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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2012
Implementação do Projeto de SIE (Cátia)

            Este post tem como objetivo dar-vos a conhecer o projeto de SIE que desenvolvi durante a prática pedagógica.
            O tema basilar do meu projeto de seminário centrou-se no papel que a leitura desempenha no ensino e aprendizagem da ortografia.
A leitura influencia diretamente o desempenho dos alunos na expressão e produção escrita e, simultaneamente, a prática da escrita pode influenciar o desempenho em compreensão na leitura.

Escolhi esta problemática tendo em conta o trabalho desenvolvido durante o ano passado na Unidade Curricular de Didática da Língua Portuguesa, relacionado com a temática do ensino/aprendizagem da ortografia no 1º Ciclo e a adoção do novo Acordo Ortográfico, que me cativou o meu interesse.

Neste seguimento, realizei com a turma de 4º ano da minha prática pedagógica deste semestre cinco sessões.

Na primeira sessão deste estudo dei continuidade à temática solidariedade, abordada anteriormente pela minha colega de estágio.

Comecei por apresentar à turma um pequeno vídeo intitulado “Chicken à la Carte”, de  Ferdinand Dimadura. Seguidamente, explorámos em grande grupo uma apresentação das principais características do texto narrativo, revendo alguns conceitos que os alunos já conheciam. Após a apresentação sugeri que a turma se dividisse em grupos de quatro elementos e escrevessem, um texto narrativo sobre a temática, cumprindo as regras da narrativa. Depois pedi a cada grupo que revesse o seu texto com recurso a uma lista de verificação que fiz. Quando terminaram a sua revisão os grupos trocaram os textos de forma a fazerem uma nova revisão e consequente avaliação.

 

 

 

            Na segunda sessão, iniciámos a aula com uma atividade de ditado em que ditei aos alunos algumas palavras: piscina; havia; oferecer; perguntar; ponte; bomba; onde; trompa; vigilante; viajar; majestade; ranger; aquário; água; portátil; àquilo; de repente; em cima; de seguida; de súbito; depois; quase; de seguida e naquela.

            Depois chamei ao quadro um aluno de cada vez para escrever a palavra e, caso estivesse errada, corrigíamos em grande grupo e conversámos ainda sobre o porquê de essa palavra estar mal escrita e sobre as estratégias que podíamos adotar para não cometer esses erros.

            Apresentei ainda uma tabela que os alunos ajudaram a preencher com os erros que tinham cometido nos textos escritos na sessão anterior. 

 

             Na terceira sessão do nosso estudo começámos por abordar a temática do Novo Acordo Ortográfico e quais as principais alterações na escrita de algumas palavras com a sua implementação. Neste seguimento, fiz uma apresentação alusiva à temática referida anteriormente.

            Depois realizámos um jogo de aplicação de conhecimentos intitulado “Acordando”. Este jogo tinha como objetivo analisar palavras corretas ou incorretas e, recorrendo às estratégias adquiras na sessão anterior, justificar se estava certa ou errada.

Cada palavra correta correspondia a um ponto, ganhou o grupo que conseguiu corrigir mais palavras.

 

 Na quarta sessão pretendi colocar os alunos perante um texto escrito com lacunas para que, através da sua leitura, conseguissem completá-lo corretamente.

            Assim, comecei por apresentar à turma o livro “A surpresa de Handa” de Eileen Browne. Fiz algumas atividades de pré-leitura, como algumas questões, lemos o livro e fizemos um reconto oral como atividade de pós-leitura.

Posteriormente entreguei a cada aluno o texto da história que tinham acabado de ouvir, mas com algumas lacunas. Cada lacuna continha três opções de preenchimento, isto é, tinha a mesma palavra mas escrita de três formas diferentes, sendo apenas uma a correta. Os alunos tinham que identificar a correta e explicar porque é que as outras estavam erradas

.

 

Na quinta e última sessão solicitei aos alunos que redigissem, individualmente, um texto narrativo alusivo ao natal. Durante a sua escrita os alunos poderiam recorrer aos dicionários e às gramáticas que tinham.

Posteriormente entreguei uma lista de verificação de regras de ortografia para que os alunos consolidassem a temática e revissem os seus textos.

            O principal objetivo desta sessão foi perceber se os conceitos ensinados e os temas abordados foram adquiridos corretamente e consolidados, ou seja, se nos últimos textos produzidos os alunos cometiam mais, os mesmos, ou menos erros ortográficos.

.

