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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012
Projeto de investigação-ação no âmbito de SIE A2 - fase final

No seguimento da publicação anterior, relativa à implementação da proposta de atividades no âmbito de SIE A2, surge este post com o objetivo de vos dar a conhecer o modo como ocorreram as restantes sessões.

Assim, numa primeira parte, descreverei as sessões relativas à apresentação dos trabalhos de grupo pelos alunos, à sistematização e à avaliação. Numa segunda fase, farei um pequeno balanço acerca de alguns constrangimentos deste projeto, destacando alguns aspetos que mudaria caso refizesse a proposta de atividades.

A sessão destinada às apresentações dos trabalhos de grupo por parte dos alunos dividiu-se em duas partes de, sensivelmente, trinta minutos cada. No início da sessão dei algumas indicações aos alunos de como deveriam posicionar-se em frente aos colegas para apresentar o seu trabalho, uma vez que a sala não é muito favorecida ao nível do espaço e considerando a dimensão do grupo. Se bem se lembram, existiam duas grandes temáticas – efeito de estufa e camada de ozono – acerca das quais os alunos trabalharam. Dentro de cada temática, a estrutura dos trabalhos era semelhante: existia um grupo que teria de aprofundar o que é e qual a função do fenómeno acerca do qual estavam a trabalhar; outro grupo que trabalharia acerca das causas (da depleção da camada de ozono e da intensificação do efeito de estufa); outro grupo que teria de aprofundar quais as consequências (da depleção da camada de ozono e da intensificação do efeito de estufa); e por fim ainda outro grupo encarregue de pesquisar que medidas ou comportamentos deveríamos e poderíamos adotar no sentido de minimizar as consequências de ambos os fenómenos. Desta forma, enquanto o trabalho de pesquisa decorreu, durante as sessões que descrevi na publicação anterior, os alunos trabalharam, essencialmente, a pares. Todavia, aquando das apresentações dos trabalhos, todos os grupos (pares) que trabalharam acerca do grande tema “camada de ozono” coordenaram-se de forma lógica e coerente para apresentar apenas um trabalho, com o seguimento que referi anteriormente. O mesmo aconteceu para o grande tema “efeito de estufa”. Esta coordenação e a subjacente organização dos “pequenos trabalhos”, chamemos assim aos trabalhos realizados pelos pares, aconteceu numa sessão anterior, com o meu auxílio e não levantou grandes dúvidas aos alunos.

Assim, importa referir que um dos “grandes trabalhos”, isto é, o culminar de todos os “pequenos trabalhos” referentes a cada um dos temas, foi realizado por três pares de alunos e um grupo de três alunos; e o outro foi realizado por dois grupos de três alunos e dois pares de alunos. A divisão dos grupos foi feita desta forma, pelo que o número de alunos que constitui a turma é ímpar.

Durante as apresentações dos trabalhos é de salientar a diferença que notei em alguns alunos ao estarem a comunicar para um público. Esta comparação foi passível de ser realizada uma vez que já tinha assistido a outra apresentação oral por parte dos alunos. Foi bastante percetível o à vontade com que alguns alunos comunicaram e souberam estabelecer contato com o público, fazendo a correta colocação da voz e conferindo alguma expressividade à apresentação. Certamente, e nem eu esperaria “um milagre” neste sentido, estes aspetos não aconteceram com todos os alunos, existindo sempre alguns que ainda não se encontram muito confortáveis com o facto de fazerem uma comunicação para um público. Todavia, tenho consciência de que as temáticas também não favoreceram os alunos neste sentido, pois aquando da recolha de ideias prévias e de conceções alternativas, no geral, os alunos não conheciam os fenómenos nem sabiam, tampouco, alguma coisa sobre eles.

Ainda assim, outros alunos conseguiram envolver-se no trabalho de tal forma que conseguiam explicar por palavras suas aquilo que estavam a apresentar, após a leitura da informação colocada no powerpoint. Alguns já o tinham tentado fazer quando colocaram a informação no suporte informático, os que optaram por copiar integralmente a informação, alguns claro, sabiam esclarecê-la por palavras suas.

