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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
A prática: estratégias organizativas

            Uma das primeiras estratégias que implementamos com as nossas crianças foi o quadro das presenças. Como chegámos ao Jardim de Infância no início do ano, as presenças baseavam-se na chamada oral de cada criança, pela educadora, tendo em vista que as crianças se conhecessem umas às outras.

            Elaboramos um quadro de presenças, contemplando o espaço temporal de um mês, com cinco semanas completas, de domingo a sábado, visando promover a consciência do dia, da semana, do mês e da passagem do tempo, bem como o desenvolvimento da linguagem oral e a introdução da escrita, a capacidade de interpretação de dados numa tabela (já com alguma complexidade), a identificação de noções espaciais e temporais, etc.

          Contudo, o quadro não foi implementado assim que o levamos para o contexto, pois quando o apresentamos às crianças apercebemo-nos de algumas falhas que implicaram que não o compreendessem de imediato. O quadro não tinha um cabeçalho que contemplasse uma designação para si próprio (ex: “Quadro das presenças”), o que é importante para as crianças o identificarem e até para desenvolverem a escrita; nem os números representando os vários dias do mês; nem um espaço para o nome do mês a decorrer. Cada semana do quadro tinha uma cor diferente, mas mesmo assim as crianças não compreenderam de imediato essa ideia, o que também se apresentou como uma dificuldade.

Desta forma, fomos adaptando o quadro e começamos o seu preenchimento prestando bastante apoio às crianças. Primeiro criámos cartões com os nomes dos meses, colocando o mês indicado por cima do quadro. Criámos também uma tira com os dias do mês (de 1 a 31), que podia ser mensalmente adaptada ao quadro (para que cada dia correspondesse ao dia da semana correto).

A tira dos dias foi a adaptação que mais efeito surtiu, ajudando as crianças a compreenderem o funcionamento do quadro, já que elas têm na sala um calendário onde iam ver em que dia estávamos, procurando depois esse dia no quadro das presenças. Com o tempo, as crianças foram compreendendo cada vez melhor o seu sistema de funcionamento, tornando-se cada vez mais independentes da nossa ajuda para o seu preenchimento. É claro que as crianças têm idades compreendidas entre os três e os seis anos de idade, pelo que geralmente as mais velhas prestam um auxílio fundamental às mais novas na realização desta rotina.

A implementação desta estratégia foi muito importante para nós, pois permitiu-nos perceber qual a importância desta rotina para as crianças e as capacidades e competências que ela pode promover, assim como para nós detetarmos as nossas próprias falhas e monitorizarmos e adaptarmos a estratégia em si, compreendendo que a sua implementação implicava prepararmos da melhor forma determinados aspetos, neste caso integrar no quadro os números correspondentes aos dias do mês, o nome do mês e pensar a melhor maneira de introduzir o quadro às crianças, que acabaram por compreender o seu funcionamento de uma forma progressiva.

 

Como disse, aqui vai a imagem do nosso quadro. (Peço desculpa por ser assim, mas foi o que consegui encontrar de momento) No entanto, dá para ver o essencial, pois a parte de baixo do quadro são mais linhas, para todas as crianças. (Se a imagem estiver pequena, façam zoom no ecrã - clicam em ctrl e rodam aquela rodinha do rato - para conseguirem ver os pormenores). Em cima temos o nome do mês; depois a tira vermelha que são os dias (de 1 a 31), e que é ajustável aos dias da semana (é amovível); depois temos os dias da semana de Domingo a Sábado, e depois temos uma linha para cada criança, em que as bolinhas verdes marcam as presenças e as bolinhas vermelhas marcam as faltas. 

Eu sei que o dia 21 aparece duas vezes e sabem que mais? Nós só nos apercebemos quando uma das crianças nos disse... 

 

 

Sara e Joana


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publicado por coutinho-pereira às 20:25

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De dominique-carocho a 4 de Janeiro de 2013 às 06:49
Olá meninas.
Concordo com vocês quando referem a importância de um quadro de presenças na sala do pre escolar, portanto esta primeira actividade que implementaram foi primordial e muito importante.
É muito bom quando nos apercebemos que as coisas não estão a funcionar muito bem e quando temos capacidade para as modificar. Tal como vocês foram fazendo.
Claro que com o grupo de crianças com que estiveram não resultou a primeira e tiveram que ir modificando e acrescentando alguns pormenores, mas todos os grupos são diferentes e portanto o que não funcionou com este pode funcionar com outro qualquer. Isto para dizer que as vezes ficamos desanimadas por não nos estar a correr bem uma actividade que até já tínhamos vista implementada com sucesso noutro lado, mas penso que e normal. Todos os grupos são diferentes.
Beijinhos
Dominique


