Blog da UC de Gestão de Comunidades de Aprendizagem online
pesquisar neste blog
posts recentes

Balanço final do trabalho por projeto

Balanço do Projeto de Intervenção

Balanço Geral

As decorações do Natal

Reflexão Intermédia

O Diário de Turma e o Conselho de Turma!

A importância do estágio supervisionado para a formação de professores

Alguma angústias e preocupações durante a prática pedagógica

Estratégias !

Momento de autonomia das crianças

arquivos

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

participar

participe neste blog

Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013
Está a chegar o Natal…
Olá meninas,


Com este post pretendemos dar a conhecer como trabalhamos o Natal com os nossos alunos.
Já que estamos tão perto do Natal, os alunos começaram por ouvir a canção “Pó de Estrelas”, de Maria Vasconcelos. Optámos por esta canção, uma vez que aborda alguns símbolos do Natal e também permite trabalhar com os alunos a “partilha” que há nesta época do ano. Além disso, é uma canção engraçada, percebendo-se bem toda a letra.
A partir dessa canção foi pedido às crianças que sublinhassem as palavras que estavam relacionadas com esta época festiva. Posteriormente, foi dado a cada aluno uma pequena árvore de natal numa folha de papel, onde tinham de colocar as palavras da área vocabular de Natal. Cada aluno decorou e colou a sua árvore no caderno.
A partir de algumas palavras da canção também trabalhámos a classificação de palavras quanto ao número de sílaba, a classificação morfológica dessas mesmas palavras, a classificação de palavras quanto à sílaba tónica e a conjugação de verbos.
Ainda neste mesmo dia, os alunos elaboraram uma quadra com algumas palavras da área vocabular de Natal. Essa quadra foi colocada num símbolo relacionado com o Natal (bola ou sino), que serviu para decorar uma árvore de Natal que foi colocada na porta da sala.
Além disso, também trabalhamos a pintura, a colagem e o recorte com os alunos. Estes pintaram alguns desenhos alusivos ao Natal, como por exemplo: pai natal, presépio, bota e vela. Para estes desenhos encontrava-se disponível algodão para que os alunos pudessem colocar nos seus desenhos. No final, os alunos recortaram esses desenhos, que foram utilizados para decorar a sala. Os alunos, em alguns destes desenhos, tinham espaço para dar asas à sua imaginação, por exemplo, na bota de Natal. Optámos por dar a bota sem enfeites para que o aluno pudesse ser criativo na sua criação.
Considerámos importante desenvolver a criatividade dos alunos, pois assim conseguirão ser adultos com uma grande capacidade de imaginação e com facilidade em resolver os problemas. Para desenvolver a criatividade nos alunos, o professor tem um papel importante.
Concluindo, os alunos gostaram destas atividades, sendo isso visível através das suas expressões. Salientamos a audição da canção, pois foi algo que os alunos gostaram muito, na medida em que pediram para repetir.
E nos vossos contextos desenvolveram alguma atividade relacionada com o Natal?



Beijinhos,
Daniela Ferreira e Joana Ferreira
tags: , , , ,

publicado por joanaazevedo às 23:58
12

Reflexão intermédia

Olá meninas :)

Venho-vos apresentar a minha reflexão individual relativa às fases de intervenção realizada no contexto educativo.

Em todo o meu processo de formação académica, esta fase de intervenção constituiu-se como o único momento, até à data, em que me pude ver no papel de professora que, futuramente, ambiciono ser. Segundo Alarcão (1996, p. 176), professor é aquele que tem um papel activo na educação e não um papel meramente técnico que se reduza à execução de normas e receitas ou à aplicação de teorias exteriores à sua própria comunidade profissional. Ser professor implica, então, e ainda segundo a mesma autora, saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e consciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade e tomar decisões quanto às ações a desenvolver que vão ter consequências não só em si mesmo, mas também nos alunos. Assim, pretende-se que o professor seja consciente, reflexivo e investigador da sua própria ação.

Um dos instrumentos de recolha de dados fundamentais que me tem vindo a acompanhar em todo este percurso, e que tem sido um contributo para o meu desenvolvimento profissional e pessoal, na medida em que me faz refletir e melhorar as minhas intervenções e o meu processo de escrita, são as notas de campo. Estas são um instrumento metodológico de recolha de dados (Máximo-Esteves, 2008, p. 88), isto é, pelas palavras de Bogdan e Biklen (1994), constituem-se como o relato escrito daquilo que o investigador ouve, vê, experiencia e pensa no decurso da recolha e reflectindo sobre os dados de um estudo qualitativo (p.150). Para além deste instrumento de recolha de dados, também as reflexões traduzem um meio para a realização de um estudo melhor (ibidem, p.165).