Apesar de, no geral, esta sessão de apresentação dos trabalhos ter corrido melhor do que esperava, curiosamente, dois dos grupos constituídos por três elementos não foram responsáveis o suficiente para ter o seu trabalho pronto na data acordada: um deles não tinha mesmo nada feito; outro afirmou ter o trabalho pronto mas ter-se esquecido dele em casa durante dois dias consecutivos. Nestes dois casos, optei por fornecer-lhes alguma informação relativa às questões que era suposto terem aprofundado. Pensei que se tivessem, no mínimo, pesquisado alguma coisa ou lido alguma da informação que lhes disponibilizei acerca do seu tema saberiam, pelo menos, reconhecer que “aquilo” pertencia ao trabalho que deveriam ter desenvolvido. Um grupo não foi capaz de o fazer, o outro também não, à exceção de um elemento que se notou perfeitamente que estava dentro do assunto, por saber responder às questões que lhes ia colocando.

A sessão de sistematização, como já mencionei na publicação anterior, centrou-se no conceito de pegada ecológica e nas medidas ou comportamentos concretos que podemos adotar no sentido de minimizar, principalmente, a intensificação do efeito de estufa, uma vez que a depleção da camada de ozono já não é preocupante, pois encontra-se em constante regeneração.

Para iniciar a sessão de sistematização, comecei por questionar os alunos acerca de medidas ou comportamentos que podemos adotar para proteger o ambiente e que tivessem sido enumerados aquando da apresentação dos trabalhos. Os alunos começaram a lançar algumas ideias, das quais se destacam:

- “Não pôr lixo para o chão”

- “Apanhar lixo do chão”

- “Separar o lixo”

- “Andar a pé”

- “Andar de autocarro”

De seguida, interroguei-os acerca de ações que consideravam degradar, ou prejudicar, o ambiente, das quais os alunos destacaram:

- “Deixar a água aberta enquanto lavamos os dentes”

- “Os barcos deitarem petróleo nos mares”

- “Deixar lixo no chão e nas ruas”

Depois, questionei os alunos acerca do que seria a pegada ecológica e se já tinham ouvido falar, mostrando-lhes algumas. Os alunos afirmaram não terem ouvido falar da expressão, então perguntei-lhes apenas o que era uma pegada. Estes afirmaram ser “a marca do nosso pé quando caminhamos na areia” e “a marca do sapato”. Então, partindo desta ideia, comecei por clarificar-lhes que, realmente, a pegada ecológica também era uma marca. Disse-lhes que era a marca que cada um de nós deixava no ambiente e no planeta, de acordo com as nossas ações. Expliquei-lhes que se optarmos por comportamentos como os que referiram inicialmente, o tamanho da nossa pegada ecológica será menor no planeta.

Posteriormente expliquei aos alunos que a pegada ecológica é uma das formas para medir a utilização dos recursos naturais do planeta pelo Homem e que foi criada no sentido de nos ajudar a perceber a quantidade de recursos da Natureza que utilizamos para sustentar o estilo de vida que mantemos. De seguida, para incentivar a partilha de ideias e o debate, apresentei aos alunos a imagem de um indivíduo a lavar o carro com uma mangueira, quase submerso em água. Os alunos apontaram como soluções alternativas à lavagem do carro com a mangueira, a lavagem com um balde e uma esponja ou com uma máquina de pressão.

Seguidamente, apresentei aos alunos o tamanho da pegada ecológica dos habitantes em Portugal face ao tamanho da pegada ecológica dita “normal” ou equilibrada de uma pessoa. Os alunos concluíram que estávamos muito aquém do equilíbrio e que estamos a explorar os recursos do planeta mais rapidamente do que a capacidade que este tem para os regenerar.