De amramos a 5 de Janeiro de 2013 às 00:41
Olá Sara e Joana!
O preenchimento do quadro de presenças é, realmente, um espaço de exploração importante na rotina do pré-escolar. Na verdade, é um ponto excelente para trabalhar a matemática, na dimensão da Organização e Tratamento de Dados (OTD).
Na sequência do nosso comentário ao post de 1 de janeiro, aqui fica uma ideia de como trabalhar OTD no Jardim de Infância: através da exploração, com as crianças, da melhor forma de organizar a informação importante, nomeadamente, os aniversários, as tarefas, o tempo meteorológico ou as presenças. Seria, possivelmente, um trabalho cujo interesse teria de ser induzido, numa primeira fase, bem como avaliada também a hipótese de participarem apenas as crianças mais velhas (por exemplo) ou todas as crianças do grupo.
A este propósito, existe um trabalho que foi realizado no Agrupamento Vertical de Escolas do Cerco (disponível em http://revistas.ua.pt/index.php/ID/article/view/1360/1293) que pode ser interessante consultar, uma vez que aliava o trabalho com a matemática à necessidade de trabalhar o saber estar em grupo. Este foi apresentado no encontro de Matemática e Criatividade realizado na Universidade em Junho 2012.
Beijinhos e Bom trabalho!
Alexandra e Ana Catarina


De filipa-queiros a 8 de Janeiro de 2013 às 15:17
Bom dia meninas,
Consideramos fundamental, sem sombra de dúvida, este tipo de atividades pois através de uma tarefa aparentemente simples e com aplicação no quotidiano, as aprendizagens tornam-se mais significativas. Contudo, queríamos apenas dar ideia de outra forma como se pode desenrolar este processo e de uma outra atividade que poderiam realizar, desenvolvendo outras aprendizagens ao nível da matemática.
Em relação ao quadro de presenças podem fazer como pudemos observar no Jardim onde estagiamos o ano anterior: um quadro em que a primeira coluna tem as fotografias e os nomes dos alunos; na primeira linha há a indicação dos dias da semana e no título o nome dos meses. Os alunos indicavam as suas presenças com uma cruz verde e o chefe do dia indicava no fim as faltas com cruz castanha. As cores foram escolhidas pelos alunos e as cruzes eram marcadas logo pela manhã enquanto os alunos cantavam ou falavam do fim-de-semana, do dia anterior ou planeavam o dia e ninguém tinha de indicar aos alunos quando tinham de se levantar porque através das fotografias, a ordem já estava memorizada. Desta forma as crianças aprendiam a noção de ordem, a correspondência do nome dos alunos com o dia da semana e a correspondência da cor com a presença ou falta.
Além disso, a educadora incentivava a contagem dos alunos através de um outro quadro onde estava o desenhado um menino e uma menina, desenhado por um dos alunos, e um quadrado onde o chefe do dia contava o número de meninos e escrevia o número no quadrado correspondente, fazia o mesmo para a menina e no fim contava todos os alunos e colocava num terceiro quadrado que representava o total.
Boa sorte para esta nova fase,
Filipa e Sónia


De coutinho-pereira a 2 de Fevereiro de 2013 às 15:17
Obrigada por todas as sugestões, pois julgo que assim se faz uma verdadeira aprendizagem, a partir da colaboração. Até porque todas as experiências são variadas e a sua partilha é muito enriquecedora para todos nós.
Contudo o facto de o quadro de presenças ter apenas o nome, sem a fotografia, obriga a um exercício da parte das crianças para que identifiquem o seu nome escrito, enquanto a presença da fotografia junto do nome pode conduzir a que as crianças centrem a sua atenção na imagem, esquecendo o nome escrito. Por um lado, isto pode ser positivo para ajudar as crianças mais pequenas, que sentem mais dificuldade em identificar o seu nome, mas para fazer face a esta dificuldade podemos organizar o registo das presenças de modo a que as crianças mais velhas auxiliem as mais novas, o que também é muito benéfico para elas, promovendo a sua confiança e autonomia, não só individual, mas de todo o grupo.
Gostei muito da ideia da contagem das presenças no outro quadro, mas pelo que percebi a contagem era registada numericamente. Tendo em conta que para aprender a fazer contagem, o primeiro passo é compreender a correspondência, acham que esta é a melhor forma? Será que não existe outra forma?

