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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
Elaboração das planificações

Boa tarde!

Partilhamos com vocês mais uma das nossas reflexões…

Segundo Pimente (2002: 9), os professores, depois de passarem pelo curso de formação, vão para as escolas e lá se defrontam com a realidade na qual eles têm de mobilizar, além dos conhecimentos adquiridos no curso (que, aliás, são os menos mobilizados), uma experiência para dar conta de construir seu saber docente.

Neste sentido e após a nossa experiência nesta prática pedagógica (A1 e A2), concluímos que outro aspeto importante de reflexão foram certamente a elaboração das planificações que fomos realizando ao longo da mesma. Nas palavras de Leite (2010: 7), para planear o professor mobiliza um conjunto de conhecimentos, experiências e procedimentos (…) que justificam e apoiam as decisões a tomar, orientando e organizando a nossa ação. De facto, é de se notar uma grande evolução nas planificações realizadas por nós ao longo dos semestres. No início, este documento foi um dos nossos grandes desafios, onde pouco a pouco, foi sendo ultrapassado, percebendo realmente a sua utilidade e importância. Ainda mais neste semestre, percebemos que o profissional de educação deve apoiar-se nos documentos já existentes que suportam e guiam a sua prática, como as orientações curriculares, no caso da educação pré-escolar, tomando também atenção aos interesses e motivações das crianças, aproveitando e rentabilizando os mesmos em ações futuras. Além disso, na realização das mesmas, foi-se evidenciando a necessidade de fazer uma contextualização das atividades propostas, tentando fundamentá-las e enquadrá-las no dia-a-dia das crianças, nunca esquecendo quais as verdadeiras aprendizagens a alcançar pelas mesmas numa determinada atividade, quer a nível dos conhecimentos, capacidades, atitudes e valores. Ao planificar estas situações de aprendizagem, importa que estas sejam também desafiadoras, de modo a interessar e a estimular cada criança, apoiando-a para que chegue a níveis de realização a que não chegaria por si só (Ministério da Educação, 1997: 26). 

Contudo, não nos podemos esquecer que a planificação deve ser flexível e aberta (Leite, 2010), tendo também consciência que, tal como escreveu Leite (2010: 8), planear é também correr riscos, ousar experimentar, delinear cenários de intervenção. Por isso mesmo, e como já referimos anteriormente, as estratégias que não resultaram, deverão ser aceites e encaradas como momentos de aprendizagem, sendo repensadas, (re)refletidas e (re)experienciadas, quando possível.

 

Bibliografia:

·         Leite, Teresa. (2010). Planeamento e concepção da acção de ensinar. Aveiro: Universidade de Aveiro;

·         Ministério da Educação. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa;

·         Pimente, Selma. (2002). De professores, pesquisa e didática. Campinas S.P: Papirus.

 

 

Cláudia e Sara

 

 



publicado por saraneves13 às 14:13

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De filipa-almeida a 3 de Fevereiro de 2013 às 18:39
Olá meninas!!!
Do meu ponto de vista, penso que esta reflexão é importante. Tal como você, eu própria senti que a forma como fui elaborando as planificações foi evoluindo ao longo do semestre. No início, demorava bastante tempo a elabora-las, mas a pouco e pouco, com a experiência fui ultrapassando essa dificuldade.
Considero a planificação um documento fundamental no processo educativo, requerendo muita ponderação e reflexão, no entanto, deve ser considerada, tal como vocês referem, um documento orientador e não deve ser visto como algo rígido que tem de ser cumprido e seguido à risca. No dia-a-dia, temos que valorizar as questões colocadas pelos alunos tentando dar-lhes uma resposta adequada, mesmo que para isso seja necessário fazer um "desvio" à planificação, podendo correr o risco de não estarmos preparadas para dar uma resposta satisfatória. Na minha opinião vale a pena correr esse risco, pois não nos podemos esquecer que educar é sempre um desafio.

Beijinhos
Ana Fernandes*


De anagama a 3 de Fevereiro de 2013 às 21:03
Olá meninas! Gostámos do vosso post e achamos que foi pertinente.
Partilhamos da vossa opinião e também passámos por essas fases de evolução que vocês referiram.
Consideramos que nos estágios temos algumas dificuldades em correr os riscos referidos por Leite, pois são momentos em que estamos a ser avaliadas, não temos experiência e a turma não é totalmente nossa, facto que nos leva a sentir alguma insegurança. Contudo, achamos que esse arriscar é importante e que deve constar nas nossas planificações futura quando nos sentirmos um pouco mais seguras na nossa ação.
No que respeita a uma atividade que tenha corrido mal, consideramos que devemos sempre refletir sobre ela de forma a entendermos o que correu mal e assim identificarmos os aspetos a melhorar. Não devemos descartar a hipótese de voltar a repetir a atividade com o mesmo grupo e muito menos com um grupo diferente, pois o que pode funcionar para um grupo de crianças pode não funcionar para outro e vice-versa.
Para nós um aspeto que consideramos importante é sem dúvida a nossa flexibilidade perante as planificações, uma vez que a qualquer momento podem surgir sugestões por parte das crianças que revelam os seus interesses, os quais devemos trabalhar. Se temos esse intuito, então devemos ser flexíveis.
Beijinhos
Margarida e Lisete


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