Nesta linha orientadora, ao longo desta reflexão, apesar das várias aprendizagens realizadas, focar-me-ei no que para mim teve maior relevância e sustentar-me-ei nas minhas notas de campo. Assim, debruçar-me-ei sobre dois aspetos: as aprendizagens realizadas e as competências desenvolvidas e em desenvolvimento. Gostaria ainda de frisar que as aprendizagens e competências que tenho vindo a desenvolver nesta UC são o resultado de oportunidades de formação diversas em contextos variados e com pessoas diferentes e que nada seria possível sem o grupo de alunos.

Em primeiro lugar, considero crucial referir as três dimensões da prática educativa do educador/professor com efeitos nos resultados das crianças/alunos e sobre as quais vários autores se têm debruçado. Neste sentido, saliento Cadima et al (2011) que, suportadas em Pianta, La Paro e Hamre (2006), mencionam essas três dimensões – a dimensão da instrução, a dimensão da gestão de sala de aula e a dimensão socioemocional. Tal como já referido na reflexão anterior, relativa à fase de observação, a dimensão que mais me chamou a atenção foi a dimensão da organização e gestão da sala de aula. Neste momento de reflexão sobre a fase de intervenção, posso constatar que foi sobre esta dimensão que senti maior necessidade de refletir, não só pela dificuldade na organização e gestão na sala de aula como também pela relação que tem com o meu projeto de intervenção e de investigação.

Nesta linha de pensamento, centrar-me-ei na dimensão da organização e gestão da sala de aula, mais concretamente na gestão do comportamento dos alunos, na gestão da atenção dos alunos e na gestão do tempo que, a meu ver, se encontram interligadas.

Prosseguindo para situações concretas, na minha primeira intervenção, dia 14 de outubro, deparei-me com a dificuldade na gestão do comportamento dos alunos. As inúmeras interrupções no decurso da aula foram um aspeto que senti necessidade de “travar”. Na sala fazia-se sentir uma grande agitação, conversas paralelas, comentários fora do contexto, alunos que se levantavam sem pedir autorização… Deste modo, começaram a surgir algumas questões para as quais, no decorrer das intervenções, fui obtendo resposta: Deverei parar a aula para diminuir o nível de ruído ou deverei esperar para ver se ele diminui por si? (Santos, 2007, p. 29); Deverei pensar numa estratégia que capte a atenção dos alunos e os implique no que se está a fazer?

Na intervenção seguinte, para tentar promover um ambiente positivo decidi começar a implementar o meu projeto de intervenção e investigação – construção de regras para o funcionamento democrático da sala de aula. Neste sentido, começámos por construir as regras de trabalho a pares de forma a contribuir para o melhor funcionamento da atividade a realizar. Pude constatar, no decorrer da atividade, que os alunos ao tomarem as regras como aceites respeitam-nas e promovem um melhor ambiente de aprendizagem. Contudo, na atividade seguinte, atividade realizada em grande grupo, voltei a sentir alguma confusão, pois todos os alunos falavam ao mesmo tempo. Na reflexão durante a ação decidi construir com os alunos as regras a ter em conta em trabalhos em grande grupo, o que me impossibilitou terminar as atividades que tinha estabelecido. Neste momento questiono-me: Deveria ter abordado as regras de trabalho em grupo ou deveria ter continuado com as atividades de forma a cumprir os objetivos pretendidos? Para dar resposta a esta pergunta terei de o experimentar numa próxima oportunidade, pois só experimentando  e refletindo sobre a própria experiência é que posso concluir o que faria mais sentido. Após a ação, surgiram novas questões: Será que os alunos não se encontram implicados devido à falta de concentração e atenção? Será que são apenas as estratégias que captam os alunos ou a minha postura também interfere na implicação dos mesmos? Será que o modo como me dirijo aos alunos pode colmatar os momentos de agitação e proporcionar momentos positivos e de aprendizagem? Aquando da reflexão e partilha de opiniões sobre estes aspetos pude concluir que seria importante mudar a minha postura tornando a minha intervenção mais dinâmica e segura, envolvendo e cativando os alunos a estarem concentrados nos momentos oportunos, refletindo sempre sobre a prática para que seja possível melhorar ainda na ação ou na posterior intervenção. Na semana de 28 a 30 de outubro senti que consegui tirar partido da minha postura e da transmissão da informação, promovendo o ambiente pretendido.