Depois disto, a sessão continuou com a enumeração de algumas medidas que podemos adotar para ajudar a diminuir a pegada ecológica. Relativamente aos hábitos de consumo, salientámos que deveríamos preferir produtos nacionais e com menos embalagens quando vamos às compras, pois produtos nacionais implicam menos deslocação e menos emissões de dióxido de carbono, e menos embalagens significa menos produção de resíduos e menos emissão de dióxido de carbono no seu transporte e na sua, consequente, menor produção. Também salientámos o menor consumo de água e de energia elétrica, que implicam a redução da emissão de gases com efeito de estufa e a poupança de água potável. A reutilização de materiais e a separação de resíduos também foram medidas apontadas para diminuir a pegada ecológica.

Após esta reflexão acerca de medidas possíveis de serem concretizadas por todos, apresentei aos alunos algumas pegadas ecológicas de diferentes países, bastante discrepantes, para que reconhecessem que diferentes países (e diferentes pessoas) detêm diferentes pegadas.

Posteriormente, para enfatizar a questão das medidas exequíveis e que todos podemos adotar, apontei outras que, no fundo, vão ao encontro das anteriores, a saber: no supermercado ajudar os pais a verificar bem os rótulos para verem a origem dos produtos que adquirem, ajudando-os a preferir sempre produtos locais, da época e frescos, pois têm menor pegada ecológica no que diz respeito ao seu transporte, produção e armazenamento; quando lavam os dentes ou tomam banho não deixar a água correr de forma desnecessária, pois a água potável é um recurso limitado; andar com mais frequência de transportes públicos, ou não poluentes, ou ainda, a pé; desliga a televisão ou computador da tomada, não os deixando em standby, pois isso implica consumo energético e mais emissão de gases poluentes.

Para terminar a apresentação, mostrei aos alunos algumas imagens respeitantes ao número de planetas Terra que seriam necessários caso toda a população mundial adotasse o estilo de vida dos habitantes de alguns países para que estes refletissem acerca de como estamos a explorar os recursos do planeta.

Durante esta sessão deparei-me com dois aspetos: por um lado, os alunos mostraram-se mais recetivos a esta questão, e por outro mostraram-se também mais participativos. Penso que isto possa dever-se ao facto de ser uma questão mais concreta e próxima de cada um, sendo mais propícia a que estes opinem, deem sugestões e partilhem as suas ideias.

Após esta sessão houve evidências de que pelo menos alguns alunos perceberam o conceito de pegada ecológica. Também considero que sabem reconhecer e identificar ações que contribuam para diminuir a pegada ecológica, ou pelo contrário, que façam com que esta aumente. Estas ilações são fruto de conversas informais e espontâneas que dois alunos quiseram partilhar comigo. Um deles afirmou: “…vi uma senhora de bicicleta a deitar lixo para o chão quando fui com o meu pai carregar o telemóvel no multibanco e isso aumenta a pegada ecológica”; enquanto outro declarou: “…estou a usar uma calculadora que ajuda a diminuir a pegada ecológica porque funciona a luz solar.”

Na sessão de avaliação, depois dos alunos estarem nos seus lugares e regressarem à calma após o intervalo, disse-lhes que íamos fazer um jogo que serviria para avaliar o que é que eles sabiam acerca de alguns aspetos relacionados com o ambiente sobre os quais andámos a conversar. Expliquei-lhes as regras do jogo e em que moldes este iria acontecer, clarificando-lhes que seria em grupo e que era um jogo de perguntas. Para cada questão tiveram um minuto para escolher uma de três opções disponíveis, de acordo com o que era solicitado na pergunta, colando-a no cartaz de grupo no local adequado.

Posteriormente, para formar os grupos, fiz passar um saco com formas, de onde cada aluno tiraria apenas uma. O objetivo era que os alunos, aleatoriamente, ficassem agrupados de acordo com a forma que tiraram. Após esta fase, e já depois de ter distribuído os cartazes e as opções relativas a cada uma das oito questões, tornei a explicar como teriam de proceder durante o jogo, exemplificando: “A primeira pergunta é a seguinte… Qual destes produtos consideras contribuir para uma menor pegada ecológica?” Disse aos alunos que teriam de ver as opções que tinham para a pergunta um e escolherem a opção que considerassem correta, colando-a no cartaz, no quadrado destinado à primeira questão.

Seguidamente demos início ao jogo, que decorreu sem dúvidas ou questões por parte dos alunos.

