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Segunda-feira, 25 de Novembro de 2013
Reflexão sobre a minha ação

            Iniciei a minha Prática Pedagógica Supervisionada A2 com uma primeira fase que consistiu na observação, tanto do contexto educativo EB1 de São Bernardo n.º 2, em que estou inserida, como da turma. Esta primeira fase permitiu-me conhecer a turma, a sua organização, o seu desenvolvimento, o seu comportamento e, principalmente, as suas características, necessidades e interesses individuais. Além disso, considero que esta fase foi determinante para as minhas futuras intervenções, uma vez que me possibilitou selecionar estratégias de ensino adaptadas à turma com a qual iria desenvolver experiências de prática pedagógica e o projeto de intervenção e investigação.

            Reportando-me às aprendizagens conseguidas posso afirmar que finalmente me sinto uma futura professora, me sinto integrada e motivada para esse papel. Considero que a licenciatura de Educação Básica que frequentei não me preparou para o papel que agora tenho de assumir. Infelizmente apenas o mestrado me preparou e está a preparar para a minha futura profissão. Sinto imensa falta de algumas unidades curriculares ao nível das didáticas das diversas áreas, que me possibilitaram desenvolver competências, no âmbito da educação em matemática, em estudo do meio e em português, permitindo-me criar, gerir e refletir sobre experiências de aprendizagens nas três áreas.  

            Esta experiência está a ser bastante rica em aprendizagens significativas e basilares da minha futura profissão. Finalmente, estou a aprender a planificar, a aprender a lecionar, a aprender a analisar os programas das diferentes áreas, a aprender a lidar com alunos menos motivados, a aprender a querer saber sempre mais e fazer sempre melhor.

            A primeira vez que me deparei com vinte e cinco alunos a contemplarem-me como professora foi um momento único, emocionante e de descontrolo interior total. Senti que estava a tremer que nem varas verdes e que a qualquer momento os meus joelhos iam fraquejar. O entusiasmo por parte das crianças só desperta em mim ainda mais interesse e vontade de lecionar as aulas, mas também contribui um pouco para o meu nervosismo uma vez que não os quero desiludir, pois quero corresponder às expectativas que têm em relação à minha prestação.

            Um dos aspetos negativos da minha ação relaciona-se com a minha insegurança. Este é um dos aspetos que tenho procurado combater, pois se o professor não acreditar naquilo que faz, será ainda mais difícil fazer com que o aluno acredite, o que fará com que os alunos se sintam desmotivados e não confiem no seu ensino. Tenho procurado ainda contornar esta insegurança com mais estudo e planeamento das aulas, treinando sempre em casa o decorrer da aula do dia seguinte, prevendo possíveis dúvidas e questões dos alunos.

            Uma dificuldade sentida é a falta de cumprimento de regras por parte dos alunos que interfere negativamente no decorrer das aulas, como por exemplo, não colocar o dedo no ar para falar e falar na vez do colega. Para contornar estas situações, opto por não dar oportunidade ao aluno de falar ou repreendo-o e faço-o ver que não gostaria que um colega lhe fizesse o mesmo. Além disso, quando os alunos estão a conversar e a brincar uns com os outros durante a aula, opto por não lhes dar intervalo ou interromper a aula até que se acalmem. Penso que esta dificuldade está relacionada com o facto de os alunos não me verem ainda como uma figura de autoridade, no entanto tenho investido bastante neste aspeto e tenho notado uma evolução ao longo das últimas semanas.

           O facto de não ter colega de estágio, inviabiliza o trabalho colaborativo que pode e deve ser desenvolvido num estágio com esta estrutura. Uma vez que se trata de um estágio orientado para o trabalho em díade, é esperado que este funcione em grupo colaborativamente. Contudo, não basta formar o grupo e esperar por resultados, é necessário que este trace estratégias e se desenvolva no plano técnico. O trabalho deve ser articulado e pensado em conjunto, de forma a atingir os resultados esperados, através da dinâmica dos vários saberes específicos e processos cognitivos de cada elemento do grupo. 

            Considero importante referir que numa profissão tão complexa, como a de professor, é necessária e essencial a troca de vivências e conhecimentos, a colocação de dúvidas, a atenuação de inquietações e o ultrapassar de dilemas. Desta forma, ao trabalhar colaborativamente é possível ensinar mais e melhor. Para tal, cada indivíduo tem de contribuir com o seu processo de construção individual e singular, e para isso requer tempos e modos de trabalhos individuais. Assim, para um trabalho colaborativo não é necessário que se trabalhe sempre coletivamente. O professor deve ter também os seus momentos de trabalho individual para preparar e aprofundar o trabalho no coletivo no momento seguinte. Neste sentido, a colaboração é inerente à prossecução de fins comuns e é prática generalizada na vida social. Tal como afirma Dewey (2002 in Freitas & Varela, 2003), as necessidades e os objectivos comuns exigem um crescente intercâmbio de ideias e uma crescente unidade de sentimentos solidários. A razão de fundo que impede a escola dos nossos dias de se organizar como uma sociedade natural é exactamente a ausência desta componente de actividade comum e produtiva (p. 25).

