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Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2013
Processo de Ensino/Aprendizagem de uma língua estrangeira

E porque o meu projeto está relacionado com a sensibilização à diversidade línguistica e cultural, achei pertinente partilhar este post com vocês. Penso que vos poderá ser útil de futuro.          

 

         No processo de ensino/aprendizagem de qualquer língua é necessário apreender alguns conceitos como linguagem e linguagem verbal. Segundo (Naef, 1987) define-se “linguagem como um objecto autónomo resultante de uma capacidade manifestada por algumas espécies animais com uma certa organização social”. Por exemplo, quando a criança chora está a fazer uso da linguagem, isto é, ela está a chorar para expressar algo que não consegue através da fala, uma vez que não tem esta competência adquirida. Enquanto que a linguagem verbal define-se como sendo um sistema de comunicação usado pelo homem, fazendo parte do seu código genético, mas é necessário ainda ter em conta que este tem de estar inserido num grupo social de modo a estimular a comunicação. Tendo em conta que a linguagem verbal associa-se à linguagem humana, esta tem duas funções, a representativa (a língua serve para organizar conceitos) e a comunicativa (a língua é um instrumento de comunicação).

            Neste sentido, é essencial desenvolver atividades em sala de aula que estimulem os alunos a desenvolver a competência de comunicação, ou seja, estes deverão ser capazes de usar a língua de acordo com a situação e o local onde se encontram, variando o seu discurso consoante a necessidade de se fazerem entender através dos vários níveis de língua. Esta competência engloba diversas componentes que são indissociáveis, tais como, a competência linguística, a competência discursiva, a competência referencial, a competência pragmática, a competência sociocultural e a competência estratégica.

            Existem dimensões de funcionamento da língua que deverão ainda ser utilizadas em contexto de sala de aula da LE, nomeadamente, a dimensão linguística que é composta pelos elementos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos da língua; a funcional que abarca o uso dos elementos linguísticos com vista a preencher as intenções comunicativas; a sociocultural que está relacionada com a utilização das formas linguísticas em diversas situações de comunicação, cujas normas estejam bem definidas para os locutores e que sejam as da comunidade em questão; a discursiva que se refere ao discurso como unidade de comunicação, estando este conceito relacionado com o contexto em que está inserido.

Para que um aluno tenha uma aprendizagem significativa, o professor deve encará-lo como o centro do ensino e ajudá-lo na construção da sua própria autonomia. Querendo com isto dizer que o aluno também é responsável pelas suas aprendizagens, no entanto, caso seja necessário o professor deverá intervir. Contudo, o professor deve sempre ter em conta as características individuais do aluno com o intuito de melhorar essa mesma aprendizagem. É com base nesta nova relação entre professor e aluno que surgem novas funções do professor. Este deverá, ser o elo entre o saber e o aluno partindo sempre das suas ideias prévias; observar o aluno em diversos contextos na sala de aula não só com o intuito de o avaliar, mas também com a intenção de o auxiliar, prestando atenção às suas dificuldades e facilidades; planear as atividades de modo a responder às necessidades dos alunos, respeitando o seu ritmo de trabalho; avaliar com a preocupação de dar ao aluno um “feedback” positivo como forma de o motivar.  

É esperado que o aluno com o apoio do professor desenvolva um conhecimento reflexivo, questionando-se acerca do que é aprender, do que aprendeu, dos objetivos que adquiriu, das estratégias/meios que utilizou para aprender. No processo de aprendizagem de uma LE, este espírito crítico e reflexivo deve incidir em três domínios: na língua e na comunicação, na cultura e no processo de aprendizagem da língua. Relativamente ao primeiro domínio, o professor deverá realizar atividades metalinguísticas que estimulem no aluno a capacidade de refletir sobre a LE e o seu funcionamento, partindo do princípio que estes já têm uma experiência em LM e devem tirar proveito desse aspeto. Também é necessário que o aluno desenvolva a capacidade de refletir acerca do ato de comunicação que envolve o enunciado linguístico. No que respeita à cultura, o professor deve fomentar uma atitude positiva pela LE para que o aluno tenha curiosidade em aprender essa mesma língua e respeite a interculturalidade. No último domínio é de extrema importância que o professor crie contextos favoráveis à atividade metacognitiva, levando os alunos a discutirem e a pensarem como fazem as coisas e sobre como aprendem.  

