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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012
Caracterização do contexto

 Olá meninas!

Nesta publicação pretendemos que fiquem a conhecer o nosso contexto de estágio. Tentamos sintetizar, porque há tantas coisas importantes a dizer. Assim segmentamos o texto em tópicos. Quanto às rotinas, optamos por falar da sua importância, mas deixamos em anexo o documento onde as mesmas estão discriminadas (Rotinas.docx). Seria importante que lhe dessem uma olhadela. 

 

Contextualização

O nosso contexto educativo é o Centro Escolar da Légua, pertencente ao agrupamento de escolas de Ílhavo.

É um meio rural, de agricultura de subsistência. A maioria da população emprega-se na indústria local. Existem alguns problemas sociais, nomeadamente diversas famílias em situações de risco. Há alguma carência de bens básicos, como transportes públicos e saneamento. Existem ainda vários acampamentos com individuos de etnia cigana.

O Centro Escolar integra as valências de 1º CEB e educação pré-escolar. Esta última valência serve apenas um grupo de 25 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Os adultos responsáveis são a educadora, uma auxiliar e duas educadoras estagiárias, que atualmente somos nós.

 

O espaço

O espaço apresenta uma oferta educativa variada.

A sala de atividades é constituída por diversas áreas: a área do tapete (espaço de reunião do grupo), da casinha, dos jogos de chão, da modelagem (que inclui materiais de desperdício), da pintura, da biblioteca, dos jogos de mesa, do computador. A sala tem muita luminosidade, pois uma das paredes é totalmente envidraçada, o que lhe confere outra vivacidade.

A área da casinha é o espaço favorito de algumas crianças e é muito importante, pois é uma das áreas que mais promove o faz de conta e todo o mundo simbólico a ele associado. No tapete o grupo reúne-se em vários momentos do dia, para diferentes fins: o acolhimento, em que todos podem partilhar as suas novidades; o preenchimento dos quadros organizativos; a reunião após o almoço e a reunião de balanço ao final do dia.

As áreas e materiais disponíveis ajudam também a promover a livre expressão das crianças; a explorar questões linguísticas, assim como as emoções e os conflitos; a fomentar a criatividade e a motricidade fina; a desenvolver noções de sustentabilidade, ecologia e poupança, assim como o raciocínio lógico e noções de espacialidade.

O funcionamento da nossa sala prima pela articulação entre a sala de atividades e o espaço exterior. Desta forma rentabilizamos a parede envidraçada, que permite um melhor acesso e uma melhor supervisão entre os dois espaços. No entanto, o exterior é um pouco pobre no que diz respeito a elementos da natureza. Apesar disto, é um espaço amplo, possuindo uma pequena área com relva; um local com pavimento sintético, onde existe um escorrega e um baloiço; um campo de futebol/basquetebol, ladeado por um piso arenoso; e um espaço em terra, que não é utilizado pelas nossas crianças. O restante espaço é em cimento, tendo uma área coberta. Existem alguns brinquedos para as crianças do pré-escolar, como uma tenda, caixotes com pás, baldes, cordas, entre outros, que são guardados numa arrecadação.

 

As crianças

Os interesses mais evidentes das crianças centram-se na exploração do espaço exterior (apanhar bichinhos, brincar com a erva, fazer construções na areia - piso arenoso constituído por areia grossa, terra e cimento -, fazer “bolos”, desenhos, pistas para os carros, …), na modelagem (construção de objetos novos com recursos aos materiais de desperdício), na casinha, no computador, e nos puzzles (jogos de mesa). No geral, podemos dizer que são crianças autónomas, apresentando interesses e necessidades diferenciados, percursos próprios, surgindo diversos focos de atividade.

Ao nível sócio-emocional existem muitas situações de famílias atípicas ou situações familiares com problemas de diversas ordens. Existem casos em que as crianças vivem com os avós, outros em que têm pais divorciados, outros em que são oriundas de comunidades ciganas, outros, ainda, em que provavelmente existe alguma falta de firmeza por parte dos pais, em casa. Algumas crianças apresentam uma certa falta de assertividade, necessitando de atenção mais individualizada, outras demonstram dificuldades em respeitar as regras da sala. Temos também 2 casos em particular que estão pela primeira vez a frequentar o Jardim de Infância (JI), já com 5 anos. Estas crianças estão, por isso, numa fase de adaptação um pouco tardia, e enfrentam algumas complicações sobretudo nas suas relações com os outros, evidenciando-se um certo isolamento. Temos uma criança que não apresentando NEE, tem já 6 anos e dificuldades muito significativas ao nível da fala. É no entanto uma criança muito comunicativa, mas enfrentará uma adaptação muito difícil ao transitar para a escolaridade obrigatória. Uma outra criança, com 3 anos, tem feito uma ótima adaptação ao JI, e é uma criança extremamente assertiva e auto-confiante. Um dos meninos de etnia cigana, apresentava grandes limitações ao nível da comunicação, mas temos observado sinais animadores de evolução.

 

As rotinas     

Julgamos que é importante referir a importância das rotinas. A sua prática “ […] é educativa porque é intencionalmente planeada pelo educador e porque é conhecida pelas crianças que sabem o que podem fazer nos vários momentos e prever a sua sucessão, tendo a liberdade de propor modificações.” (Ministério da educação, p.40) As rotinas ajudam na aprendizagem das regras e na aquisição de hábitos importantes na organização da vida diária, “são securizantes para a criança e servem como fundamento para a compreensão do tempo […]”(Ministério da educação, p.40), pois permitem à criança que saiba o que acontece a seguir. Em especial para as crianças mais pequenas, que enfrentam mais dificuldades pela ausência parental, pois conhecem os acontecimentos que antecipam o final do dia, quando regressam a casa.

Também o brincar integra as rotinas diárias das nossas crianças. Este momento é extremamente importante, pois sabemos que o brincar é a atividade principal do ser humano na infância (Leontiev, 1988), “ […] sendo muito do que as crianças fazem de mais sério.” (Sarmento, 2006, p. 15). Assim exploram as suas concepções da realidade e recriam-na através da imaginação. Exploram os papéis sociais, os seus dilemas interiores, os acontecimentos que não conseguem ainda compreender, e expiam os seus medos e anseios. Promove-se também o seu desenvolvimento social, ao brincarem com as outras crianças. Aprendem a noção de si próprio e do outro, tanto física como psicologicamente e aprendem a resolver os seus próprios conflitos.

 

Bibliografia:

*                  Educação, M. (1997). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar (Coleção Pré-Escolar). Lisboa. Ministério da Educação – Departamento da Educação Básica, Gabinete para a Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-Escolar

*                  Leontiev, A. N. (1988). Uma contribuição à teoria do desenvolvimento da psique infantil. Vigotskii, L. S. et all (1988). Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Ícone editora. São Paulo. pp. 59 – 83.

*                  Sarmento, Manuel Jacinto (2006). Cultures Enfantines aux Carrefours de la Seconde Modernité, in Regine Sirota (dir.) Sociologie de l’Enfance. Rennes. Presses Universitaires de Rennes (307-316)


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publicado por sara-alves às 13:09

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