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Domingo, 17 de Novembro de 2013
A observação ... uma reflexão

 Olá meninas J

Na reflexão realizada sobre a fase I questionei-me relativamente à importância da observação antes de intervirmos no contexto de ação. Para responder a essa minha questão, consultei Postic e Ketele (2009) que nos afirmam que a observação[…] é um processo cuja função primeira e imediata é coletar informação sobre o objeto que se tem em consideração" (p. 17) e ainda Máximo-Esteves (2008) que acrescenta que a observação […] permite o conhecimento direto dos fenómenos tal como eles acontecem num determinado contexto” (p. 87). Deste modo, a observação realizada destinou-se à observação do contexto de ação com o intuito de o conhecer e caraterizar, possibilitando a escolha de estratégias de ensino mais adequadas ao grupo com os quais iriamos desenvolver experiências de prática pedagógica e o projeto de intervenção e de investigação.

Desta forma, apresentar-vos-ei algumas das aprendizagens realizadas ao longo da observação que me beneficiarão em futuras intervenções. Assim, começarei por referir a importância das interações educador-aluno.

 Segundo Cadima, Leal e Cancela (2011) “ […] relações positivas e próximas entre as crianças e os [educadores] tendem a promover (…) atitudes mais favoráveis relativamente à escola, capacidade de iniciativa e de cooperação (…) ” (p.18). Apesar de esta afirmação ser mais dirigida para contextos de 1º Ciclo do Ensino Básico, considero que o mesmo ocorre em contexto de educação de infância. Não concordam?

O que verifiquei durante a observação foi que mesmo as crianças que chegavam ao contexto com um baixo nível de bem-estar, pouco tempo depois irradiavam vitalidade e tranquilidade, sendo que esta mudança de postura ocorria devido à intervenção da educadora que de imediato fazia com que estas se sentissem escutadas e valorizadas.

Outra aprendizagem que ocorreu durante o período de observação refere-se à importância da organização do grupo. De acordo com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (ME, 1997) existem instrumentos que podem ser mobilizados para a organização do grupo com o intuito de facilitar a tomada de consciência de pertença a um grupo e o respeito pelos outros. No contexto em questão foi possível observar que a organização do grupo é realizada através de instrumentos facilitadores da organização e tomada de consciência da pertença em grupo, como o quadro de presenças e de tarefas que promovem a aprendizagem da vida democrática, tendo sempre em consideração as vivências das crianças. No vosso contexto também são utilizados instrumentos facilitadores da organização e tomada de consciência de pertença a um grupo?

A organização do tempo foi outra aprendizagem realizada. No contexto foi possível observar que este é planeado entre a educadora e as crianças, sendo que este planeamento em conjunto permite que as crianças prevejam e possam gerir o seu tempo de forma adequada e independente. Esta organização vai ao encontro de Oliveira - Formosinho, Andrade e Gambôa (2009) quando referem que o tempo deve ser organizado através de uma rotina diária respeitadora dos ritmos das crianças e estruturada de acordo com o bem-estar e as aprendizagens das crianças.

Desta forma, considero fundamental manter as rotinas das crianças, uma vez que estas estão direcionadas para o desenvolvimento de diversas capacidades que permitem que a criança assuma um papel ativo no seu processo de aprendizagem. E vocês têm a mesma opinião?

Referi estes três pontos como aprendizagens, pois permitiu-me comparar o que a literatura refere sobre estes aspetos com a observação realizada, verificando a importância dos tópicos anteriormente assinalados. 

 

Beijinho e continuação de um bom trabalho J

Até ao próximo post ou comentário!

 

Márcia Oliveira.

 

Bibliografia consultada:

 

Cadima, Leal & Cancela. (2011). Interacções professor-aluno nas salas de aula no 1.º CEB: Indicadores de qualidade. Revista Portuguesa de Educação, Vol.24 (1), 7-34.

 

Máximo-Esteves, L. (2008). Visão Panorâmica da Investigação-Acção. Porto: Porto Editora.

 

Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

 

Postic, M., & Ketele, J. M. (2000). Observar las Situaciones Educativas. Madrid: Narcea Ediciones.

 

 


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publicado por mrmo às 10:07

8

De ssd a 17 de Novembro de 2013 às 13:30
Bom dia Márcia...