Em suma, para o sucesso da aprendizagem de uma nova língua deve-se essencialmente ter em conta as expectativas e os interesses individuais dos alunos acerca da mesma.

 

 

Andrade, A. O., & Sá, M. A. (1992). Didáctica da Língua Estrangeira. Edições Asa.

Naef, J. G. (1987). Savoir parler, savoir dire, savoir communiquer. Neuchatel: Delachaux & Niestle.

 



publicado por fabianamabrantes às 21:44
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O corpo humano …

Olá meninas,

 

Com este post pretendemos dar a conhecer uma das atividades realizada nas nossas intervenções.

Para iniciar o estudo dos sistemas do corpo humano começamos por trabalhar com os alunos alguns órgãos internos. Neste sentido, foi apresentada uma caixa com as imagens dos órgãos: coração, pulmões, estômago, fígado, rins, intestino grosso e intestino delgado. Esta atividade foi realizada em grupo, sendo que cada grupo elegeu uma porta-voz que ficou responsável por retirar um órgão de dentro de uma caixa. Optamos por levar os órgãos numa caixa para criar surpresa mas também para evitar zangas/confusões relativamente à escolha do órgão. O que acham desta estratégia?

Cada grupo ficou com um órgão e depois foi-lhe dado um texto sobre esse órgão. Os alunos tinham de ler o texto e sublinhar a informação mais relevante. De seguida, foi dado a cada aluno uma ficha com algumas questões a que os alunos tinham de dar resposta, consultando o texto e discutindo em grupo. Além disso, havia uma questão em que os alunos tinham oportunidade de desenhar o órgão.

Por fim, houve o confronto de ideias entre todos os grupos.

 

Continuação de bom trabalho J

Beijinhos,

Daniela Ferreira e Joana Ferreira

 

 


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publicado por danielafferreira às 21:01
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Explorar História - um desafio contra o ensino transmissivo
 

                                                                

 

Boa tarde meninas,

 

Estamos aqui hoje para solicitar a vossa ajuda. Durante este período de estágio, foi necessário explorarmos, com as crianças, toda a História de Portugal. Tentámos sempre construir atividades que envolvessem as crianças de forma a que estas se tornassem construtoras do seu próprio conhecimento. Realizamos a construção de um friso das diferentes dinastias (cada dinastia representada por uma cor diferente) e trabalhos de pesquisa.

 


 

No entanto, outras sessões foram ao encontro do ensino transmissivo (usámos powerpoint’s e construção de esquemas). Segundo Cachapuz, Praia e Jorge (2002) este tipo de ensino é caracterizado por uma transmissão de conteúdos, no qual a criança apresenta um papel passivo, recetor de informação, em que aprende por memorização. Na maioria das vezes, as crianças não compreendem o que decoraram e lhes foi transmitido.

Têm outras sugestões de atividades mais práticas para explorar História sem ser através do ensino por transmissão ou das atividades práticas por nós realizadas?

 

Referências Bibliográficas

Cachapuz, A.; Praia, J. & Jorge, M. (2002). Ciência, educação em ciência e ensino das ciências. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.



publicado por angelasofia às 19:28
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Uma forma divertida de “ver” e de “provar”…

 Olá a todas J

Numa das aulas de estudo meio decidimos continuar a exploração dos cinco sentidos, uma vez que este tema constava na planificação semanal de turma. Neste dia abordamos a visão fazendo a ponte para as pessoas invisuais. O nosso objetivo seria que os alunos percebessem que as pessoas invisuais passam por algumas dificuldades no seu dia-a-dia pois a sociedade onde vivemos não está adaptada à diferença. Foi um momento de grande partilha, com testemunhos dos alunos e das professoras acerca dos problemas que estas pessoas enfrentam e o que podem fazer para com conseguir ter uma vida o mais normal possível.

Realizamos uma pequena atividade na sala onde a turma foi dividida em dois grupos e dentro desses grupos, metade dos alunos foram vendados para que através de alguns objetos, descobrissem o tipo de textura: liso, rugoso ou macio.

