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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013
Que projeto de investigação? (reformulado)

(Pedimos desculpa mas o post que tinhamos colocado com o título "Que projeto de investigação?" tinha em falta uma parte do texto. Assim sendo, segue o texto que deveria ter sido postado. Agradecemos a compreensão.)

 

 

 Olá meninas. Ainda não nos tínhamos pronunciado sobre o nosso projeto de investigação, por isso aqui fica a nossa reflexão, sobre as dificuldades sentidas, as alterações feitas e as estratégias adotadas para conseguirmos vencer as dificuldades. 

Que tema de investigação?

Quando fomos para o contexto tínhamos como tema de investigação a matemática, mais especificamente a unidade de medida. Começámos a implementação das primeiras atividades sem demora, às quais muito poucas crianças aderiram. Enquanto isso, estávamos um pouco alheadas do restante grupo, o que perante as exigências da prática pedagógica não podia acontecer.

A matemática está presente em todo lado no jardim de infância (JI), nos jogos, na casinha, na expressão plástica, nos materiais de desperdício, na biblioteca, na garagem, nas construções, no espaço exterior, etc. Contudo, nós trazíamos as ideias demasiado preconcebidas em relação ao projeto e ao tema do mesmo, e procurámos tanto, que não fomos capazes de encontrar o que procurávamos. Perdemos as primeiras semanas de prática num caminho indefinido e acabamos por chegar a um beco sem saída. Em reflexão, acreditamos que nos faltou flexibilidade e abertura para encontrarmos uma solução que combinasse o nosso projeto com a realidade e os interesses do grupo.

Ora, se não estávamos a conseguir levar o nosso projeto avante, mas se impunha a existência de um projeto de investigação, já que a redação do nosso relatório de estágio disso dependería, tínhamos de contornar o problema de outra forma. O conhecimento que tínhamos das crianças, dos seus interesses, necessidades e daquilo que as motivava também era cada vez maior, à medida que o tempo passava.

Por um lado, se já sabíamos que uma grande parte das crianças provinha de famílias e contexto socioeconómicos atípicos e instáveis, fomo-nos apercebendo cada vez mais das implicações que isso tinha na sua forma de estar, na sua capacidade de resolver os conflitos e nas relações com os outros. Algumas crianças demonstravam falta de assertividade, de auto-confiança, em alguns casos adotavam mesmo atitudes agressivas com os colegas, noutros casos evidenciavam um certo isolamento, ou dificuldades em resolver os conflitos internos ou com os colegas. Um dos aspectos em que fazia sentido investir estava portanto relacionado com as emoções e as relações no JI, prendendo-se com a formação pessoal e social das crianças.

Por outro lado, era visível que um dos maiores interesses das crianças era o brincar livre, em especial no espaço exterior, já que o mesmo permite movimentações e brincadeiras que não podiam ser realizados no espaço da sala, mas que assumem uma grande importância para as crianças, sobretudo para este grupo. O poderem correr livremente, fazerem jogos motores, explorarem os espaços e desenvolverem dinâmicas relacionais. Apesar deste espaço exterior ser um pouco limitado no que respeita a elementos da natureza, as crianças sempre encontraram elementos interessantes e aliciantes. Os projetos de escavação na areia e a criação de cimento, os bolos (de areia) e as festas de aniversário, as buscas incessantes pelos bichinhos (que iam desde os mais pequenos caracóis, até aos gafanhotos e às vespas).

A reformulação: emergência de novos projetos de investigação

Assim se altera o nosso percurso e o nosso objeto de investigação. Em função dos novos temas, delineámos os projetos:

I-     Relativamente às emoções e às relações:

  1. Definimos a questão de estudo “Será que as atividades a dinamizar terão implicação ou ajudarão as crianças a evoluírem em termos emocionais e relacionais?”;
  2. Seleccionámos uma amostra de crianças, alguns casos que se mostraram mais interessantes ou desafiantes relativamente ao tema em questão;
  3. Caracterizamos emocional e relacionalmente cada uma das crianças seleccionadas;
  4. Definimos as atividades a dinamizar relacionadas com o tema, tendo em conta objetivos didáticos, mas também investigacionais;
  5. Dinamizamos as atividades;
  6. Recolhemos os dados, quer durante as atividades, quer no período delimitado para a implementação do projeto, pois é importante observarmos a evolução das crianças em contexto;
  7. Fizemos uma nova caracterização da amostra, que nos permita estabelecer uma comparação com a caracterização inicial, de modo a podermos tirar conclusões.

            Contudo, não basta planear, é necessário monitorizar a viabilidade das estratégias definidas e adaptar, pois nem tudo corre conforme o previsto e os métodos e estratégias que definimos à partida nem sempre são os mais adequados ou respondem às necessidades e situações que surgem da prática.

Uma das estratégias que adotamos para a recolha de dados foi a entrevista, em que após uma sessão de leitura, colocámos algumas questões às crianças, para obtermos os dados que pretendíamos. Experimentamos esta estratégia primeiro com todo o grupo (25 crianças), já que as leituras foram realizadas desta forma. Contudo, a sua aplicação nas condições descritas não nos permitiu recolher os dados necessários em relação à amostra de crianças seleccionada.

