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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
Reflexão de algo importante

Boa tarde,

ao longo das nossas práticas e perante situações do dia-a-dia, surgem-nos sempre dúvidas e questões que necessitam de ser esclarecidas. Assim, nada melhor do que investigarmos sobre as mesmas sitauções-problema de forma a melhorarmos as nossas práticas.

Com isto, queremos dizer que não devemos desanimar só porque algo correu mal. De facto, para além das atividades que correm bem e que são sinal que as planificámos de forma sustentada, a tomada de consciência de que algo correu mal e que devíamos de ter feito de outra maneira já é um sinal de aprendizagem e só nos devemos valorizar por isso. Não percamos o ânimo!

Assim, queremos partilhar com todos vós alguns aspetos que têm feito parte das nossas reflexões e que, mais tarde, tencionamos fundamentar teoricamente. Faremos assim referência a um aspeto em cada post, de forma a centrarmos a nossa atenção num só aspeto, para que não haja tanta dispersão de ideias.

Desta forma, um deles é o facto de, muitas vezes, quando queremos implicar todo o grupo de crianças a nossa ação acaba por não atingir o mesmo objetivo que planeámos, ou seja, não conseguimos que a nossa mensagem chegue a todas as crianças. Já tentámos, diversas vezes, realizar as atividades em pequenos grupos,no entanto, consideramos que nos devíamos preparar para uma realidade, quando estivermos no ativo, não teremos os recursos humanos que agora nos são disponibilizados, Para além disso, mesmo com um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 4 e 5 anos, há uma grande heterogeneidade entre os níveis de desenvolvimento das mesmas.

Se, por um lado, temos crianças que são bastante perspicazes e conseguem, facilmente, atingir o que queremos, por outro, existem crianças que nem sequer se apercebem do que se está a passar.

É claro que estamos em constante formação e que, ao longo dos tempos, nos vamos apercebendo que não somos super-heroínas. Contudo, é importante atendermos à individualidade de cada criança, embora seja uma tarefa um tanto ou quanto complicada e que exige de nós super-poderes!

Também se têm deparado com isto? Como têm feito?

 

Bom trabalho!

Cláudia e Sara


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publicado por claudia-rosa às 17:24

9

De claudiarmarques a 2 de Dezembro de 2012 às 21:12
Olá meninas!
Ao ler o vosso post acabei por me identificar bastante com o que dizem, pois também nos temos deparado com situações idênticas. Quando tentamos reunir as crianças em grande grupo, uma conversa que supostamente deveria demorar 10 minutos acaba por demorar sempre mais, e acabamos por nos dispersar da temática que pretendíamos abordar, uma vez que as crianças sentem sempre a necessidade de falar sobre diversos temas. Quando voltamos à temática que pretendíamos abordar a atenção das crianças já é muito menor, e acabamos por verificar o mesmo que vocês, não conseguimos chegar a todas as crianças de igual forma. De facto temos recorrido ao método de dividir as crianças em pequenos grupos, o que tem vindo a resultar, mas também já pensamos que não vai poder ser sempre assim, uma vez que no nosso dia-a-dia não irão existir dentro da sala 3 educadoras. Mas achamos que com o decorrer do tempo e ao longo da nossa profissão vamos arranjar novas soluções e novas técnicas. Não nos podemos é esquecer que as crianças são sempre todas diferentes e o que pode funcionar num grupo de trabalho pode não funcionar tão bem com outro grupo.
Mas não podemos desanimar, e tal como referiram no início, temos é de ir aprendendo com os nossos erros e perceber o que correu mal, para que na próxima vez as coisas nos corram melhor.
Pensem que não estão sós nesta caminhada e que as vossas dúvidas também são as nossas.

Beijinhos


De claudia-rosa a 6 de Dezembro de 2012 às 11:58
Olá meninas ..

Já tinha feito dois comentários aos vossos, mas só hoje me apercebi que não apareciam! Não percebo porquê!


