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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
5 – Implementação do projeto de SIE (Ana Filipa Fernandes)

 

           Neste post irei falar sobre a implementação do meu projeto de SIE. Inicialmente abordarei um pouco a forma como surgiu a minha temática e qual a sua interligação com os conteúdos a abordar no 2º ano de escolaridade. De seguida, farei uma abordagem geral das atividades que realizei e por fim irei refletir sobre o meu percurso de estágio. 

 A temática que está subjacente ao meu projeto de SIE está relacionada com a Convenção sobre os direitos das crianças, nomeadamente o artigo 2, ou seja, o direito à não discriminação mais concretamente “ por incapacidade”. 

Antes de iniciar a minha intervenção individual senti algumas dificuldades em delinear o fio condutor que iria seguir de forma a ligar os conteúdos abordados, no 2º ano, com o meu tema de seminário. Depois de alguma pesquisa e reflexão decidi partir da área do estudo do meio, nomeadamente do conteúdo “o seu corpo” mais concretamente “os órgãos dos sentidos”. Desta forma, primeiro abordei os cinco sentidos relacionando-os com os respetivos órgãos, posteriormente e através de jogos/experiências, os alunos vivenciaram situações em que puseram à prova os seus sentidos, concluindo assim que há pessoas que têm comprometidos alguns desses sentidos provocando-lhes uma incapacidade (surdos - não ouvem e os cegos não veem). A partir daqui, e aproveitando a comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que se comemorou no dia três de dezembro tive como objetivo principal sensibilizar os alunos para a problemática das pessoas com deficiência, que todos os dias se deparam com dificuldades, nomeadamente nos acessos, no transporte, na educação, no emprego etc. Muitas vezes em virtude dessa incapacidade/deficiência são discriminadas pela sociedade. Nesta sequência li uma notícia do jornal na qual estava patente a discriminação de uma pessoa deficiente, nessa altura os alunos tiveram a oportunidade de dar a sua opinião, mostrando-se indignados com tal situação.

No âmbito do meu tema, pensei que seria interessante os alunos da turma contactarem com crianças com deficiência auditiva, e neste sentido entrei em contacto com a Unidade de Surdos do agrupamento de escolas de Ílhavo de forma a programar uma visita de estudo. No entanto, apesar da unidade se mostrar disponível não foi possível realizar a visita por dificuldade em arranjar transporte. Neste sentido, optei por abordar o tema da deficiência auditiva através de uma história e pensei que seria interessante, dar a conhecer aos alunos, a forma de comunicar utilizada pelas pessoas surdas, a língua gestual. Desta forma, e utilizando os conhecimentos que adquiri numa formação sobre língua gestual, na Universidade de Aveiro, decidi eu mesma, e recorrendo a vídeos, ensinar o abecedário, assim como algumas palavras em língua gestual. Como forma dos alunos recordarem esta experiência, elaborei um marcador de livros com o abecedário em língua gestual que ofereci a cada um dos alunos.

No momento em que abordei a deficiência visual, os alunos contactaram com um livro escrito em braille, concluindo eles próprios, que podemos encontrar o braille no dia a dia, mais concretamente nos medicamentos.

Por último, foquei ainda a deficiência motora nomeadamente as pessoas que usam cadeira de rodas e através de um vídeo, com imagens sugestivas, abordámos as dificuldades assim como situações facilitadoras do dia a dia destas pessoas. Nesta atividade, os alunos tiveram a oportunidade, de mais uma vez manifestarem a sua opinião. Nesse momento, tive consciência que estes alunos com apenas sete anos de idade se mostravam bastante críticos perante estas situações. 

Fazendo agora um ponto da situação, no que se refere ao meu tema de seminário e às atividades realizadas, penso que de uma forma geral, o meu objetivo principal foi conseguido com sucesso, através de atividades práticas, lúdicas e interessantes como por exemplo: os jogos/experiências sobre os diferentes sentidos, a visualização de vídeos sobre as várias deficiências abordadas, análise de uma notícia do jornal, leitura de textos relacionados com as diferentes deficiências, jogo da mímica, utilização da língua gestual, construção de um cartaz coletivo alusivo ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e ainda o contacto com o braille. Foi através desta grande panóplia de atividades, que tentei sensibilizar os alunos para a problemática da pessoa/criança com deficiência, que não deve ser discriminada, consciencializando-os assim, para o facto de todos sermos diferentes mas ao mesmo tempo, sermos todos iguais porque temos os mesmos direitos. 

Penso que foi uma mais valia trabalhar com os alunos diferentes histórias relacionadas com esta temática, como por exemplo o livro:” Sou Asas” da autora Marta Morgado que nos retrata a história de uma menina, de seu nome Joana, que é surda mas, cresceu numa escola de ouvintes e nunca aprendeu língua gestual assim, quando se mudou para o 5º ano foi para uma escola de surdos. Um outro livro que trabalhei foi: “O livro negro das cores” das autoras Menena Cottin e Rosana Faría que penso que todas vocês já conhecem pois, falámos sobre ele nas aulas de Literatura para a Infância e Juventude, esta história está escrita em braille. Por fim, trabalhei o livro publicado recentemente, da autora Paula Teixeira intitulado “O som das cores”. Desde já aconselho a todas a leitura deste livro, sendo este totalmente inclusivo onde estão presentes diferentes formas de comunicar nomeadamente, a língua gestual portuguesa (LGP) e o braille. Através destes livros trabalhei com os alunos a interpretação e vários aspetos relacionados com o português mas, ao mesmo tempo, trabalhei também a cidadania, os aspetos relacionados com o respeito pela diferença focando as criança com Necessidades Educativas Especiais que não devem ser discriminadas pois, têm os mesmos direitos que as outras crianças.

