Segunda-feira, 18 de Novembro de 2013
Olá meninas :)
Esperamos que esteja tudo a correr bem no vosso estágio :)
Hoje queremos partilhar convosco uma situação que foi nova na nossa sala.
Certo dia, de manhã chegou à nossa sala uma nova amiguinha. No entanto, esta nossa amiguinha não sabia falar nem compreendia o nosso português e o inglês. A única língua que ela falava e compreendia era o indiano, a sua língua materna.
Pensámos: Pois bem e agora? O que fazemos?
No primeiro dia, esta menina ficou muito bem na sala, mesmo sem conhecer quem e o que a rodeava. Todas ficamos admiradas com tal reação.
Como não compreendiamos o que ela queria/precisava tentávamos satisfazer-lhe as necessidades básicas. Rapidamente aprendeu a pedir para fazer xixi.
Desta forma, o primeiro dia correu muito bem.
No dia seguinte, quando os pais a vieram trazer ela fez uma birra das grandes, sendo muito complicado para a conseguir acalmar.
Do segundo dia em diante, as coisas foram piorando. A menina mal avistava o edifício começava aos gritos.
Como esta situação foi-se mantendo, a menina chegou mesmo a adoecer. Assim, os pais optaram por a retirar do jardim de infância, ficando em casa com a mãe, uma vez que esta é doméstica.
Já alguém vivenciou alguma situação do género?
O que acham da atitude destes pais? Terá sido a mais correta?
Que estratégias adotariam para tentar integrar esta criança, que não consegue comunicar convosco a não pelo indiano, na vossa sala?
Continuação de bom trabalho.
Beijinho
Ivete Teixeira e Vânia Castro
Olá meninas :)
Gostaria de saber o que é que a educadora dizia aos encarregados de educação da criança relativamente a este assunto.
Considero que quando uma criança começa a frequentar o Jardim-de-infância pela primeira vez esta pode agir de muitas maneiras. O normal é que no primeiro dia ocorram choros e gritos. Contudo, também há crianças em que estas manifestações ocorrem após o primeiro dia.
No entanto, mesmo que seja após o primeiro dia também é completamente normal, pois os primeiros dias são sempre uma novidade para as crianças, nomeadamente pelo espaço novo, pelas pessoas novas que a rodeiam e que a acarinham porque a querem com um bom nível de bem-estar no contexto, pelos recursos materiais que encontra no jardim-de-infância, um conjunto de aspetos que lhes despertam o sentido de curiosidade e de descoberta.
Muitas vezes, este sentimento de conforto termina quando tudo o que a rodeia deixa de ser novidade para a criança. Esta começa a presentar o seu desconforto através de birras com o objetivo de que os pais cedam à sua chantagem, Deste modo, os pais não devem ceder, nem tentar compensar, posteriormente, a criança por ela ter ficado no jardim-de-infância, uma vez que isso vai dificultar a adaptação da criança ao novo contexto e não estimula a sua autonomia e independência.
Considero que os pais da vossa criança, se a retiraram, não o deviam ter feito. No entanto, a filha também ficou doente e eles acabaram por não ficar numa condição favorável. Contudo, também gostaria de saber como é que os pais procediam quando a deixavam no jardim-de-infância, como por exemplo, se prolongavam a despedida.
Relativamente às estratégias que adotaria para integrar a criança na sala, talvez incidissem em aproximá-la mais da criança indiana ou até mesmo quando ela chegava aos gritos levar a criança indiana até ela, uma vez que era a única criança com que esta conseguia comunicar. Outra estratégia seria permitir que a criança, durante os primeiros dias, utilizasse um objeto que lhe fosse próximo, o chamado Objeto de Transição para que se sentisse mais segura e confiante.
Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira
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