De sara-alves a 3 de Dezembro de 2012 às 19:45
Olá meninas!
Não se sintam, de todo, sozinhas neste tipo de aspetos, pois não são as únicas a quem acontece este tipo de situações. Por vezes são situações que nos chegam mesmo a deixar frustradas, mas temos que saber erguer a cabeça e tentar para a próxima fazer o melhor que podemos.
O que tanto eu como a Joana fazemos é idêntico ao que a Cláudia referiu. Vamos dividindo a turma em grupos, de forma a todos estarem implicados em alguma atividade, mas tentamos sempre fazemo-lo de forma rotativa tendo como objetivo que todas as crianças experienciem as diferentes atividades propostas. Por vezes optamos mesmo por propor atividades diferenciadas para os vários grupos. Ambas as estratégias têm resultado muito bem, pois permite-nos dar mais atenção a cada criança porque o grupo é mais pequeno, a atividade corre de forma mais serena e mais propícia à aprendizagem mas também as crianças conseguem realizar outro tipo de exploração nas várias atividades.
Claro que não podemos esquecer, e como vocês disseram muito bem, que estamos numa situação excecional onde estão presentes vários adultos dentro de uma sala, coisa que não acontecerá no nosso futuro profissional, mas, enquanto nos podemos dar a esse luxo, vamos podendo adquirir alguma experiência, práticas e estratégias diversificadas e aproveitar a oportunidade de as colocar à prova.

Continuação de bom trabalho meninas e espero que o meu comentário tenha ajudado em algo. :)

Beijinhos
Sara


De Cláudia Rosa a 3 de Dezembro de 2012 às 22:40
Boa noite meninas!

Desde já agradecemos os vossos comentários encorajadores.
Sem dúvida que estamos em processo de formação e todas as nossas ações são experimentais e enriquecedoras. Parece que todos os dias trazemos a bagagem mais cheia para casa!

Agradecemos também a vossa partilha, pois, o facto de sabermos que a nossa preocupação é partilhada por outras pessoas, não nos faz sentir tão sozinhas!

De facto, a divisão das crianças em pequenos grupos propicia momentos de maior implicação, o que verificámos ainda hoje durante a nossa última sessão de implementação do projeto.

Continuação de bom trabalho!

Beijinhos,
Cláudia e Sara


De cristiana-amorim a 4 de Dezembro de 2012 às 18:11
Olá meninas! =)

É natural que as situações que referiram aconteçam por diversas vezes. Concordamos com a afirmação que fazem "quando estivermos no ativo, não teremos os recursos humanos que agora nos são disponibilizados". Contudo, consideramos que, se neste momento de formação, estes nos são disponibilizados devemos rentabilizados da melhor forma.
Em várias intervenções e quando as atividades assim o exigem optamos por dividir as crianças em grupos. Podem ocorrer duas situações diferentes, a saber:
- um grupo está a realizar uma determinada atividade e as restantes crianças estão distribuídas pelas áreas;
- todos os grupos estão a realizar a mesma atividade.
Todas as situações exigem acompanhamento das crianças por parte do adulto.
Dado que na nossa sala dispomos de quatro adultos por que não rentabilizá-los nestas situações? Assim, ficamos nós a ganhar na organização e gestão da atividade. Mas também, as crianças beneficiam porque a atenção e o acompanhamento é mais individualizado.
Bom trabalho!
Beijinho

Cristiana e Sónia


De Cláudia Rosa a 4 de Dezembro de 2012 às 21:40
Concordamos plenamente com vocês!
Primeiro, nas estratégias que dizem adotar para chegar a todas as crianças e, seguidamente, quando dizem que estamos em formação e que devemos aproveitar todos os recursos disponibilizados.
De facto, não é por termos estes recursos humanos que não aprendemos e nos formamos profissionalmente, pois, os adultos que nos auxiliam apenas devem fazer isso mesmo, auxiliar, deixando-nos um pouco para que nos consigamos desenrascar sozinhas nas diversas situações com que nos deparamos.

Obrigado pelos vossos comentários :)

Bom trabalho, Cláudia e Sara


De silva-santos a 4 de Dezembro de 2012 às 19:39
Olá meninas!

Concordo plenamente convosco e com o vosso testemunho.


Muitas vezes também me acontece sentir insegurança e até sentir que falhei, porque deveria ter agido/reagido de outra forma perante as mais variadas situações que surgem diariamente. Contudo e como vocês dizem "a tomada de consciência de que algo correu mal e que devíamos de ter feito de outra maneira já é um sinal de aprendizagem e só nos devemos valorizar por isso".
Sinto que realmente aprendemos muito de cada vez que identificamos uma dessas pequenas falhas ou aspetos a melhorar.

E quanto ao aspeto que referem, concordo e também sei o quão complicado é planificar de forma a proporcionar aprendizagens de igual forma para as várias idades. Eu e a Cátia estamos no CIAQ1 com um grupo de 22 crianças entre os 2 e os 5 anos e acreditem que todos os dias aprendemos com eles e, no final do dia, ficamos sempre com a sensação de que poderíamos ter melhorado isto ou aquilo. Mas sinceramente sinto-me tranquila comigo mesma, pois acho que o importante é darmos sempre o que de melhor existe em nós, esforçando-nos ao máximo por ter sempre as crianças como a grande prioridade no nosso trabalho.