Para além da dificuldade sentida ao nível da gestão do comportamento dos alunos, penso que a gestão do tempo poderá ter sido outro obstáculo. O facto de haver um horário para cumprir para cada área, de existirem exigências programáticas a cumprir, a obrigatoriedade de se abordar inúmeros conteúdos, deixou-me apreensiva. Contudo, de modo a atingir os meus objetivos e os dos alunos vim a adotar várias estratégias que penso que foram colmatando este receio.

No dia 14 de outubro, primeira intervenção da prática pedagógica, deparei-me de imediato com a dificuldade em gerir o tempo. Na atividade relativa à área disciplinar de Estudo do Meio, onde se pretendia que os alunos copiassem do quadro os aniversários da turma para o livro, deparei-me com diferentes ritmos de trabalho e de desenvolvimento que influenciaram o tempo estipulado. Neste sentido, questionei-me sobre que estratégias poderia ter utilizado para rentabilizar o tempo, sendo que surgiram de imediato duas ideias: organizar a informação de forma a utilizar os três quadros ou estipular um tempo com as crianças para que todas se implicassem na atividade.

O mesmo aconteceu no dia 22 de outubro. Para além dos diferentes ritmos apresentados pelos alunos surgiu um imprevisto – um dos alunos encontrava-se a fazer um tratamento à vista e incapaz de realizar os exercícios do livro. Desta forma, na reflexão na ação, decidi pôr em prática a ideia da rentabilização dos quadros, uma vez que senti necessidade de passar os exercícios no quadro com uma letra mais visível. No momento sentia-me perdida, na medida em que me encontrava a passar os exercícios para esse aluno enquanto outros já os haviam terminado.

Todas estas dificuldades fizeram-me questionar, refletir e investigar sobre novas estratégias a utilizar. Aprendi que, em primeiro lugar, devo contextualizar a atividade e explicar o que vai ser feito mesmo que os alunos já conheçam o tipo de atividade. Em segundo, transmitir aos alunos a importância do cumprimento de horários de modo a que estes sintam necessidade de regularem o seu tempo. Por último, fazer a correção dos exercícios de x em x exercícios, estipulando um tempo para terminarem os exercícios, ou seja, dar um tempo para os primeiros exercícios e ir alertando para o passar do tempo, para procedermos todos à correção.

Estas novas estratégias foram postas em prática a partir da intervenção seguinte. Assim, no dia 28 de outubro, comecei por contextualizar todas as atividades das diferentes áreas curriculares, o que promoveu um ambiente mais positivo e propício à aprendizagem. Na intervenção do dia 11 de novembro, para além destas estratégias, pude ainda utilizar a estratégia de correção dos exercícios à medida que iam sendo feitos de modo a cumprir com o tempo previamente estipulado, ajudando na sua rentabilização.

Assim, o que pensava ser um problema hoje considero uma oportunidade, na medida em que me fez refletir, investigar, progredir e melhorar a prática educativa.

Durante todo este percurso senti ainda algo que nunca tinha sentido até então. O valor que se deve dar a um professor, não só por este ter que saber os conteúdos como também ter que gerir um grupo tão heterogéneo e responder às necessidades individuais de cada aluno e, ainda, ter que, a qualquer momento, lidar com imprevistos.

Em jeito de conclusão, posso afirmar que só se aprende a fazer fazendo, questionando e refletindo sobre o que se faz!

 

Alarcão, I. (1996). In I. Alarcão (Ed.), Formação Reflexiva de Professores, Estratégias de Supervisão (pp. 173-189). Porto: Porto Editora

Bogdan, R.C. & Biklen, S.K. (1994). Investigação qualitativa em educação, uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora

Máximo-Esteves, L. (2008). Visão panorâmica da investigação-acção. Porto: Porto Editora.

Santos, M. A. (2007). Pensamento e Ação na Gestão de Sala de Aula. In Gestão de Sala de Aula Crenças e Práticas em Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico (pp. 7-41). Tese de Doutoramento, Universidade do Minho, Braga, Portugal.

 

Beijinho e bom trabalho,

Samanta Caleiro

 

 



publicado por samantacaleiro às 20:10
7

Autores
Dezembro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

15
17
19

24
25
26
27
28

29
30
31


tags

todas as tags

subscrever feeds

RSSPosts

RSSComentários