Olá meninas J
Na reflexão realizada acerca da segunda e da terceira fase, questionei-me acerca da importância de se refletir sobre as nossas ações, sendo que para esta questão debrucei-me em Herdeiro e Silva (2008) que referem que a reflexão sobre a prática é uma estratégia de desenvolvimento profissional dos docentes que lhes permite “ […] aperfeiçoar as suas práticas pedagógicas e adquirir (novas/diferentes) posturas de trabalho que tenham impacto no desenvolvimento […] ” (p. 2) das crianças. Ou seja, o educador ao analisar as suas práticas consciencializa-se das suas falhas, procurando novas formas de atuar, com o intuito de se desenvolver profissionalmente e de melhorar as aprendizagens das crianças.
Desta forma, quero apresentar-vos duas das aprendizagens que realizei durante o período em questão.
Uma dessas aprendizagens prende-se com o momento da conversa sobre o fim-de-semana realizado todas as segundas-feiras. Ao promover esta atividade compreendi que esta é bastante exigente, pois requer muita concentração por parte do educador de modo a conseguir que todas as crianças estejam atentas e que as novidades sejam estimulantes para todo o grupo. Para além disto, considero que esta atividade é uma oportunidade para desenvolver a linguagem oral das crianças.
De acordo com Sim-Sim, Silva e Nunes (2008) o educador deve criar ambientes linguisticamente estimulantes e interagir constantemente com as crianças para a ajudar a combater as assimetrias que afetam o desenvolvimento da sua linguagem. O educador tem assim o papel de “andaime” (p 11). Deste modo, considero que o educador ao dinamizar esta atividade deve ser verbalmente estimulante, deve formular questões pertinentes e que vão ao encontro dos interesses das crianças para desse modo incentivar a criança a participar, conseguindo uma oportunidade de promover a linguagem da criança e o seu desenvolvimento sócioemocional. E vocês, também têm este momento no contexto onde estão a desenvolver a vossa prática pedagógica? Acham-no importante?
A importância das instruções claras também foi uma aprendizagem realizada durante este período. Mas por que é que será tão importante dar instruções claras?” De acordo com Portugal (1998), o educador “Deve ser alguém que estabeleça limites claros e seguros que permitam à criança sentir-se protegida de decisões e escolhas para as quais ela ainda não tem suficiente maturidade, mas que ao mesmo tempo permitam o desenvolvimento da autonomia e autoconfiança sempre que possível” (p. 198). Deste modo, é essencial que o educador se foque, unicamente, no que pretende para que os níveis de implicação das crianças sejam mais elevados, pois a aprendizagem é algo que exige esforço, empenhamento que muitas vezes nos leva a fazer coisas que não gostamos mas que são fundamentais para o processo de aprendizagem. Assim, o educador ao dar instruções claras às crianças fará com que estas se sintam mais confiantes e predispostas a realizar as atividades, desde que estas sejam significativas para as mesmas. E vocês, concordam com esta minha aprendizagem?
Deste modo, o educador deve ser alguém que está sempre pronto a aprender, a conhecer e a correr o risco de se assumir como um dos responsáveis pela educação do seu grupo de crianças, devido ao importante papel que possui no processo educativo.
Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.
Referências bibliográficas.
Herdeiro, R., & Silva, A. M. (2008). Práticas reflexivas: uma estratégia de desenvolvimento profissional dos docentes. Actas do IV Colóquio Luso-Brasileiro, VIII Colóquio sobre questões Curriculares: Currículo, Teorias, Métodos. Brasil: Universidade de Santa Catarina: Florianópolis. Portugal, G. (1998). Crianças, Famílias e Creches, uma abordagem ecológica da adptação do bebe à creche. Porto: Porto Editora.
Sim-Sim, I., Silva, A. C., & Nunes, C. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância - Textos de Apoio para Educadores de Infância. (M. d.-D. Curricular, Ed.)