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Domingo, 3 de Fevereiro de 2013
Teatro dos Afectos

 Se a primeira grande dificuldade do projeto de intervenção foi decidir qual o nosso objeto de estudo, outra grande dificuldade foi perceber e pensar atividades que pudessem promover a competência social e emocional das crianças. Chegámos a um ponto em que estava decidido que um dos temas de investigação e intervenção seriam as emoções e relações, o que fazia todo o sentido, primeiro pela realidade do contexto em que nos encontrávamos e depois, pela realidade do mundo em que vivemos, em que a vida diária envolve cada vez mais stress, e a crise atual causa de alguma forma uma depressão social, sendo muitas as adversidades que todos nós temos de enfrentar. Ora, isto exige de cada um uma grande capacidade de resiliência, exige em especial resistência emocional.

Então começámos a pesquisar trabalhos sobre as emoções e relações com crianças. Os resultados desta pesquisa foram quase sempre os mesmos: imagens com diferentes expressões e emoções, desenhos ou fichas sobre o mesmo.

A identificação das emoções é também uma parte importante da competência emocional e social, mas nós pretendíamos mais do que isso, pretendíamos que as crianças desenvolvessem diversas competências: a identificação dos próprios sentimentos; a sensibilidade aos sentimentos dos outros; a expressão e exploração de sentimentos (de medos, de alegrias, de tristezas, de revoltas, …); o respeito por si próprio (a autoestima e autoconfiança) e pelos outros; a capacidade de gerir e resolver conflitos.

Desta forma, a queríamos começar por colocar as crianças a refletir sobre uma situação de conflito semelhante às que enfrentam muitas vezes no seu quotidiano, mas um simples diálogo não seria suficientemente interessante para as crianças, já que uma grande parte não possui um tempo muito longo de concentração, até porque a maioria do grupo são ainda muito pequenas. Havia a possibilidade de passarmos um vídeo e depois refletirmos sobre ele, mas teria de ser um vídeo capaz de captar a atenção das crianças. Durante as nossas pesquisas tínhamos também visto alguns fantoches de pau. Daí surgir a ideia de representarmos nós a situação. Assim, a primeira das atividades planeadas no âmbito do projeto foi “O Teatro dos afetos”. Redigimos o guião e criámos e construímos os quatro personagens (fantoches de meia): o Tristão, o Felisberto, o Franjinhas e o Bretão, respetivamente o triste, o feliz, o assustado e o zangado.

O teatro apresentava um enredo em que dois dos amigos brigavam devido a um brinquedo, um bayblade (com o qual as crianças se identificam), pois o seu dono não queria empresta-lo, então o amigo levou-o sem pedir. Assim, fomos apresentando o teatro à medida que íamos pedindo a opinião das crianças e lhes íamos perguntando como se sentiam os personagens. Foram também as crianças que encontraram a solução para o conflito:

“Felisberto (dirigindo-se ao público): Esperem lá! Mas afinal quem é que estará certo? Quem é que vocês acham que tem razão, amiguinhos?
Crianças: O Bretão, porque o Franjinhas não lhe devia ter tirado o bayblade.
Felisberto: Então, mas não acham que o Bretão podia ter emprestado o seu Bayblade ao Franjinhas?
Crianças: Sim.
Felisberto: E como é que acham que eles podem resolver a situação?
Crianças: Pedir desculpa!”
 

Deixo em anexo a Planificacao da atividade, para completar as ideias que já transmiti, pois acho que é importante partilharmos diferentes formas de planificar, para podermos tirar ideias interessantes, compararmos e irmos evoluindo. A planificação inclui uma pequena reflexão (Auto avaliação) realizada após a realização da atividade, sobre o modo como correu, o que correu bem, menos bem e o que poderíamos melhorar. 

 

Boas reflexões e boas práticas,

Joana


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publicado por coutinho-pereira às 00:43

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De analisete a 3 de Fevereiro de 2013 às 20:46
Olá meninas!

Após a leitura do vosso post achámos que a ideia de realizar um teatro foi bastante interessante. Do nosso ponto de vista a atividade foi bem escolhida, uma vez que dava a conhecer às crianças a situação problema de uma forma lúdica e permitia que as mesmas participassem dando a sua opinião sobre o tema. Deste modo as opiniões das crianças tornam-se mais sinceras e realistas uma vez que a situação não se passou com elas.
Quanto à planificação concordamos com a vossa opinião em partilhar diferentes formas de planificar e tentar extrair o mais importante para que possamos melhorar enquanto profissionais da educação. Também concordamos com a reflexão que realizaram após a ação, porque é através dessas reflexões que podemos melhorar a nossa prática.

Beijinhos

Lisete e Margarida


De filipa-almeida a 4 de Fevereiro de 2013 às 00:19
Olá Joana!
Tal como vocês também eu no início senti algumas dificuldades em pensar em atividades que fossem ao encontro do meu projeto de intervenção e que ao mesmo tempo, cativassem a atenção dos alunos. Penso que o vosso tema " emoções e relações" é bastante interessante pois, é um tema delicado, no entanto deve ser abordado desde cedo e de uma maneira simples. No dia-a-dia as crianças deparam-se frequentemente com situações que implicam emoções e relações, pelo que, é importante primeiro de tudo elas falarem sobre essas emoções, pois isso ajudará a que elas percebam melhor como se devem comportar perante determinadas situações. Deste modo, achei bastante interessante o facto de terem pensado numa estratégia bastante divertida para cativar as crianças "o teatro dos afetos". O facto de terem dado voz ás crianças foi importante para que estas se colocassem no lugar das personagens, deste modo, penso que foi uma optima estratégia.
Muitos parabéns pelo vosso trabalho =)
Ana Fernandes


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