 

Cátia


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publicado por catiaduarte às 18:58

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De dominique-carocho a 1 de Janeiro de 2013 às 19:20
Olá Cátia.
Considero que as actividades que idealizaste para abordar a temática foram bem conseguidas e parece-me a mim bastante interessantes e que conseguem implicar os alunos no seu próprio processo de aprendizagem. No entanto fiquei sem saber se realmente notaste aprendizagens com o que fizeste, como avaliaste essas aprendizagens, que instrumentos estas a pensar utilizar para analisar os resultados obtidos? Faço-me entender? Descreves todo o percursos vivido, mas penso que falta uma reflexão final sobre o que sentiste, o que aprendeste, o que os alunos aprendêramos, se a tua intervenção terá feitor sentidos para aqueles alunos, etc.? Isto não passa de uma boa critica construtiva. Beijinho enorme

Dominique


De catiaduarte a 1 de Janeiro de 2013 às 22:10
Olá Dominique, tens toda a razão esqueci-me mesmo de refletir... Quanto às conclusões que fiz após a análise dos textos dos alunos e das atividades que realizámos verifiquei que, na maior parte das vezes, os alunos não corrigiram os erros ortográficos presentes nos textos isto porque, distraíram-se um pouco e não refletiram sobre o que escreveram. Porém, não podemos esquecer que para obtermos resultados positivos neste tipo de atividade é necessário tempo e algum treino, pois os nossos alunos não realizam atividades deste carácter com regularidade.
Para avaliar o resultado destas atividades recolhemos os textos produzidos nas diferentes sessões, de forma a perceber se existiu alguma evolução ou não; os dados do jogo também ficámos com o registo dos alunos e eu estruturei, assim como fiz para todas as minhas aulas, uma tabela onde eram colocadas as metas de aprendizagem a atingir e avaliei numa escala de A a D, sendo que A- Excelente B- Muito Bom C- Bom D- Suficiente.

No que diz respeito às minhas intervenções, penso que, na sua generalidade, correram bem, senti que tive alguma evolução, uma vez que no início me sentia mais insegura e mais nervosa.

Ficarão para sempre registados na minha memória os momentos de entusiasmo e motivação, experienciados pelos alunos. Todo o esforço, trabalho e horas de dedicação para a planificação das aulas eram recompensados pelos sorrisos, pelos abraços e pela constante questão: “Professora, podemos fazer outra vez?” Demonstrando o gosto, o bem-estar e a implicação de toda a turma nas temáticas que tive oportunidade de abordar e nas atividades que pude realizar.

Espero ter esclarecido as tuas dúvidas :)
beijinhos grandes**


De amramos a 7 de Janeiro de 2013 às 00:53
Olá Cátia!
O teu projeto chamou a nossa atenção, porque, de certa forma, tem aspetos comuns ao nosso (reflexão sobre a escrita) e, portanto, gostaríamos de debater contigo algumas questões.
Em primeiro lugar, compreendemos que o vídeo que apresentaste na primeira sessão tenha surgido no seguimento da temática da solidariedade, mas gostaríamos de saber que instrução apresentaste para a escrita da narrativa. Pela nossa experiência na prática pedagógica percebemos que as instruções das tarefas de escrita têm de ser específicas, com um tema concreto, caso contrário a tarefa torna-se muito penosa e os textos podem divergir dos objetivos que traçámos inicialmente. De facto, a produção textual desenvolve-se, no sujeito, pela «resolução de problemas com vista a satisfazer uma finalidade comunicativa.» (Niza, 2005: 108), ativando-se, para tal, processos cognitivos diversificados e complexos para construir conhecimento sobre o próprio ato de escrever. Assim, as instruções concretas ajudam a criança a organizar esses processos cognitivos de modo a produzir uma intenção comunicativa, veiculada pelo texto.
Neste âmbito, a reflexão colaborativa sobre os textos e sobre a escrita assume grande importância, uma vez que as ações de negociação e de discussão das opções discursivas entre os pares ou com o professor minimizam a complexidade do processo de escrita.
Deste modo, a tarefa de revisão colaborativa que propuseste aos teus meninos parece-nos ser uma estratégia interessante. Na verdade, também a utilizámos numa das nossas intervenções e, por isso, gostaríamos de saber, em primeiro lugar, se te apoiaste nalgum instrumento específico para elaborares a lista de verificação e sobre que tópicos incidia essa lista. Por último, qual a tua impressão geral sobre as revisões resultantes das trocas entre os grupos, isto é, foram eficazes, tendo em conta os teus objetivos?
A questão da utilização de uma lista de verificação, no nosso caso, não se revelou produtiva, gerando até alguma confusão entre os alunos, mesmo realizando uma leitura prévia com a turma. Por um lado utilizámos uma lista do manual adotado pela escola que, na nossa opinião, continha uma linguagem complexa para os alunos e, por outro tratou-se de uma lista que não foi construída pelos alunos, portanto que não lhes era familiar tanto no conteúdo, como na forma de utilização. No teu caso, também te deparaste com o mesmo problema, ou não? Como viste a utilização da lista de verificação no processo de revisão?
Também achámos interessante a estratégia de ditar palavras e realizar uma reflexão em torno da sua forma correta de escrita. Qual o teu critério para a escolha de tais palavras?
A este propósito, existe uma outra estratégia - algo semelhante ao que fizeste -, designada por “ditado interativo”, conheces? Inicialmente, o professor seleciona um ou outro erro que gostaria de trabalhar (cuja ocorrência seja frequente) e depois dá a conhecer um pequeno texto aos alunos (que inclua as palavras-problema). No momento posterior, efetua o seu ditado, interrompendo o processo se algum aluno não souber escrever uma determinada palavra e dialogando com a turma acerca da respetiva forma de escrita. A fase final consiste em escrever a palavra correta num cartão e afixá-lo na sala. Do que investigámos sobre o trabalho com a ortografia, este centra-se, sobretudo, na reflexão, memorização, visualização e compreensão sobre as palavras e as regras ortográficas, sendo o ditado interativo uma abordagem que vai ao encontro destas dimensões.
Gostaríamos de colocar, ainda, mais duas questões:
- Se, na prática, sentiste que a temática do acordo ortográfico foi uma mais-valia para os alunos na questão da ortografia?
- Comparando as duas narrativas produzidas e considerando todo o processo, se observaste alguma evolução na ortografia, de acordo com os teus objetivos?
Por fim, tendo em conta a temática referida no início do teu post como sendo “o tema basilar” do projeto, e uma vez que, através da descrição das atividades não nos pareceu que a leitura estivesse sempre presente ou que fosse sempre o propulsor das mesmas, de que forma avaliaste a influência da leitura na compreensão da ortografia?

