Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013
Este semestre encontramo-nos a estagiar na EB1 das Barrocas, pertencente ao Agrupamento de Escolas de Aveiro, no 2º ano de escolaridade.
A turma é constituída por 21 alunos, 13 rapazes e 8 raparigas, integrando três alunos com Necessidades Educativas Especiais de caráter prolongado, abrangidos por medidas educativas ao abrigo do Dec. Lei nº3/2008 de 7 de janeiro, nomeadamente dois alunos portadores de multideficiência e um aluno com atraso global de desenvolvimento,
De uma forma geral, é um grupo assíduo e pontual e motivados para a aprendizagem de todas as áreas curriculares. Contudo, “os momentos de atenção/concentração dos alunos são demasiado curtos e verifica-se ainda alguma falta de interiorização e cumprimento de regras” (projeto curricular de turma – PCT - 2012/2013). Em primeiro, deparámo-nos com esta informação no PCT, posteriormente, durante a fase de observação, pudemos constatar esta situação e, nesta fase, fase de intervenção, sentimos uma grande dificuldade na gestão destes momentos, uma vez que estes parecem-nos influenciar a criação das condições propícias a aprendizagem.
Esta tem sido uma grande dificuldade na nossa intervenção e para a colmatar temos vindo a adotar novas estratégias.
A principal estratégia na qual me tenho focado vai ao encontro do que pretendo com o meu projeto de investigação e de intervenção, a construção de regras para o funcionamento democrático em sala de aula.
Considero que a construção de regras são significativas para os alunos uma vez que o professor constrói com os alunos a definição dessas regras de modo a que estes não as vejam como impostas e injustas e as aceitem (Renca, 2008), onde as crianças as crianças têm vez e voz.
Samanta Caleiro
Olá Samanta :)
A sala onde estás a estagiar coloca algumas questões. Nomeadamente, como é trabalhar com crianças com NEE? Já tive uma ou duas oportunidades de trabalhar com estas crianças, mas foram intervenções pontuais. Assim, gostava que partilhassem alguns momentos e conquistas não só destas crianças como das outras. O trabalho que vocês realizam é igual para todas as crianças?
Do teu post, pareceu-me que a principal mensagem que quiseste passar foi a pouca atenção que as crianças têm. Penso que te deves questionar, "Porque será que os alunos não estão implicados nas atividades propostas?", "Será que vou ao encontro dos gostos e interesses das crianças?", sei que no 1.º CEB não é fácil gerir os conteúdos com aquilo que as crianças querem realizar no momento, contrariamente ao pré-escolar que através da livre iniciativa o educador consegue apreender algumas das capacidades já adquiridas pelos mais pequenos. Nesta questão da implicação e do bem-estar da criança, vê o manual SAC (Portugal, G. & Laevers, F., 2010), que apesar de ser direcionado para o pré-escolar podes enquadrar ou modificar algumas coisas em função da turma em que estás, eu fiz isso no semestre passado com a turma do terceiro ano em que estava.
Existe um pormenor que não percebi neste post, foi realizado em conjunto ou apenas por ti Samanta? Pois inicia-se no plural e termina no singular, desta forma gostava de entender se as estratégias que falas para corroborar o barulho ou a falta de atenção também é a mesma que a tua colega de estágio utiliza? Ou diferenciam? Como é que constróis essas regras que falas? Porque a dificuldade que estás a sentir em controlar o barulho e a falta de atenção é sem dúvida uma dificuldade que temos enquanto estagiárias mas que vamos ter ao longo da nossa futura carreira docente, e termos já algumas noções de como as colmatar já é uma ajuda :) por isso focaste um bom tema que sem dúvida dá aso para conversa.
Continuação de bom trabalho :)
Carolina.
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