Terminado o processo de resposta às oito questões, solicitei aos alunos que, um de cada grupo, trouxesse os cartazes para a frente da turma, para que todos pudéssemos ver que opções foram selecionadas pelos grupos.

Aquando da correção das questões, fui questionando os alunos acerca das opções que selecionaram. Depois de verificarmos que opção cada grupo tinha escolhido, recorria ao suporte em powerpoint previamente elaborado para o efeito, o qual enfatizava através de uma animação a opção correta.

Para terminar, fiz um balanço com os alunos, de modo a que reconhecessem quem é que acertou todas as questões e quem é que errou algumas. Dos cinco grupos, apenas dois acertaram as oito questões. Os outros três grupos, erraram uma questão cada um e, curiosamente, foi a mesma questão. A questão que os grupos erraram referia-se ao tipo de iluminação mais sustentável. E as opções que lhes dei eram: lâmpadas economizadoras, lâmpadas incandescentes e lanternas a pilhas. Refletindo acerca disto, e considerando que os grupos que erraram selecionaram as lâmpadas a pilhas, penso que poderei não ter escolhido esta opção como a mais acertada, visto que não está ao mesmo nível das anteriores, gerando assim alguma confusão nos alunos.

Durante a fase de implementação deste projeto penso que uma das maiores falhar se prende com o facto de os alunos terem disposto de muito pouco tempo de monitorização enquanto faziam os seus trabalhos de pesquisa. O tempo era escasso e tendo em consta que existia um corte de semana para semana devido à responsabilidade de intervenção variar, penso que os alunos saíram um pouco prejudicados neste aspeto. A meu ver, caso o tempo de monitorização tivesse sido maior, os resultados teriam sido também melhores. Este seria um dos aspetos que mudaria, caso refizesse a minha proposta. Preferia, por exemplo, ter trabalhado apenas sobre um dos fenómenos, formando grupos maiores, e ter planificado mais sessões de trabalho de pesquisa monitorizado. Desta forma os alunos teriam desenvolvido melhores competências de pesquisa e de trabalho colaborativo.

Outro aspeto que alteraria relaciona-se com os guiões de pesquisa que concebi para os alunos. Cada guião tinha o grande tema acerca do qual os alunos iriam trabalhar e tinha questões orientadoras da sua pesquisa, consoante aquilo que pretendiam saber. Ainda nestes guiões, disponibilizei alguns sítios da internet, previamente consultados por mim e avaliados ao nível da adequabilidade e fidedignidade da informação, para que os alunos pudessem consultar e construir o seu conhecimento cruzando diferentes informações. Todavia, dado o pouco tempo de monitorização e atendendo à pouca experiência que crianças ainda tão pequenas têm relativamente à pesquisa e seleção de informação, penso que isto conduziu os alunos a demorarem mais na realização dos trabalhos. Assim, se voltasse a implementar esta proposta sob as mesmas condições, penso que optaria por “deixar cair” a hipótese de cruzarem informação de diferentes sítios da internet, lendo também acerca de informação que não era relevante para o que queriam saber, e que lhes facultaria apenas informação objetiva e compatível com as questões de cada grupo.

Este é apenas um pequeno balanço acerca de todo este processo que considero ainda estar a digerir. Ao nível de sessões de implementação o projeto está terminado, mas ainda me falta percorrer um grande caminho no que respeita à análise dos dados.

Ultimamente estruturei uma entrevista a realizar à professora titular de turma, no sentido de perceber qual a sua apreciação face a toda a proposta de atividades. Estruturei também outra entrevista a fazer às crianças, no sentido de recolher evidências que me permitam identificar algumas aprendizagens por elas alcançadas ao nível do trabalho de pesquisa e do trabalho de grupo, principalmente. Portanto, penso que só por aqui já conseguem ficar com “um cheirinho” daquilo que ainda tenho pela frente (e não teremos todas algo muito parecido com que travar uma grande batalha?).

 

Bom trabalho!

 

Tânia Veloso

 


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publicado por t-soraia às 20:02

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