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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012
Gestão de Redes/ Comunidades Online VS Papel dos Alunos

 

Com o passar dos anos houve uma evolução ao nível da comunicação. Com o aparecimento da Internet e as suas ferramentas da comunicação e interação, através de um sistema de rede os computadores pessoais passaram a estar ligados formando assim um computador coletivo. Desta forma estabeleceu-se a era da comunicação digital. Foi com estas tecnologias que a constituição dos grupos de sujeitos ligados por vínculos não formalizados e com cateterísticas comuns ficou facilitada, formando deste modo as comunidades virtuais.


           Wenger (1998) considera que “uma comunidade resulta de um grupo de pessoas que se juntam de forma mais ou menos informal, partilhando objetivos e interesses que são tratados de forma entusiástica, através de uma interação regular” (Cruz, 2010).

Nesta interação, para além de se construir o próprio conhecimento, ajuda-se também construir o conhecimento dos restantes membros da comunidade. Assim, podemos dizer que o objetivo principal está centrado no interesse coletivo, fazendo com que o individual esteja em segundo plano.
             Assim sendo, segundo Wathins (2005), a comunidade que tem como objetivo a construção de conhecimento é apelidada de comunidade de aprendizagem. É importante referir que neste tipo de comunidade, ocorre num coletivo que está aprender coletivamente. Este autor “considera que a questão da reflexão, individual e coletiva, e da meta–aprendizagem são características distintivas de uma comunidade de  aprendizagem. Ou seja, envolve um processo em que as pessoas aprendem juntas, a partir da experiência, procurando ainda compreender os objetivos, estratégias, sentimentos, efeitos e contextos da aprendizagem que realizam.” (Cruz, 2010).
 
Segundo Mussoi et al, citando Howard Rheingold, a comunidade virtual é “ uma agregação cultural formada pelo encontro sistemático de um grupo de pessoas no ciberespaço. Este tipo de comunidade é caraterizada pela co-atuação de seus participantes, os quais compartilham valores, interesses, metas e posturas de apoio mútuo, através de interações no universo on-line” (Mousoi et al, S.D).  
 
Essas comunidades virtuais exploram novas formas de opinião pública onde ocorre contatos e interações de diversos tipos.
 
As comunidades virtuais, com o decorrer do tempo, têm vindo a ganhar espaço no contexto pedagógico, transformando-se num lugar de aprendizagens e de sociabilidade.
 
Inicialmente foram os professores que descobriram estes espaços e começaram a utilizar as tecnologias digitais com o objetivo de “aliciar” os seus alunos, os quais fazem parte de uma geração digital, vivendo inseridos num universo virtual. Esses alunos recorrem às tecnologias virtuais sem qualquer interesse pedagógico, querendo apenas estabelecer contato com novas pessoas, desenvolvendo amizades, criar fóruns, listas de discussões, entre outros (Alves et al, s.d.).
 
Não poderíamos deixar de referir que, é através do professor e da sua ação que o aluno poderá encarar as comunidades virtuais como comunidades de aprendizagem (com algumas exceções).
 
O facto de se envolverem os alunos na comunidade virtual permite que estes tenham uma participação ativa no seu desenvolvimento e aprendizagem. Este método mantém os alunos mais motivados e permite que eles próprios identifiquem os seus potenciais e as suas dificuldades. Desta forma, poderão desenvolver as suas capacidades e idealizar estratégias para ultrapassarem os seus obstáculos.
 
Seguindo esta linha de pensamento, os alunos tornam-se mais autónomos, uma vez que terão de se dedicar mais, disponibilizarem mais do seu tempo e geri-lo da melhor forma para poderem aprender. Para além da autonomia também é exigido ao aluno uma autodisciplina e iniciativa. Estes aspetos são-lhe exigidos por ser o principal responsável pela sua aprendizagem, sendo ele o sujeito da mesma. O aluno deixa de ter o papel tradicional de simples recetor, passando assim a ter um papel colaborativo com o professor no seu próprio processo de aprendizagem.
 
Para além disso, a integração numa comunidade online permite desenvolver nos alunos o trabalho cooperativo, pois os alunos têm de refletir sobre a opinião dos outros; defenderem a sua própria opinião respeitando sempre a dos outros ajudando-se mutuamente, trocando e aceitando as diferentes ideias que podem surgir.
 
Ao aluno compete expor e partilhar as suas ideias, comentando as dos outros intervenientes sem emitir juízos de valor.

 
Bibliografia


 

·         Alves, L. R. G., Fraga, G. A. R., Silva, J. M. L. (s. d.). Construindo comunidades virtuais de aprendizagem: experienciando novas práticas pedagógicas. Bahia, Brasil: Universidade de Estado da Bahia.
·         Cruz, M. G. S. (2010). Interacções em Comunidades de Prática Online e Reflexividade Docente. Tese de Mestrado. Aveiro: Universidade de Aveiro.
·         Mussoi, E. M., Flores, M. L., & Behar, P. A. (s.d.). Comunidades virtuais: um novo espaço de aprendizagem. RENOTE: revista novas tecnologias na educação [recurso eletrónico], Porto Alegre, RS.

          ·        Watkins, C. (2005). Community - more than a warm glow. In C. Watkins, Classrooms as learning communities: What`s in it for schools? London: Routledge.
         ·         Wenger, E. (1998). Communities of practice: learning, meaning and identity. Cambridge:Cambridge University Press.

Webgrafia

 http://www.pgie.ufrgs.br/alunos_espie/espie/silviab/public_html/espieufrgs/espie00004/papelaluno.html


 
Beijinhos e bom trabalho!
Ana Lisete e Ana Margarida


 

 

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publicado por anagama às 16:31

1

De mjoao a 29 de Janeiro de 2013 às 17:38
Viva!
Mais uma vez um comentário que é dirigido a todas. Quem pretender melhorar a sua nota, poderá tentar cruzar a informação que está nas mensagens de aprofundamento dos temas a trabalhar pelos grupos. Constatarão que existe bastante informação repetida (nomeadamente no que diz respeito aos vários conceitos associados ao de comunidade). Também podem optar por comentar mensagens que como esta ou a anterior não geraram nenhuma interação.
Tenho dito!!!
MJL


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