faria, n.d, p.3).

Beijinho,
Ana Resende

Referência Bibliográfica:
Azevedo, A. & Faria, L. (n.d). Motivação, sucesso e transição para o ensino superior. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da
Universidade do Porto


De ana-vivas a 3 de Dezembro de 2013 às 11:24
Olá Sabrina

Antes de mais queria agradecer-te por teres partilhado um post com um tema indispensável para a nosso prática pedagógica.

De facto, sendo o nosso mestrado em educação pré escolar e ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, a articulação/ligação entre educadores e professores do 1.º Ciclo deve estar sempre presente no nosso pensamento e posteriormente nas nossas ações.

Cabe assim a nós futuras profissionais de educação "levar a cabo" esta articulação para as nossas práticas, porque cabe aos profissionais proporcionar aos alunos uma adaptação favorável para o sucesso escolar.

No meu ponto de vista esta articulação entre educadores e professores na atualidade é quase nula, sento que apenas se restringem à avaliação final no pré escolar do aluno. Penso que esta articulação deveria ir mais além, como por exemplo o contacto entre ambos para melhor falarem sobre as necessidades e problemas de cada aluno.
Outro aspeto que na minha opinião não está a ser considerado por parte nos educadores é as aprendizagens que os alunos irão desenvolver no 1.º Ciclo. Muitos educadores não concordam com a prévia preparação para o 1.º Ciclo, não valorizando e familiarizar as crianças com as aprendizagens que irão desenvolver.

Por tudo isto é que refiro que cabe a nós futuras profissionais em educação preocupar-nos em refletir sobre a importância da articulação de esforços entre os educadores e professores do 1.º ciclo para permitir aos alunos uma boa adaptação ao novo ciclo e conseguirem assim alcançar o sucesso educativo.

Beijinhos
Ana Vivas


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