Continuação de bom trabalho,
Joana =)


De cristiana-amorim a 31 de Janeiro de 2013 às 19:10
Olá Sara e Joana,

Na verdade o quadro de presenças é fundamental no dia a dia das crianças e é uma mais valia pois não serve apenas para marcar as presenças. Através deste instrumento de organização e gestão da sala é possível trabalhar imensas áreas como a matemática, a escrita, a linguagem oral, o conhecimento do mundo, entre outras.
No contexto em que nos encontrámos a desenvolver a prática pedagógica também houve a necessidade de se construir um quadro de presenças para as crianças. Muitas crianças do grupo já tinham frequentado o jardim-de-infância em anos anteriores pelo que já estavam habituadas a marcar as suas presenças e como neste ano letivo o quadro de presenças não foi construído logo no início, segundo a educadora responsável estas sentiam necessidade de efetuar esta rotina pelo que lhe estavam sempre a pedir o quadro de presenças.
Assim que contactámos com o contexto pela primeira vez a educadora desafiou-nos a construir o quadro de presenças e nós aceitámos o desafio. Neste quadro colocámos fotografias das crianças e os seus nomes sendo que estes podiam ser removidos, em caso de desistência de alguma criança, ou colocados noutra posição. Criámos uma coluna com os dias da semana, incluindo também o sábado e o domingo, e ainda uma coluna onde as crianças faziam diariamente o registo do estado do tempo. A marcação das presenças era efetuada pelas próprias crianças com pioneses, verdes ou vermelhos. Relativamente ao mês este foi um aspeto que não constou no nosso quadro de presenças mas que consideramos importante.
Para uma melhor compreensão de como estruturámos o quadro de presenças podem ver no post "Organização e Gestão da sala do Jardim de Infância".
Seria interessante também se partilhassem connosco uma imagem do vosso quadro de presenças. Como se trata de um espaço de partilha era bom podermos ver como o elaboraram.
Relativamente ao facto de este instrumento de organização e gestão não ter funcionado desde o início do ano letivo como esperavam podem considerar isso como um momento de aprendizagem. Afinal é com as falhas e erros que muitas vezes aprendemos. Além disto não nos podemos esquecer que não existe apenas uma estratégia que funcione para todas as crianças. Por vezes o que funciona com um determinado grupo de crianças pode não funcionar com outro e, por isso, é fundamental conhecermos bem as crianças para podermos intervir junto delas de uma melhor forma.

Bom trabalho!
Cristiana e Sónia


De coutinho-pereira a 2 de Fevereiro de 2013 às 15:47
É verdade meninas, esta estratégia e a forma como a fomos e percebendo as dificuldades que as crianças estavam a sentir e fomos adaptando foi uma grande aprendizagem.
Em relação ao facto de contemplarmos o espaço temporal de um mês, se por um lado isso permite o desenvolvimento de uma consciência temporal mais alargada, por outro lado foi um pouco mais difícil para as crianças mais novas, que tiveram mais dificuldade em compreender e interpretar o quadro. É como vocês dizem, é difícil conseguir adequar escrupulosamente a todas as crianças, sobretudo em grupos mais heterogéneos como foi o nosso.
Quanto à imagem, vou tentar integrar uma neste post (não sei muito bem como é, mas vou tentar).

Obrigada e continuação de bom trabalho,
Joana =)


De sara-alves a 3 de Fevereiro de 2013 às 01:20
Meninas obrigada por todas as sugestões e por toda a partilha que fizeram relativamente aos quadros organizativos que vocês próprias implementaram.

Torna-se muito importante termos várias ideias em mente para que num futuro saibamos qual delas é a mais adequada ao grupo que temos, pois sem dúvida alguma e como já uma de vocês tinha mencionado, num grupo de crianças um quadro organizativo pode funcionar bem mas numa outra turma o mesmo quadro já não ter o mesmo impacto positivo, tendo assim que sofrer algumas alterações, alterações estas que podem ser realizadas pelas próprias crianças.

Para além de todos estes aspetos e também de todas as áreas de conteúdo que podemos trabalhar com os quadros organizativos das salas, com a experiência que tive este semestre não são somente as crianças que realizam aprendizagens mas também os próprios adultos da sala, pois ao observarmos as crianças a preencherem os quadros e na participação que estas têm no momento em que é preenchido, o adulto pode conhecer muito melhor as capacidades de cada criança assim como incentivá-la e levar a que se desenvolva cada vez mais nos determinados aspetos que o adulto observou. Refiro-me a tal facto, porque com o preenchimento dos quadros na nossa sala de atividade podemos verificar quais eram as crianças que já iam conseguindo ler alguns nomes, identificando algumas letras, corresponder os nomes aos respetivos colegas, entre outros aspetos. Depois destas observações, era-nos possível fazer um trabalho mais minucioso com as respetivas crianças.

Beijinhos
Sara


De cristiana-amorim a 3 de Fevereiro de 2013 às 09:40
Olá Sara!

De facto não são apenas as crianças que realizam aprendizagens. Nós adultos também as realizamos. Estamos constantemente a aprender com os nossos erros, com as nossas dificuldades, com os outros e com o que observamos. Como tal, consideramos que é muito importante estarmos sempre atentos às crianças, ao que fazem e ao que dizem, pois através delas conseguimos perceber se estão a realizar as aprendizagens esperadas para determinada atividade e com isso realizarmos também as nossas aprendizagens.

Bom trabalho!
Cristiana e Sónia


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