Acho muito relevante os aspetos que referiste no teu comentário, que são fundamentais para o bem-estar da criança e para a criação de um ambiente saudável dentro da sala, propiciador de ótimas aprendizagens.
Julgo que a interação entre educador-aluno/professor-aluno seja o aspeto mais importante. Uma boa relação entre ambos é essencial para que a criança tenha um elevado nível de bem-estar e se sinta segura. A simpatia e o respeito entre aluno e professor proporciona um trabalho construtivo, em que o aluno é tratado como uma pessoa e não meramente como mais um aluno. É a forma de agir do professor/educador que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos, que é mais importante do que as características da personalidade do adulto. É importante que este dê espaço à criança para que possa dialogar e refletir, o que permitirá que o adulto conheça melhor cada uma delas podendo auxiliá-las quando mais necessitarem. Felizmente no contexto em que me encontro, numa turma de 2.º ano, está bem presente uma boa relação entre o adulto e as crianças. A professora tem uma ótima relação com os seus alunos e isto deve-se essencialmente ao facto de a professora gostar muito do que faz.
No que diz respeito à organização do grupo, quando estagiei no pré-escolar este aspeto não estava muito presente. Na sala não havia quadro de presenças nem de tarefas. As crianças circulavam pela sala livremente, sem terem de fazer o registo, o que não impossibilitava uma boa organização do grupo. O preenchimento deste tipo de quadros, pode também funcionar como organização do tempo, que faz parte das rotinas das crianças terem de os preencher. Sendo o tempo para a criança algo complexo, é através das rotinas que a criança se organiza, adaptando assim o seu comportamento à tarefa seguinte. As rotinas transmitem segurança às crianças, como por exemplo, uma criança sabe que no fim da escola a mãe o irá buscar à escola. Uma criança que não tenha rotinas torna-se desorganizada e insegura.

Beijinho e continuação de um bom trabalho.

Sabrina Duarte


De mrmo a 21 de Novembro de 2013 às 19:15
Olá Sabrina :)

Gostei de saber que consideraste relevantes os aspetos que mencionei!

Houve algo no teu comentário que me chamou à atenção, nomeadamente quando referiste que "No que diz respeito à organização do grupo, quando estagiei no pré-escolar este aspeto não estava muito presente. Na sala não havia quadro de presenças nem de tarefas. As crianças circulavam pela sala livremente, sem terem de fazer o registo, o que não impossibilitava uma boa organização do grupo". Nunca assististe a algum conflito entre as crianças, por exemplo, relativamente as áreas que podiam frequentar? Como é que estas se organizavam?

As crianças no contexto em que desenvolveste a tua prática pedagógica não realizavam tarefas? A educadora não promovia a autonomia e independência das crianças?

Continuação de um bom trabalho.
Beijinho.
Márcia Oliveira


De vaniacastro a 18 de Novembro de 2013 às 18:23
Olá Márcia :)
Acho que os pontos que mencionaste como sendo aprendizagens são de facto muito importantes.
Relativamente às interações educador-aluno, a meu ver é um dos pontos mais importantes, senão o mais importante. Através desta interação é possível criar relações fortíssimas e ricas que só serão benéficas para a existência de um bom ambiente em sala de aula. Se o educador se entender bem com as crianças que tem à sua frente, estas estão mais à vontade no ambiente de sala de aula e desta forma, a meu ver, mais predispostas a aprender coisas novas e a querer saber mais.
Esta interação é tão importante no 1º ciclo como na educação pré-escolar.
No contexto onde me encontro (educação pré-escolar numa sala heterogénea dos 3 aos 5 anos) a organização do grupo ainda não está muito presente. Ou seja, não existe um mapa de presença nem de tarefas, mas existe, por exemplo um comboio dos aniversários. No entanto, este tipo de instrumentos estão a ser projetados para sermos nós a criar juntamente com as crianças.
Penso que a organização do grupo é muito importante para tal como mencionaste as crianças perceberem que pertencem a um grupo mas também pode ser útil para outras situações. Por exemplo, o mapa de presenças deve servir para mais do que, simplesmente, registar quem está na sala. As crianças com recurso ao mapa de presenças podem trabalhar, por exemplo, a matemática entre outras coisas.
Na sala onde me encontro existem rotinas, sendo estas muito importantes para que as crianças se sintam donas do seu tempo e seguras. Só desta forma, as crianças conseguirão prever os acontecimentos que se sucedem e vivenciam, ao máximo, cada momento.
Contudo, a rotina funciona também como um suporte para o educador, pois permite-lhe gerir melhor o seu tempo e planificar o dia. No entanto, a rotina deverá ser flexível na medida em que, com crianças pequenas seria impensável supor processos rígidos.
A rotina apoia a iniciativa da criança e promove a sua autonomia, daí ser tão importante.
Continuação de bom trabalho.
Beijinho,
Vânia Castro



De mrmo a 21 de Novembro de 2013 às 19:24
Olá Vânia :)

Tens toda a razão quando referes que "Esta interação é tão importante no 1º ciclo como na educação pré-escolar", pois como mencionei a autora refere a importância das interações para o 1.º Ciclo do Ensino Básico, no entanto, também a considerei fundamental para o contexto de educação de infância.


Se no contexto onde estás a desenvolver neste momento a prática pedagógica ainda não há mapa de presenças nem de tarefas, como é que as crianças se organizam? Como é que está a ser feita a gestão do grupo?

Considero que tens toda a razão, estes instrumentos apesar de não especificar isso, possibilitam trabalhar outras áreas de conteúdo.

Gostaria de saber se não consideram que esses instrumentos já deveriam, nesta etapa, fazer parte das rotinas do grupo.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira.


