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Sábado, 23 de Novembro de 2013
O período de intervenção ... uma reflexão

 Olá meninas J

Na reflexão realizada acerca da segunda e da terceira fase, questionei-me acerca da importância de se refletir sobre as nossas ações, sendo que para esta questão debrucei-me em Herdeiro e Silva (2008) que referem que a reflexão sobre a prática é uma estratégia de desenvolvimento profissional dos docentes que lhes permite “ […] aperfeiçoar as suas práticas pedagógicas e adquirir (novas/diferentes) posturas de trabalho que tenham impacto no desenvolvimento […] ” (p. 2) das crianças. Ou seja, o educador ao analisar as suas práticas consciencializa-se das suas falhas, procurando novas formas de atuar, com o intuito de se desenvolver profissionalmente e de melhorar as aprendizagens das crianças.

Desta forma, quero apresentar-vos duas das aprendizagens que realizei durante o período em questão.

Uma dessas aprendizagens prende-se com o momento da conversa sobre o fim-de-semana realizado todas as segundas-feiras. Ao promover esta atividade compreendi que esta é bastante exigente, pois requer muita concentração por parte do educador de modo a conseguir que todas as crianças estejam atentas e que as novidades sejam estimulantes para todo o grupo. Para além disto, considero que esta atividade é uma oportunidade para desenvolver a linguagem oral das crianças.

De acordo com Sim-Sim, Silva e Nunes (2008) o educador deve criar ambientes linguisticamente estimulantes e interagir constantemente com as crianças para a ajudar a combater as assimetrias que afetam o desenvolvimento da sua linguagem. O educador tem assim o papel de “andaime” (p 11). Deste modo, considero que o educador ao dinamizar esta atividade deve ser verbalmente estimulante, deve formular questões pertinentes e que vão ao encontro dos interesses das crianças para desse modo incentivar a criança a participar, conseguindo uma oportunidade de promover a linguagem da criança e o seu desenvolvimento sócioemocional. E vocês, também têm este momento no contexto onde estão a desenvolver a vossa prática pedagógica? Acham-no importante?

             A importância das instruções claras também foi uma aprendizagem realizada durante este período. Mas por que é que será tão importante dar instruções claras?” De acordo com Portugal (1998), o educador Deve ser alguém que estabeleça limites claros e seguros que permitam à criança sentir-se protegida de decisões e escolhas para as quais ela ainda não tem suficiente maturidade, mas que ao mesmo tempo permitam o desenvolvimento da autonomia e autoconfiança sempre que possível(p. 198). Deste modo, é essencial que o educador se foque, unicamente, no que pretende para que os níveis de implicação das crianças sejam mais elevados, pois a aprendizagem é algo que exige esforço, empenhamento que muitas vezes nos leva a fazer coisas que não gostamos mas que são fundamentais para o processo de aprendizagem. Assim, o educador ao dar instruções claras às crianças fará com que estas se sintam mais confiantes e predispostas a realizar as atividades, desde que estas sejam significativas para as mesmas. E vocês, concordam com esta minha aprendizagem?

Deste modo, o educador deve ser alguém que está sempre pronto a aprender, a conhecer e a correr o risco de se assumir como um dos responsáveis pela educação do seu grupo de crianças, devido ao importante papel que possui no processo educativo.

 

Continuação de um bom trabalho!

Beijinho.

Márcia Oliveira.

 

 

Referências bibliográficas.

 

Herdeiro, R., & Silva, A. M. (2008). Práticas reflexivas: uma estratégia de desenvolvimento profissional dos docentes. Actas do IV Colóquio Luso-Brasileiro, VIII Colóquio sobre questões Curriculares: Currículo, Teorias, Métodos. Brasil: Universidade de Santa Catarina: Florianópolis.

 

Portugal, G. (1998). Crianças, Famílias e Creches, uma abordagem ecológica da adptação do bebe à creche. Porto: Porto Editora.

 

Sim-Sim, I., Silva, A. C., & Nunes, C. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância - Textos de Apoio para Educadores de Infância. (M. d.-D. Curricular, Ed.)


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publicado por mrmo às 18:51

De ana-resende a 1 de Dezembro de 2013 às 12:44
Olá Márcia :)

Acho o teu post muito interessante, uma vez que partilhas connosco aquilo que refletiste sobre a tua ação e convidas-nos a fazer o mesmo!
Assim sendo e, respondendo à tua primeira pergunta, nós inicialmente recorríamos ao momento em que as crianças partilhavam as novidades do fim de semana à segunda-feira de manhã. Fazíamos isto, pois considerávamos, como tu dizes, um momento importante para promover a linguagem das crianças e, também para que estas se conhecessem melhor. Contudo, com o passar do tempo tivemos a necessidade de alterar esta rotina, visto que a turma é muito barulhenta e ficava agitada ao fim de algum tempo, pois queriam todos falar. Neste sentido, agora só fazemos esta atividade quando as crianças o solicitam, podendo ser a qualquer momento em que se reúnem na manta. Ao fazermos isto, notámos que a turma estava muito mais implicada naquilo que estava a fazer, pois estavam a realizar o que queriam para aquele momento e não algo predestinado pelo adulto.
Concordo perfeitamente com o que tu referes, nomeadamente que esta atividade "é bastante exigente, pois requer muita concentração por parte do educador de modo a conseguir que todas as crianças estejam atentas e que as novidades sejam estimulantes para todo o grupo", mas apesar de todos os nossos esforços, muitas vezes, não conseguíamos que isto acontecesse quando a atividade era imposta por nós. Visto isto, gostava de saber que estratégias adotam para o sucesso desta atividade? E se concordam com o facto de, neste momento, propiciarmos este momento só quando as crianças o solicitam?
Por fim, concordo com o que dizes quanto às instruções claras e, na turma de pré-escolar em que estou inserida, tem sido muito necessário. Mesmo quando propomos atividades mais livres as crianças parecem precisar do mote inicial do adulto, dirigindo-se a nós para perguntar o que têm que fazer a seguir. Perante isto, temos vindo a refletir e achamos que isto demonstra que as crianças não estão muito habituadas a fazer este tipo de atividades e, consequentemente revela a sua falta de autonomia.
Isto acontece também na vossa sala?
O que têm feito para melhorar?
Esta questão da falta de autonomia das crianças vem ao encontro do que Portugal (2013) afirma, nomeadamente "educar para a autonomia é algo que se faz ainda de forma muito limitada" e que "Nós (país) somos mais superprotetores e isso envolve uma atitude mais limitadora ou cerceadora da ação e movimentação da criança." (referido por Lobo, 2013).

Continuação de um bom trabalho,
Ana Resende

Referência bibliográfica:
Lobo, A. (2013). Na nossa conceção de criança esta é incapaz. Disponível em http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=14545&langid=1, a 1 de dezembro de 2013


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