Assim sendo, tentámos realizar a mesma estratégia apenas com a amostra de crianças em estudo, ou seja, depois da leitura de um livro (referente ao tema pretendido), juntámos apenas as crianças seleccionadas, colocando as mesmas questões da entrevista a cada criança. Aqui enfrentamos dois problemas centrais. Primeiro, o facto de colocarmos as mesmas questões a cada uma tornou-se repetitivo para elas, levando-as a perder o interesse, e pondo em causa a fiabilidade das suas respostas. Depois, algumas das crianças que integravam a amostra em estudo não colaboraram de forma a que obtivéssemos os dados pretendidos.

Não optámos nunca pela entrevista individual, porque como diz Portugal, ao expor-nos a teoria ecológica de Urie Bronfenbrenner, “pelo facto de se introduzirem numa situação natural elementos não familiares pode criar-se uma situação ambígua, geradora de sentimentos de incerteza, insegurança e ansiedade e, consequentemente, desempenho diferente do habitual […]” (Portugal, 1992), o que poria em causa a fiabilidade dos dados e por isso a viabilidade da estratégia.

Postas estas dificuldades, concluímos que o melhor seria optar pela observação diárias das crianças, registando o seu discurso e também indicadores físicos, que em alguns casos se mostraram muito importantes, não pondo assim em causa a fiabilidade dos dados, obtidos a partir da ação espontânea e quotidiana das crianças.

 

I-     Relativamente ao brincar no espaço exterior:

  1. Definimos a questão de estudo “Será que o espaço exterior é potenciador de aprendizagem?”;
  2. Fizemos uma caracterização do espaço exterior inicial;
  3. Pensamos em alguns elementos da natureza que pudessem ser acrescentados ao espaço exterior (recreio) visto que este é muito pobre. Assim pensámos em acrescentar folhas (secas ou verdes), plumas, ramos de arbustos, bolotas, entre outros;
  4. Definimos a forma como os elementos da natureza iriam aparecer no recreio, optando por os colocarmos em diferentes dias de prática pedagógica e logo de manhã antes que as crianças chegassem à sala de atividades do Jardim de Infância;
  5. Uma vez que os recursos (elementos da natureza) iam aparecendo quase que por magia no recreio, de seguida iriamos observar de que forma é que as crianças utilizavam os vários elementos e para realização de que brincadeiras;
  6. Recolhemos assim os dados que pretendíamos para o relatório de estágio e observando de uma forma geral todas as crianças da sala e não recorrendo apenas a uma amostra.

 

 Sara e Joana


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publicado por sara-alves às 23:41

De amramos a 5 de Janeiro de 2013 às 00:36
Olá Sara e Joana!
As dificuldades iniciais que sentiram, de facto, foram uma mais-valia para a construção da vossa identidade profissional, uma vez que vos desafiaram a tomar consciência de outras opções, de outros caminhos e, principalmente, porque tomaram consciência da necessidade de realizar uma prática flexível e adaptada aos interesses das crianças.
Com efeito, não fazia sentido concretizar um projeto que, na realidade, não foi pensado para aquele contexto educativo, tendo em atenção apenas um nível de ensino em particular. Aliás, Isabel Alarcão (2001: 11) considera que o exercício efetivo da profissão de professor (que podemos transpor para o caso do educador) veicula sempre um posicionamento reflexivo e questionador, uma vez que estes profissionais «encontram[-se] em processo de aprendizagem e desenvolvimento.», recordando, ainda, que a sala é um «local de experimentação.».
No que respeita às opções que tomaram para a concretização do vosso (novo) projeto, questionamos se seria mesmo necessário começar tudo de novo, se não existiria a possibilidade de, com base no trabalho já desenvolvido e inicialmente planificado, com reformulação de estratégias e tomada de novas posições, continuar a implementar um projeto na área da matemática. Como referiram, a matemática encontra-se em todo o lado e, aproveitando esse facto, não teria sido possível aliar a matemática às dinâmicas relacionadas com as necessidades/interesses detetados?
Estivemos nesse contexto no ano passado e entendemos perfeitamente o desafio que vos foi colocado, de tal forma, que uma das nossas opções de intervenção foi, precisamente, o trabalho com os espaços e com as relações. O que gostaríamos de saber é a vossa opinião quanto a esta possibilidade de trabalho integrado, pensando, por exemplo, que domínios essenciais (motricidade, expressões, linguagem, pensamento matemático, compreensão do mundo) emergiram durante as vossas observações do brincar livre no exterior. Não poderiam essas aprendizagens ser potenciadas pelas vossas intervenções, que trabalhariam, por um lado o brincar livre ou as relações e, por outro, o domínio da matemática?
Gostaríamos de saber, ainda, em relação aos aspetos emocionais/relacionais, que atividades dinamizaram e, por último, que resultados obtiveram, de uma forma geral, no fim do(s) vosso(s) projeto(s), tendo em conta as necessidades observadas inicialmente.
Beijinhos e Bom trabalho!
Alexandra e Ana Catarina

Referência bibliográfica:
Alarcão, I. (2001). COMPREENDENDO E CONSTRUINDO A PROFISSÃO DE PROFESSOR. Da história da profissão ao histórico profissional de cada professor (1.ª edição). Aveiro: Universidade de Aveiro.


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