           Relativamente aos pontos que poderei vir a melhorar, devo ter em atenção a oralidade e escrita da língua portuguesa, fomentar mais a aquisição de métodos de estudo ao nível da pesquisa, organização, tratamento e produção de informação e racionalizar melhor o tempo e os imprevistos, mantendo o meu autodomínio. 

 

Freitas, L. V., & Varela, C. (2003). Aprendizagem Cooperativa (Guias Práticos). Porto: ASA.

 



publicado por fabianamabrantes às 10:00

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De ana-vivas a 25 de Novembro de 2013 às 20:39
Olá Fabiana.

Gostei muito do teu post, acho muito interessante. No entanto tenho algumas questões que as irei colocar ao longo do comentário.

Antes de mais quero dizer que concordo plenamente contigo quando dizes que a licenciatura de Educação básica não te preparou para o papel que agora tens que assumir. Eu sinto exatamente o mesmo. De facto só agora é que aprendi a planificar, a lecionar entre outras aprendizagens, que só estamos a adquirir no mestrado com a prática pedagógica.

Em relação à falta de cumprimento de regras por parte de alunos, também sento o mesmo que tu referes. Mas realmente penso que seja pelos alunos não estarem habituados à nossa presença, querendo nos testar, ou seja, queriam saber até onde nós estagiárias deixávamo-los ir. Aqui eles testavam a nossa paciência e capacidade de sermos firmes, nunca deixando de estabelecer uma boa relação com os alunos.

Agora gostaria de te perguntar como te sentes em relação a não teres uma colega para formar díade? Como é estar sozinha? Tu intervéns todas as semanas ou só de 15 em 15 dias?

A turma em que estás é de que ano?

Beijinhos e continuação de bom trabalho
Ana Vivas


De ssd a 25 de Novembro de 2013 às 21:10
Boa noite Fabiana,

compreendo-te perfeitamente, quando referes que um dos teus aspetos negativos é a insegurança. Julgo que todas nós sentimos o mesmo, principalmente nos primeiros dias de intervenção. Felizmente tenho vindo a sentir-me mais segura durante a minha intervenção, pois tenho vindo a conquistar o respeito e confiança dos alunos, que é uma mais-valia para nos sentirmos seguras. É importante não transmitirmos a nossa insegurança perante os alunos, uma vez que estes aproveitam qualquer uma das nossas fraquezas para nos testarem. Assim como referiste, também eu preparo todas as aulas no dia anterior, estudando os conteúdos que irei abordar. Apesar de estar a realizar a minha prática pedagógica num 2.º ano, e de os conteúdos não serem complexos, é muito importante refletirmos sobre a forma como os vamos transmitir. O facto de por vezes pensarmos que se trata de um conteúdo muito simples, leva-nos a não prepararmos a aula com tanto pormenor, mas no entanto é nestas situações que surgem as nossas maiores dificuldades, pois não nos encontramos preparadas para possíveis dificuldades dos alunos.

Assim como a Ana também te questionou, gostaria de saber como te sentes ao estagiares sem a tua colega de díade? Tens de intervir todas as semanas?
Admiro-te pela tua coragem, pois sei que deves ter passado por um período complicado, ao teres de te adaptar a trabalhares sozinha e sem o apoio de alguém para os momentos que mais necessitas.

Continuação de um bom trabalho e muita força!

Sabrina Duarte


De mrmo a 25 de Novembro de 2013 às 23:10
Olá Fabiana :)

A licenciatura que frequentamos, realmente, não nos preparou para muitas das adversidades com que nos estamos a defrontar. No entanto, considero que também nos ensinou muito, pois é através daquilo que vivenciamos, do que estudamos, do que partilhamos com as nossas colegas que aprendemos, melhoramos e vamos cresce a nível profissional e pessoal.
Concordo contigo ao referires que “ Finalmente, estou a aprender a planificar, a aprender a lecionar, a aprender a analisar os programas das diferentes áreas, a aprender a lidar com alunos menos motivados, a aprender a querer saber sempre mais e fazer sempre melhor”. Considero que estamos a viver um momento único que nos permite “saborear” um pouco daquilo que desejamos futuramente. Se é com o mestrado que nos preparamos, então vamos continuar a esforçar-nos para nos prepararmos ainda mais como futuras profissionais de educação.
Relativamente à tua insegurança, não a tenhas. Só o facto de assumires que “O entusiasmo por parte das crianças só desperta em mim ainda mais interesse e vontade de lecionar as aulas”, só demonstra a tua vontade em lecionar e dar às crianças oportunidades de aprendizagem significativas.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.



