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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
Sessões relativas aos projetos de SIE A2

 

 Boa tarde!

Durante as últimas semanas de estágio, o nosso grupo tem desenvolvido as sessões relacionadas com o projeto no âmbito de SIE A2, como deve acontecer com a maior parte de vós. Neste sentido, começamos por apresentar o nosso projeto, intitulado de “A viagem da Lagartinha pelas línguas” tendo como principal base o conceito de intercompreensão, onde depois cada uma de nós aprofunda um outro conceito: A Cláudia – Compreensão oral / Sara – Cultura linguística. Como referem os especialistas neste domínio, como Hermoso (1998), por exemplo, estes concordam que a Intercompreensão é uma forma de comunicação na qual cada um deve se exprimir na sua própria língua e compreender a dos outros. De facto, hoje o ensino é visto como uma promoção do diálogo entre diferentes culturas e um dos veículos para o entendimento entre os vários povos, pois cada vez mais a sociedade é marcada pela diversidade linguística e cultural e a aceitação dessa mesma diversidade.

Assim, apresentamos uma reflexão sobre a primeira sessão, “As primeiras descobertas”, realizada já no dia 12 de Novembro, onde concluímos que muitos foram os aspetos a melhorar. Neste sentido, e como tínhamos bastantes atividades planificadas, começámos por iniciar a sessão falando com as crianças sobre o projeto, sabendo elas já do que se tratava. No entanto, falhámos no sentido de não apresentar logo o título do mesmo, planeando falar deste mais tarde. Relativamente ao conto da história “O Pinóquio” em italiano, sendo uma história já conhecida pelas crianças, estas acabaram por ir ao encontro das nossas questões pelos seus conhecimentos prévios e não tanto pela compreensão ou não do que ouviram. Além disso, e sendo o primeiro contacto com outra língua através de histórias no âmbito deste projeto, concluímos também que esta se mostrou um pouco longa, levando a uma fácil e rápida dispersão das crianças ao longo do seu conto. Contudo, este conhecimento prévio por parte das crianças tornou-se por outro lado benéfico, no sentido que estas atribuíram sentido e significado à história ouvida, ativando os seus conhecimentos e contribuindo também para aprendizagens mais significativas.

Sendo também uma temática nova para nós próprias e tentando ir sempre ao encontro das intervenções das crianças, sendo estas imprevisíveis e por isso mesmo impossíveis de planificar, sentimo-nos um pouco perdidas nas questões a colocar. Neste sentido, e sendo a atividade também mais ligada ao diálogo e partilha de opiniões, sobre o que vão ouvindo, sentindo e aprendendo, as crianças ficaram muito tempo sentadas na manta, acabando assim dispersar, o que nos levou a refletir em planificar atividades mais dinâmicas e momentos de brincar livre, gerindo melhor o tempo e a gestão do grupo. Ainda relativamente ao diálogo em torno da história e da compreensão de novas palavras em italiano, à medida que as crianças iam enunciando as mesmas, deveríamos ter passado novamente o excerto onde estas se encontravam para confrontar as ideias das mesmas.

Quanto à audição do pequeno excerto da história “Os três porquinhos” em espanhol, este revelou-se, sem dúvida, uma boa estratégia, visto ser uma língua mais parecida com a nossa e sendo assim mais fácil de compreensão por parte das crianças. Além de não saberem de que história se tratava, conseguiram rapidamente identificar palavras soltas e perceber que não pertencia à história do Pinóquio.

Já na última atividade desta sessão, estando esta relacionada com a palavra carpinteiro nas diferentes línguas (português, espanhol, francês e italiano), o facto de termos levado as mesmas também em suporte escrito e de termos assim associado a grafia ao som, mostrou-se também uma boa estratégia, pois as crianças apoiaram-se nesses suportes escritos, facilitando a identificação e o reconhecimento das diferentes língua, fazendo sempre a constante comparação com o português.