Como forma de voltarmos ao assunto inicial da aula, realizamos uma atividade a pares, fora da sala, no corredor da escola. O colega que estava vendado deveria ouvir as indicações do seu par para que se movimentasse num determinado espaço. Foi bastante prazeroso observar a alegria das crianças e a implicação que depositavam na atividade. Quando forneciam indicações ao colega, tinham bastante cuidado para que este não fosse contra algo ou se magoasse. Como estávamos perto da hora de almoço, a indicação que deveriam dar de seguida, seria conduzir o colega até ao refeitório. Normalmente as crianças vão em fila para o refeitório (regra imposta pelo Colégio) e este dia foi diferente. Cada para chegou separadamente consoante as indicações dos colegas e os alunos sentiram um prazer enorme em conduzir o amigo ao seu lugar.

  

O outro sentido explorado, numa outra aula, foi o do paladar. Os alunos tinham à sua disposição três frascos com sabor amargo, doce e salgado. Através de um conta-gotas, estes sabores eram provados e, no final de todos os provarem, juntos, tirávamos conclusões. Tal como a atividade anterior, esta também aconteceu com uma conversa prévia para percebermos as ideias dos alunos. O facto de utilizarmos o conta-gotas foi algo novo para os alunos pois nunca tinham estado em contacto com este material e adoraram a forma como este era utilizado. Queriam provar uma segunda vez os sabores e estavam realmente implicados e felizes.

Em relação a estas atividades fazemos um balanço muito positivo. Tentámos estar mais atentas às crianças dos nossos estudos de caso, sempre com incentivos e elogios, e atentas a qualquer reação da sua parte.

Espero que nos vossos contextos consigam sentir as vossas crianças felizes como nós sentimos neste dia e em muitos outros J

Bom trabalho!

 

Beijinhos

 

 


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publicado por joanafpereira às 16:36
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Métodos de recolha de dados

 Os métodos de recolha de dados permitem aos pesquisadores recolher dados que lhes possibilitam responder às suas questões investigativas. Após a recolha dos dados estes devem ser analisados, interpretados e transformados em resultados e conclusões.

De modo a responder à nossa questão de investigação apoiamo-nos em quatro métodos de recolha de dados, nomeadamente a observação, as notas de campo, as fichas de avaliação individual e o portefólio.

A observação é um método que “possibilita um contacto pessoal e estreito do pesquisador com o fenómeno pesquisado (…) a experiência direta é sem dúvida o mehor teste de verificação da ocorrência de um determinado fenómeno.” (Ludke & Marli, 1986) Ao longo de todo o período de intervenção a observação foi essencialmente naturalista, participante e direta. Naturalista porque parte fundamental dos nossos registo são notas de campo, participante porque o investigador “vive a situação”(Pardal & Correia) e direta porque “combina simultaneamente a análise documental, a entrevista de respondentes e informantes, a participação e a observação direta e a introspeção.” (Ludke & Marli, 1986).

As notas de campo que consiste no “relato escrito daquilo que o investigador ouve, vê, experiencia e pensa no decurso da recolha e refletindo sobre os dados” (Ramos, 2010, p.72). As notas de campo eram realizadas após a implementação de cada sessão e completadas com registo audiovisuais e fotográficos.

As fichas de avaliação individual que consiste na avaliação de cada sessão, ou seja, a ficha de avaliação continha imagens dos vários momentos da sessão e as crianças tinham que rodear a verde o que mais gostaram e a vermelho o que menos gostaram e na segunda parte pintar a língua de verde (gostaste muito), amarelo (gostaste) ou vermelho (não gostaste).

E por fim o portefólio que é “um documento pessoal que pretende contribuir para o reconhecimento de experiências linguísticas e culturais a vários níveis.” (Fischer, 2001) Cada criança tinha um portefólio onde colocava todos os trabalhos realizados ao longo das sessões de intervenção.

Aqui estão apresentados os nossos métodos de recolha de dados. Os vossos métodos coincidem com os nossos? Que novos métodos utilizaram? Conseguiram recolher os dados que precisavam para responder às vossas questões de investigação?

 

Beijinhos,

Sandra e Sofia

 

Referências bibliográficas:

Fischer, G. (2001). Quadro comum de referência e portfolio europeu de línguas. Educação & Comunicação.

Ramos, M. (2011). Gramática e sensibilização linguística no 1º CEB. Aveiro: Universidade de Aveiro.Tese de Mestrado


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publicado por sandrap às 00:10
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