É importante refletir agora, um pouco sobre o meu tema de seminário. No meu entender penso que foi pertinente abordar esta temática na medida em que, devemos estar sensibilizadas para a mesma. Quem sabe um dia, na nossa prática futura poderemos vir a ter crianças com Necessidades Educativas Especiais, integradas na nossa sala de aula e dessa forma, precisamos de saber como lidar com a diferença sem nunca as discriminar. Para isso, devemos também incutir nos nossos alunos valores de respeito e aceitação pela diferença.

Estou certa que a minha intervenção teve reflexos positivos nos alunos na medida em que pude constatar, através dos comentários e dos trabalhos realizados que ficaram mais sensibilizados para a problemática da pessoa/criança com deficiência. Estas, apesar de serem “diferentes” têm os mesmos direitos que qualquer ser humano.

Deixo aqui algumas imagens relacionadas com as atividades realizadas ao longo da minha intervenção.

 

 

(para verem cliquem no link)

http://www.slideshare.net/anafernandes391420/algumas-atividades-realizadas-durante-o-estgio


Ana Filipa Fernandes

 

 

 

 


 

 


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publicado por filipa-almeida às 16:56

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De soniamaia a 31 de Janeiro de 2013 às 19:36
Olá Ana Filipa!

O tema do teu projeto de SIE é bastante atual e, muitas vezes, debatido nas mais diversas situações. Consideramos que apesar de ser tão presente nas nossas vidas ainda nos deparamos com problemas graves que temos de “combater”. Assim importa sensibilizar as crianças para esta problemática no sentido de as educar para a cidadania.
Após a leitura do teu post obtivemos uma ideia geral do percurso que realizaste com as crianças no âmbito do teu projeto de SIE. Consideramos que o fizeste de uma maneira estruturada e encadeada. A abordagem dos órgãos dos sentidos e da deficiência em cada um deles foi uma estratégia interessante. Parabéns.
No entanto, consideramos que teria sido interessante (não sabemos se o fizeste ou não, mas fica a sugestão para o futuro) colocar as próprias crianças em situações de deficiência. Ou seja, vendar-lhes os olhos e pedir-lhes que realizem uma determinada tarefa; as crianças comunicarem entre si sem recurso à linguagem oral; as crianças movimentarem-se apenas em cadeiras de rodas; entre outros exemplos. Desta forma, conseguirias colocar as crianças perante situações com que se deparam outras crianças com deficiências deste tipo. Mais, conseguirias sensibilizar as crianças para a problemática das pessoas/crianças com deficiência que não devem ser discriminadas consciencializando-as para a igualdade de direitos e oportunidades.
Muitas vezes, só damos conta da dependência que temos quando nos tornamos dependentes de algo ou alguém. Queremos com esta frase dizer que só quando nos deparamos com um problema/deficiência/incapacidade é que tomamos consciência do quanto somos dependentes dos nossos olhos, ouvidos, mãos, pés, etc, caso contrário nem sequer lhes damos o devido valor.
Concordamos contigo quando referes que devemos estar atentas a esta temática dado que poderemos vir a ter crianças com NEE’s e precisamos de saber como lidar com a diferença sem nunca as discriminar. Consideramos que é esta uma das grandes falhas que o nosso curso (Licenciatura ou Mestrado) tem dado que não envolve no currículo uma Unidade Curricular deste género de caráter obrigatório.

Bom trabalho =)
Sónia e Cristiana


De filipa-queiros a 1 de Fevereiro de 2013 às 15:56
Filipa,
Em primeiro lugar, gostaríamos de te dar os parabéns pela escolha do tema porque na sociedade atual, a diversidade tem de ser vista como uma mais-valia e não como um constrangimento. As crianças e adultos com alguma deficiência ou inadaptação à sociedade devem ter ajuda para que se sintam integrados e vistos como iguais, tendo-se em conta as particularidades de cada um. Gostariamos que um dia não tivéssemos "crianças com Necessidades Educativas Especiais, integradas na nossa sala de aula" mas sim crianças com NEE que se sentissem verdadeiramente incluídas. E a inclusão, segundo a professora Carlota sintetizou de forma bastante clara, comentando uma reflexão nossa “é uma filosofia que pressupõe que a escola é um lugar para todos e por isso deverá reorganizar-se para que todos possam encontrar lá o seu lugar com a resposta educativa mais adequada às suas características". Pesquisando um pouco mais sobre o assunto, encontrámos um livro que recomendo e onde se pode ler que essas escolas “devem reconhecer e satisfazer as necessidades diversas dos seus alunos, adaptando-se aos vários estilos e ritmos de aprendizagem, de modo a garantir um bom nível de educação para todos, através de currículos adequados, de uma boa organização escolar, de estratégias pedagógicas, de utilização de recursos e de uma cooperação com as respectivas comunidades” (Sanches & Teodoro, 2006, pp. 69-70).
Esperamos que, tanto tu, como todas as nossas colegas, sejam profissionais inclusivas, tendo em conta que todos somos diferentes e únicos e que devemos ter em conta o bem-estar geral mas também o bem-estar individual de cada criança.
Bom trabalho e obrigado pelas dicas de livros,
Filipa Oliveira e Sónia Santos

Referencia bibliográfica:
Sanches, I., & Teodoro, A. (2006). Da integração à inclusão escolar: cruzando perspectivas e conceitos. Revista Lusófona de Educação, 63-83.


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