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Sábado, 29 de Dezembro de 2012
Reflexão do estágio

Neste post pretendemos dar-vos a conhecer a nossa perspetiva de como correu este último semestre onde permanecemos a estagiar no Centro Escolar de Nossa Senhora do Pranto, na sala A do jardim-de-infância.

Ao chegar a esta etapa final o balanço que fazemos é sem qualquer dúvida um balanço bastante positivo. No início sentimos algumas dificuldades em nos integrar no grupo, as crianças estavam um pouco reticentes com a nossa presença, e foi necessário ir conquistando cada uma delas à sua maneira, tornou-se um autêntico desafio que rapidamente foi ultrapassado. Depois de nos sentirmos parte do grupo tudo se tornou mais simples e mais fácil.   

Ao longo destes três meses aprendemos muito com a Educadora Rosário. Ela foi espetacular connosco, ensinou-nos tudo o que sabia, e ajudou-nos a crescer enquanto profissionais, foi uma mais-valia para nós podermos ter trabalhado com ela. Com este estágio conseguimos confirmar e verificar que algumas teorias que foram apresentadas ao longo de todos estes anos no nosso curso eram possíveis de ser aplicadas, é apenas necessário haver vontade por parte do educador para as por em prática. Numa das nossas aulas de PECI, se bem se lembram, a Professora Gabriela mostrou-nos um vídeo onde cada criança tinha à sua disposição uma faca que iria utilizar para cortar a fruta. Lembram-se da nossa reação quando visualizamos este vídeo? A maioria disse que aquela atividade nunca poderia ser realizada nos nossos jardins-de-infância, era algo arriscado e que poderia ter consequências perigosas. Durante estes três meses mudámos completamente de opinião. È possível! A pedido das crianças realizamos varias vezes doce de abobora na nossa sala, e foram as crianças que partiram a abobora, já devidamente cascada, em pequenos cubos. Cada criança tinha ao seu dispor uma faca que utilizou devidamente para cortar a abobora. Na primeira vez que vimos esta atividade a ser realizada pela educadora, ficámos um pouco perplexas, mas a verdade é que esta era uma das atividades onde as crianças demonstravam mais implicação. Como é evidente temos de falar com as crianças e explicar-lhes quais as regras de utilização das facas, mas conseguimos ter 22 crianças dentro de uma sala, com 22 facas, e não existiu nenhum problema.

Uma outra coisa que aprendemos e que verificamos que é possível realizar, é a criação de vários ateliês de trabalho, onde as crianças não são obrigadas a realizar todas ao mesmo tempo a mesma atividade. Ao longo do dia as crianças, quando assim o desejavam, realizavam as atividades presentes na sala, na hora e no momento que mais lhes agradava. Ninguém era obrigado a realizar nenhuma tarefa sem assim o desejar. Este método de trabalho implica que haja muito trabalho por parte do educador, em vez de planearmos uma única atividade temos de planear três ou quatro atividades diferentes para um só dia. Mas a verdade é que as crianças apresentavam níveis de implicação e bem-estar, na maioria das vezes, elevados porque cada uma estava a realizar o que mais queria. Isto não quer dizer que por vezes existissem alguns conflitos, algumas discussões, mas nada que as próprias crianças ao longo do tempo não soubessem resolver sozinhas.

Estes são alguns exemplos daquilo que ouvimos na teoria e que pudemos perceber que na prática era possível realizar.

Relativamente ao nosso projeto de seminário ao longo do tempo fomos verificando que as atitudes das crianças foram mudando, existindo menos problemas e menos conflitos. Por isso concluímos que as nossas estratégias foram benéficas para o grupo, talvez se tivéssemos mais tempo, tivéssemos alcançado resultados mais visíveis, mas no entanto pensamos que conseguimos alcançar de uma forma positiva os nossos objetivos.

Com este estágio pudemos verificar que tipo de educador gostaríamos de ser um dia, conseguimos verificar que tudo é possível, basta gostarmos daquilo que fazemos, saber o que queremos e ter vontade de ir sempre mais além!

 

 


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publicado por claudiarmarques às 14:57

De mjoao a 29 de Janeiro de 2013 às 13:39
Viva!
Também considero uma boa iniciativa partilharem a vossa reflexão sobre o processo vivenciado. Uma vez que referem saberes desenvolvidos ao longo do curso, a reflexão ganharia em profundidade se fosse fundamentada em autores. Neste caso concreto, aludem à diferenciação pedagógica e a competências profissionais para a docência desenvolvidas no estágio(que envolvem a mobilização de conhecimentos, capacidades, atitudes), portanto, teriam que cruzar com autores que escrevem sobre esses temas. Também podem consultar os guiões das UC para refletir sobre o percurso, nomeadamente no que respeita aos objetivos/resultados de aprendizagem que estão na página da UA ou os decretos-lei em que são definidos os perfis de competências para o vosso curso. Voilà!!!
MJL
MJL


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