De ana-resende a 28 de Novembro de 2013 às 13:14
Olá Fabiana :)

Considero que o teu post está muito interessante, pois partilhas connosco as tuas aprendizagens, dificuldades e receios que tens vindo a sentir ao longo da tua prática pedagógica.
Antes de mais gostava de saber que tipo de observação fizeste? E porquê? No meu caso optei por fazer uma observação participativa, pois como estou com uma turma de pré-escolar era praticamente impossível estar num canto da sala a observar as crianças, pois as mesmas vinham ter connosco para brincar. Considero que este tipo de observação foi uma mais valia para ficar a conhecer melhor as crianças, bem como estabelecer rapidamente uma relação empática com todas.
Referes que a observação te ajudou a definir estratégias de ensino apropriadas à turma. Que tipo de estratégias?
Gostava de saber, também, que tipo de aprendizagens fizeste para te sentires uma futura professora?
Concordo perfeitamente contigo e com as colegas quando dizem que não fomos preparadas na licenciatura para exercer esta profissão. De facto as disciplinas do nosso curso deviam de ser mais didáticas e, assim ensinar as mais diversas técnicas para ensinarmos e lidarmos com as crianças.
O teu nervosismo e insegurança é perfeitamente normal, acho que todas nós também o sentimos pois tratasse de uma experiência nova. E, o facto de termos à nossa "responsabilidade" uma turma ainda complica mais. Contudo, com o tempo e prática vamo-nos adptando e encontrando as estratégias necessárias para lidar com esta situação. No meu caso, e como tu dizes, uma das soluções que eu encontrei para contornar este problema foi estudar em casa aquilo que ia ensinar aos alunos e pesquisar para além das informações do livro. Isto aconteceu, sobretudo no semestre passado, pois as crianças da turma de 3.º ano em que estava inserida, eram muito curiosas e faziam muitas perguntas, não ficando satisfeitas com qualquer tipo de resposta.
Referes que as tuas crianças ainda não têm adquirido a competência social de respeito pela participação. Isto acontece também com a nossa turma e, por isso uma das atividades para a tese incidiu na promoção desta competência social. Contudo, não é só com uma atividade que as crianças aprendem a respeitar a sua vez, tem que haver uma continuidade por parte da educadora da sala nos restantes dias em que nós não estamos lá. As estratégias que adotaste para lidar com esta situação resultaram? Achas que foram as melhores? Porquê?
Por fim, quanto à importância do trabalho colaborativo, de facto, deve ser complicado para ti estares a fazer estágio sem uma colega. Como te sentes? Pois, concordando contigo, o trabalho colaborativo é uma mais-valia pois permite permite a troca de ideias, de experiências, de aprendizagens, debate do que correu bem e menos bem e, consequentemente propicia uma melhor organização e a melhoria da prática pedagógica. Este tipo de trabalho tem resultado muito bem entre mim e a minha colega de estágio e tem sido bastante enriquecedor. Por isso temos vindo a fazer tudo em conjunto, nomeadamente as planificações, reflexões semanais, fundamentações teóricas, procura de recursos, entre outros. Neste sentido, concordando com os autores Fernández & Montero (2007), o trabalho colaborativo permite a troca de experiências e problemas, bem como a sua reflexão, promovendo oportunidades de formação e desenvolvimento profissional contribuindo para o crescimento pessoal e profissional dos professores. (referenciados por Mesa, 2011).

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referências bibliográficas:
Mesa, L. (2011). El trabajo colaborativo del profesorado como oportunidad formativa. Universidad de Santiago de Compostela.


De fabianamabrantes a 12 de Dezembro de 2013 às 22:27
Olá meninas. Peço desculpa por apenas responder agora. Sim, se querem que vos diga não é nada fácil estagiar sozinha, sinto falta muitas vezes de partilhar com alguém as minhas dúvidas, receios e alegrias. A última fase em que era uma semana uma e uma semana a outra, eu acabei por na semana que estava prevista para mim intervir na segunda e terça feira e na que estava prevista para a minha colega invertia na terça feira. Preferi assim, para não estar a quebrar o ritmo e ficar uma semana sem fazer nada, assim o trabalho também acabou por ficar repartido.
Beijinhos


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