Beijinhos e Bom trabalho!
Alexandra e Ana Catarina



De amramos a 7 de Janeiro de 2013 às 00:57
Bem, no nosso comentário anterior não houve espaço para todo o texto
Aqui deixamos o que falta.
Alexandra e Ana Catarina

«Nota: Aqui ficam três referências que podem ser úteis no ensino da língua. Duas delas são dois cadernos do PNEP, que contêm diversas estratégias, para diferentes anos de escolaridade. A outra é específica para a compreensão do trabalho com ortografia:

1. Pereira, L. & Graça, L. (coord.) (2007/2008). Atividades para o enino da língua. Cadernos PNEP, Programa Nacional de Ensino do Português 1.º Ciclo do Ensino Básico. Aveiro: Universidade de Aveiro.
2. Pereira, L. & Cardoso, I. (coord.) (2008 - 2010). Atividades para o enino da língua: compreensão da leitura. Cadernos PNEP 2, Programa Nacional de Ensino do Português 1.º Ciclo do Ensino Básico. Aveiro: Universidade de Aveiro.
3. Zorzi, J. (1998). Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto Alegre: Artes Médicas.

Referência Bibliográfica:

Niza, S. (2005). A escola e o poder discriminatório da escrita. In Adriano Moreira et al, A língua portuguesa: presente e futuro (p. 107 – 127). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. »


De cristiana-amorim a 31 de Janeiro de 2013 às 19:19
Olá Cátia!

O tema do teu projeto é muito interessante e cada vez mais fundamental nos dias de hoje. Concordamos contigo quando referes que “a leitura influencia diretamente o desempenho dos alunos na expressão e produção escrita e, simultaneamente, a prática da escrita pode influenciar o desempenho em compreensão na leitura”. Neste sentido cabe-nos a nós, futuras profissionais de educação, encontrar estratégias adequadas às crianças por forma a combater as dificuldades decorrentes da leitura e da escrita.
Relativamente à atividade em que as crianças fizeram a revisão dos seus trabalhos o que verificaste? Os aspetos presentes na lista de verificação constavam nos trabalhos que as crianças realizaram?
Na segunda sessão que realizaste consideramos que o facto de terem sido escritas no quadro as palavras ditadas foi importante para que todas as crianças pudessem ver como é que a palavra era escrita corretamente. Relativamente à tabela que construíram esta ficou afixada na sala para que as crianças pudessem ver?
Na quarta sessão as crianças conseguiram identificar a palavra correta ou apresentaram dificuldades?
Após as várias sessões as crianças realizaram as aprendizagens esperadas? Os erros dados pelas mesmas já eram menos?

Bom trabalho!
Cristiana e Sónia


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