Este semestre encontramo-nos a estagiar na EB1 das Barrocas, pertencente ao Agrupamento de Escolas de Aveiro, no 2º ano de escolaridade.
A turma é constituída por 21 alunos, 13 rapazes e 8 raparigas, integrando três alunos com Necessidades Educativas Especiais de caráter prolongado, abrangidos por medidas educativas ao abrigo do Dec. Lei nº3/2008 de 7 de janeiro, nomeadamente dois alunos portadores de multideficiência e um aluno com atraso global de desenvolvimento,
De uma forma geral, é um grupo assíduo e pontual e motivados para a aprendizagem de todas as áreas curriculares. Contudo, “os momentos de atenção/concentração dos alunos são demasiado curtos e verifica-se ainda alguma falta de interiorização e cumprimento de regras” (projeto curricular de turma – PCT - 2012/2013). Em primeiro, deparámo-nos com esta informação no PCT, posteriormente, durante a fase de observação, pudemos constatar esta situação e, nesta fase, fase de intervenção, sentimos uma grande dificuldade na gestão destes momentos, uma vez que estes parecem-nos influenciar a criação das condições propícias a aprendizagem.
Esta tem sido uma grande dificuldade na nossa intervenção e para a colmatar temos vindo a adotar novas estratégias.
A principal estratégia na qual me tenho focado vai ao encontro do que pretendo com o meu projeto de investigação e de intervenção, a construção de regras para o funcionamento democrático em sala de aula.
Considero que a construção de regras são significativas para os alunos uma vez que o professor constrói com os alunos a definição dessas regras de modo a que estes não as vejam como impostas e injustas e as aceitem (Renca, 2008), onde as crianças as crianças têm vez e voz.
Samanta Caleiro