De vaniacastro a 21 de Novembro de 2013 às 20:50
Olá Márcia :)
Pois, aí está a questão. As crianças organizam-se como querem ou com uma pequena orientação da educadora. É assim que é feita a gestão do grupo...mas o dia das crianças cumpre uma rotina, pois as crianças têm a hora do acolhimento, segue-se o momento em que estão nas mesas a desenvolver algum trabalho específico, fazem jogos didáticos, construções entre outros e depois podem brincar livremente pela sala.
Mas apesar de tudo consideramos que seria importante que esses instrumentos já fizessem parte das rotinas do grupo desde o início do ano letivo.
Continuação de bom trabalho.
Beijinho,
Vânia Castro


De mrmo a 22 de Novembro de 2013 às 16:12
Olá Vânia :)

Obrigada pelo esclarecimento!

Gostaria de saber quando é que esses instrumentos começarão a fazer parte das rotinas das crianças, se já pensaram em que momento ou em que dia o vão implementar.

Continuação de um bom estágio!
Beijinho.
Márcia Oliveira


De baptista a 22 de Novembro de 2013 às 12:05
Olá Márcia :)

Colocaste um post interessante, onde equacionas aprendizagens que alcançaste ao longo dos teus dias de intervenção pedagógica. Esta reflexão que fazes é importante e as aprendizagens referidas poderão ser mobilizadas as ações futuras.

De facto, a observação do contexto antes de nele intervirmos é muito importante, porque para além possuirmos algum conhecimento do próprio contexto e das crianças individualmente e enquanto grupo permite-nos, numa fase posterior, proporcionar às crianças atividades que vão ao encontro dos seus interesses e das suas necessidades. Nesta linha de pensamento, Máximo-Esteves (2008) refere que a observação “ (…) ajuda a compreender os contextos, as pessoas que nele se movimentam e as suas interações.” (p. 87).

Relativamente às interações educador-aluno, concordo com aquilo que referes. Na verdade, a natureza das interações que se estabelecem influenciam a aprendizagem das crianças. É importante que se criem momentos de interação mas também de diálogo entre o grupo, pois os saberes partilhados pelos vários intervenientes levarão a uma interação facilitadora do desenvolvimento e da aprendizagem. Daí se tornar importante “ [...] o trabalho entre pares e em pequenos grupos, em que as crianças têm oportunidade de confrontar os seus pontos de vista e de colaborar na resolução de problemas ou dificuldades colocadas por uma tarefa comum." (Ministério da Educação, 1997, p. 35).
As interações que se estabelecem são muito importantes para o educador, mas sobretudo para as crianças, sobretudo se essas interações tiverem em conta a criação de um ambiente estável e promotor das aprendizagens das mesmas.

Em relação aos instrumentos facilitadores da organização e tomada de consciência de pertença de um grupo, tal como referes, os instrumentos utilizados no contexto onde me encontro são os mesmos que referiste :) Estes instrumentos fomentam a responsabilidade das crianças.

No que diz respeito à rotina das crianças, importa que esta seja respeitada pois, para além de permitir às crianças a organização do seu dia, transmite-lhes segurança e permite-lhes uma maior gestão do seu dia. No entanto, considero que a rotina deve ser flexível, tendo em conta os problemas que emergem da própria prática.


Continuação de bom trabalho :)

Beijinho.

Sandra Baptista.


Referência Bibliográfica:

Máximo-Esteves, L. (2008). Visão Panorâmica da Investigação-Acção. Porto: Porto Editora.

Ministério da Educação (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério da Educação/Departamento da Educação Básica/Núcleo de Educação Pré-escolar.


De mrmo a 22 de Novembro de 2013 às 16:25
Olá Sandra :)

É verdade. Os aspetos que mencionei nesta reflexão serão muito importantes para as minhas futuras intervenções, ou melhor, já estão a ser, pois já estou a mobilizar estas aprendizagens para as minhas intervenções.

Considero que isso é que é importante, a capacidade de através das reflexões que fazemos reorientarmos a nossa prática!

O período de observação foi realmente importante para mim e continua a sê-lo, pois em todas as minhas intervenções continuo a observar cada criança individualmente e o grupo com o qual estou a intervir, para que consiga continuar a proporcionar às crianças atividades que sejam significativas para elas, pois se assim não for estas não estarão implicadas.

Relativamente às interações educador-criança, vejo que compreendeste o que quis transmitir :) No entanto, deixa-me referir que não +é só importante criar momentos de interação e de diálogo entre o grupo, também é muito importante que ocorra momentos de interação e diálogo entre o educador e uma só crianças, pois isso permitirá criar com ela uma relação de mais afetividade.

Em relação aos instrumentos facilitadores da organização e tomada de consciência de pertença a um grupo, considero que estes não fomentam só a responsabilidade das crianças mas também a a sua autonomia e independência.

Continuação de um bom trabalho!
Beijinho.
Márcia Oliveira


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