Numa fase posterior, colocámos no placar da sala o título do projeto, assim como as palavras exploradas nas diferentes línguas (carpinteiro). Além disso, fizemos ainda um código de cores para facilitar a identificação das línguas por parte das crianças, uma vez que estas ainda não sabem ler fluentemente Nesta lógica, colocámos também no placar, ao lado das palavras, um cartaz com o nome de cada língua, estando esta associada a uma cor (português – vermelho; espanhol – verde; francês – azul e italiano – roxo). Esta cor está por sua vez à frente da palavra carpinteiro nas diferentes línguas. Assim, quando a criança olha para a palavra “carpintero” e vê a cor verde, já sabe que esta está escrita em espanhol.

Caso esta reflexão desperte alguma curiosidade da vossa parte relativamente às futuras intervenções que já desenvolvemos ou a esta sessão em particular, não hesitem em questionar.

Obrigada pela atenção.
Cláudia e Sara
 

(Hermoso, A. (1998). “La Intercompreensión: una revolución en el arte de entenderse”- Cuadernos Cervantes de la Lengua Española, nº 21. Madrid: Universidad Complutense Madrid)

 

 



publicado por saraneves13 às 19:19

3

De silva-santos a 4 de Dezembro de 2012 às 19:31
Olá meninas!
A vossa intervenção de seminário parece-me bastante interessante, pois efectivamente e como vocês afirmam "cada vez mais a sociedade é marcada pela diversidade linguística e cultural e a aceitação dessa mesma diversidade".
Quando contaram a história do Pinóquio a vossa ideia era que as crianças respondessem às vossas questões quer pelo que ouviam quer pela própria versão contada em italiano, certo?

Adorei a ideia de relacionarem o texto escrito com o som da palavra carpinteiro. Imagino que as crianças além de terem adquirido novas aprendizagens, se tenham divertido muito também. Acho que foi mesmo uma boa aposta! :)

Quanto ao facto de as crianças dispersarem por causa de determinada atividade ser mais ou menos longa, penso que é perfeitamente natural e não devem ficar chateadas com isso... afinal, o mais importante é que identificaram nisso um aspeto a melhorar e, portanto, aprenderam e conheceram um pouco mais os limites do grupo de crianças com quem têm trabalhado.



Continuação de um bom trabalho, meninas.


Beijinhos


De dominique-carocho a 5 de Dezembro de 2012 às 12:25
Olá meninas,
Ainda não tive oportunidade de falar com vocês sobre o vosso projeto se SIE, mas espero sinceramente que esteja a correr bem e que consigam concretizar todas as ideias que têm em mente! Identifico-me muito com o vosso tema, porque como sabem o meu está relacionado com a diversidade cultural e portanto relacionam-se entre si. Falando mais especificamente da intercompreensão, cada vez mais, existe no nosso país um enorme diversidade de pessoas de culturas diferentes e falantes de outras línguas e portanto para nós enquanto futuras profissionais de ensino temos que estar preparadas para lidar com esta diversidade, sobretudo quando se trata da língua, que é o meio que utilizamos para nos relacionarmos e comunicarmos uns com os outros. O autor Esteve comenta esta questão, com a seguinte afirmação: “O professor confronta-se, cada vez mais, com diferentes modelos de socialização, produzidos pela sociedade multicultural e multilingue. Ser professor nos subúrbios de qualquer das grandes cidades europeias significa confrontar-se, quotidianamente, com um aglomerado de alunos que receberam a sua socialização primária em diferentes culturas e em diferentes línguas maternas” (1991: 102).
Concordo com vocês, por experiência própria, quando dizem que muito tempo na manta pode fazer com que as crianças dispersem a sua atenção, e sem dúvida que atividades mais lúdicas levam as crianças a entusiasmar-se e a participar mais, notando-se muitas vezes elevados níveis de implicação. Ousem experimentar atividades lúdico-didáticas que cativem mais as vossas crianças. Sem dúvida que nesta fase do campeonato já conhecem bem o grupo ao ponto de saber aquilo que realmente lhes interessa.
Para finalizar, queria dizer-vos que acho muito bem que levem a conhecer às crianças a língua italiana e espanhola, em vez do inglês (língua esta que à partida deveria ser a que utilizavam por ser considerada como um língua oficial que “todos devem conhecer”). Na minha opinião as crianças em futuros anos de escolaridade já contactam com a língua inglesa, portanto dar-lhes a conhecer outras línguas que não esta é um ótimo caminho. Parabéns! Qualquer coisa que necessitem da minha parte não hesitem em pedir.