Continuação de bom trabalho.

Beijinhos


De claudia-rosa a 6 de Dezembro de 2012 às 12:03
Olá meninas,
desculpem só agora receberem as nossas respostas, mas já tínhamos comentado, no mínimo duas vezes e nada apareceu aqui.

Por um lado, ainda bem que todas partilhamos algumas destas situações, pois sentimos realmente que todas elas fazem parte da nossa formação como educadoras e professoras.

Nestas últimas intervenções, temos tentado dividir as crianças em vários grupos de forma a que elas se impliquem um pouco mais.

Para além disso e apesar de, futuramente, não termos os mesmos recursos humanos que agora nos são disponibilizados, não impede a nossa aprendizagem! Já vimos que todos os dias resultam em enriquecimento da nossa bagagem!!

Obrigado pelo carinho e partilha :)

Continuação de bom trabalho,
Cláudia e Sara


De amramos a 3 de Janeiro de 2013 às 23:20
Olá Cláudia e Sara!
Apesar da “antiguidade” deste post, gostaríamos de deixar aqui, agora, o nosso comentário, porque nos parece que focaram uma questão importante.
No ano passado, em contexto de pré-escolar sentimos exatamente, o mesmo, no que respeita à questão “atuar como se existisse apenas uma educadora ou não?”. Rapidamente percebemos que o melhor seria aproveitar os recursos de que dispúnhamos, uma vez que se tornava uma mais-valia para as crianças. Por um lado, beneficiaram de uma atenção mais próxima da sua individualidade e, por outro, nós educadores, beneficiámos pela construção de uma identidade profissional mais sólida, porque focada no sucesso do processo de aprendizagem da criança.
Assim, aproveitando os recursos humanos disponíveis, em primeiro lugar, identificávamos os interesses e necessidades das crianças e, depois, planificávamos segundo o que observávamos. Concebíamos abordagens que passavam pelo alargamento da oferta educativa da sala, nomeadamente, a introdução de uma nova área, a introdução de uma atividade diferente (que ocorria em simultâneo com as atividades do brincar livre), ou simplesmente a colocação estratégica de objetos na sala (ou no exterior) que sabíamos que favoreceriam o ímpeto exploratório das crianças. Na verdade, alturas houve em que olhávamos em volta e dizíamos “Alto! Ninguém está a precisar de nós, não há conflitos de momento, estão todos implicados em alguma coisa… Pronto, ótimo, vamos fotografar estes momentos e observar as aprendizagens que as crianças estão a construir!”. Esses foram os melhores momentos de aprendizagem pessoal, porque estávamos disponíveis para escutar, verdadeiramente, as crianças e entender os seus processos internos de aprendizagem, não estávamos a dirigir a atividade, eram as crianças a dirigi-la.
É certo que também há necessidade de conceber atividades dirigidas ao grupo, até para criar uma rotina de encontro em grande grupo, mas não podemos esperar que todas as crianças demonstrem interesse com a mesma intensidade, nem podemos pressionarmo-nos demasiado se nem todas conseguem atingir os mesmos objetivos. Temos, sim, de perceber como alimentar a motivação das crianças e isso só se consegue com observação e proximidade, para sustentar a adaptação das estratégias. Já defendia o filósofo francês Condillac no século XVIII que, enquanto profissional, é necessário considerar que para orientar o meu plano, preciso de me aproximar do meu aluno, colocando-me no seu lugar. Eu deixo-o brincar e brinco com ele; no entanto, vou-o ensinando a refletir sobre o que faz e como aprendeu a fazer (in Silva, 2000: 64).
Depois do que temos aprendido, sentimos, portanto, que o foco da nossa atuação deve ser procurar entender a forma como as crianças aprendem e não tanto a forma como ensinamos, para nos podermos aproximar de uma situação de aprendizagem efetiva, porque cada criança aprende à sua maneira e, no fundo, aprende o que lhe interessa.
Beijinhos e bom trabalho,
Alexandra e Ana Catarina

Referência Bibliográfica:

Silva, E. (2000). Gestão pedagógica da heterogeneidade na sala de aula. Aveiro: Universidade de Aveiro/Departamento de Ciências da Educação.


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