Bibliografia:
ESTEVE, J. M. (1991). Mudanças sociais e função docente. In NÓVOA, A. (org.), Profissão Professor. Porto: Porto Editora, pp. 93-124.

Dominique


De amramos a 5 de Janeiro de 2013 às 00:30
Olá Cláudia e Sara!
O tema da intercompreensão parece-nos ser interessante, pela pertinência referida e fundamentada. Importa, de facto, atender à diversidade cultural/linguística na escola e veicular a respetiva intercompreensão, porque pode ser uma forma de abordar a questão do respeito pelo outro e do entendimento das suas vivências, numa perspetiva de construção de um ambiente tolerante.
No que respeita ao vosso texto, compreendemos que quisessem fazer uma reflexão sobre as primeiras impressões do projeto na prática, contudo, enquanto leitoras, sentimos que o texto ficaria mais claro se, inicialmente fizessem uma breve descrição do projeto, refletindo, posteriormente, sobre as tarefas, dúvidas e sucessos. Desta forma tornar-se-ia mais fácil perceber o contexto das vossas reflexões e inquietações. Apesar disso, há alguns aspetos que gostaríamos de comentar.
Quanto à escolha das línguas, partilhamos a opinião da Dominique quando refere a importância do contacto com outras línguas para além do inglês.
Consideramos, também, que tomar como ponto de partida um conto conhecido noutra língua, foi uma boa estratégia, na medida em que o conhecimento prévio permitiu amenizar a dificuldade em entender uma língua diferente da língua materna.
Não nos podemos esquecer que na aprendizagem de uma língua/cultura é importante, tanto a reflexão sobre o contexto como sobre as palavras, sendo estes dois fatores fundamentais para a promoção da compreensão referida anteriormente. Sim-Sim, Silva & Nunes (2008: 65) assinalam que a exploração de textos escritos «podem constituir-se como oportunidades de reflexão sobre os significados de palavras e sobre as estruturas frásicas.», recordando, ainda, estratégias indicadas pelas Orientações Curriculares - que embora associadas ao contexto português serão válidas para a exploração de outros contextos linguísticos -, para o desenvolvimento da consciência linguística, tais como «procurar com as crianças informações em livros, cujo texto o educador vai lendo e comentando de forma a que as crianças interpretem os sentidos, retirem ideias principais e reconstruam informação, e também (…), consultar um dicionário”.». Neste sentido os suportes escritos construídos por vocês foram, também, uma mais-valia para as crianças.
Outro aspeto que nos ocorreu quando líamos a vossa reflexão - e também por conversa com outras colegas -, relaciona-se com o facto de os projetos de seminário, principalmente, no caso do pré-escolar, poderem, aparentemente, ir contra a lógica da preparação de atividades de acordo com os interesses da criança, uma vez que têm de ser delineados com antecedência - muito embora deva haver alguma flexibilidade na adaptação do projeto ao contexto educativo.
Na nossa opinião, uma solução, para além da necessidade de flexibilizar a intervenção, pode passar por induzir previamente o interesse pela temática do projeto, ainda antes do início do próprio projeto. Falamos de uma indução discreta, com introdução de elementos na sala e nas rotinas que despertem o interesse das crianças. No vosso caso, como trabalharam esta questão?
Beijinhos e bom trabalho!
Alexandra e Ana Catarina

Referência Bibliográfica:
Sim-Sim, I., Silva, A. & Nunes, C. (2008). Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância, Textos de Apoio para Educadores de Infância. Lisboa: Ministério da Educação/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular.


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